As despesas com previdência social representaram 35% dos gastos totais do Rio Grande do Norte entre janeiro e agosto de 2026, o maior percentual do país, segundo o Relatório Resumido da Execução Orçamentária (RREO), do Tesouro Nacional. Os gastos previdenciários somaram R$ 5,6 bilhões no período e contribuem para limitar a capacidade de investimento do Estado e a aplicação de recursos em outras áreas.
O economista avalia que a restrição orçamentária compromete a capacidade do Estado de investir em áreas como transporte, saneamento e logística.
Para ele, a baixa aplicação em infraestrutura pode dificultar a atração de empreendimentos privados e limitar o dinamismo econômico. “Menos investimento resulta em menos dinamismo econômico, o que prejudica o crescimento do ICMS, que é o principal imposto de arrecadação do Estado”, explica.
Conforme o relatório, o Rio Grande do Norte destina 5%
dos recursos a investimentos. “Eu lhe digo com toda certeza que é um dos
estados que tem a menor capacidade de investimentos. Quando a gente tem 35% das
receitas do Estado gastas exclusivamente com a previdência social do Estado.
Isso tira totalmente a capacidade do Estado de realizar investimentos de modo
geral”.
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