Olho D'água do Borges/RN -

Atrasos do Fátima do PT revoltam médicos e podem reduzir atendimentos em UTIs de Mossoró e Assú

 

Os atrasos nos pagamentos dos médicos que trabalham nas UTIs dos hospitais regionais Tarcísio Maia, em Mossoró, e Nelson Inácio dos Santos, em Assú, voltaram a provocar revolta entre os profissionais. O problema envolve débitos referentes ao mês de maio, que continuam sem previsão de pagamento pelo Governo do RN, administrado pelo PT. Sem receber, os médicos ameaçam restringir os atendimentos nas unidades.

Neste sábado (10), o Sindicato dos Médicos do RN (Sinmed-RN) reuniu os profissionais e decidiu levar novamente o caso à assembleia, marcada para terça-feira (13), às 17h. Em setembro, os médicos já haviam cobrado os pagamentos de março e abril. Na época, os valores foram quitados após a mobilização da categoria, mas o atraso referente a maio continua pendente.

O sindicato havia dado prazo até 9 de outubro para a regularização dos pagamentos, mas a data passou sem solução. Agora, o Sinmed-RN vai cobrar novamente os órgãos responsáveis. Enquanto o governo não apresenta uma resposta, os profissionais discutem medidas que podem afetar o atendimento nas UTIs. O episódio aumenta a pressão sobre a gestão estadual do PT, que precisa explicar por que os médicos continuam enfrentando atrasos para receber pelo trabalho realizado.

Ismael Souaza

 

Falta de pagamento do Governo do RN paralisa abastecimento de viaturas em Rafael Fernandes e Pau dos Ferros

 

A crise na segurança pública ganhou mais um capítulo preocupante no interior do Estado. Por causa da falta de repasses do Governo do Rio Grande do Norte, o Posto JP, em Rafael Fernandes, suspendeu o fornecimento de combustível para a Polícia Militar, Polícia Civil e Corpo de Bombeiros. O problema se soma aos bloqueios que já vinham acontecendo nos postos Carioca e Planalto, em Pau dos Ferros, deixando a frota policial sem opção de abastecimento direto nessas cidades. 

Sem conseguir abastecer onde atuam, os agentes agora precisam rodar até Patu para colocar combustível nos veículos. A medida gera um gasto desnecessário, já que a viatura consome gasolina apenas para ir buscar mais combustível. Além disso, os policiais e bombeiros perdem um tempo precioso na estrada, o que reduz o patrulhamento nas ruas e pode atrasar o socorro em ocorrências de emergência. 

A cobrança principal recai sobre a gestão da governadora Fátima Bezerra, que precisa quitar os débitos pendentes com os postos parceiros. Continuar improvisando soluções longe das cidades atendidas encarece a conta para o próprio Estado e deixa a população desprotegida por falhas puramente administrativas. 

Blog do Gustavo Negreiros. 

Paulinho resolve o problema de Allyson em Natal e pode criar outro no interior

 

Se Paulinho Freire (União Brasil) declarar apoio a Allyson Bezerra, a eleição fica mais difícil para Cadu de Lula (PT) em Natal, onde o petista abriu a maior vantagem sobre o adversário. Fica difícil no estado? Os números do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) indicam que não necessariamente. A disputa de 25 de outubro tende a ser decidida no interior, entre eleitores que votaram em Lula para presidente e não votaram em Cadu para governador. A leitura rival é que, numa eleição separada por 15.509 votos, nenhum reforço numa capital de 570 mil eleitores é pequeno.

A cidade onde Allyson foi terceiro

Allyson terminou o primeiro turno à frente no estado, com 733.809 votos (36,94%) contra 718.300 de Cadu (36,16%). Em Natal, ficou em terceiro, com 24,5% dos votos válidos. Álvaro Dias (PL) venceu na capital com 39,7%, e Cadu teve 35,4%. Só ali, o petista abriu 45.568 votos sobre Allyson.

É esse o buraco que Paulinho pode ajudar a tapar. O prefeito fez campanha para Álvaro, e Álvaro teve 165.210 votos na cidade. Em 2024, Paulinho se elegeu com 222.661 votos no segundo turno. Ele já disse que “com o PT” não tem “condições nenhumas” e, na quinta-feira (8), que não havia conversado com Allyson. Até a manhã deste sábado (10), o apoio não tinha sido anunciado.

