Olho D'água do Borges/RN -

Deputados do Centrão já cogitam impeachment

 

Um deputado filiado a um partido do Centrão disse ao Congresso em Foco que a palavra impeachment ganhou força nos últimos dias nos grupos de troca de mensagem de parlamentares. "Antes era uma abstração. Agora entrou no plano concreto das cogitações. Estou em grupos de colegas de todos os espectros ideológicos. Comenta-se impeachment agora sem constrangimento", conta.

Segundo esse parlamentar, que pediu para não ter a identidade revelada, até mesmo deputados do Centrão, bloco informal de partidos que apoia o presidente Jair Bolsonaro, passaram a levantar essa hipótese na última semana. A inação do governo federal na crise em Manaus que resultou em mortes de pacientes de Covid-19 por falta de oxigênio e o atraso na importação de insumos da China insumos para a produção das vacinas são, segundo ele, os principais combustíveis da insatisfação dos deputados.

"Não há, ainda, aquela vibração que havia no impeachment da Dilma. Mas isso pode mudar dependendo da pressão da opinião pública", observa. O deputado diz que também percebe agitação maior em suas redes sociais, com cobrança de seguidores. "Quando eu comentava algo do governo a repercussão era X. Agora é dez vezes maior. E questionam se vou ficar nas críticas apenas no Twitter", relata.

Uma série de manifestações está prevista para este fim de semana pedindo o impeachment do presidente. Partidos de esquerda e movimentos que foram às ruas pedir o afastamento da ex-presidente Dilma Rousseff, como o MBL e o Vem Pra Rua estão entre os principais organizadores dos atos. Desde o início do mandato de Bolsonaro, foram apresentados 62 pedidos de impeachment contra ele. Os requerimentos estão na gaveta do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

Fonte: Congresso em Foco

Fórum Estadual dos Servidores exige data de reunião com Fátima

 

O Fórum Estadual dos Servidores protocolou um ofício junto ao governo do Estado para cobrar a data da audiência prometida pela governadora para tratar do calendário de pagamento das folhas salariais em atrasado, conforme Fátima Bezerra anunciou na última reunião que teve com os representantes sindicais, de maneira remota, no dia 13 deste mês. Desta forma, o Fórum aguarda o convite para se reunir com a governadora, Gabinete Civil e secretários da área econômica do governo para debater a continuidade do pagamento dos salários atrasados dos servidores públicos do Estado do Rio Grande do Norte.

Diante da proximidade do fim do prazo prometido pela governadora, e a urgência para resolução das folhas em atraso pelo Estado, o Fórum Estadual dos Servidores irá exigir a audiência pessoalmente no Gabinete Civil, no próximo dia 26 de janeiro, caso o retorno com a data da reunião não aconteça até a segunda-feira, dia 25. 

Demora em cessão de secretários gera crise entre prefeito e reitora da UFERSA

 

O prefeito Allyson Bezerra (SD) vive uma crise no seu berço político: a Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA). As relações entre ele e a reitora Ludimilla Oliveira estão esgarçadas.

Ela não perdoa o vídeo gravado durante a pré-campanha em que Allyson defendeu que fosse nomeado o candidato mais votado da lista tríplice para reitor da UFERSA.

Allyson só fez isso após repercussão negativa de entrevista ao Foro de Moscow em que ele se esquivou sobre o tema.

O prefeito tem tido dificuldades para receber a cessão de seis servidores da UFERSA convidados para compor sua equipe entre eles Almir Mariano que vinha exercendo o cargo de secretário de desenvolvimento social informalmente.

Hoje ele se desligou da gestão municipal.

Outro nome dos quadros da UFERSA que ainda não foi cedido é Felipe Rodrigues da Silva, técnico administrativo de extrema confiança do prefeito além de Luana Lima, única mulher da equipe de transição e a única que não foi anunciada secretária. O primeiro deve assumir a pasta da administração.

A reitora tem jogado duro na cessão dos servidores.

 Fonte: Blog do Barreto

MPRN vai apurar casos de “fura fila” na vacinação contra o Covid-19

 

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) irá apurar todos os casos de fura fila na campanha de vacinação contra a Covid-19. De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap), a primeira fase da vacinação no Estado contempla apenas profissionais de saúde que estejam na linha de frente de combate ao Coronavírus e ainda idosos residentes em instituições de longa permanência. Alguns planos municipais autorizam a vacinação de outros grupos de pessoas, o que será observado de forma individualizada pelo MPRN.

