Olho D'água do Borges/RN -

Ezequiel vira peça-chave e reunião no próximo domingo em Natal pode selar aliança com a direita no RN

 

O senador Rogério Marinho articula para que, em 21 de março, o PL apresente ao eleitor potiguar uma chapa completa para disputar o Governo do Estado e o Senado. O evento contará com a presença do pré-candidato do partido à Presidência, o senador Flávio Bolsonaro.

Paralelamente, Rogério tenta consolidar uma aliança com o presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira, visto como peça-chave no palanque da direita. Para isso, os dois se reúnem no próximo domingo, em Natal, com participação do ex-prefeito Álvaro Dias, do senador Styvenson Valentim e do prefeito Paulinho Freire.

A meta é apresentar Ezequiel como aliado no evento do dia 21. As conversas ocorrem há meses e agora entram na fase final.

Inicialmente, o PL queria que o deputado disputasse o Senado, mas ele preferiu avaliar os cenários. A proposta mais próxima de acordo hoje prevê que Ezequiel assuma o comando de um partido para montar uma nominata forte de deputado estadual.

Três opções foram discutidas: permanecer no PSDB, assumir o Republicanos ou comandar o Podemos. O deputado demonstra preferência pelo Republicanos e já conversou com a direção nacional da legenda.

Outro tema da reunião será a eleição para o mandato-tampão do governo estadual. Considerado fiel da balança, Ezequiel quer ouvir o posicionamento de Rogério, Paulinho e Álvaro sobre a disputa.

O deputado também dialoga com a governadora Fátima Bezerra e com parlamentares da Assembleia sobre o assunto. A tendência de aliança com o palanque da direita é alta, restando apenas detalhes que podem ser definidos no encontro de domingo.

 

Prazo para desincompatibilização coloca Fátima Bezerra e Allyson diante de escolhas delicadas

 

Teve início nesta quarta-feira, 4, um dos períodos mais decisivos do calendário que antecede as eleições de outubro. A partir de agora, gestores públicos que pretendem disputar cargos eletivos precisam se afastar de suas funções. O prazo para a chamada desincompatibilização segue até o dia 4 de abril.

No Rio Grande do Norte, dois nomes concentram as atenções nesse processo: a governadora Fátima Bezerra (PT), cotada para disputar o Senado, e o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil), apontado como possível candidato ao Governo do Estado. Ambos terão de abrir mão dos cargos atuais dentro desse intervalo caso confirmem suas candidaturas.

No caso da governadora, a decisão passa por uma questão política estratégica. Fátima só pretende deixar o comando do Executivo estadual se houver segurança de que o governo interino ficará sob controle de um aliado, escolhido por meio de eleição indireta na Assembleia Legislativa. A governadora descarta a possibilidade de entregar o governo a um adversário.

Pelo quadro atual, o grupo governista avalia ter condições favoráveis para eleger um nome que conduza o Estado durante os oito meses restantes do mandato. Ainda assim, as articulações seguem em andamento e o cenário ainda não está completamente definido.

A situação de Allyson Bezerra, por outro lado, é considerada mais complexa. O prefeito é alvo de investigação da Polícia Federal no âmbito da Operação Mederi, o que coloca em dúvida sua decisão sobre deixar ou não a prefeitura para disputar o governo estadual.

Caso renuncie ao cargo, Allyson perderá o foro privilegiado e passará a responder às investigações como cidadão comum. Permanecer na prefeitura, por outro lado, garantiria a manutenção dessa prerrogativa jurídica enquanto organiza sua estratégia de defesa.

Nos bastidores, há relatos de que a equipe jurídica do prefeito já teria alertado sobre a delicadeza do momento e sugerido que ele permaneça no cargo. A avaliação é de que essa opção pode oferecer mais segurança para enfrentar o processo em curso.

Diante desse cenário, ainda não há uma definição clara sobre qual caminho será adotado por Fátima Bezerra e Allyson Bezerra.

Enquanto as decisões não são anunciadas, começa a contagem regressiva: restam 30 dias para o encerramento do prazo de desincompatibilização.

