Olho D'água do Borges/RN -

Allyson ou Cadu: O RN está condenado a mais quatro anos de caos administrativo?

 

O Rio Grande do Norte chega a mais uma decisão eleitoral diante de uma pergunta incômoda: onde estão as lideranças capazes de tirar o estado do atoleiro administrativo, recuperar a credibilidade do poder público e recolocar o desenvolvimento no centro da agenda política?

O Rio Grande do Norte já teve lideranças que, independentemente das divergências ideológicas, conquistaram espaço no cenário regional e nacional. Uma geração de políticos que sabia articular, negociar e defender os interesses do estado nos grandes centros de decisão. Hoje, porém, a impressão que se impõe é a de um estado órfão de lideranças de peso, carente de estadistas, de gestores preparados e de homens públicos capazes de pensar além dos próprios projetos eleitorais.

O problema não é simplesmente a renovação política. Renovar é necessário. O que preocupa é a substituição de antigas lideranças por nomes que ainda precisam demonstrar capacidade administrativa, independência política, maturidade institucional e, sobretudo, competência para enfrentar os graves problemas do RN.

A pergunta que fica é direta: Allyson Bezerra ou Cadu Xavier? Qual dos dois reúne condições reais para interromper o ciclo de dificuldades que castiga os potiguares?

Cadu Xavier: a continuidade de um governo desgastado

Cadu Xavier representa a continuidade política do governo Fátima Bezerra, uma gestão marcada por dificuldades fiscais, conflitos com setores do funcionalismo e questionamentos sobre a capacidade do estado de oferecer serviços públicos de qualidade.

Como integrante da equipe econômica do governo, Cadu participou de decisões que incluem a política de aumento do ICMS, medida que provocou forte reação de setores produtivos e consumidores. Também carrega o peso político de uma administração que enfrentou problemas e questionamentos relacionados aos compromissos financeiros com servidores e à prestação de serviços essenciais.

Não é razoável que alguém que participou diretamente de uma gestão seja apresentado como se não tivesse qualquer responsabilidade por seus resultados. Se pretende governar o RN, Cadu precisa explicar o que faria de diferente, quais erros reconhece e como pretende corrigir os problemas que ajudou a administrar.

O eleitor tem o direito de cobrar respostas concretas, e não apenas promessas de continuidade com uma nova embalagem eleitoral.

Allyson Bezerra: mudança de discurso não basta

Do outro lado está Allyson Bezerra, que construiu sua trajetória política em Mossoró e agora busca ampliar seu projeto para todo o estado. Mas administrar um município e governar o Rio Grande do Norte são desafios de dimensões muito diferentes.

Sua passagem pela Prefeitura de Mossoró também está sujeita a questionamentos sobre a condução administrativa, as relações com servidores, a situação dos serviços públicos e denúncias que precisam ser esclarecidas pelas instâncias competentes.

A Operação Mederi, da Polícia Federal, acrescenta um elemento de preocupação ao debate público sobre a gestão municipal. Entretanto, é fundamental distinguir investigações, suspeitas e eventuais acusações de condenações definitivas. O que se exige de qualquer candidato é transparência, esclarecimento dos fatos e respeito aos mecanismos de investigação e à Justiça.

Allyson precisa demonstrar que tem mais do que capacidade eleitoral e habilidade de comunicação. Precisa provar que possui preparo para conduzir uma máquina pública complexa, enfrentar as dificuldades financeiras do estado e montar uma equipe técnica capaz de entregar resultados.

O RN não pode trocar um governo desgastado por uma aposta cujo desempenho estadual ainda precisa ser comprovado.

Um estado sem grandes perspectivas?

O drama potiguar vai muito além da disputa entre dois candidatos. Está na dificuldade de encontrar um projeto de estado capaz de superar interesses partidários, disputas pessoais e acordos eleitorais.

Segurança pública, saúde, educação, infraestrutura, geração de empregos, atração de investimentos e equilíbrio das contas públicas exigem planejamento, competência e capacidade de articulação com o governo federal, os municípios e o setor produtivo.