Os casos de pessoas que receberam a vacinação mesmo sem se enquadrarem serão analisados individualmente para se investigar se houve o cometimento de crime ou ato de improbidade.

O MPRN disponibiliza o Disque Denúncia 127 para o recebimento de denúncias de crimes em geral. O cidadão pode ligar gratuitamente para o número. A identidade da fonte será preservada.

Além do telefone, as denúncias também podem ser encaminhadas por Whatsapp para o número (84) 98863-4585 ou e-mail para disque.denuncia@mprn.mp.br. Os cidadãos podem encaminhar informações em geral que possam levar à prisão de criminosos, denunciar atos de corrupção e crimes de qualquer natureza. No Whatsapp, são aceitos textos, fotos, áudios e vídeos que possam comprovar as informações oferecidas. 

Governo Fátima deixa de entregar 2 mil doses de vacina contra covid a municípios

 

Os municípios do Rio Grande do Norte receberam cerca de 2 mil doses a menos do que deveriam no primeiro lote de vacinas contra a covid-19.

De acordo com nota técnica divulgada pela Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap), aproximadamente 4 mil doses recebidas pelo RN por meio do Ministério da Saúde poderiam deixar de ser utilizadas pelo que chamou, inicialmente, de “perda operacional”.

Em um processo de vacinação, a perda na operação está relacionada ao risco de ocorrências que podem ocasionar falhas ou inadequação da vacina.

De acordo com a 98 FM, a Sesap informou que, na realidade, não houve a distribuição total das doses, e que a Secretaria decidiu fazer uma “reserva operacional” das doses; ou seja, das 41.220 doses que deveriam ter sido encaminhadas aos municípios do RN para a primeira aplicação, somente 39.251 foram enviadas.

Em nota, a secretaria explicou que essa quantidade reservada, que chega a 5% do total de doses, é estabelecida em normas técnicas do Governo Federal. Ainda segundo a Sesap, se a perda prevista não ocorrer, as doses reservadas serão encaminhadas aos municípios posteriormente.

Confira a nota na íntegra:

NOTA
Natal (RN), 19 de janeiro de 2021

A Secretaria de Estado da Saúde Pública esclarece que esse valor de perda operacional é estabelecido em norma técnica tanto federal, conforme pode ser consultado no Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19, como estadual, e que no próprio transporte realizado pelo Ministério da Saúde pode ocorrer.
A Sesap destaca que mesmo sendo considerada, essa perda pode não acontecer, o que permitirá ampliar a distribuição das doses e mais pessoas que estão previstas como prioridade nessa primeira etapa da fase 1 podem ser vacinadas.
É importante também esclarecer que uma perda operacional pode se dar pela quebra de algum frasco do imunobiológico em caso de transporte inadequado, por acidente em alguma sala de vacina resultando em quebra de frasco, ou em decorrência de oscilação da temperatura de armazenamento, inviabilizando o uso das doses.
Este percentual em estoque, indicado pelo Programa Nacional de Imunização, torna-se imprescindível para que se possa repor as doses que por ventura possam ser “perdidas”, visando garantir a vacinação do público estimado nesta etapa. Cabe lembrar ainda que o sistema RN+ Vacina prevê o monitoramento e auditoria da perda técnica de imunobiológicos para a Covid-19.

Fonte: 98 FM Natal/Portal Grande Ponto

Se faltar vacina no Brasil, conta será debitada de Bolsonaro, avaliam aliados do presidente

 

A equipe do presidente Jair Bolsonaro diz que acendeu o sinal de alerta dentro do Palácio do Planalto no que pode se transformar a nova crise relacionada ao coronavírus no país, depois da tragédia em Manaus. Pode faltar vacina no Brasil para dar continuidade ao Programa Nacional de Imunização.

Nesse caso, interlocutores e assessores do presidente avaliam que a responsabilidade pela falta de vacina no país pode acabar sendo debitada na conta de Bolsonaro.

Afinal, conflitos criados pelo atual governo com a china podem acabar atrasando ainda mais a exportação de princípios ativos daquele país para o Brasil, impedindo que Butantan e Fiocruz produzam vacinas aqui em fevereiro.

