O cenário político do Rio Grande do Norte promete esquentar nos próximos dias. Só nesta semana, quatro pesquisas eleitorais registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) serão divulgadas no estado, movimentando os bastidores da sucessão de 2026.
Olho D'água do Borges/RN -
O cenário político do Rio Grande do Norte promete esquentar nos próximos dias. Só nesta semana, quatro pesquisas eleitorais registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) serão divulgadas no estado, movimentando os bastidores da sucessão de 2026.
A Operação Mederi é a maior investigação de corrupção em curso no Rio Grande do Norte, e o Blog do Dina acompanha o caso desde a primeira hora. Deflagrada pela
Polícia Federal em 27 de janeiro de 2026, ela apura um suposto esquema de
desvio de dinheiro da saúde pública que teria como pivô uma
distribuidora de medicamentos — a Dismed — e como figura central o então
prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra.
Em mais de 30 reportagens, o Blog do Dina leu as escutas, as
decisões judiciais e os relatórios que sustentam a investigação. Esta página
reúne tudo num só lugar: o que a PF apura, como o esquema funcionava, quem são
os investigados — e o link para cada matéria da série.
A
apuração trata de cinco frentes criminais: fraude em licitações, corrupção
passiva, corrupção ativa, lavagem de dinheiro e associação criminosa. Allyson
Bezerra é descrito nos autos como “chefe da estrutura criminosa”. É preciso
dizer com clareza: ninguém foi condenado. A investigação segue em andamento,
todos os citados são suspeitos, e as defesas — que negam as irregularidades —
aparecem ao longo desta página.
Há
um motivo para tudo girar em torno de Mossoró: a cidade é o epicentro
do esquema. Os contratos de Mossoró respondem por 59%
do faturamento que a Dismed tinha com as seis prefeituras investigadas —
e foi de Mossoró que partia o volume que sustentava a operação nas demais
cidades. “Agora na Dismed hoje, se não tivesse Mossoró, nós não tinha volume”,
disse um dos operadores numa escuta. É por isso que Allyson
Bezerra, então prefeito de Mossoró, é a figura central da investigação: a PF descreve sua
anuência como “essencial para a manutenção” do sistema de fraudes.
Resumo rápido do caso
O que a Polícia Federal apura
No
centro do caso está a Dismed — Distribuidora de Medicamentos Ltda., sediada em
Mossoró. A PF apura que a empresa, dos sócios Oseas Monthalggan Fernandes Costa
e Maycon Lucas Zacarias Soares, era o canal de um esquema: a Prefeitura emitia
ordens de compra de remédios, a Dismed entregava parte dos produtos — ou
produtos vencidos — e a diferença voltava em dinheiro, como propina.
Os
números chamam atenção. A empresa saiu de um prejuízo de R$ 464,93 em 2023 para
um lucro líquido de mais de R$ 2 milhões em 2024. Só nos contratos de Mossoró,
a PF estima que o esquema rendeu R$ 833 mil em propinas. A Dismed firmou
contratos com pelo menos 14 prefeituras do Rio Grande do Norte.
A investigação aponta Allyson como chefe de uma estrutura de
três níveis: no topo, prefeito e vice; no meio, secretários e diretores
financeiros; na ponta, fiscais que atestariam falsamente a entrega dos
remédios. Sua anuência, diz a PF, seria “essencial para a manutenção” do
sistema. Parte do dinheiro, segundo a apuração, seria guardada para financiar
campanhas eleitorais — inclusive a pretensão de Allyson de disputar o Governo
do RN.
A “Matemática de Mossoró”
A
frase que batiza o esquema saiu das próprias escutas. Para cada contrato, os
sócios da Dismed calculavam quanto sobrava depois da propina. Um empresário
resumiu numa frase que virou síntese do caso: “ele comeu 60, 15% de Allyson”.
A
PF captou a fórmula em áudio. Metade do contrato virava mercadoria a preço de
custo; sobre a outra metade, 25% iam para propina, repartidos entre dois
beneficiários. “Quinze do homem e dez disso aí, vezes vinte e cinco por cento”,
explicou Oseas numa conversa interceptada. Os 15% seriam destinados a Allyson;
os 10%, a uma mulher que aparece nas escutas apenas como “Fátima”.
Quem
é “Fátima”? A PF não confirmou. Os documentos falam em “muito provável” e
traçam o perfil de uma empresária do ramo de eventos — mas a identidade segue como suspeita não
confirmada, e o Blog do Dina não a trata como pessoa identificada.