Fora de Natal, Allyson venceu Cadu na Região Metropolitana e em Mossoró, sua base, e ficou a dois pontos dele nos demais 151 municípios.

O voto que Cadu ainda não tem

Lula teve 1.237.963 votos no Rio Grande do Norte, 59,75% dos válidos. Cadu, candidato do presidente, teve 718.300. A diferença entre os dois é de 519.663 votos. As bases não são idênticas, porque o número de votos válidos muda de um cargo para outro, mas a ordem de grandeza é clara.

Desse total, 306.702 estão nos 151 municípios do interior, onde Lula teve 66,8%. Em Natal, a diferença é de 66.281. É inferência desta análise, e não dado, que uma parte importante desse eleitor votou em Lula e em Allyson ao mesmo tempo. A neutralidade de Allyson na disputa presidencial, que levou o PL a não endossá-lo na sexta-feira (9), é o que mantém esse eleitor confortável.

Contrapesos

Apoio de prefeito não transfere voto em bloco. A leitura desta análise é que boa parte dos 165 mil eleitores de Álvaro em Natal tende a evitar o PT com ou sem Paulinho, porque Flávio Bolsonaro teve 44,2% na capital, e o próprio Álvaro chamou Allyson de “péssimo gestor”. O efeito do prefeito, se vier, está na mobilização e na margem, e a margem é exatamente o que está em jogo.

Há também um custo possível, e ele é hipótese, não dado. Paulinho fez a campanha de Álvaro com o PL e o Podemos, e a mulher dele, Nina Souza, foi eleita deputada federal pelo PL. Um palanque com o prefeito aproxima Allyson do grupo que acabou de recusar endossá-lo, e é nessa aproximação que a campanha de Cadu tende a mirar no interior lulista.

O que falta saber

Se e quando Paulinho anuncia o apoio, e em que termos. Também não se sabe quantos dos 488 mil eleitores que não votaram no primeiro turno vão às urnas no dia 25, nem quanto da votação de Lula no segundo turno presidencial arrasta para Cadu.

Onde isso pode dar

Se Paulinho subir no palanque e Allyson mantiver a neutralidade presidencial, ele tende a ganhar em Natal sem perder o eleitor de Lula no interior, e o caminho de Cadu se estreita. Se a campanha de Cadu conseguir colar Allyson ao PL e a Flávio Bolsonaro, o apoio do prefeito pode render na capital e custar no interior. E, se Paulinho ficar neutro, Natal volta a ser o que foi no primeiro turno: a cidade que mais faltou a Allyson.

Blog do Dina

 

Treze governadores estão apoiando Flávio Bolsonaro no 2º turno, contra 5 de Lula, e todos os apoios a Lula se concentram no Nordeste

 

Levantamento exibido pela GloboNews aponta que 13 governadores declararam apoio a Flávio Bolsonaro (PL) na disputa presidencial do segundo turno, enquanto Lula (PT) reúne o apoio de cinco.

Segundo o levantamento, os apoios a Flávio estão concentrados principalmente nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Já os cinco governadores que apoiam Lula são todos do Nordeste.

O cenário reúne declarações individuais de governadores e não significa, necessariamente, que seus partidos tenham formalizado apoio aos candidatos à Presidência. O PSD, por exemplo, liberou seus filiados para se posicionarem após a candidatura de Ronaldo Caiado terminar o primeiro turno.

A votação do segundo turno está marcada para 25 de outubro. O levantamento também identifica governadores que não declararam apoio a nenhum dos dois candidatos e estados que ainda terão segundo turno na disputa estadual. 

Operador de propinas do Planalto prometeu deixar Vorcaro ‘na boca do gol’ do Banco do Brasil, diz revista

 

Áudio de maio de 2024, encontrado pela Polícia Federal no celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, mostra o operador Júlio Cezar afirmando que colocaria o ex-banqueiro fraudador “na boca do gol” no Banco do Brasil. No registro, Júlio, identificado como intermediário do grupo do ministro Alexandre Padilha, relata contatos com o presidente da Petros, Henrique Jäger, e pede agilidade para agendar reuniões, prometendo avançar rapidamente caso houvesse novidades no BB.

Segundo reportagem da revista Veja, divulgada neste sábado (10), o áudio integra um conjunto de mensagens e gravações que detalham tentativas de Vorcaro de captar recursos de fundos de pensão estatais — Petros, Previ, Postalis e Funcef — por meio de papéis de maior risco.