 

Ministério Público impede que governo Fátima Bezerra feche mais uma escola no RN

 

Ação do Ministério Público do RN salvou o ensino fundamental da Escola Estadual Antônio de Azevedo Maia, em Jardim do Seridó, de ser fechado e dar lugar a administração municipal. De acordo com o MPRN: “a transferência compulsória para unidades com indicadores inferiores configura retrocesso social e risco de precarização da educação básica.”

Segundo o MPRN: “Os dados do IDEB 2023 apontam que a Escola Estadual Antônio de Azevedo possui nota 6,8, índice superior ao das unidades municipais que ofertam o mesmo ciclo na cidade.

Lembramos que é mentirosa a afirmação que é dever apenas dos municípios de atuar no ensino fundamental. Está na Constituição Federal: a obrigação prioritária de ofertar essa modalidade de ensino é de estados, assim como de municípios.

Apesar de existir uma falsa ideia disseminada sobre as competências de estados e municípios nas modalidades de ensino básico, a Constituição Federal é clara sobre o assunto; Está no 3º parágrafo, do art. 211:

Os Estados têm o dever de atuar no ensino fundamental e médio.

Os municípios têm o dever de atuar no ensino infantil e fundamental.

Fonte: SINSP/RN

 

Benes Leocádio se consolida como o federal mais municipalista do RN e caminha para o 3º mandato

 

O municipalismo tem um representante forte no Rio Grande do Norte: Benes Leocádio. Com uma trajetória marcada pela defesa dos municípios, o parlamentar caminha para disputar o seu terceiro mandato na Câmara Federal com uma base política cada vez mais consolidada.

Benes é hoje o deputado federal que reúne o maior número de apoios de prefeitos no estado. Esse respaldo vem, principalmente, do trabalho constante em defesa das pautas municipalistas e do compromisso com as cidades potiguares.

Ao longo do mandato, Benes tem atuado diretamente na liberação de recursos por meio de emendas parlamentares, garantindo investimentos em áreas essenciais como saúde, infraestrutura e assistência social. Essa atuação próxima das gestões municipais fortaleceu sua relação com prefeitos e lideranças locais em todas as regiões do estado.

Com esse histórico de resultados e parceria com os municípios, Benes Leocádio chega fortalecido para a disputa de um terceiro mandato, mantendo o foco na defesa do municipalismo e no desenvolvimento das cidades do Rio Grande do Norte. 

Lulinha movimentou R$ 19,5 milhões em 4 anos, aponta relatório após quebra de sigilo

 

Um levantamento detalhado de dados bancários e fiscais revelou que Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, empresário e filho do presidente da República, registrou um fluxo financeiro de R$ 19,5 milhões ao longo de quatro anos. As informações, obtidas por meio de quebra de sigilo autorizada pela CPMI do INSS, abrangem o intervalo entre 3 de janeiro de 2022 e 30 de janeiro de 2026. No montante analisado, constam repasses que somam R$ 721,3 mil efetuados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao filho.

As transações foram processadas em uma conta no Banco do Brasil e dividem-se de forma equilibrada entre entradas e saídas: o total de créditos somou R$ 9,774 milhões, enquanto os débitos atingiram a marca de R$ 9,758 milhões. Diante da exposição desses dados, o corpo jurídico que representa Fábio Luís nega a existência de ilícitos e acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) com o objetivo de anular a quebra de seus sigilos.

De acordo com o relatório, o grosso da atividade financeira está concentrado em aplicações financeiras e transações entre duas entidades das quais Lulinha é titular: a G4 Entretenimento e Tecnologia e a LLF Tech Participações. Ambas as empresas atuam em frentes como consultoria de gestão, marketing e serviços tecnológicos. Especificamente, a G4 gerou movimentações de R$ 772 mil, ao passo que a LLF contabilizou registros de R$ 2,3 milhões.

Quanto aos repasses diretos do pai, os documentos listam três operações distintas. O valor mais expressivo, de R$ 384 mil, foi transferido pelo petista em 22 de julho de 2022. As outras duas remessas que completam o total de R$ 721,3 mil ocorreram em 27 de dezembro de 2023.