Não basta ocupar o Palácio de Despachos. É preciso saber governar. Não basta anunciar obras. É necessário executá-las. Não basta prometer equilíbrio fiscal. É preciso administrar os recursos públicos com responsabilidade, transparência e eficiência.

O Rio Grande do Norte precisa de lideranças que tenham coragem de enfrentar privilégios, cortar desperdícios, qualificar a gestão e apresentar metas verificáveis. Precisa de alguém capaz de dialogar com adversários sem transformar a administração pública em instrumento de vingança política ou de interesses eleitorais.

Infelizmente, a disputa atual não desperta, por si só, a confiança necessária para alimentar grandes expectativas. Entre a continuidade de uma gestão contestada e uma alternativa que ainda precisa demonstrar sua capacidade de governar o estado, o eleitor encontra mais dúvidas do que certezas.

Vinte anos de frustrações administrativas e políticas

A sucessão de governos também ajuda a explicar o desencanto da população. Os períodos de Rosalba Ciarlini, Robinson Faria e Fátima Bezerra deixaram experiências administrativas distintas, mas alimentaram, em diferentes momentos, críticas, cobranças e frustrações entre os potiguares.

Somados, foram 16 anos de governos estaduais ao longo de duas décadas, considerando os quatro anos de Rosalba, os quatro de Robinson e os oito de Fátima. Se o próximo governo repetir os erros e as insuficiências que marcaram esse histórico, o estado poderá chegar a 20 anos de oportunidades perdidas e de dificuldades que se renovam a cada eleição.

Não se trata de afirmar que todos os governos foram iguais, mas de reconhecer que o resultado acumulado está muito aquém do que a população espera de um estado com potencial econômico, recursos naturais, produção agropecuária, turismo, energia renovável e uma população trabalhadora.

O RN não pode continuar refém de projetos políticos que prometem mudança durante a campanha e, depois da vitória, reproduzem velhas práticas, improvisações e disputas pelo poder.

O eleitor merece mais do que duas opções

A escolha entre Allyson Bezerra e Cadu Xavier é uma decisão que cabe ao eleitor. Mas a democracia não obriga ninguém a abandonar o senso crítico diante das opções apresentadas.

Independentemente de quem vença, o próximo governador terá de responder por suas escolhas, apresentar resultados e prestar contas à sociedade. A vitória nas urnas não será um cheque em branco.

O RN não merece mais quatro anos de improvisação, disputas políticas e expectativas frustradas. Merece um governo à altura de seus desafios.

Se Allyson ou Cadu não conseguirem demonstrar, na prática, que estão preparados para essa missão, a mudança de nome no comando do estado pouco significará para quem continua esperando por saúde de qualidade, segurança, emprego e oportunidades.

A pergunta final, portanto, não é apenas quem vencerá a eleição. É se o Rio Grande do Norte continuará elegendo governantes sem conseguir romper o ciclo de frustrações administrativas que há décadas compromete seu desenvolvimento.

Porque, quando a política deixa de apresentar soluções, quem paga a conta é o povo. E o povo potiguar já pagou caro demais. 

Primeiro debate entre Lula e Flávio Bolsonaro é marcado por tumulto e trocas de acusações

 

Foi realizado neste domingo, 18, o primeiro debate presidencial entre os candidatos Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). O encontro entre o presidente e o senador ocorreu nos estúdios da TV Bandeirantes, em São Paulo, a uma semana do segundo turno de votação.

No primeiro confronto direto da campanha, os presidenciáveis dedicaram a maior parte de seu tempo de fala a ataques e trocas de acusações. Denúncias envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro, do Master, as fraudes no INSS e relações com grupos milicianos dominaram a maior parte do debate, deixando pouco espaço para a discussão de propostas concretas — desvirtuando o propósito central da transmissão, que é apresentar aos eleitores indecisos alguma solução para os problemas do país.

Em mais de uma ocasião, os mediadores Adriana Araújo e Eduardo Oinegue tiveram de interromper o cronômetro dos candidatos em razão de tumulto e gritaria na plateia, composta exclusivamente por convidados de Lula e Flávio. Em diversos momentos, o embate progrediu para um bate-boca deflagrado entre os presidenciáveis, visivelmente irritados, que priorizaram as alfinetadas, provocações e slogans de campanha sobre o debate efetivo.

