Olho D'água do Borges/RN -

Inflação é a maior para maio em cinco anos e supera teto da meta em 12 meses, aponta IBGE

 

O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) subiu 0,58% em maio, após alta de 0,67% no mês anterior, informou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta sexta-feira (12).

Esse resultado representa a maior taxa para o mês de maio em cinco anos. O dado desta sexta só fica abaixo do número visto em maio de 2021, quando a inflação subiu 0,83%. Além disso, o IPCA de maio fez com que o índice voltasse a ultrapassar o teto da meta perseguida pelo Banco Central, que é de 3%, mas com tolerância até 4,50%.

No acumulado de 12 meses até maio, o IPCA teve alta de 4,72%. A expectativa de analistas consultados pela Reuters, era de alta de 0,53% em maio, acumulando em 12 meses alta de 4,66%

O índice foi puxado principalmente pelo setor de alimentação e bebidas, com inflação de 1,33%. Em seguida, habitação (1,22%) e saúde (0,90%) completam o ranking de maior aumento de preços.

CNN Brasil 

Conta de luz deve subir 8,6% em 2026, acima da inflação, diz Aneel

 

A conta de luz deverá ficar mais cara em 2026. Segundo projeção divulgada nesta sexta-feira (12) pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o reajuste médio das tarifas deve ser de 8,6% no próximo ano.

A estimativa supera as previsões de inflação consideradas pela agência, de 5,8% para o IGP-M e 4,9% para o IPCA.

Apesar da alta prevista, a Aneel informou que recursos de Uso do Bem Público serão utilizados para reduzir o impacto dos reajustes em áreas atendidas pelas superintendências de desenvolvimento da Amazônia (Sudam) e do Nordeste (Sudene).

De acordo com a agência, consumidores de 22 distribuidoras poderão receber descontos nas faturas em razão da destinação desses recursos.

As projeções constam na segunda edição de 2026 do boletim InfoTarifas, publicação trimestral da Aneel que apresenta estimativas de variação tarifária e os principais fatores que influenciam os reajustes das contas de energia elétrica.

Silêncio de José Agripino e Allyson diante de Kelps chama atenção

É cada vez mais estranho o silêncio do presidente do União Brasil, José Agripino Maia, e do pré-candidato ao Governo do Estado, Allyson Bezerra, diante dos sucessivos ataques feitos por Kelps Lima contra integrantes da própria federação partidária.

Kelps não tem economizado críticas aos seus concorrentes internos na disputa por uma vaga na Câmara Federal. João Maia, Benes Leocádio e Robinson Faria já foram apontados pelo próprio Kelps como adversários políticos, apesar de todos integrarem a mesma federação partidária. As declarações ganharam repercussão e provocaram desconforto nos bastidores.

O que chama atenção é que, até agora, José Agripino Maia, que preside o União Brasil no Rio Grande do Norte, não deu uma palavra pública sobre o assunto. O mesmo acontece com Allyson Bezerra, principal nome do partido na disputa pelo Governo do Estado. Ambos acompanham a crise em silêncio absoluto.

O mundo não respeita o STF

 

O Supremo Tribunal Federal (STF) está enfrentando a maior crise de sua história, tanto dentro do Brasil como no exterior.

A recusa da Corte Suprema de Cassação da Itália em extraditar Carla Zambelli é só o mais recente arranhão na credibilidade da Corte brasileira.

Segundo os italianos, Zambelli não teve seus direitos respeitados porque o ministro do STF Alexandre de Moraes acumulou as funções de vítima, juiz de primeira instância, juiz de segunda instância e juiz da execução.

Obviamente, não se faz justiça desse jeito.

Edson Fachin, presidente do STF, publicou uma notinha patética reagindo à decisão italiana.

Seu principal argumento é que as decisões de Moraes foram referendadas pelos outros membros da Primeira Turma.