Isopor, conta de menor e holding: o caminho do dinheiro
A
investigação descreve técnicas que vão do sofisticado ao rudimentar para
esconder o dinheiro. Havia espécie guardada em caixas de isopor — “pegar 10
(mil) aqui que eu tenho no isopor”, diz uma mensagem entre os sócios. Havia
depósitos numa conta de menor de idade e uma holding, a MS Empreendimentos,
criada para abrigar quotas e blindar patrimônio. Para escapar do controle do
Coaf, os saques eram fracionados: 22 retiradas de R$ 49 mil, somando R$ 1,07
milhão.
As
buscas mostraram o dinheiro de perto. No apartamento de Allyson em Natal, a PF
apreendeu uma planilha que controlava R$ 19,6 milhões. Na casa do secretário de
Saúde Almir Mariano, R$ 57,5 mil em maços espalhados por mochilas e gavetas.
E
há o lado humano do prejuízo. Em Serra do Mel, a PF encontrou remédios com um
único dia de validade — mil comprimidos para hipertensão — e estima um prejuízo
de R$ 4 milhões no município.
O pulmão que enchia de ar: como o esquema se espalhou
Mossoró
era o coração, mas não o limite. A Dismed levou o modelo a outras cidades — São
Miguel, José da Penha, Serra do Mel, Apodi, Pau dos Ferros. A técnica para
evitar novas licitações era a “carona”: municípios aderiam a atas de registro
de preços de outras prefeituras. “Toda carona você tem o seu”, registra uma
escuta sobre a propina cobrada a cada adesão.
Um
ex-sócio da Dismed resumiu a dependência numa imagem: “o pulmão enchia de ar” —
era o volume de Mossoró que sustentava a operação nas demais cidades. Em São
Miguel, a PF descreve um esquema para “recompor” o salário do prefeito Leandro
Michel do Rego Lima, médico que ganhava cerca de R$ 100 mil por mês antes do
cargo.
A guerra do sigilo
Uma
disputa atravessa toda a série: quem realmente pediu o fim do sigilo do inquérito.
A defesa de Allyson protocolou, em fevereiro, um pedido de levantamento do
sigilo “em nome da transparência”. Mas a decisão do desembargador já
determinava esse levantamento desde 22 de janeiro — antes do pedido. Quando a
defesa negou que houvesse tal determinação, o Blog do Dina publicou o trecho da
decisão que comprovava o contrário.
Em
maio, o movimento se inverteu. Os irmãos Leandro e Lincoln Lima, de São Miguel,
entraram com habeas corpus no STJ pedindo o oposto: lacrar o material
apreendido, barrar a perícia e impor segredo de justiça. A defesa, pelo
advogado Marcos Aurélio Santiago Braga, sustenta que faltaram “fundadas razões”
e fala em “pescaria probatória”. O ministro relator Joel Ilan Paciornik negou a
urgência e negou o segredo de justiça. Procurado, o gabinete do desembargador
Rogério Fialho Moreira não comentou as decisões fora dos autos.
O que já mudou: as consequências
Quem é quem na Operação Mederi
O
caso tem dezenas de pessoas e empresas no radar da Polícia Federal. Esta seção
organiza os principais investigados nos três núcleos descritos pela PF: a Prefeitura
de Mossoró, a empresa que operava o esquema (Dismed) e os agentes públicos de
outras cidades onde a fraude teria se espalhado. Nenhum é condenado.
Núcleo da Prefeitura de Mossoró
Allyson
Leandro Bezerra Silva (Allyson Bezerra) — ex-prefeito (União Brasil), apontado pela PF como chefe da estrutura
criminosa e suposto beneficiário de 15% das propinas. Recusou-se a entregar
senhas de celulares à PF e omitiu itens apreendidos ao relatar a operação nas
redes. Pré-candidato ao Governo do RN; renunciou ao cargo. Defende-se dizendo
que a investigação se baseia em “diálogos de terceiros” sem fato que o vincule
diretamente.
Marcos
Antônio Bezerra de Medeiros (Marcos Medeiros, “Marco”) — vice de Allyson;
assumiu a Prefeitura em 27 de março de 2026. A PF o descreve como “ponto de
contato” entre a Dismed e a Prefeitura e como “provavelmente o atual
vice-prefeito… destinatário de valores a título de propina”. A defesa nega
irregularidades.
Almir
Mariano — ex-secretário de Saúde de Mossoró (fev-ago/2025). Teve
R$ 57,5 mil em maços de dinheiro apreendidos em casa. A PF o trata como
“gerente administrativo que validava formalmente os contratos e pagamentos
fraudulentos”.