O esquema previa o pagamento de 10% de propina sobre os valores captados. Veja relata que Vorcaro chegou a pagar R$500 mil de adiantamento a Júlio no mesmo dia em que o Banco Master foi incluído em lista de instituições autorizadas pelo Ministério da Previdência Social, em abril de 2024. Reuniões no Palácio do Planalto e jantares com assessores de Padilha também são citados.

Diário do Poder

 

ALLYSON X CADU: Quatro fatores que podem mudar os rumos do segundo turno no RN

 

Está todo mundo fazendo conjecturas sobre como deverão se apresentar os números das pesquisas eleitorais no Rio Grande do Norte, na disputa entre Allyson Bezerra e Cadu Governo do Estado.

Para analisar esse cenário, é preciso considerar alguns fatores que poderão influenciar o comportamento dos eleitores potiguares no segundo turno. Vou examinar cada um deles, atribuindo-lhes um peso e indicando a tendência que os votos poderão seguir.

FATOR 1: A tendência do voto bolsonarista no RN que escolheu Álvaro Dias no primeiro turno.

Boa parte dos 26% dos votos dados a Álvaro Dias veio de eleitores identificados com a direita e com o bolsonarismo, cuja escolha teve motivação ideológica.

Essa parcela representa a maior parte dos votos recebidos por Álvaro, e a tendência é que migre para Allyson Bezerra ou opte por não votar em nenhum dos dois candidatos, considerando a resistência desse eleitorado ao PT.

Mas é bom lembrar que algumas pesquisas indicaram que cerca de 4% dos eleitores de Flávio Bolsonaro declararam voto em Cadu. Portanto, existe uma pequena parcela desse eleitorado que poderá optar pelo candidato petista.

Este é um fator pró-Allyson.

FATOR 2: A tendência do voto de Álvaro que pertence ao próprio Álvaro, e não ao bolsonarismo.

Entre os eleitores de Álvaro Dias, existe uma parcela que votou nele em reconhecimento ao seu trabalho na Prefeitura de Natal, por sua ligação com a região do Seridó ou por outras razões pessoais.

Esse voto, vinculado à figura de Álvaro e não necessariamente a uma posição ideológica, poderá se dividir de maneira equilibrada entre Allyson e Cadu. Não há, a princípio, uma razão evidente para que migre majoritariamente para um ou para outro.

Este é um fator de equilíbrio entre os dois candidatos.

FATOR 3: O impacto do desempenho de Cadu e Allyson nas urnas sobre a percepção do eleitor.

Até o dia 4 de outubro, praticamente todas as análises apontavam o favoritismo de Allyson Bezerra e tratavam Cadu como um azarão. Poucos apostavam na possibilidade de vitória do candidato petista.

Entretanto, o resultado das urnas surpreendeu pela votação de Allyson abaixo das expectativas e pelo desempenho de Cadu acima das previsões.

Esse resultado pode ter provocado uma mudança no estado de ânimo de parte do eleitorado, especialmente entre aqueles que não gostam de votar em candidatos considerados sem chances de vitória.

O eleitor que deixou de votar em Cadu por acreditar que sua derrota era certa poderá, agora, reconsiderar sua escolha diante de um cenário que se mostrou mais competitivo do que o esperado.

Este é um fator pró-Cadu.

FATOR 4: A influência da eleição presidencial sobre a disputa estadual.

Não se pode negar que, neste segundo turno, a disputa presidencial está dentro da casa de cada brasileiro. O envolvimento dos eleitores é intenso, e a polarização política atingiu seu ponto máximo.

Nesse ambiente, é possível que eleitores de Lula no Rio Grande do Norte que votaram em Allyson Bezerra no primeiro turno reconsiderem sua escolha, influenciados pela campanha do voto casado no 13 para presidente e governador.

Além disso, parte desse eleitorado, que antes não acreditava nas chances de vitória de Cadu, poderá passar a enxergar a disputa estadual sob uma nova perspectiva.

Este também é um fator pró-Cadu.

CONCLUSÃO

Diante desses quatro fatores, que poderão orientar o comportamento de boa parte dos eleitores no segundo turno, temos um fator claramente favorável a Allyson, dois favoráveis a Cadu e um que tende ao equilíbrio entre os candidatos.

Não estou fazendo previsões sobre o resultado da eleição. Estou apenas analisando elementos da campanha e tentando compreender o que se passa na cabeça do eleitor.

Se essa leitura está correta ou não, teremos que aguardar as primeiras pesquisas para sentir o pulso do eleitorado.