Ao final do debate, a Polícia Militar foi acionada sob suspeitas de que haveria uma bomba no carro utilizado por Flávio Bolsonaro, razão que levou a equipe do candidato a retirá-lo do estúdio às pressas sem dar declarações aos jornalistas. O Gate (esquadrão da PM) informou, por volta das 23h40, que o alarme era inicialmente falso e que substâncias químicas encontradas no carro seriam levadas à perícia. 

‘Lula é um mentiroso’, reage Luchsinger, que prepara delação contra ele e Lulinha

 

A empresária e lobista Roberta Luchsinger publicou vídeos nas redes sociais neste domingo (18) em reação às declarações de Lula (PT) durante o debate da Band com seu opositor Flávio Bolsonaro (PL), a uma semana do segundo turno das eleições de 2026. Após ser chamada de “mentirosa” e “corrupta” pelo petista, ela afirmou ter provas do que relata sobre relações entre integrantes do governo e seu entorno e reforçou que está colaborando com a Justiça.

No vídeo, Luchsinger se dirige diretamente a Lula: “Lula, tô acompanhando aqui o debate, você tá me chamando de mentirosa. Eu não sou a mentirosa aqui, não. Mentiroso é você, mentiroso são seus ministros que estão mentindo sobre as relações comigo e com seu filho”. Ela se descreveu como “uma mulher sozinha tentando provar a verdade”, mencionou enfrentar três inquéritos da Polícia Federal (com busca e apreensão), medidas cautelares e inquéritos sob segredo de Justiça. “Estou colaborando com a justiça do jeito que me é pedido. Então você não vai me chamar de mentirosa, porque mentirosa eu não sou”, afirmou, acrescentando que, se não fosse o sigilo, teria falado tudo o que sabe. “De uma coisa que eu não tenho medo é a verdade.”

A reação ocorre no calor do confronto eleitoral. No debate da Band, Flávio Bolsonaro cobrou explicações sobre as acusações graves feitas por Luchsinger em entrevista à CNN no sábado (17). Lula respondeu que o caso é “uma questão da Polícia Federal”, que investigará, e devolveu críticas ao adversário, associando o senador a figuras como o empresário conhecido como “Careca do INSS” e Daniel Vorcaro. Os candidatos trocaram acusações envolvendo familiares ao longo do programa.Na entrevista à CNN, Luchsinger — investigada pela PF por suspeitas de tráfico de influência e corrupção, em contexto ligado a Fábio Luís Lula da Silva (“Lulinha”), filho do presidente — disse pretender firmar acordo de delação premiada e “não poupar ninguém”, incluindo Lula e o filho. Ela chamou o presidente de “grande mentiroso”, “mau-caráter” e “covarde”, e afirmou que Lulinha se reuniu inúmeras vezes com ministros (citando, entre outros, Camilo Santana), contrariando declarações públicas do petista. Lula já a classificara publicamente como “pilantra” e a comparara a Vorcaro. A defesa da lobista nega irregularidades.

Luchsinger, que em vídeos anteriores já disse ter revelado “apenas 1%” do que sabe e que tudo está nos inquéritos, relatou ainda ameaças de morte e constrangimentos a si e às filhas. As apurações da PF envolvem suspeitas de relações com Lulinha, movimentações financeiras e contatos com autoridades e operadores. Até o momento, as declarações dela não foram acompanhadas de apresentação pública de provas documentais novas fora do que estaria nos autos sob sigilo. O caso segue sob investigação e ganhou destaque na reta final da campanha presidencial.

Diário do Poder

Rompimento de vereadores com o prefeito altera cenário e divide eleição da Câmara em Caraúbas

 

A eleição para a Mesa Diretora da Câmara Municipal de Caraúbas, referente ao biênio 2027-2028, terá disputa entre duas chapas após uma reconfiguração política no Poder Legislativo municipal.  