O relatório também mapeia o destino de recursos enviados por Fábio Luís a antigos parceiros de negócios da desativada Gamecorp. Os registros indicam que Kallil Bittar foi beneficiário de R$ 750 mil, enquanto Jonas Suassuna recebeu transferências que totalizaram R$ 704 mil.

Diário do Poder  

ALRN aprova regras para eleição indireta que pode escolher governador “tampão” no RN

 

A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte (ALRN) aprovou regras que regulamentam a realização de eleição indireta para governador e vice-governador em caso de dupla vacância no comando do Executivo estadual no último biênio do mandato.

O procedimento foi formalizado por meio do Projeto de Resolução nº 373/2026, apresentado pela Mesa Diretora e teve relatoria do deputado estadual Gustavo Carvalho (PL). A norma define as etapas do processo eleitoral interno e estabelece prazos para escolha de um chefe do Executivo que cumprirá o chamado “mandato tampão”, estimado em cerca de nove meses.

A discussão ganhou força política diante do cenário em que a governadora Fátima Bezerra (PT) pretende deixar o cargo em abril para disputar o Senado, enquanto o vice-governador Walter Alves (MDB) anunciou que não assumirá o governo para poder concorrer a deputado estadual.

De acordo com a resolução, a eleição indireta será convocada caso haja vacância simultânea dos cargos de governador e vice-governador por motivos não eleitorais a partir do terceiro ano de mandato.

Nessa situação, caberá aos deputados estaduais escolher o novo chefe do Executivo em votação no plenário da Assembleia. O processo deverá ocorrer em até 30 dias após a abertura da última vaga.

Até a realização da eleição, a Assembleia convocará a autoridade prevista na linha sucessória da Constituição Estadual para assumir o governo de forma interina. Caso o presidente da Assembleia decida não assumir o cargo para evitar eventual inelegibilidade, a função provisória poderá ser exercida pelo presidente do Tribunal de Justiça.

Regras para a eleição indireta

As candidaturas deverão ser registradas em chapa única, com nomes para governador e vice, no prazo de até quatro dias após a divulgação do edital. Cada partido poderá participar de apenas uma chapa, e nenhum candidato poderá constar em mais de um pedido de registro.

Após o prazo de inscrição, a Mesa Diretora terá até dois dias para analisar os registros. Eventuais impugnações ou pedidos de reconsideração poderão ser apresentados e serão julgados em decisão final sem possibilidade de recurso.

A eleição ocorrerá em sessão da Assembleia, com chamada nominal dos deputados e voto aberto. Para ser declarada vencedora no primeiro escrutínio, a chapa precisará alcançar maioria absoluta dos votos dos parlamentares.

Caso esse quórum não seja atingido, será realizado um segundo escrutínio entre as duas chapas mais votadas, sendo eleita aquela que obtiver maioria simples. Se houver empate, o critério de desempate será a maior idade do candidato a governador, conforme emenda apresentada durante a votação. 

Prefeito de Portalegre toma posse como novo presidente da Federação dos Municípios do RN (FEMURN)

 

A Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte (FEMURN) realizou, na manhã desta quarta-feira(04), a solenidade de posse de seu novo presidente, o prefeito de Portalegre, José Augusto de Freitas Rêgo, conhecido como Zé Augusto.  

A cerimônia contou com a presença de representantes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, além de prefeitos, prefeitas, autoridades e lideranças municipalistas de todo o estado. Durante a solenidade, foi realizada a assinatura do termo de posse que oficializou Zé Augusto à frente da entidade. 

Até então, Zé Augusto exercia a função de 1º vice-presidente da federação no biênio 2025-2026. Ele assume o comando da instituição após a renúncia de Babá Pereira (PL), que deixou o cargo para disputar as eleições de 2026 como candidato a vice-governador.  Zé Augusto conduzirá o mandato da FEMURN até o início de janeiro de 2027. 

Ao tomar posse, o novo presidente reforçou o compromisso com o municipalismo potiguar.

Engenheiro civil, Zé Augusto já presidiu o Consórcio Intermunicipal Multifinalitário do Oeste Potiguar (CIMOP) e integra a diretoria da Associação dos Municípios do Oeste Potiguar (AMOP).  