Poliana
Rezende Dantas — diretora financeira da Secretaria de Saúde, nomeada por
portaria de Allyson em janeiro de 2025. Trocava mensagens com um dos sócios da
Dismed 23 dias antes da nomeação. O juízo aponta “impossibilidade de execução
do esquema sem sua participação ou omissão deliberada”.
Núcleo empresarial — Dismed e Drogaria Mais Saúde
Oseas
Monthalggan Fernandes Costa — sócio-administrador da Dismed (50%), descrito pela PF
como principal operador do esquema. Autor das frases-chave nas escutas sobre a
divisão das propinas.
Maycon
Lucas Zacarias Soares — sócio da Dismed (50%), cunhado de Oseas. Transferiu suas
quotas para a holding MS Empreendimentos. A PF encontrou em sua casa uma
pistola Taurus .380 e 22 munições — foi conduzido por posse irregular de arma.
José
Moabe Zacarias Soares (Moabe) — sócio da Dismed, também vice-prefeito de Serra do Mel.
Aparece nas escutas discutindo pagamentos de propina.
Raimundo
Wandecy Campelo Gurgel (“Nenén”) — ex-sócio e funcionário da Dismed. Autor da metáfora “o
pulmão enchia de ar” sobre a dependência de Mossoró.
Roberta
Ferreira Praxedes Costa — esposa de Oseas e sócia da Drogaria Mais Saúde;
investigada.
Rayca
Mariana Praxedes Fernandes — filha de Oseas. Sua conta bancária foi usada para
movimentar valores que a PF aponta como lavagem.
Vitória
Cibele Pinheiro Bezerra Soares — esposa de Maycon, ex-sócia da Dismed. A PF diz que ela
“atuava no armazenamento e repasse de numerário”.
Sidney
Carlos de Melo — representante comercial intermediário da Dismed.
Núcleo de agentes públicos em outras cidades
Leandro
Michel do Rego Lima — prefeito de São Miguel desde 2025, médico. A PF descreve
um esquema para “recompor” o salário que ele tinha como médico (cerca de R$ 100
mil por mês). Impetrou habeas corpus no STJ junto com o irmão pedindo para
lacrar o material da operação.
Lincoln
Micaele Rêgo Lima — irmão de Leandro. A PF o trata como “principal
articulador” do direcionamento de licitações em São Miguel e do pagamento de
propina. A defesa contesta o cargo de chefe de gabinete que a PF lhe atribui,
alegando que ele “não possui qualquer vínculo com a municipalidade”.
Ana
Jarvis de Souza Mafaldo Gomes (“A Chefona”) — chefe de
gabinete da Prefeitura de José da Penha e irmã do prefeito. Apontada como quem
assumiu o controle da propina e afastou o pregoeiro.
Fabiano
Ferreira Alves — pregoeiro de José da Penha, afastado pela Chefona mas
que, segundo as escutas, seguia cobrando sua parte.
João
Evaristo Peixoto — prefeito de Paraú; investigado, teve fiança reduzida de
R$ 100 mil para R$ 30 mil pelo desembargador.
Outras gestões onde a PF aponta que o esquema “se espalhou”
A
matéria sobre a “Infecção” da série descreve a chegada do esquema a outras
prefeituras, mas estes nomes aparecem como gestões onde o sistema teria se
reproduzido — e não, até aqui, como investigados formais individualmente:
Marianna
Almeida — prefeita de Pau dos Ferros, que declarou apoio público a
Allyson. Luis
Sabino da Costa Neto (Sabino Neto) — prefeito de Apodi (MDB), idem. Alan
Jefferson da Silveira Pinto — ex-prefeito de Apodi (2021-2024), signatário dos
primeiros contratos da Dismed no município. Os três negam irregularidades.
“Fátima” — a suspeita não identificada
Mulher
citada nas escutas como beneficiária de 10% das propinas. A PF NÃO confirmou a
identidade — usa qualificadores como “muito provável” e “provavelmente seja”. O
Blog do Dina optou por não citar nome, “por entender que os documentos não
concluem ainda efetivamente de quem se trata”.
Justiça e órgãos de controle
Rogério
Fialho Moreira — desembargador federal do TRF-5 (Recife); autorizou a
operação e julga os pedidos das defesas. Procurado em maio, seu gabinete
respondeu que “não tece comentários sobre decisões proferidas pelo próprio
desembargador federal ou por outros magistrados”.