 Neto Queiroz

Paulinho Freire mantém suspense sobre apoio no segundo turno do RN

 

O prefeito de Natal, Paulinho Freire, ainda não definiu seu posicionamento na disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte. Em Brasília, onde mantém articulações com lideranças políticas estaduais e nacionais do União Brasil, o gestor evita antecipar uma decisão sobre o segundo turno.

Ao ser questionado sobre uma possível conversa com Allyson Bezerra, candidato do União Brasil ao Governo do Estado, Paulinho foi categórico ao afirmar que não houve diálogo entre os dois. Também descartou, por enquanto, qualquer previsão para anunciar seu posicionamento.

Apesar de admitir que seria mais fácil apoiar Allyson, por considerar difícil uma aliança com o PT, o prefeito fez questão de não transformar essa avaliação em uma declaração de apoio ao candidato.

Com isso, as articulações continuam nos bastidores, e o posicionamento de Paulinho Freire permanece como uma das incógnitas políticas do segundo turno potiguar.

 

TCE apura impacto de R$ 256 milhões com judicialização de direitos dos servidores

 

Uma auditoria do TCE identificou que a judicialização de direitos funcionais de servidores estaduais pode gerar um impacto estimado de R$ 256,8 milhões para os cofres públicos. O levantamento aponta que atrasos e falhas administrativas na concessão de vantagens funcionais têm levado milhares de servidores a recorrer à Justiça para obter direitos que, em muitos casos, acabam sendo reconhecidos judicialmente. 

Segundo o relatório, foram identificadas cerca de 10.183 ações judiciais relacionadas principalmente a progressões, promoções e enquadramentos funcionais, com forte concentração na área da educação estadual. O valor estimado dessas demandas, no período de janeiro de 2025 a abril de 2026, alcança R$ 256.852.326,12. 

A auditoria também concluiu que a judicialização gera despesas adicionais para o Estado. Além do valor principal das ações, há custos com tramitação processual, honorários advocatícios, juros e correção monetária. De acordo com os cálculos da equipe técnica, a adoção de soluções administrativas mais rápidas poderia evitar aproximadamente R$ 49,8 milhões em despesas extras. 

Os dados analisados mostram que o problema está concentrado especialmente nas demandas ligadas à evolução funcional dos servidores. Apenas nos Juizados Especiais da Fazenda Pública de Natal foram identificados 22.814 processos ativos relacionados a temas como progressão funcional, promoção e enquadramento. 

A fiscalização apontou ainda que o Governo do Estado responde por 81,56% do acervo processual ativo dos Juizados Especiais da Fazenda Pública da capital potiguar, o que evidencia o peso da litigiosidade envolvendo a administração estadual. 

O silêncio de Allyson Bezerra é a confissão

 

A estratégia de Allyson Bezerra (União Brasil) de evitar um posicionamento sobre a disputa presidencial está correta.

Deu certo no primeiro.

Allyson mordeu uma fatia importante dos 59,75% dos votos de Lula (PT) no RN; e beliscou um pedaço dos 34,77% de Flávio Bolsonaro (PL).

Só que, no segundo turno, a polarização entre o lulismo e o bolsonarismo parece inevitável. Quem é Lula vota em Cadu de Lula; quem não é, vota no adversário.

Cadu vai dizer isso, e repetir à exaustão, para deixar claro ao eleitor de Lula que ele é o candidato do presidente a governador do estado.

Por mais que Allyson evite declarar o voto a Flávio Bolsonaro, essa condição estará posta naturalmente.  

No primeiro turno foi fácil disfarçar porque havia outra candidatura de direita, a de Álvaro Dias (PL). Agora não tem Álvaro.

Na cabeça do eleitor ficará claro no decorrer do segundo turno: Cadu é de Lula e o adversário, no caso Allyson, é de Flávio Bolsonaro.

O silêncio de Allyson sobre o seu voto a presidente é a confissão.

 Jornal de Fato

BOMBA: Daniel Vorcaro relata repasse de R$ 30 milhões em espécie para documentário de Lula e manutenção de Instituto do presidente

 

Novos relatos atribuídos ao banqueiro Daniel Vorcaro apontam um suposto esquema de propinas envolvendo fundos de pensão de servidores federais. De acordo com as informações obtidas pela revista VEJA, o banqueiro afirma ter negociado pagamentos ilícitos com o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto para garantir acesso aos recursos das entidades controladas por aliados do partido.