Em 2020 conquistou o primeiro mandato de prefeito na cidade de Portalegre(no Alto Oeste do RN), sendo eleito pelo DEM, obtendo 2.659 votos - o equivalente a 51,37% dos votos válidos.  

Foi reeleito em 2024, pelo União Brasil, recebendo 4.316 votos (71,74 %). Antes disso, exerceu o mandato de vereador por 2 vezes nas legislaturas 2005-2008 e 2009-2012. 

Membro de uma família com tradição na política, Zé Augusto é neto do saudoso líder político Vicente do Rêgo Filho, ex-deputado estadual e ex-prefeito de Portalegre entre as décadas de 40 e 50. Além disso, é sobrinho do ex-deputado estadual Getulio Rêgo, que ocupou uma cadeira na ALRN por 10 mandatos consecutivos (1983 a 2023). 

Alfredo Gaspar diz que ‘Dino salvou Lula de escândalos e afogou a transparência’

 

O deputado federal Alfredo Gaspar (União-AL), relator da CPMI do INSS, criticou a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, que suspendeu na manhã desta quarta-feira (4) a quebra dos sigilos bancário e fiscal da empresária Roberta Luchsinger, investigada pela comissão parlamentar.

A empresária é apontada como amiga de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como “Lulinha”, filho do presidente Lula Silva (PT).

Em nota, Alfredo Gaspar classificou a decisão como “uma vergonha” e acusou o ministro de interferir na independência entre os Poderes. Dino em sua decisão inclusive, atropela o ministro André Mendonça, que firmou-se como relator prevento em casos relacionados ao escândalo de fraudes no INSS (como a Operação Sem Desconto), assumindo a relatoria de investigações que se acumularam, incluindo quebras de sigilo pertinentes à CPMI do INSS.

“A decisão do STF, exarada pelo ministro Dino, nomeado por Lula e seu ex-ministro, suspendendo a quebra de sigilo é uma vergonha, um tapa na cara do brasileiro de bem. Verdadeira interferência indevida na independência dos Poderes. Dino salvou Lula de escândalos e afogou a transparência no combate à corrupção”, afirmou o parlamentar.

Segundo Gaspar, o colegiado da CPMI vai atuar para tentar reverter a decisão no âmbito do Congresso. O parlamentar declarou ainda que o ministro do STF “trabalhou contra o Brasil” ao suspender a medida.

Diário do Poder

Lulinha movimentou R$ 19 milhões em 4 anos e desperta suspeitas

 

Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula, movimentou R$ 19,3 milhões entre 2022 e 2025 em uma única conta bancária de pessoa física, aberta em uma agência do segmento Estilo do Banco do Brasil em São Paulo. Segundo informações da coluna Andreza Matais, do Metrópoles, o pico das transações ocorreu em 2024, com R$ 7,2 milhões, e caiu para R$ 3,3 milhões em 2025. Até 30 de janeiro de 2026, a movimentação somava R$ 205 mil.

A maior parte do dinheiro vem de créditos de suas próprias empresas: LLF Tech Participações (R$ 2,37 milhões) e G4 Entretenimento e Tecnologia (R$ 772 mil). O restante decorre de rendimentos de aplicações e transferências de terceiros. Segundo os investigadores, essa conta tem características de investimentos, com pagamentos direcionados a outras contas.

Além da movimentação financeira, Lulinha é investigado por suspeita de sociedade com Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, apontado como um dos principais investigados na chamada Farra do INSS — esquema de descontos ilegais de aposentadorias.

A defesa do filho do presidente nega qualquer envolvimento e afirma que ele prestará esclarecimentos ao STF, foro adequado para a investigação.

A quebra de sigilo analisada é apenas parte de um quadro maior de apuração financeira envolvendo Lulinha, que ainda inclui outras contas pessoais e empresariais. O desdobramento completo das investigações deve revelar novos detalhes sobre as movimentações e relações financeiras do filho do presidente. 

Espião de Vorcaro, “Sicário” tem morte encefálica sob custódia da Polícia Federal em BH

 

Morreu na noite desta quarta-feira (4), em Belo Horizonte, Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”, um dos presos da Operação Compliance Zero. Ele estava sob custódia na Superintendência Regional da Polícia Federal em Minas Gerais.