Mas o fato de que a Primeira Turma ou o plenário do STF têm referendado decisões autoritárias de Moraes não pode ser usado como prova de que o magistrado está certo.

Pelo contrário, a conivência dos seus colegas de toga só empurra o tribunal todo para a lama reputacional.

Além disso, mostra que é Moraes quem reina no tribunal de Brasília.

O STF pode até achar que está fazendo a coisa certa. Mas, quando as decisões da Corte brasileira são submetidas a tribunais em países civilizados, elas não resistem a uma análise feita segundo padrões internacionais.

“A decisão italiana não afirma que o Brasil deixou de ser uma democracia. Tampouco declara que seu Poder Judiciário perdeu legitimidade. O que ela sugere é algo mais sutil e talvez mais preocupante: a percepção de que determinadas situações concretas podem justificar um escrutínio internacional mais intenso do que aquele tradicionalmente reservado a países com instituições consolidadas”, escreve em Crusoé Maristela Basso, professora de direito internacional na USP…

 O Antagonista

PESQUISA ALFA INTELIGÊNCIA: Reprovação do governo Lula sobe para 56%; aprovação cai para 42%

 

A pesquisa Alfa Inteligência divulgada nesta sexta-feira (12) aponta que 56% dos brasileiros desaprovam o trabalho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Outros 42% afirmaram aprovar a atuação do chefe do Executivo federal, enquanto 2% não souberam ou preferiram não responder.

Em comparação com o levantamento realizado em março deste ano, a desaprovação ao governo avançou três pontos percentuais. Na ocasião, 53% dos entrevistados desaprovavam a gestão petista, enquanto 46% manifestavam aprovação. Outros 1% não responderam.

A pesquisa ouviu 1.400 eleitores entre os dias 5 e 10 de junho. A margem de erro é de 2,6 pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no TSE sob o protocolo BR-03496/2026.

 Diário do Poder

Tribunal de Contas encontra 297 servidores com possível acúmulo ilegal de cargos no RN

 

O Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Norte (TCE-RN) identificou, em órgãos estaduais e municipais, 297 casos de servidores contratados no primeiro quadrimestre de 2026 que já possuíam dois vínculos públicos anteriores, situação que pode configurar acúmulo irregular de cargos, empregos ou funções públicas. Diante dos indícios, a Corte emitiu 89 Alertas Preliminares de Controle (APCs) para que os órgãos responsáveis apurem individualmente cada caso e adotem providências, caso sejam constatadas irregularidades.

Os alertas foram encaminhados a 64 órgãos diferentes, entre eles 52 prefeituras, sete câmaras municipais e outros cinco órgãos das administrações estadual e municipal. A lista completa dos órgãos notificados não foi divulgada pela Corte. Segundo o TCE, a remuneração mensal associada aos vínculos identificados soma R$ 1.310.197.

A ação foi conduzida pela Diretoria de Controle de Pessoal e Previdência (DCP), com o suporte da Plataforma de Análise de Riscos e Inteligência para o Controle Externo (ArgosTC), sistema desenvolvido para ampliar o monitoramento preventivo das administrações públicas. A iniciativa segue as diretrizes estabelecidas pela Resolução nº 14/2026, que regulamenta o modelo de controle concomitante no âmbito da Corte de Contas.

Com o alerta emitido pelo TCE, caberá aos gestores responsáveis examinar individualmente cada apontamento, prestar esclarecimentos ao Tribunal e adotar as medidas necessárias caso sejam confirmadas irregularidades.

 Veja materia completa aqui.

RN NO VERMELHO: Firjan aponta 108 cidades “insustentáveis” no estado

 

O RN aparece entre os estados com maior número de municípios considerados “insustentáveis” pelo Índice Firjan de Gestão Fiscal (IFGF).  Segundo o levantamento, 65% das cidades potiguares não conseguem gerar receita suficiente para manter as próprias estruturas financeiras.