Joel
Ilan Paciornik — ministro do STJ, relator do habeas corpus dos irmãos
Lima; negou o pedido de urgência e o segredo de justiça (março/2026).
Blog do Dina
A previsão do tempo para esta segunda-feira (25), de
acordo com o Instituto
Nacional de Meteorologia (Inmet), indica avanço de chuvas
em toda a faixa litorânea da Região
Nordeste.
A condição de instabilidade deve
manter o céu mais encoberto e favorecer pancadas de chuva ao longo do dia em
áreas próximas ao litoral. Já no interior da região, o tempo segue mais quente, com períodos de sol entre nuvens.
Entre as capitais, a temperatura mínima prevista é de 23°C em Maceió. Já a máxima pode alcançar os
35°C em Teresina.
A umidade relativa do ar varia entre 40% e 95%, com os
índices mais baixos concentrados no interior da região.
As observações meteorológicas do INMET são essenciais para previsões
em tempo real, estatísticas climáticas e cooperação internacional. Esses dados
precisos ajudam a estudar o clima passado e a produzir Normais Climatológicas
conforme a Organização Meteorológica Mundial (OMM).
Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
O
empresário Flávio Rocha, herdeiro
do Grupo Guararapes e controlador da Riachuelo, afirmou neste sábado (23) que a
proposta de fim da escala 6×1 poderá
aumentar a inflação e pressionar os preços no comércio brasileiro.
Segundo o
empresário, projeções internas da companhia apontam impacto médio de 13%
nos custos caso a medida seja aprovada pelo Congresso Nacional.
Varejo pode ter
impacto maior, afirma empresário
Durante
participação no Fórum Brasil 2026, realizado no Guarujá e em reportagem
do Estadão, Flávio Rocha afirmou que o varejo deve sentir efeitos
ainda maiores por depender mais de mão de obra.
“No caso do
varejo, o impacto é maior, porque o setor é mais dependente de mão de obra.
Então, imaginamos que o custo vá subir na casa de 18% a 20%”, declarou.
Segundo ele, o
aumento dos custos pode levar empresas a reajustarem preços para preservar
margens de lucro ou até reduzirem o número de funcionários.
Empresário cita
impacto em pequenas empresas
Flávio Rocha
também afirmou que pequenas e médias empresas seriam as mais afetadas pela
mudança na jornada de trabalho.
Na avaliação do
empresário, esse segmento concentra atualmente grande parte da geração de
empregos no país e teria mais dificuldade para absorver os custos provocados
pela alteração da escala.
Além disso, ele
argumentou que alguns setores precisam de maior flexibilidade operacional, como
indústrias, restaurantes e salões de beleza, que funcionam durante mais dias da
semana.
Debate avança na
Câmara dos Deputados
Apesar das
críticas, o empresário afirmou considerar legítimo o debate sobre redução da
jornada de trabalho e qualidade de vida dos trabalhadores.
No entanto, ele
avaliou que a discussão ocorre em meio ao ambiente eleitoral e pode acabar
influenciada por discursos populistas, sem considerar impactos econômicos e
efeitos sobre contratações.
A proposta que
prevê o fim da escala 6×1 tramita na Câmara dos Deputados por meio de
uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC).
O relator do texto, o deputado Léo Prates, deve apresentar o parecer final nesta segunda-feira (25). A expectativa é que a comissão especial vote o relatório na terça-feira (26), enquanto a análise em plenário pode ocorrer já na quarta-feira (27).
Foi apresentada oficialmente nesta sábado, em praça
pública, a programação do XVIII Festival Gastronômico e Cultural de Martins, um
dos eventos mais aguardados do calendário turístico e cultural do Rio Grande do
Norte.
A edição deste ano acontece entre os dias 9 e 12 de julho e promete reunir
milhares de visitantes na serra de Martins, unindo música, gastronomia, cultura
e fortalecimento da economia local.
Abrindo a programação, na quinta-feira, 9 de julho, a banda Jota Quest
sobe ao palco com grandes sucessos que marcaram gerações e prometem iniciar o
festival em clima de celebração.
Na sexta-feira, 10 de julho, o público vai prestigiar uma noite marcada
pela MPB contemporânea e pela musicalidade feminina com os shows de AnaVitória.
O sábado, 11 de julho, será de emoção e tradição com apresentações de
Fagner e Demônios da Garoa, reunindo clássicos da música nordestina e do samba
brasileiro.