Entre as transações relatadas, Vorcaro menciona a entrega de R$ 30 milhões em dinheiro vivo ao Instituto Lula, administrado por Paulo Okamotto. O montante teria como destino o financiamento de um documentário sobre a trajetória de Luiz Inácio Lula da Silva no exterior. Além dessa quantia, outro valor cujo montante não foi revelado teria sido pago diretamente à mesma instituição.

O banqueiro apresentou os detalhes do caso à Procuradoria-Geral da República (PGR). No entanto, o órgão optou por não dar seguimento à investigação, sob o argumento de que faltavam provas materiais, uma vez que as operações teriam ocorrido em espécie.

Em contrapartida, a defesa de Vorcaro sustenta que o caso dispõe de elementos comprobatórios robustos, incluindo mensagens de WhatsApp, registros de identificação dos operadores responsáveis pelas retiradas do dinheiro, além de informações detalhadas sobre os locais e as rotas utilizadas nas entregas.

Com informações da Revista Veja

 Veja vídeo aqui

Após reunião com Governo, FEMURN ameaça ir à Justiça por repasses atrasados aos municípios

 

A Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte (FEMURN) afirmou nesta quarta-feira (7) que poderá adotar medidas judiciais caso o Governo do Estado não regularize os repasses destinados às prefeituras potiguares. A declaração foi feita pelo presidente da entidade e prefeito de Portalegre, José Augusto (União), após reunião com representantes do Executivo estadual.

O encontro teve como principal pauta os atrasos nas transferências constitucionais. Segundo levantamento apresentado anteriormente pela FEMURN, as pendências superam R$ 253 milhões.

“Ficou muito claro na reunião que a FEMURN não aceita mais o não pagamento dos atrasados e, acima de tudo, o cumprimento da lei, que já está em vigor desde o dia 19 de setembro e até hoje o governo não cumpriu o que determina a lei”, afirmou José Augusto.

Segundo o presidente, a assessoria jurídica da Federação participou da reunião e apresentou aos representantes do Governo as medidas que poderão ser adotadas caso a situação permaneça sem solução.

José Augusto afirmou ainda que a FEMURN terá uma reunião nesta quinta-feira (8) com o Banco do Brasil para tratar do cumprimento das regras relacionadas às transferências.

“De uma forma muito respeitosa, dizemos ao governo que, a partir de agora, caso não ocorra o cumprimento, vamos entrar com todas as medidas cabíveis”, declarou.

O presidente da Federação reforçou que a cobrança envolve recursos que, segundo a entidade, pertencem aos municípios. Entre as pendências citadas estão IPVA, ICMS, Fundeb, PETERN, royalties do petróleo e Farmácia Básica.

“Nós não estamos discutindo recursos do Estado. Nós estamos discutindo recursos que têm que estar na conta dos municípios toda semana”, afirmou.

A FEMURN sustenta que a irregularidade nos repasses prejudica o planejamento financeiro das prefeituras e a manutenção de serviços públicos nos 167 municípios do Rio Grande do Norte. 

Os 530 mil votos de Alvaro Dias que podem colocar Allyson ou Cadu no Governo do RN.

 

Álvaro Dias sai da disputa, mas seus 530 mil votos podem decidir o futuro do RN

A eleição para o Governo do Rio Grande do Norte entrou em uma nova fase, mas uma peça importante do primeiro turno permanece no centro das articulações: Álvaro Dias e os 530.580 votos que recebeu.

Com 26,71% dos votos válidos, Álvaro ficou fora do segundo turno, mas deixou para trás um eleitorado numeroso, capaz de exercer influência decisiva na disputa entre Allyson Bezerra e Cadu de Lula.

Agora, a corrida eleitoral passa também pelos eleitores que escolheram Álvaro. E é justamente esse contingente que se tornou alvo das atenções dos dois candidatos.

Em Natal, onde Álvaro teve seu melhor desempenho, o ex-prefeito foi o candidato mais votado para o Governo do Estado, superando tanto Allyson quanto Cadu. O resultado reforça o peso político de seu eleitorado na capital e em outras regiões do Estado.

Nos bastidores, entretanto, a definição política de Álvaro ainda é aguardada. O ex-candidato defende cautela e já iniciou conversas com lideranças como Rogério Marinho, Styvenson Valentim, Coronel Hélio e Paulinho Freire, antes de qualquer decisão definitiva sobre o segundo turno.