Na prática, são 108 dos 167 municípios do RN que dependem fortemente de transferências como o Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e outros repasses. As informações são do BZ Notícias.

Pelos critérios da Firjan, são considerados “insustentáveis” os municípios que não conseguem arrecadar recursos próprios em nível suficiente para cobrir suas despesas.

O cenário coloca o RN na 5ª posição nacional entre os estados com maior percentual de cidades nessa situação.

No ranking, o Nordeste concentra os maiores índices. Piauí, Maranhão e Paraíba aparecem entre os estados com os números mais elevados de municípios classificados como insustentáveis.

Blog do BG 

Grupo de Allyson espalha desinformação sobre pesquisa Veritá após resultado desfavorável


A divulgação da pesquisa Veritá, que colocou Álvaro Dias na liderança e apontou Allyson Bezerra na terceira colocação em todos os cenários apresentados, parece ter provocado forte reação entre aliados do ex-prefeito de Mossoró.

Em vez de debater os números ou apresentar contrapontos técnicos, setores ligados à pré-campanha de Allyson partiram para uma estratégia já conhecida: tentar desacreditar o levantamento perante a opinião pública. Nas redes sociais e grupos de mensagens, circulou a informação falsa de que a pesquisa teria sido suspensa pela Justiça Eleitoral.

A verdade é outra. A pesquisa permanece válida e regularmente registrada sob o número RN-06276/2026. Qualquer cidadão pode consultar diretamente o sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e verificar que não existe decisão suspendendo sua divulgação.

A tentativa de criar dúvidas sobre o levantamento acaba revelando mais preocupação com o resultado do que com os fatos. Afinal, quando os números agradam, pesquisas costumam ser celebradas; quando desagradam, passam a ser atacadas.

E há um detalhe que não pode ser ignorado: a Veritá demonstrou elevado grau de precisão em disputas recentes. Na eleição para prefeito de Natal, por exemplo, apontou os seguintes resultados:

  • Apontou Paulinho Freire com 55,5% das intenções de voto, resultado final de 55,34%.
  • Projetou Natalia Bonavides com 44,4%, resultado final, 44,66% obtidos nas urnas.

Os números da Veritá podem agradar ou desagradar, mas cumprem uma função importante no processo democrático: retratar o momento da disputa. Tentar transformar um resultado desfavorável em teoria conspiratória ou espalhar informações falsas sobre sua validade não muda a realidade dos fatos.

A política é dinâmica e a eleição será decidida pelo eleitor. Mas uma coisa é certa: não será com boatos, narrativas artificiais ou manobras de comunicação que se alterará o sentimento das ruas. Quando a realidade começa a aparecer, fica cada vez mais difícil escondê-la atrás de cortinas de fumaça. 

Vorcaro teria pago US$ 30 milhões a Davi Alcolumbre e o PT da Bahia, aponta revista Veja

 

Uma reportagem da revista Veja revelou novas acusações envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Segundo a publicação, Vorcaro teria realizado um pagamento de US$ 30 milhões ao senador, informação que amplia a repercussão do caso e aumenta a pressão por esclarecimentos sobre a atuação de autoridades e agentes políticos ligados ao episódio.

Além da transferência, a reportagem detalha relações entre o Banco Master e o grupo político que comanda a Bahia sob a liderança do PT, apontando conexões que estariam no centro das discussões sobre o alcance das investigações.

O caso ganha novos contornos em Brasília porque Alcolumbre tem sido cobrado por parlamentares a permitir o avanço de iniciativas de fiscalização e apuração envolvendo o banco, enquanto as denúncias elevam a tensão política em torno do tema. 

José Dirceu critica equipe econômica de Lula: ‘Fizeram quase um crime’

 

O ex-ministro da Casa Civil e ex-deputado federal José Dirceu (PT) considerou que a equipe econômica do governo de Lula (PT) errou e cometeu “quase um crime”, ao não buscar alternativas à política monetária restritiva que pune o desenvolvimento do País. Durante entrevista à Rádio Bandeirantes, na manhã desta quinta-feira (11), Dirceu defendia mecanismos para conter a inflação sem esfriar a economia e frear o potencial produtivo do Brasil.