Encerrando a programação, o domingo, 12 de julho, contará com muito humor
na tarde cultural com o humorista Mução. À noite, o público vai cantar junto
com Só Pra Contrariar, em um show repleto de sucessos do pagode nacional.
Além das atrações musicais e culturais, o Festival Gastronômico e Cultural de Martins é reconhecido por valorizar a culinária regional, os artistas locais e o turismo serrano, consolidando a cidade como um dos principais destinos do estado durante o mês de julho.
Um buraco aberto sob a RN-233, entre Caraúbas e Apodi, no
Oeste potiguar, tem preocupado moradores da região. O problema fica próximo ao
km 35 da rodovia, entre as comunidades São Geraldo e Boágua.
Imagens
mostram parte da estrutura comprometida, com concreto cedendo e o asfalto
sustentado praticamente por uma camada de barro. Segundo moradores, a erosão
acontece há pelo menos três anos e piorou após as fortes chuvas das últimas
semanas.
O
trecho fica sobre a passagem da água do açude Cheio de Etelvino, que voltou a
sangrar no fim de abril após chuvas superiores a 80 milímetros na região. Desde
então, a erosão teria avançado sob a pista.
A
RN-233 é uma importante ligação entre Caraúbas e Apodi, com intenso fluxo de
caminhões e veículos ligados à atividade rural e à fruticultura.
Em nota, o DER-RN informou que enviou
equipe técnica para sinalizar a área e reforçar a estrutura do bueiro,
construído há mais de 30 anos. O órgão afirmou ainda que a laje está preservada
e que não há risco de rompimento ou necessidade de interdição da rodovia.
Veja nota do DER/RN
O Departamento de Estradas de Rodagem do Rio Grande do
Norte (DER/RN) tomou conhecimento de um rompimento nas alas (entradas) de um
bueiro em trecho da rodovia RN-233, entre os municípios de Caraúbas e Apodi, na
região Alto Oeste potiguar.
Uma equipe técnica do Departamento foi acionada para
proceder, inicialmente, com a sinalização da área e, em seguida reforçar a
estrutura do bueiro - construído há mais de 30 anos -, e reparar as alas.
O DER esclarece que a laje do bueiro está preservada e
não há risco de rompimento da via, o que descarta também a necessidade de
interdição do trecho.
O silêncio como
tática pode ser uma alternativa perigosa para quem tem muito a dizer. Ainda
mais para quem se coloca como vitrine e quer representar um Estado. Os reflexos
da Operação Mederi, iniciada em 27 de janeiro deste ano e que resultou em
investigação de suposto esquema de corrupção na administração de Allyson
Bezerra (União Brasil), bem como a ausência de desconstrução do que vem sendo
dito dizem muito mais sobre as próximas gestões do que a que findou em março
último.
Ontem a
reportagem tentou, mais uma vez, ouvir a versão de Allyson Bezerra sobre o que
está posto no processo que tramita no Tribunal Regional Federal da 5ª Região
(TRF5) sob o número 0006371-27.2025.4.05.0000. Primeiramente, falou-se com o
profissional que assumiu a coordenação de imprensa e de marketing da
pré-campanha do ex-prefeito de Mossoró ao Governo do Estado, Hélito Honorato.
Ele, por sua vez, indicou o jornalista Vonúvio Praxedes como responsável para
atender a demanda.
Após o contato
estabelecido, a reportagem solicitou a posição do ex-prefeito ou da assessoria
jurídica dele sobre o que vem sendo divulgado pelo jornalista Dinarte Assunção,
no Blog do Dina, e repercutido por órgãos de comunicação de todo o Rio Grande
do Norte. Inicialmente, houve abertura para que o trabalho da imprensa pudesse
fluir, mas foi apresentado, posteriormente, a necessidade de que algum fato
novo pudesse ser levado ao jurídico de Allyson Bezerra.
O assessor do
ex-prefeito informou que uma nota de esclarecimento havia sido divulgada em
janeiro. Mas algo que, como ele mesmo teria cobrado da reportagem, não seria
novidade. Na nota, Allyson ainda fala como prefeito. E agora já não pode mais
ter essa adjetivação. A nota enviada alude à criação do decreto 6.994/2023, que
passa para a Controladoria Geral do Município a responsabilidade de
fiscalização e acompanhamento do Sistema Nacional da Gestão da Assistência
Farmacêutica, ao qual a Prefeitura de Mossoró havia aderido.