O pleito está agendado para a manhã desta segunda-feira (19), a partir das 10h.  

A mudança no cenário local ocorreu após os vereadores Elionaldo Benevides (PP) e Denys de Morais (PP) deixarem a base de apoio ao prefeito Givago Barreto e anunciarem alinhamento com o bloco de oposição.  

Com a integração dos dois parlamentares ao grupo oposicionista, que já somava quatro membros, a oposição passou a deter a maioria das 11 cadeiras do Poder Legislativo.  

Antes das movimentações do fim de semana, a expectativa na casa legislativa era de candidatura única do atual presidente, vereador Artur Barreto (PP).  

A formação do novo bloco majoritário, no entanto, permitiu a construção de uma chapa alternativa.  

Pela oposição, Elionaldo Benevides, atual 1º secretário do Legislativo, concorre ao cargo de presidente, tendo Denys de Morais como candidato a vice-presidente.  

Já a chapa governista deve ser encabeçada por Artur Barreto, que busca ser reconduzido ao comando da Câmara, ao lado da candidata a vice, vereadora Valquíria Viana (PP). 

A reportagem do blog Apodi 360 tentou contato com o vereador Artur Barreto, através das redes sociais, mas sem sucesso. 

Apodi 360 

TCE determina inspeção na folha da Educação do RN após identificar possíveis irregularidades

 

O Tribunal de Contas do Rio Grande do Norte (TCE-RN) determinou uma inspeção na folha de pagamento da Secretaria Estadual de Educação para apurar possíveis irregularidades na contabilização de despesas decorrentes de decisões judiciais. A medida foi aprovada pelo Pleno após representação do Ministério Público de Contas.

A investigação vai verificar se vantagens salariais concedidas por determinação judicial estão sendo contabilizadas corretamente nos gastos com pessoal do Governo do Estado. Segundo o Ministério Público de Contas, os valores registrados pela Educação nessa categoria superam o total declarado pelo próprio Executivo.

A divergência pode indicar descumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e das normas de contabilidade pública. O órgão aponta que a dedução dessas despesas, quando mantida além do prazo permitido, pode reduzir artificialmente o percentual de comprometimento da receita estadual.

No segundo quadrimestre de 2025, o Governo do RN declarou gastos com pessoal equivalentes a 55,73% da Receita Corrente Líquida. Sem os descontos relacionados às decisões judiciais, o percentual chegaria a 58,34%.

A análise também identificou que, somente em julho de 2026, vantagens salariais vinculadas a decisões judiciais somaram mais de R$ 9,2 milhões na folha da Educação.

Relator do processo, o conselheiro Antonio Gilberto de Oliveira Jales destacou que o Rio Grande do Norte permanece acima dos limites legais de despesas com pessoal há vários anos. Segundo ele, uma classificação inadequada desses pagamentos pode distorcer a avaliação da situação fiscal do Estado.

A inspeção terá prioridade no próximo Plano Anual de Controle Externo (Pace) e deverá esclarecer se os registros estão de acordo com a legislação. Até o momento, não há conclusão sobre a existência de irregularidades.

Fonte: Agora RN 

Mercado eleva previsão de rombo do Governo para R$ 53 bilhões em 2026

 

O mercado financeiro aumentou a previsão de déficit primário do Governo Federal para R$ 53,048 bilhões em 2026, segundo o Prisma Fiscal, divulgado nesta quinta-feira (15) pelo Ministério da Fazenda. Em setembro, a estimativa era de R$ 52,27 bilhões. Na prática, a projeção indica que as despesas do governo devem superar a arrecadação em mais de R$ 53 bilhões, sem contar os juros da dívida pública.

O resultado importa porque, quando o governo gasta mais do que arrecada, precisa buscar recursos para cobrir a diferença, o que pode contribuir para o aumento da dívida pública. Uma dívida maior eleva a pressão sobre as contas futuras e pode dificultar a redução dos juros, além de limitar o dinheiro disponível para investimentos e serviços públicos.