Veja o trecho da entrevista de José Dirceu aos jornalistas Pedro Campos, Guilherme Macalossi e Cláudio Humberto, também do Diário do Poder, transmitida simultaneamente pela Bandeirantes e BandNews TV: Veja vídeo aqui.

“Erraram, erraram! E fizeram quase um crime contra o País. Meta de inflação de 3% em um País que é a 7ª economia no mundo, tem 200 milhões de habitantes, é o 8º país no mundo. Um País que é uma potência tem que fazer política própria, pensar nos seus interesses. O Brasil não tem nenhum problema com os Estados Unidos. Quem tá criando problema… O problema é político com o Brasil”, disparou José Dirceu.A crítica foi feita durante entrevista ao programa Jornal da Gente. Quando Dirceu defendia a redução de jornada de trabalho para 5×2 e novos rumos para a economia, ele foi lembrado de que o Conselho Monetário Nacional (CMN) é composto por ministros da Fazenda e do Planejamento e pelo presidente do Banco Central, todos indicados pelo presidente Lula.

 

N mira do MP: Gestão Allyson vira alvo de inquérito após gasto de R$ 2,7 milhões em cachês no Sal & Luz

 

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) instaurou um inquérito civil para apurar a aplicação de recursos públicos no evento gospel Mossoró Sal & Luz, realizado pela Prefeitura de Mossoró durante a gestão do prefeito Allyson Bezerra (União Brasil).

A portaria foi publicada nesta quarta-feira (10) e dá continuidade a um procedimento que já investigava informações relacionadas aos investimentos feitos pelo município na realização da festividade religiosa.

Segundo levantamento realizado com base em dados do Portal da Transparência, a Prefeitura de Mossoró desembolsou mais de R$ 2,7 milhões apenas com o pagamento de cachês de artistas que participaram da edição de 2025 do evento.

De acordo com a portaria assinada pelo promotor de Justiça em substituição Fábio de Weimar Thé, o inquérito é resultado da conversão de um procedimento preparatório instaurado anteriormente para analisar a utilização de recursos municipais no festival.

O documento não aponta irregularidades nem responsabiliza agentes públicos. A medida tem como objetivo aprofundar a análise das informações e documentos encaminhados pela administração municipal.

A edição de 2025 do Mossoró Sal & Luz foi realizada na Estação das Artes e reuniu atrações gospel locais, regionais e nacionais. No ano passado, a programação foi ampliada de dois para cinco dias durante a gestão Allyson Bezerra.

Entre os maiores cachês pagos pelo município estão os da cantora Maria Marçal, que recebeu R$ 230 mil. Também figuram entre os maiores valores Bruna Karla e Isadora Pompeo, ambas com R$ 220 mil, Cassiane, com R$ 210 mil, e Thalles Roberto, com R$ 200 mil.

Dados do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RN) mostram que Mossoró registrou R$ 25,7 milhões em despesas com festividades ao longo de 2025. Segundo o Painel Festejos, ferramenta de monitoramento da Corte, foram celebrados 102 contratos relacionados à realização de eventos no período.

Edição 2026 já em produção

Enquanto o inquérito tramita no Ministério Público, a Prefeitura de Mossoró já iniciou as contratações para a edição de 2026 do Mossoró Sal & Luz.

Extratos publicados pela Secretaria Municipal de Cultura indicam que os cachês já ultrapassam R$ 1,5 milhão. Entre os maiores valores anunciados estão os de Aline Barros e Banda Morada, contratadas por R$ 280 mil cada.

