A possível eleição para um mandato tampão no Rio Grande do Norte é uma típica faca de dois gumes. O jogo é rápido, o tempo é curto, mas o impacto político pode ser enorme — tanto para o PT quanto para a oposição.
Para o PT, vencer significaria manter o controle da máquina, ganhar visibilidade e usar o mandato como vitrine administrativa, mesmo que por pouco tempo. Também ajudaria a reorganizar o partido e reduzir disputas internas.
O problema é o outro lado da moeda: assumir um governo curto em meio a crise política e administrativa pode acelerar o desgaste. E uma derrota em eleição suplementar seria um recado duro das urnas, com forte peso simbólico.
Já para a oposição, o mandato tampão surge como uma chance rara de chegar ao poder sem passar por uma eleição completa. Uma vitória quebraria a hegemonia petista, serviria para expor os erros da gestão petista e ajudaria a fortalecer o grupo para a eleição de outubro.
Mas o risco é alto: pouco tempo para entregar resultados, problemas estruturais difíceis de resolver e a possibilidade de frustração do eleitorado. Sem falar nos embates jurídicos que costumam cercar esse tipo de eleição e podem virar armadilha política.
Resumo: quem vencer assume um governo curto, pressionado e sob holofotes. Quem perder, ganha discurso. No fim, o mandato tampão pode decidir não apenas o presente, mas o rumo da próxima eleição no RN.
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