O levantamento também aponta que a dívida bruta do Governo Feral deve alcançar 83,4% do PIB em 2026, acima da projeção de 83,2% feita no mês anterior. Para 2027, a estimativa é de 87% do PIB. O indicador mede o peso da dívida em relação ao tamanho da economia e ajuda a avaliar a capacidade do país de honrar seus compromissos.

Para o cidadão, a trajetória das contas públicas importa porque desequilíbrios persistentes podem aumentar o custo de financiamento do país e reduzir o espaço para gastos e investimentos no futuro.

Com informações da Revista Oeste 

QUE ABSURDO: Governo Fátima prevê gastar R$ 6,6 milhões em 220 suítes para visitas íntimas nos presídios do RN

 

O Governo do Rio Grande do Norte planeja construir 220 suítes destinadas a visitas íntimas no sistema prisional estadual. O investimento estimado é de R$ 6,6 milhões entre 2026 e 2028, segundo documentos da Secretaria de Administração Penitenciária obtidos pelo jornal O Correio de Hoje.

O projeto faz parte do Plano Pena Justa e prevê 22 módulos com dez suítes cada. Cada módulo está orçado em R$ 300 mil, o equivalente a R$ 30 mil por suíte. Os documentos, porém, não indicam em quais presídios os espaços serão instalados, não apresentam um cronograma e também não comprovam que as obras já foram contratadas.

As visitas íntimas estão suspensas nos presídios do RN desde 2017. Em agosto, durante visita à Penitenciária Rogério Coutinho Madruga, em Nísia Floresta, um detento cobrou a retomada diretamente à então secretária-adjunta Arméli Brennand: “A senhora pode dar ouro em pó, mas, se não der a nossa visita conjugal, não está dando nada”.

O mesmo planejamento prevê a criação de um auxílio de R$ 600 mensais para pessoas que deixam o sistema prisional, com custo projetado de R$ 5 milhões até 2028. A medida ainda depende de recursos e não possui critérios de concessão definidos.

Fonte: O Correio de Hoje 

Cristiane Dantas ganha força para presidir Assembleia Legislativa do RN

 

A deputada estadual Cristiane Dantas ganha força nos bastidores políticos para assumir a presidência da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte a partir de 2027.

A parlamentar é apontada como um dos nomes que podem entrar na disputa pela sucessão do atual presidente, Ezequiel Ferreira (PSDB), em meio às articulações para a composição da Mesa Diretora do biênio 2027–2028. Cristiane foi reeleita em 2026 com 49.589 votos, ampliando sua votação.

Apesar das movimentações, a definição ainda depende das negociações entre as bancadas e da construção de maioria dentro do Legislativo potiguar. 

Os petistas Luizinho Cavalcante e Ivan Baron deixam palanque de Cadu e declaram apoio a Allyson Bezerra

O segundo turno da eleição para o Governo do Rio Grande do Norte registra movimentos de lideranças ligadas ao PT em direção à candidatura de Allyson Bezerra (União Brasil).

Um dos casos é o do ex-prefeito de Carnaubais Luizinho Cavalcante, apontado como um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores no estado. Ele anunciou que deixou o palanque de Cadu Xavier para apoiar Allyson, defendendo que é possível votar no candidato do União Brasil para governador e em Lula para presidente.

Outro nome é Ivan Baron, que retirou sua candidatura a deputado estadual pelo PT alegando falta de apoio e de condições oferecidas pelo partido para disputar uma cadeira na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte. Agora, Baron também declarou apoio a Allyson Bezerra no segundo turno.

As duas adesões mostram que há lideranças com trajetória ou vínculos com o PT que decidiram apoiar um candidato de outra legenda na disputa estadual.

Embora esses posicionamentos não representem necessariamente a orientação do conjunto dos eleitores petistas, evidenciam divergências e escolhas individuais dentro do campo político ligado ao partido.

 Robinson Pires

Força na Capital: Prefeito Paulinho Freire e 23 vereadores de Natal anunciam apoio a Allyson no 2º turno

 

O prefeito de Natal, Paulinho Freire, oficializou nesta terça-feira apoio à candidatura de Allyson Bezerra (União Brasil) ao Governo do Rio Grande do Norte. A adesão reúne ainda 23 vereadores da capital e dois suplentes, fortalecendo a campanha neste segundo turno. 