A Fiocruz, inclusive, já divulgou que seu planejamento mudou e não terá mais condições de produzir vacinas em fevereiro, como previsto inicialmente, por causa do atraso na importação dos princípios ativos para fabricação do imunizante nos seus laboratórios.

Os produtos estão parados na China desde dezembro e a avaliação é que questões diplomáticas, mais do que burocráticas, estão travando a vinda dos insumos.

No caso do Butantan, o instituto tem uma expectativa de que os insumos sejam liberados já na semana que vem com base nas negociações feitas pelo governo de São Paulo com a China. Neste caso, a produção poderia ter continuidade no mês que vem. A avaliação no governo paulista é que o Butantan tem a vantagem de ser ligado a São Paulo, que tem uma boa relação com os chineses, ao contrário do que acontece com o governo brasileiro.

Ou seja, destacam interlocutores de Bolsonaro: além de perder a foto da primeira vacinação para o governador João Doria, agora o presidente da República pode ficar na dependência exatamente da CoronaVac, que ele tanto criticou, para que a vacinação no Brasil não seja interrompida e pelo menos continue de forma gradual.

"Toda a política diplomática atrelada a Donald Trump, com ataques constantes à China, está cobrando seu preço agora. Se faltar vacina no Brasil por causa disso, levantamentos já mostram que a população vai responsabilizar o presidente da República por isso", disse ao blog um interlocutor de Bolsonaro.

O Palácio do Planalto definiu como prioridade tentar destravar a vinda dos princípios ativos para a Fiocruz e Butantan, que estão parados na China, e busca contornar as tensões diplomáticas criadas pelo próprio governo brasileiro com o país asiático.

 Fonte: G1.

Brasil pode ter 2021 pior que 2020 mesmo com vacina, diz ex-presidente da Anvisa

 

Primeiro presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o médico sanitarista Gonzalo Vecina Neto não se dá por aliviado com o início do processo de vacinação, ocorrido no começo desta semana, após o aval do órgão regulador às vacinas  produzidas pelo Instituto Butantan  e pela Fiocruz. Para Gonzalo, o Brasil corre o risco de ter um 2021 ainda pior que 2020, quando mais de 200 mil brasileiros perderam a vida para a Covid-19, se não restringir o funcionamento das suas atividades e não levar adiante uma campanha publicitária eficaz para imunizar a população.

Em entrevista ao Congresso em Foco, o professor da Universidade de São Paulo (USP) defende que o país adote lockdown, permitindo o funcionamento apenas de serviços essenciais, reforce a vigilância sobre medidas sanitárias, como distanciamento social e uso de máscaras, e invista pesadamente na conscientização das pessoas sobre a necessidade, a segurança e a eficácia das vacinas. Segundo ele, os efeitos da vacinação só serão percebidos quando o país imunizar cerca de 160 milhões de pessoas, alcançando a chamada imunização de rebanho ou coletiva. Até lá, ressalta o médico, ninguém pode baixar a guarda. 

“Relaxou, vai ter aumento de casos. O aumento de casos de covid é diretamente ligado ao relaxamento social. Não tem mágica. Se governadores e prefeitos não fecharem mais as atividades que não sejam essenciais, vamos ter desastre sanitário de novo. Em Manaus, o governador disse que ia fechar isso e aquilo. Os comerciantes foram para a rua e fizeram movimento social. O que o governador incompetente e genocida do Amazonas fez? Liberou. Qual o resultado da liberação? Em Manaus não se fala em hospital de campanha. Fala-se de necrotério de campanha, por não ter onde botar defunto”, afirmou.

Gonzalo Vecina também atribui parte das mais de 211 mil mortes por covid-19 registradas no Brasil até agora à insistência do governo com o discurso negacionista e à tentativa do governo de "sabotar" a vacina. Ele também condena a estratégia do presidente Jair Bolsonaro de recomendar à população o uso de medicamentos que não têm qualquer eficácia contra a covid-19, como a cloroquina e a hodroxicloroquina, e o “silêncio vergonhoso” de entidades médicas em relação ao assunto. 