Também constam nas contratações Thalles Roberto e Julliany Souza, ambos com cachês de R$ 250 mil. A programação inclui ainda Som & Louvor, por R$ 220 mil, Crianças Diante do Trono, por R$ 150 mil, e o cantor Cícero Oliveira, contratado por R$ 80 mil.

O Ministério Público agora analisa a documentação mais recente enviada pela Prefeitura de Mossoró para definir os próximos passos da investigação.

Novo Notícias. 

Indústria do RN recua 17,9% e tem pior resultado do Brasil no 1º quadrimestre de 2026

 

A indústria do Rio Grande do Norte registrou queda de 17,9%, o maior recuo do país no acumulado de 2026 até o mês de abril. Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal (PIM) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados nesta quarta-feira (10). Considerando apenas o mês de abril, a indústria potiguar apresentou recuo de 13,6% na comparação com o mês anterior, também a maior queda registrada no Brasil. As reduções foram puxadas pela atividade de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (óleo diesel), que apresentou retração de 29,9% no acumulado do ano e de 27,8% em abril.

Segundo o IBGE, também tiveram números negativos no quadrimestre a fabricação de produtos alimentícios (-6,2%) e as indústrias extrativistas (-5,6%). Ainda levando em conta os quatro primeiros meses de 2026, além do RN, outros sete estados no País acumulam taxas negativas na produção industrial: Bahia (-4,6%), Maranhão (-4,5%), Ceará (-4,4%), Amazonas (-3,5%), Santa Catarina (-2,8%), Paraná (-1,1%) e São Paulo (-0,4%).

Para o Observatório da Indústria Mais RN, da Fiern, os dados apontam para uma perda de dinamismo do setor na região Nordeste, bem como no cenário nacional. O órgão pondera, no entanto, que não houve queda generalizada no RN.

“Na verdade, o resultado negativo teve como razão, especificamente, o recuo de quase 20%, entre janeiro e abril, do setor de Petróleo e Gás, enquanto os demais apresentaram números próximos do esperado para o início do ano”, disse o observatório por meio de nota.

Para o restante do ano, a Fiern prevê uma recuperação dos saldos negativos, ressalvando que não há como desconsiderar fatores externos ao RN, como o valor da taxa Selic, incertezas envolvendo eleições e mudanças relativas à reforma tributária.

Veja mais aqui.

Brasil: a democracia dos incautos

 

A cada dois anos o Brasil inteiro se mobiliza para participar de eleições. Eleições essas que deveriam ser o ápice da democracia, expresso nos discursos enfadonhos dos liberais e até de vastos setores da esquerda. Democracia dos fingidos. Democracia dos otários. Os que falam em democracia, sempre se revelam ignorantes, até mesmo para dizer o que é, de fato democracia. Gaguejam e falam sobre uma tal “democracia representativa”, baseada no pensamento liberal do século XIX e que é totalmente inócuo, numa sociedade em que a concentração de renda e a centralização de capitais exclui milhões do farto banquete dos lucros e principalmente dos juros, que alimenta o capital financeiro. E o mais patético é continuar achando que essas eleições bianuais tem relação com um conceito de democracia em que as massas trabalhadoras teriam, de fato, acesso à riqueza, teriam educação e saúde que os tornasse cidadãos e não consumidores.

As eleições desse ano, chamada de “gerais”, será um momento de mobilização de 58.072 vereadores e 5.569 prefeitos, para eleger 27 governadores, 1.059 deputados estaduais, 513 deputados federais, 54 dos 81 senadores e 1 um presidente e afetará os 5.569 municípios, desde o menor município do país em termos de população, Serra da Saudade, com suas 830 almas, localizada no centro oeste de minas Gerais, até a maior concentração de pessoas num único município, São Paulo, com cerca de 11,9 milhões de habitantes, mais de 14 mil vezes maior que a pequena Serra da Saudade.

