A reunião entre
José Agripino Maia, Garibaldi Alves Filho e o vice-governador Walter Alves
terminou exatamente como começou: muita expectativa e zero anúncio. O
presidente estadual do União Brasil, principal fiador da candidatura do
prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, ao Governo do RN, foi ao apartamento de
Garibaldi para conversar. Conversar, apenas.
Após o encontro,
Agripino escolheu o roteiro conhecido. Classificou a reunião como “amena”,
destacou que foi “mais uma conversa” e tratou de empurrar qualquer definição
para os outros: “Quem pode anunciar são eles”. Tradução direta: não há decisão
alguma.
Nada de
alinhamento público, nada de sinal concreto. O discurso segue preso à cautela
excessiva e à indefinição permanente. A política anda nos bastidores, mas para
fora continua estacionada no terreno do “vamos ver”.
Walter Alves,
que havia prometido anunciar se disputaria uma vaga de deputado estadual,
recuou. Preferiu adiar a fala para o fim do mês. Nos bastidores, cresce a
percepção de que ele assumirá o governo e será candidato à reeleição. O resto é
incerteza.
Nesse jogo de
idas e vindas, até alianças antes consideradas sólidas se desgastam — Ezequiel
Ferreira, por exemplo, já não parece tão próximo. No fim das contas, a reunião
reforçou o óbvio: muita conversa, pouca definição e um cenário cada vez mais
nebuloso.
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