“O Estado está sendo o grande sabotador da vacina. Quando o presidente fala as bobagens que fala, quando o ministro fala a favor de drogas não eficazes, quando ele negou inicialmente a Coronavac e depois voltou atrás porque não tinha alternativa, isso é desastroso. Quando um sujeito que é especialista em logística não consegue fazer um avião levantar na hora para levar uma vacina de São Paulo para o Rio de Janeiro… A vacina chegou com seis horas de atraso! Acho que acabou. Precisamos tomar posição frente ao governo que tem patrocinado o que historicamente só tem um nome: genocídio. É algo que temos de descobrir quem, por que e punir. Está na hora de fazer isso”, condena o médico. 

Na avaliação de Gonzalo, Bolsonaro age como um “anti-líder” ao se posicionar contra a vacinação e precisa ser confrontado, em campanha de conscientização, por especialistas com credibilidade no assunto. “O exemplo de líder para um liderado é o exemplo mais importante. Nosso líder se chama Bolsonaro. Esse líder está dizendo para você que não tomará vacina. Numa campanha de vacinação, os Dráuzios Varelas anularão os Bolsonaros”, defende, em alusão ao seu colega médico.

Para o sanitarista, o país precisa se preparar para enfrentar a nova versão do vírus disseminada em Manaus. Ele considera pequenas as chances de o restante do Brasil sofrer com a falta de oxigênio, a exemplo do que tem ocorrido no Amazonas, mas alerta para a sobrecarga de leitos hospitalares. “Se não tomarmos providência do ponto de vista de tentar manter nível de controle de governabilidade dessa crise, não tenho dúvida de que teremos um problema grave pior ainda do que tivemos até agora.” 

Além de primeiro presidente da Anvisa, Gonzalo foi secretário nacional de Vigilância Sanitária do Ministério da Saúde, no governo Fernando Henrique Cardoso, e secretário municipal da Saúde em São Paulo, na gestão de Marta Suplicy. Professor da Faculdade de São Pública da USP, também foi superintendente do Hospital Sírio Libanês em São Paulo.

Veja a íntegra da entrevista de Gonzalo Vecina Neto aqui.

Veja perguntas e respostas sobre a vacinação contra Covid-19 no RN.

 

Começou nesta terça-feira (19), em uma cerimônia simbólica realizada em Natal, a vacinação contra a Covid-19 no Rio Grande do Norte.

Devido ao número reduzido de doses (82.440), poucos grupos prioritários vão ser imunizados neste primeiro momento. Como são duas injeções para imunizar cada pessoa, 39,2 mil potiguares devem ser vacinados.

O número representa menos de 1,11% da população potiguar, estimada em 3,5 milhões de pessoas pelo IBGE. O início dessa fase deve ocorrer em até 72 horas, nos municípios.

Veja abaixo perguntas e respostas sobre o assunto:

Quem será vacinado na primeira fase no estado do RN?

A primeira remessa recebida nesta segunda-feira (18) vai imunizar, segundo o Ministério da Saúde, 39.259 potiguares. O grupo prioritário é formado pelos seguintes segmentos:

  • Trabalhadores da Saúde;
  • Idosos com mais de 60 anos em em asilos ou abrigos;
  • Pessoas institucionalizadas com deficiência;
  • Indígenas aldeados (segundo o governo, o RN não tem grupos deste tipo).

Entretanto, não há vacina para todos os que estão nesses grupos prioritários. No plano de vacinação do RN, por exemplo, o governo estimava cerca de 79,6 mil trabalhadores de saúde no estado.

De acordo com uma nota técnica da Secretaria de Saúde, como a quantidade é insuficiente para vacinar todos os profissionais de saúde e população alvo, serão usados critérios de exposição à infecção e de maiores riscos para agravamento e óbito da doença.

Mesmo dentro dos grupos prioritários, quem receberá a vacina primeiro?

profissionais de saúde da linha de frente de combate à doença, como os que trabalham em hospitais referenciados, serviços de urgência e emergência que atendem pacientes confirmados ou suspeitos para Covid-19.

  • profissionais da Saúde envolvidos na campanha de vacinação para a Covid-19;
  • trabalhadores de instituições de longa permanência de idosos (abrigos);
  • Idosos (a partir de 60 anos) que moram em instituições de longa permanência;

A vacina tem quantas doses?

Cada pessoa que for vacinada pela CoronaVac vai receber duas doses, com intervalo de duas ou três semanas. No Rio Grande do Norte, serão aproximadamente 39 mil pessoas. O estado recebeu 82,4 mil doses na primeira remessa enviada pelo Ministério da Saúde.

Qual o calendário de vacinação para os outros grupos?

