Pressionado por críticas crescentes e desgastes públicos,
o presidente do STF, Edson Fachin, passou a procurar colegas da Corte nos
últimos dias para conversas reservadas. O movimento ocorre em meio a decisões
polêmicas e à percepção de crise interna no Supremo, cada vez mais questionado
pela opinião pública.
Segundo relatos de ministros, Fachin não entra em casos
específicos, mas admite que o momento é grave e “exige” diálogo. A aliados, ele
tem dito que decidiu ouvir os colegas, inclusive durante o recesso, para
debater o rumo do Judiciário e tentar reduzir a temperatura dentro e fora da
Corte.
Nas conversas, o presidente do STF se coloca “à
disposição” para discutir temas sensíveis e ouvir avaliações sobre o atual
cenário do tribunal. O gesto é visto como uma tentativa de conter o desgaste
institucional e alinhar discursos, num momento em que o Supremo virou
protagonista político.
Fachin já falou com quase todos os ministros e segue em
agenda fora de Brasília. Nesta terça-feira (20), ele embarca para o Maranhão,
onde deve se reunir com Flávio Dino — mais um encontro que reforça a leitura de
que o STF sente o peso da crise e tenta reagir nos bastidores.
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