Mas há uma questão que nenhuma liderança consegue controlar: eleitor não é propriedade de candidato.

Uma eventual declaração de apoio de Álvaro poderá influenciar parte desse eleitorado, mas não significa que seus 530 mil votos serão automaticamente transferidos para nenhum dos dois concorrentes.

O grande desafio de Allyson e Cadu será, portanto, convencer esse eleitor que ficou sem candidato no segundo turno.

O voto de Álvaro pode ser a chave da eleição, mas quem decidirá para onde ele vai é o próprio eleitor.

No dia 25 de outubro, as urnas dirão se esse eleitorado será decisivo para levar Allyson ou Cadu ao Governo do Rio Grande do Norte.

Allyson vai ter que se ajoelhar

 

Allyson Bezerra (União Brasil) perdeu o favoritismo para o cargo de governador do Rio Grande do Norte, status que ele sustentou por todo o primeiro turno das eleições, mas que não foi confirmado pelas urnas. A diferença de sua votação para o candidato Cadu de Lula (PT) foi de apenas 0,78% dos votos válidos.

Reflexo da anemia de votos em colégios eleitorais que ele, Allyson, colocaria grande maioria sobre os adversários.

Em Mossoró, a sua principal base eleitoral, ele sofreu uma redução de 30 mil votos entre 2024 e 2026.

Na região Oeste, onde seria aclamado nas urnas, perdeu para Cadu nos maiores colégios eleitorais como Apodi, Pau dos Ferros, Caraúbas, Patu, Assú e Baraúna. Bem como em Caicó.

As urnas do 1º turno foram uma ducha de água.

Para o 2º turno, Allyson precisa correr atrás daqueles que ele desprezou no passado recente, como o senador Rogério Marinho, líder do PL, e Álvaro Dias, que recebeu mais de 530 mil votos no 1º turno.

Vai ter que se ajoelhar.

Numa disputa acirrada como se apresenta agora, o seu ar de arrogância desce ao solo. Resta saber se, ao retomar o papel de menino pobrezinho, humilde e choroso, que ele encena tão bem, convencerá aqueles que podem ser útil no 2º turno.

defato.com 

Polícia Civil investiga venda irregular de tomografias no Walfredo Gurgel e afasta cinco servidores

 

A Polícia Civil do Rio Grande do Norte deflagrou, nesta quarta-feira 7, a Operação Sine Mora para investigar a comercialização irregular de exames de imagem no Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, em Natal. A ação teve apoio da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) e cumpriu 15 mandados de busca e apreensão.

A Justiça determinou medidas cautelares contra sete investigados, incluindo o afastamento de cinco servidores efetivos de suas funções. Também foram impostas restrições de acesso ao hospital e de contato entre investigados e testemunhas, comparecimento periódico em juízo e proibição de sair da comarca sem autorização judicial.

Segundo a Polícia Civil, a investigação aponta a participação de servidores públicos e terceiros em um esquema de facilitação irregular de exames custeados pelo Sistema Único de Saúde (SUS), mediante recebimento de vantagens indevidas.

Sesap identificou inconsistências nos registros do Walfredo Gurgel

A investigação começou a partir de informações encaminhadas pela Sesap sobre inconsistências entre os registros de entrada de pacientes e os exames efetivamente realizados. Também foram identificados atendimentos fora do fluxo regular do hospital.

Em nota, a secretaria informou que a apuração envolve possível venda de acesso a exames como tomografias e radiografias. A pasta afirmou que a investigação é anterior à atual gestão da Sesap e da direção do Walfredo Gurgel e contou com a colaboração de ambas.

A Sesap também comunicou que os cinco funcionários serão afastados preventivamente da escala do hospital até uma definição posterior sobre o caso.

Celulares e documentos foram apreendidos

Durante as diligências, foram apreendidos aparelhos celulares e documentos que serão analisados ao longo da investigação. A nota da Sesap menciona ainda outros equipamentos pessoais e agendas com registros recolhidos de cinco funcionários.

O cumprimento dos mandados contou com a participação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Rio Grande do Norte (Gaeco/MPRN).

A expressão latina “Sine Mora” significa “sem demora”. Segundo a Polícia Civil, o nome da operação faz referência à facilitação e à antecipação indevida de exames fora do fluxo regular do serviço público de saúde.

Informações que possam ajudar na investigação podem ser repassadas anonimamente pelo Disque Denúncia 181.

 Agora RN

 
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