Não há previsão para o início da vacinação de outros grupos. Isso depende da chegada de novos lotes de vacinas. O Ministério da Saúde faz a distribuição de acordo com a entrega das vacinas.

Quando os idosos serão vacinados?

Por enquanto, somente os idosos que estão em abrigos e asilos serão vacinados nesta etapa. Os demais dependem da chegada de outros lotes da vacina.

Qual vacina será aplicada?

Por enquanto, duas vacinas foram aprovadas para uso emergencial no Brasil. A CoronaVac, desenvolvida pelo laboratório Sinovac em parceria com o Instituto Butantan chegou nesta terça-feira (19).

A vacina de Oxford, desenvolvida pela AstraZeneca e pela Universidade de Oxford, em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), ainda não está disponível.

Veja aqui quantas pessoas serão vacinadas em cada município nessa primeira etapa.

Assembleia de Deus rompe com o prefeito Allyson e pede escola de volta

 

A Assembleia de Deus de Mossoró decidiu pedir ao município a devolução do Colégio Evangélico Leôncio José de Santana. O documento foi assinado na sexta-feira, 15, pelo pastor Miranda, líder da igreja, endereçado à Secretaria Municipal de Educação, antecipando em cinco meses o fim do contrato, que vence em maio deste ano.

A decisão da Assembleia de Deus é política e estabelece o rompimento da igreja com o prefeito Allyson Bezerra (Solidariedade). Foi motivada pela exoneração da Irmã Marta do cargo de direção do colégio, que ela ocupava há mais de uma década.

Ao anunciar a decisão à comunidade evangélica, o pastor Miranda não usou de meias palavras e deixou clara a sua decepção com Allyson, que teve do líder da congregação o apoio direto e irrestrito na campanha eleitoral de 2020. O líder da Assembleia de Deus lembrou à comunidade que a Irmã Marta foi mantida na direção do Colégio Evangélico nas gestões de Fafá Rosado, Cláudia Regina, Silveira Júnior e Rosalba Ciarlini, que não são evangélicos, mas coube a um prefeito “crente em Deus” tirar a irmã que estava à frente do estabelecimento de ensino público, com padrão assembleiano.

A exoneração da Irmã Marta, na verdade, foi apenas a gota que faltava. A insatisfação do líder da Assembleia de Deus de Mossoró com Allyson surgiu quando o prefeito começou a formar a sua equipe de auxiliares, majoritariamente, contrária à pauta defendida pela igreja evangélica. São temas delicados como família, aborto, gênero, descriminalização do porte de arma e uso de drogas, escola cívico-militar, separação Igreja/Estado.

São temas que só não causarão estranheza entre o prefeito e sua equipe se um dos lados ceder ou fizer de conta que nada está acontecendo, porém, que não são aceitos pela comunidade evangélica. O primeiro escalão formado por Allyson defende uma ideologia de quilômetros de distância do que pensa a Assembleia de Deus. São, em sua maioria, membros de partidos de esquerda e que defendem uma bandeira indigesta aos evangélicos.

Por consequência, a Assembleia de Deus decidiu que não indicaria nomes para a equipe de Allyson. Entendeu que seria incompatível um irmão dividindo mesa de reunião para discutir, por exemplo, o debate de gênero ou do aborto em sala de aula.

O fato é que o pastor Miranda desde dezembro, quando o prefeito começou a anunciar o seu secretariado, não escondia a sua decepção. Aos irmãos mais próximos, afirmava como o irmão Allyson havia mudado desde a vitória nas urnas, com o total e irrestrito apoio da Assembleia de Deus, e que agora parece outro com posições contrárias às que defendia no passado recente.

Allyson Bezerra ainda não respondeu ao pastor Miranda, nem disse se aceita ou não a devolução do Colégio Evangélico Leôncio José antes do fim do contrato. Nos bastidores do templo da Leste-Oeste comenta-se que alguns pastores, com livre trânsito de lado a lado, tentam construir uma ponte para esfriar a crise. Não será fácil.

O pastor Miranda tem dito apenas que está pedindo que “orem pelos cristãos evangélicos” e que entende que chegou o momento do colégio evangélico fortalecer o padrão assembleiano de Deus, desligada da rede municipal de ensino de Mossoró.