De acordo com informações da própria PF, o detido atentou contra a própria vida enquanto estava na unidade. Policiais federais que estavam no local realizaram procedimentos de reanimação, e ele foi levado pelo Samu ao Hospital João XXIII, no centro da capital mineira.

Fontes da Polícia Federal confirmaram que ele teve morte encefálica. O caso foi comunicado ao gabinete do ministro André Mendonça, relator no Supremo Tribunal Federal.

A corporação informou que entregará todos os registros em vídeo que mostram a dinâmica do ocorrido e que será instaurado procedimento apuratório para esclarecer as circunstâncias do fato.

Censo Escolar aponta queda das matrículas da educação básica no RN

 

O número de matrículas na educação básica do Rio Grande do Norte registrou queda em 2025. Conforme os resultados da primeira etapa do Censo Escolar 2025, o total de alunos caiu de 783.190 em 2024 para 756.434 em 2025, uma redução de 26.756 matrículas, puxada principalmente pela retração na rede pública.

Com queda de 3,4%, o RN supera a média nacional, que registrou redução de 2,29% nas matrículas em relação a 2024. Em todo o país, o recuo representou 1,082 milhão de alunos a menos. Os dados incluem tanto as redes regulares e privadas, além das modalidades de Educação de Jovens e Adultos (EJA) e da educação especial.

Na rede estadual, o total de alunos passou de 196.764 em 2024 para 182.461 em 2025, uma queda de 14.303 matrículas. Uma redução de cerca de 7%. A maior parte dos alunos está no Ensino Médio. 

Nas redes municipais, em 2024, eram 412.035 estudantes matriculados, número que caiu para 392.208 em 2025. A diminuição foi de 19.827 alunos, o que representa uma retração de cerca de 4,8%. A maior parte das matrículas se concentra nos anos iniciais.

Enquanto a educação básica na rede pública do RN registrou queda nas matrículas em 2025, a rede privada apresentou crescimento. O número de alunos aumentou de 157.325 em 2024 para 167.393 em 2025, um acréscimo de 6,4%.

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Prefeito José Augusto Rêgo toma posse como novo presidente da Femurn hoje, quarta-feira (04)

 

A Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte (FEMURN) realiza nesta quarta-feira (04/03), às 10h, solenidade de posse do novo presidente da entidade, o prefeito de Portalegre-RN José Augusto de Freitas Rêgo. O evento ocorrerá no Hotel Barreira Roxa, na Via Costeira, em Natal.

Atual 1º vice-presidente da federação para o biênio 2025-2026, Zé Augusto assume o comando da instituição após a renúncia de Babá Pereira, que deixou o cargo após anunciar pré-candidatura para as eleições de 2026. O novo presidente conduzirá a Femurn até Janeiro de 2027.

Engenheiro civil, José Augusto é o atual prefeito de Portalegre – RN, eleito em 2020 e reeleito em 2024. Já presidiu o Consórcio Intermunicipal Multifinalitário do Oeste Potiguar (CIMOP) e integra a diretoria da Associação dos Municípios do Oeste Potiguar (AMOP).

À frente da FEMURN, o novo dirigente reafirma o compromisso com o fortalecimento do municipalismo e com a defesa dos interesses dos 167 municípios potiguares filiados a entidade.

Projeto que regulamenta eleição indireta no RN prevê desincompatilização apenas um dia antes da inscrição da chapa

 

Lido em plenário nesta terça-feira na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, o projeto que regulamenta a eleição indireta para governador e vice-governador em caso de dupla vacância será votado já nesta quarta-feira, após acordo de líderes partidários para acelerar a tramitação. A proposta surge em meio a um cenário político em que a governadora Fátima Bezerra (PT) deverá renunciar para disputar o Senado, enquanto o vice-governador Walter Alves (MDB) declarou que não pretende assumir o Executivo para poder concorrer a deputado estadual.

Se ambos confirmarem esse movimento, o Rio Grande do Norte poderá enfrentar, pela primeira vez, dupla vacância no terceiro ano de mandato. A Constituição Estadual determina que, nessa hipótese, a escolha do novo governador e do vice seja feita de forma indireta pela Assembleia. O que o projeto faz é detalhar o procedimento estabelecendo prazos, forma de votação, inscrição de chapas e critérios de desempate.

