Olho D'água do Borges/RN -

INÉDITO! Ninguém quer ser governador do Rio Grande do Norte

 

A gestão da governadora Fátima Bezerra (PT) foi tão devastadora que ninguém demonstra disposição para assumir o comando do Rio Grande do Norte. O cenário envolve a possível renúncia da governadora, que articula uma candidatura ao Senado em 2026, em busca de oito anos de imunidade parlamentar.

Com a saída de Fátima, o cargo deveria ser assumido pelo vice-governador Walter Alves (MDB) — eleito pelos potiguares exatamente para essa eventualidade. No entanto, ele reluta em sentar na cadeira do Palácio dos Despachos. O presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira (PSDB), igualmente também já declinou da possibilidade.

Para quem não se recorda, Fátima Bezerra ganhou projeção nacional durante o impeachment de Dilma Rousseff, quando, da tribuna do Senado, protagonizou o episódio do “É gópi, é gópi”, numa performance que virou símbolo de despreparo e caricatura política. À época, ela representava o Rio Grande do Norte no Senado.

Ainda assim, só o eleitor potiguar acreditou que alguém que travava uma batalha pública com a língua portuguesa teria condições de gerir um estado já mergulhado em graves problemas estruturais.

A “bomba” — digo, o governo — pode acabar caindo temporariamente no colo do desembargador Ibanez Monteiro, presidente do Tribunal de Justiça do RN, que assumiria interinamente e convocaria uma eleição indireta, possivelmente em maio, para escolha de um governador tampão até o fim de 2026. Nesse cenário, apenas os deputados estaduais votariam.

Ninguém quer assumir esse governo porque sabe que herdará um verdadeiro suicídio político. As contas do Estado estão em frangalhos: salários de servidores à beira do atraso, 13º pago fora do prazo, empréstimos consignados retidos de forma ilegal e um rombo que já ultrapassa os R$ 10 bilhões.

O turismo, principal motor da economia potiguar, sofre com o avanço do crime organizado. A educação amarga os piores índices do Nordeste. A saúde está sucateada. As estradas, esburacadas. Fornecedores, sem receber.

Isso não pode ser chamado de gestão pública. É um desmantelo completo. Ou, como diria a própria Fátima Bezerra quando era senadora: o que fizeram com o pobre Rio Grande do Norte — “É gópi! É gópi!”.

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