Fonte: Coluna Cezar Santos/Jornal de Fato 

Saiba como se cadastrar no sistema que vai monitorar a distribuição e aplicação de vacinas contra Covid-19 no RN

O sistema RN Mais Vacina (Veja aqui) que irá monitorar o processo de vacinação contra a Covid-19 em todo o estado já está no ar e pode ser acessado pelos potiguares. O cadastro prévio vai ajudar na logística da vacinação. Quem não conseguir fazer o cadastro sozinho, poderá fazê-lo nas unidades de saúde, segundo a Sesap.

O sistema vai registrar a chegada da vacina enviada pelo Governo Federal, a transferência aos 167 municípios e a aplicação que será feita pelas secretarias municipais de saúde.

As pessoas poderão se cadastrar com os dados pessoais e, se for o caso, inserir informações quanto aos grupos de risco e comorbidades. Apesar desta primeira etapa de vacinação, em todo o mundo, ser restrita aos grupos prioritários, é recomendado que todas as pessoas façam o cadastro, que irá auxiliar na criação de um banco de dados com o perfil da população potiguar.

Veja mais perguntas e respostas sobre a vacinação aqui.

Oposição aumenta pressão por impeachment do presidente Bolsonaro

 

Partidos de oposição devem apresentar nesta semana novo pedido de impeachment do presidente Jair Bolsonaro, sob o argumento de que ele cometeu "crimes de responsabilidade em série" na condução da pandemia do coronavírus. Assinado por Rede, PSB, PT, PCdoB e PDT, que reúnem 119 deputados, o pedido cita o colapso da saúde em Manaus e diz já ter passado a hora de o Congresso reagir.

Os oposicionistas também cobram a interrupção do recesso e a volta imediata dos deputados ao trabalho para que o processo seja iniciado.

"O presidente da República deve ser política e criminalmente responsabilizado por deixar sem oxigênio o Amazonas, por sabotar pesquisas e campanhas de vacinação, por desincentivar o uso de máscaras e incentivar o uso de medicamentos ineficazes, por difundir desinformação, além de violar o pacto constitucional entre União, Estados e Municípios", diz nota conjunta dos partidos.

Na última segunda-feira (11), Maia chegou a dizer que a demora do início da vacinação contra a covid-19 no Brasil pode levar à abertura de um processo de impeachment contra Bolsonaro. Mas a decisão, segundo ele, caberá ao seu sucessor.

Outros 61 pedidos de impeachment contra o presidente da República foram apresentados durante a gestão de Maia. Desses, cinco foram rejeitados por ele por questões protocolares. Os demais 56 continuam na gaveta do presidente da Câmara.

Cerca de 200 pessoas participaram de um ato pelo afastamento e pela cassação do mandato de Bolsonaro em frente ao Palácio do Planalto nesse domingo.

Um site com um abaixo-assinado pelo impeachment do presidente foi lançado na sexta-feira, e já conta até a noite deste domingo com 336 mil assinaturas. Outros perfis em redes sociais buscam calcular como seria a votação hoje, com base em manifestações dos políticos em redes sociais.

Fonte: Congresso em Foco

XP-Ipespe: avaliação de ruim e péssimo de Bolsonaro salta de 35% para 40%

 

De acordo com pesquisa XP-Ipespe, a avaliação ruim e péssimo do governo do presidente Jair Bolsonaro (Sem Partido) subiu de 35% para 40%, percentual semelhante ao do início da pandemia de coronavírus, em abril de 2020.

Já os que consideram a gestão de Bolsonaro como ótima ou boa passaram de 38% para 32%. Desde maio do ano passado, não havia aumento no percentual dos críticos ao governo e redução no de apoiadores.

É a primeira vez também, desde julho, em que a avaliação negativa supera a positiva.

O ponto crítico da pesquisa está claro. A maneira como Bolsonaro enfrenta a crise do coronavírus é vista como ruim ou péssima por 52% dos entrevistados, 4 pontos a mais que em dezembro.

O XP-Ipespe fez 1.000 entrevistas com abrangência nacional, no período de 11 a 14 de janeiro. A margem de erro é de 3,2 pontos percentuais.

Com informações do Radar, da Veja 

Em ofício, CRMV-RN reforça que médicos-veterinários são profissionais de saúde e têm direito a vacinação prioritária contra a Covid.