Por isso muitos dizem que estamos entre as maiores democracias do mundo. Nesse imenso “festival democrático”, quanto efetivamente se gasta nessas eleições? Na nossa bela democracia temos um “fundo eleitoral”, que distribuiu já esse ano, R$ 4,9 bilhões, de maneira proporcional às suas representações no Senado e na Câmara de Deputados, que é distribuído para os 30 partidos registrados no TST e, por isso, PL e PT receberão cerca de 30% desse fundo. Portanto, de partida, a “democracia representativa” já começa torta.

Mas quanto, efetivamente, se gasta nessas eleições? Acho que nem Deus sabe, embora nas eleições municipais de 2024 os recursos totais, incluindo o Fundo Eleitoral, somaram R$ 13,3 bilhões, sendo que a doação de pessoas físicas foram cerca de R$ 2 bilhões. Existe também a chamada “vaquinha virtual”, no qual. os deputados podem arrecadar por esse instrumento, que é dirigido ao eleitor de maneira geral. Em 2024 esse valor chegou a ínfimos R$ 7,8 milhões, ou seja, 0,06% do total gasto.

Potiguar Noticias

 

Senado aprova piso salarial de R$ 13,6 mil a médicos e dentistas

 

A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado aprovou em caráter terminativo o projeto de lei 1.365/2022, de autoria da senadora Daniella Ribeiro (PP-PB) e relatoria de Fernando Dueire (PSD-PE), que prevê a elevação do piso salarial nacional de médicos e cirurgiões dentistas de R$ 3.636 para R$ 13.662 em jornadas de 20 horas semanais.

A proposta, informou o Congresso em Foco, também aumenta de 20% para 50% os adicionais de trabalho noturno e de horas extras, assegura intervalo de descanso de dez minutos a cada 90 minutos trabalhados, determina que a chefia de serviços médicos e odontológicos seja exercida exclusivamente por profissionais das respectivas áreas e estabelece correção anual do piso conforme a inflação.

Se transformada em lei, a nova remuneração mínima valerá para profissionais dos setores público e privado. Para servidores estaduais, distritais e municipais, o reajuste poderá seguir índice definido em legislação local. O projeto também prevê que o aumento das despesas de estados e municípios seja financiado por transferências do Fundo Nacional de Saúde.

Parecer do relator

Ao defender a aprovação da proposta, Fernando Dueire argumentou que o novo piso é necessário não apenas por falta de reajuste nacional dos valores, mas na falta de efetividade da legislação atualmente em vigor. Segundo o relator, “Uma lei que é descumprida em escala nacional, de forma sistemática e impune, deixa de ser direito e torna-se promessa vazia”.

O senador também sustenta que a “a inexistência de patamar remuneratório mínimo claro e dotado de mecanismo de sanção cria incentivo estrutural para que empregadores comprimam custos por meio de arranjos contratuais atípicos”, abrindo terreno para a precarização.

Para Dueire, a valorização da categoria também está associada à ampliação do acesso à saúde em regiões afastadas dos grandes centros urbanos ao viabilizar o exercício da medicina nesses locais.

Sobre o aumento do adicional noturno, o parlamentar avalia que o percentual atual não considera as características da atividade desempenhada por médicos e dentistas durante a noite, frequentemente ligada a atendimentos de urgência e emergência de maior complexidade.

No seu entendimento, o projeto cria condições para que o direito à saúde “deixe de depender da boa vontade dos empregadores e passe a contar com um marco legal efetivo”.

Próximos passos

O projeto foi aprovado no Senado em rito terminativo, que dispensa a necessidade de votação em Plenário, salvo recurso contrário. Na Câmara, deverá avançar no rito equivalente, a tramitação conclusiva. Nela, também é dispensada a votação em Plenário contanto que haja concordância entre todas as comissões ao longo do percurso.

Caso a Câmara mantenha o texto conforme definido pelo Senado, a matéria segue diretamente à sanção presidencial. Se houver mudança, retorna à Casa para revisão. 

 
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