Paulinho afirmou que a decisão foi construída em diálogo com sua base política e destacou o compromisso de Allyson com Natal. 

“Conversando com a nossa base aliada, todos os vereadores concordaram que o nosso caminho seria Allyson, porque ele tem compromisso com a nossa cidade. A gente precisa de um governador que seja parceiro da capital, e Allyson se comprometeu com isso”, declarou. 

A chegada do prefeito e da bancada amplia a presença política de Allyson em Natal e faz parte de uma série de novos apoios recebidos após o primeiro turno. Prefeitos, vice-prefeitos, parlamentares e lideranças de diferentes regiões vêm se somando à campanha. 

Allyson celebrou a adesão e reafirmou o compromisso de manter uma relação municipalista, com repasses em dia, diálogo e parceria com as prefeituras. 

“Nossa campanha está crescendo com a chegada de lideranças de todo o estado. Vamos governar em parceria com os municípios, respeitar os repasses obrigatórios e ajudar cada gestor a entregar melhores resultados à população. Nesta quarta-feira (14), estaremos nas ruas de Natal com o prefeito Paulinho e esse time de vereadores”, afirmou Allyson. 

Confira os nomes que anunciaram apoio: 

  • Aldo Clemente (PSDB)
  • Anne Lagartixa (PL)
  • Camila Araújo (PL), eleita deputada estadual
  • Cláudio Custódio (Progressistas)
  • Cleiton da Policlínica (PSDB)
  • Daniell Rendall (Republicanos)
  • Daniel Santiago (Progressistas)
  • Eribaldo Medeiros (Rede)
  • Eriko Jácome (PSDB)
  • Fúlvio Saulo (Solidariedade)
  • Herberth Sena (PV)
  • Irapoã Nóbrega (Republicanos)
  • João Batista Torres (DC)
  • ⁠Kleber Fernandes (Republicanos)
  • Léo Souza (PSDB)
  • Luciano Nascimento (PSD)
  • Nina Souza (PL), eleita deputada federal
  • Pedro Henrique (Progressistas)
  • Preto Aquino (Podemos)
  • Robson Carvalho (União Brasil), eleito deputado estadual
  • Subtenente Eliabe (PL)
  • Tércio Tinôco (União Brasil)
  • Tony Henrique (PL)

 Suplentes:

  • Felipe Alves (União Brasil)
  • Leila Maia (União Brasil)

 Blog do Gustavo Negreiros

Pesquisa Data Capital: Allyson Bezerra tem 49,53% e Cadu Xavier aparece com 41,67%

 

O candidato Allyson Bezerra (União Brasil) aparece na frente da disputa eleitoral para o Governo do Rio Grande do Norte, segundo levantamento realizado pelo instituto DataCapital e divulgado nesta terça-feira (13), com 49,53% das intenções de voto, em cenário estimulado.

O resultado aponta uma vantagem de 7,86 pontos percentuais de Allyson sobre o segundo colocado, Cadu de Lula (PT), que registra 41,67% das citações. No mesmo cenário, os votos brancos e nulos somam 3,47%, enquanto o percentual de eleitores indecisos ou que não quiseram responder é de 5,33%.

Um detalhe relevante é que os novos apoios confirmados nos últimos dias ainda não estão refletidos nos números deste levantamento, visto que a coleta de dados foi concluída no sábado (10). A incorporação dessas novas alianças e o fortalecimento das mobilizações de rua devem consolidar ainda mais a vantagem nas próximas pesquisas.

A pesquisa do instituto DataCapital foi veiculada em parceria com a rádio Mix FM Natal (103.9), a TV Tropical e o Portal SPN. O levantamento foi realizado entre os dias 7 e 10 de outubro de 2026, ouvindo 1.500 eleitores presenciais. A pesquisa apresenta um nível de confiança de 95% e margem de erro de 2,53 pontos percentuais para mais ou para menos, estando devidamente registrada na Justiça Eleitoral sob os números RN-04617/2026 e BR-08265/2026.