 

Em ofício protocolado na Secretaria Estadual de Saúde, nesta segunda-feira (18), o Conselho Regional de Medicina Veterinária do Rio Grande do Norte reforçou às autoridades estaduais que os médicos-veterinários são profissionais de saúde e, portanto, também devem fazer parte do grupo prioritário para tomar a vacina contra a Covid-19. O documento também foi encaminhado às Regionais de Saúde do RN.

No texto, o presidente do CRMV-RN, Dr. Raimundo Alves Barrêto Júnior, solicita que a Secretaria de Saúde informe aos municípios que é direito do Médico-Veterinário receber a imunização contra Covid-19 de forma prioritária, juntamente com os demais profissionais de saúde, conforme planos de vacinação federal e estadual. O documento foi protocolado pelo secretário-geral do Regional, Dr. José Arimateia da Silva.

Atualmente o estado conta com 1.104 profissionais médicos-veterinários distribuídos nos 167 municípios. No ofício, o presidente reforçou que a categoria é reconhecida dentro do rol de profissões da saúde pública pelo menos desde 1998, quando a Resolução Normativa do Conselho Nacional de Saúde – a CNS 287/1998 reconheceu a importância da Medicina Veterinária para saúde única.

“Desde então é pacífico o entendimento que o Médico-Veterinário deve possuir acesso igualitário às demais categorias profissionais que estão no rol das profissões de nível superior da área de saúde, a todos os serviços de promoção, proteção e recuperação da saúde”, destacou.

O ofício ainda lembra que, durante toda a pandemia da Covid-19, o Médico-Veterinário atuou em diversas frentes, passando pelas áreas de gestão, vigilância epidemiológica, Saúde da Família, além de manter estabelecimentos de atendimento aos animais abertos, mesmo com os riscos inerentes ao atendimento.

“A nomeação do Médico Veterinário Laurício Monteiro Cruz para dirigir o Departamento de Imunização e Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, reforça a importância destacada da profissão para saúde única, e não somente para a saúde animal como era anteriormente relacionado”, lembrou o presidente.

Ministério da Saúde reconhece prioridade

Em ofício encaminhado ao Conselho Federal de Medicina Veterinária nesta segunda-feira (18), o Departamento de Imunização e Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde confirmou que médicos-veterinários e seus respectivos técnicos e auxiliares estão inseridos entre os trabalhadores de saúde destacados no Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19

O Ministério informou também que será feito um escalonamento dos grupos prioritários para vacinação, conforme a disponibilidade das doses de vacina, sendo facultado a estados e municípios a possibilidade de adequar a priorização de acordo com a realidade local. Dessa forma, para a primeira fase de imunização, que tem seis milhões de vacinas disponíveis, sendo necessárias duas doses para completar o esquema vacinal, o ministério priorizou os grupos segundo os critérios de exposição à infecção e de maiores riscos para agravamento e óbito pela doença.

A recomendação é que os primeiros a receber a vacina sejam os profissionais da saúde da linha de frente, ou seja, os que trabalham em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), prontos-socorros, ambulâncias, hospitais referenciados para a covid-19, bem como equipes de vacinação que irão imunizar a população e os trabalhadores de instituições de acolhimento de idosos e jovens e adultos com deficiência. Em seguida, serão vacinados os demais trabalhadores de saúde.

Assessoria de Comunicação do CRMV-RN com informações do CFMV.

Petrobras reajusta gasolina em 7,6%; aumento vale a partir da terça-feira

 

O preço médio do litro da gasolina vendida pela Petrobras em suas refinarias vai passar de R$ 1,84 para R$ 1,98, o que representa uma alta de 7,6% (R$ 0,15, em média). Esse foi o primeiro aumento do ano. O último aconteceu no dia 29 de dezembro.

“Os preços praticados pela Petrobras têm como referência os preços de paridade de importação e, desta maneira, acompanham as variações do valor do produto no mercado internacional e da taxa de câmbio, para cima e para baixo”, informou a empresa por meio de sua assessoria de imprensa, acrescentando que, em 2020, o preço médio da gasolina em suas refinarias atingiu mínimo de R$ 0,91 por litro.

A empresa tem sido criticada por um grupo de concorrentes reunido na Associação Brasileira de Importadores de Combustíveis (Abicom), que recorreu ao Cade acusando a empresa de praticar valores abaixo da paridade internacional e, com isso, impedir a competição no mercado interno.

 
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