Com essa nota, o
então prefeito deixou claro que não estava ciente de um suposto esquema de
corrupção que teria se instalado na Prefeitura de Mossoró. Em outras palavras,
fez uso de um adágio popular e que direciona à tese que se apresenta: “casa de
ferreiro, espeto de pau”. Nada sabia, nada viu e nada tinha a esclarecer.
Apesar de ter
ciência dos fatos e de supostamente acompanhar o que se publica sobre o
ex-prefeito, a assessoria insistiu em ter algo novo para instigar o jurídico de
Allyson Bezerra a apresentar alguma resposta à sociedade que ele quer
representar, caso seja eleito governador do Rio Grande do Norte.
Mesmo sabendo
que os advogados do ex-prefeito acompanham o que vem sendo publicado na
imprensa e ou ter acesso ao processo que tramita no Tribunal Regional Federal
da 5ª Região, foram enviados à assessoria trechos de diálogos, captados pela
Polícia Federal, dos sócios da empresa DisMed Distribuidora de Medicamentos,
que afirmam que Mossoró seria o pulmão da rede de corrupção que se espalhou por
cerca de 22 cidades potiguares. Os sócios deixam claro que sem Mossoró na
jogada o lucro exorbitante não seria possível.
No contato
estabelecido com o jornalista Vonúvio Praxedes, a reportagem estabeleceu que o
deadline, limite de tempo para o envio do que havia sido solicitado, seria até
as 16h. Até o fechamento desta edição a assessoria de imprensa do ex-prefeito
Allyson Bezerra não cumpriu com o que havia sido acordado, de enviar o
posicionamento da assessoria jurídica dele.
Os ministérios da Fazenda e do Planejamento anunciaram
nesta sexta-feira um bloqueio de R$ 22,1 bilhões no Orçamento federal de 2026.
Como já havia R$ 1,6 bilhão congelado anteriormente, o total de despesas
travadas pelo governo chega agora a R$ 23,7 bilhões.
O governo ainda não informou
quais áreas serão afetadas.
Segundo o Ministério do
Planejamento, os cortes devem ser divididos de forma proporcional entre os
órgãos federais.
O principal motivo do bloqueio
foi o aumento das despesas obrigatórias, principalmente com o Benefício de
Prestação Continuada (BPC), cuja previsão de gasto subiu R$ 14,1 bilhões.
Os gastos com a Previdência
Social também cresceram. A estimativa aumentou em R$ 11 bilhões, levando a
projeção total para R$ 1,122 trilhão em 2026.
Por outro lado, houve redução
de R$ 3,4 bilhões nas despesas com pessoal e encargos sociais.
Pressão nas contas públicas
Mesmo com a alta das receitas,
especialistas afirmam que o governo subestimou despesas com aposentadorias e
benefícios sociais.
Um estudo da Consultoria de
Orçamento da Câmara aponta que os gastos com Previdência e BPC podem superar a
previsão em R$ 18 bilhões em 2026, o que pode exigir novos cortes ao longo do
ano.
Especialistas também afirmam
que a redução da fila do INSS elevou os gastos, porque aumentou o pagamento de
benefícios atrasados.
A fila do INSS caiu de 3,1
milhões de pedidos em fevereiro para 2,3 milhões em maio, segundo dados do
governo.
Levantamento do especialista
Rogério Nagamine mostra que, entre 2023 e 2025, a diferença entre o gasto
previsto e o efetivamente pago na Previdência acumulou R$ 75,6 bilhões.
Apesar do bloqueio, o governo
mantém a projeção de fechar 2026 com resultado fiscal ajustado positivo de R$
4,1 bilhões, após descontar despesas autorizadas fora da meta, como
precatórios.
Bloqueio não é contingenciamento
O governo explicou que o
bloqueio ocorreu porque as despesas ultrapassaram o limite permitido pelas
regras fiscais. Nesse caso, são reduzidos gastos discricionários, como
investimentos e manutenção da máquina pública.
Já o contingenciamento
acontece quando a arrecadação cai e ameaça a meta fiscal. Desta vez, isso não
foi necessário porque a arrecadação cresceu, principalmente com o petróleo.
Segundo a Receita Federal, a
arrecadação com exploração de petróleo e gás natural aumentou 264% no primeiro
quadrimestre do ano, saltando de R$ 11 bilhões para R$ 40,2 bilhões.
A alta foi impulsionada pelo
aumento do preço do petróleo após a guerra no Oriente Médio. O governo estima
arrecadar até R$ 40 bilhões extras com esse cenário.
Com isso, a arrecadação
federal chegou a R$ 735 bilhões nos quatro primeiros meses do ano, recorde
histórico para o período.