Justiça Eleitoral suspende perda de mandato de Cabo Deyvison

A Câmara Municipal de Mossoró foi intimada nesta terça-feira (13) da decisão do desembargador eleitoral Eduardo Pinheiro que concedeu liminar para suspender os efeitos do acórdão que havia determinado a perda do mandato do vereador Cabo Deyvison (PL).

A decisão também suspende os atos que oficializaram a extinção do mandato e convocaram o suplente Yan Granjeiro para a posse.

Com a liminar, a Câmara informou que publicará ainda nesta terça-feira os atos administrativos para restabelecer Cabo Deyvison no exercício do mandato, em cumprimento à determinação da Justiça Eleitoral.

TCM Notícias 

Preços do café, carne e gasolina disparam 61% no governo Lula

 

Alimentos e produtos básicos ficaram até 61% mais caros entre 2022 e 2026, segundo levantamento divulgado pelo Instituto Mises Brasil, com base em dados do Procon de São Paulo e do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

Entre os itens analisados, o café em pó liderou os aumentos durante o período.

O pacote de café de 500 gramas passou de R$ 15,48, em 2022, para R$ 24,86 em 2026, alta de aproximadamente 61%.

O desodorante em spray também registrou elevação expressiva, de R$ 7,32 para R$ 11,21, aumento de cerca de 53%.

Já o creme dental de 90 gramas subiu de R$ 4,05 para R$ 5,23, avanço de 29%.

Entre os alimentos, o litro do leite longa vida aumentou de R$ 4,61 para R$ 5,72, uma alta de 24%.

A carne de primeira passou de R$ 42,01 para R$ 50,49 o quilo, aumento de aproximadamente 20%.

A gasolina também ficou mais cara: o litro subiu de R$ 4,93 para R$ 6,53, uma elevação de 32% no período.

Os reajustes ocorreram durante o atual governo Lula, iniciado em janeiro de 2023, mas os valores apresentados abrangem também 2022.

A evolução dos preços reflete diferentes fatores econômicos, e os dados dos seis produtos não representam a inflação geral nem permitem atribuir exclusivamente ao governo federal a responsabilidade por cada aumento.

O levantamento evidencia a pressão sobre o orçamento das famílias brasileiras, que precisam destinar mais dinheiro à compra de alimentos, produtos de higiene e combustível.

O encarecimento desses itens essenciais mantém o custo de vida entre as principais preocupações dos consumidores, especialmente daqueles que enfrentam dificuldades para equilibrar as despesas mensais.

Diário do Poder

 

Com TSE sob ataque e enfraquecido, Lula desdenha da lei eleitoral e até distribui dinheiro

 

A lei proíbe (art. 73, §10, da Lei 9.504/97), no ano de eleição, distribuição de bens, valores ou benefícios pelo governo, salvo em casos de calamidade e emergência, por exemplo, mas Lula (PT) tem usado poder político e econômico para distribuir benesses às custas do pagador de impostos. A jogada ontem (13), análoga a jogar dinheiro de helicóptero, foi anunciar a distribuição de R$ 5 mil e perdão de dívidas tributárias a 3,6 milhões de microempreendedores. Tudo isso coincide, não por acaso, com o enfraquecimento e tentativas de desmoralização do TSE.

Enfraquece para reinar 

Os alegados abusos encontram campo aberto em um Tribunal Superior Eleitoral colocado sob suspeita por Lula e atacado por aliados do STF.

Inimputável 

A lei 9.504/97 vigora há quase 30 anos, mas Lula age certo de que não será amolado pelo TSE, com maioria por ele nomeada, e nem pelo STF.

Paralelo protetor 

No STF, onde seu “TSE paralelo” vigia os passos do presidente do TSE, Nunes Marques, os aliados nunca negam apoio em momentos-chave.

Abusos tolerados 

Juristas avaliam que jogadas como a de ontem ou aumentar Bolsa Família configuram abuso de poder político e econômico, mas e daí?

Claudio Humberto 

 
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