Fátima Bezerra não pode reclamar da falta de opções para
compor a chapa na disputa pelo Senado. Opções existem. O problema é a qualidade
eleitoral delas. Entre aliados da federação e afins, já surgiram três nomes:
Rivaldo Fernandes (PV), Antenor Roberto (PCdoB) e Jean Paul Prates (PDT). O
PSOL até corre por fora, mas talvez por prudência ainda não indicou ninguém.
Olhando friamente para esse cardápio, a constatação é dura:
somando os votos de todos, não enche um ônibus — e olhe lá se for micro-ônibus.
São nomes conhecidos nos bastidores, respeitados em círculos políticos, mas
absolutamente frágeis do ponto de vista eleitoral. Ruins de voto, simples
assim.
Rivaldo não tem densidade popular. Antenor nunca conseguiu
transformar visibilidade institucional em capital eleitoral. Jean Paul já
mostrou que voto majoritário não é exatamente o seu habitat natural. Nenhum
deles acrescenta musculatura real a uma candidatura que já enfrenta desgaste de
governo, rejeição acumulada e fadiga política.
Se Fátima quisesse, de fato, melhorar o cenário, só haveria
um nome capaz de mudar minimamente o jogo: Natália Bonavides. Jovem,
competitiva, com base eleitoral sólida e capacidade de transferência de votos.
Fora isso, o resto é conversa para animar reunião de partido, não para ganhar
eleição.
No mais, é tapeação interna. E eleição não se vence com boas
intenções nem com nomes simbólicos. Se vencer fosse fácil assim, não precisava
nem sair de casa.
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