O texto estabelece que, declaradas as duas vacâncias, o Legislativo terá até 30 dias para eleger e dar posse aos substitutos, que cumprirão apenas o período restante do mandato. A eleição ocorrerá em sessão extraordinária, com voto aberto e nominal dos deputados. Será exigida maioria absoluta no primeiro escrutínio. Se nenhuma chapa alcançar esse número, haverá segundo turno interno entre as duas mais votadas, vencendo a que obtiver maioria simples. Persistindo empate, será eleita a chapa cujo candidato a governador seja o mais idoso.

Grande parte dessas regras já encontra respaldo constitucional. A eleição indireta está prevista na Constituição do Estado, e o Supremo Tribunal Federal reconhece a competência das Assembleias para regulamentar o rito, desde que respeitados requisitos como filiação partidária e votação por chapa única. O voto aberto, previsto no projeto, também segue entendimento consolidado da Corte em casos semelhantes.

O ponto mais sensível não está na forma da eleição, mas nos efeitos políticos da sucessão. A linha constitucional prevê que, até a escolha indireta, o comando do Executivo seja exercido interinamente por autoridade convocada. No entanto, há preocupação sobre eventual inelegibilidade de quem assumir temporariamente o governo e deseje disputar as eleições seguintes. A Lei Complementar 64/1990 fixa prazos de desincompatibilização para ocupantes de cargos do Executivo, e não há precedente específico para um caso de exercício interino tão curto.

A proposta busca dar segurança jurídica à sucessão e evitar que o cumprimento de um dever constitucional resulte em impedimento eleitoral.

A lei também prevê que excepcionalmente para os fins da eleição indireta terá atendido a condição de elegibilidade de filiação partidária o candidato que comprovar que obteve o registro regular nos quadros do respectivo partido político apenas um dia antes da inscrição da chapa e ainda abre a brecha para que o secretário Cadu Xavier até agora anunciado como o candidato do  PT nas eleições indiretas possa concorrer ao estabelecer que excepcionalmente será considerado desincompatibilizado o candidato que se afastar definitivamente do cargo ou função elencado como incompatível pela Lei Eleitoral até um dia antes da inscrição da chapa.

Esse ponto tem provocado controvérsias jurídicas que podem acabar gerando dúvidas a serem dirimidas nos tribunais porque a Lei Eleitoral estabelece um prazo de seis meses de desincompatibilização. Há no meio jurídico quem garanta que uma lei estadual não  pode modificar a lei federal e que qualquer interpretação mais flexível pode acabar questionada na Justiça.

 Na Hora H 

Janela para mudança de partido começa nesta quinta-feira (05)

O mês de março marca oficialmente o início dos movimentos estratégicos para as eleições gerais de 2026. A partir desta quinta-feira, 05 de março de 2026, começa a chamada janela de migração partidária, período em que deputadas e deputados federais, estaduais e distritais podem trocar de partido sem risco de perda de mandato por infidelidade partidária.

A janela segue até o dia 03 de abril, uma sexta-feira, e é considerada um dos momentos mais importantes da pré-campanha. É nesse intervalo que os partidos reorganizam suas bancadas, consolidam alianças e definem estratégias que podem impactar diretamente o cenário eleitoral nos estados e no Congresso Nacional, conforme estabelece o artigo 22-A da Lei nº 9.096/1995 (Lei dos Partidos Políticos).

ImportanteVereadores eleitos em 2024 não têm direito à janela partidária em 2026, pois esse período é destinado apenas a deputados federais, estaduais e distritais, em ano de eleições gerais. Os vereadores só poderão trocar de partido sem risco de perder o mandato na janela partidária que ocorrerá em 2028, seis meses antes das próximas eleições municipais. Fora desse prazo, a mudança de legenda pode caracterizar infidelidade partidária, salvo em situações excepcionais previstas na legislação, conforme o artigo 22-A da Lei nº 9.096/1995.

Com a abertura da janela, o cenário político tende a ganhar novos contornos, com possíveis mudanças nas composições partidárias e no equilíbrio de forças para a disputa de 2026. 

 
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