O teto de uma das salas de aula da Escola Municipal
Dolores do Carmo Rebouças Freire, no Conjunto Abolição III, desabou por volta
do meio-dia, menos de 20 dias após a unidade ter sido inaugurada pela
Prefeitura de Mossoró. O prédio foi entregue no último dia 22 de julho, ainda
durante a gestão do ex-prefeito Allyson Bezerra.
Segundo informações apuradas
pelo Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Mossoró (Sindiserpum), a
sala havia recebido aulas normalmente durante o turno da manhã. O desabamento ocorreu
posteriormente, sem registro de feridos.
Representantes do Sindiserpum
estiveram na escola após o incidente, mas afirmam que foram impedidos pela
direção de entrar no prédio. A justificativa apresentada teria sido a
necessidade de preservar a segurança durante a realização de uma perícia no
local. A Guarda Municipal também foi acionada durante a presença dos
representantes sindicais.
Para a presidente do
Sindiserpum, professora Celina Gondim, o episódio levanta questionamentos sobre
a qualidade da obra e a segurança da estrutura entregue recentemente.
“É mais uma prova da grande
maquiagem produzida por Allyson Bezerra e continuada pelo atual prefeito. Uma
obra que teve um ano para ser construída, foi entregue às pressas e agora, com
menos de 20 dias, temos um incidente desta magnitude, um risco terrível para
quem frequenta aquela escola. Se está sendo realizada uma perícia no local onde
o teto desabou, é preciso estendê-la a todo o equipamento, pois outras partes
também podem estar comprometidas”, declarou.
Após o desabamento, as aulas
do turno vespertino foram suspensas pela direção da escola. De acordo com o
sindicato, servidores e responsáveis pelos estudantes foram comunicados sobre a
suspensão, mas sem informações sobre o ocorrido.
A vereadora e atual candidata
a Deputada Federal, Marleide Cunha (PT), gravou vídeo nesta segunda-feira (10),
em frente à escola e disse ter sido impedida de entrar no colégio. “Eu não vou
arredar o pé daqui até entrar na escola. Eu preciso que vocês compreendam que é
uma vereadora, que tem o papel de fiscalizar e não pode ser impedida de entrar
em um órgão público”, disse a parlamentar.
