Olho D'água do Borges/RN -

Semana de Pesquisas: Quatro pesquisas movimentarão os bastidores da politica Potiguar esta semana.

O cenário político do Rio Grande do Norte promete esquentar nos próximos dias. Só nesta semana, quatro pesquisas eleitorais registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) serão divulgadas no estado, movimentando os bastidores da sucessão de 2026.

Os levantamentos irão medir os cenários para Governo do Estado, Senado, Deputado Federal e Deputado Estadual, ampliando a expectativa entre partidos, lideranças e pré-candidatos.

A primeira pesquisa a ser divulgada será a da Atlasintel, registrada sob o número RN-02267/2026. Contratada pela Rádio Cidade do Sol, a pesquisa ouviu mil entrevistados e teve custo declarado de R$ 60 mil. A divulgação está prevista para o dia 28 de maio.

Já no dia 29 de maio, outras três pesquisas entram em cena.

A TV Ponta Negra contratou o instituto Item Pesquisas Técnicas, responsável pela pesquisa RN-08595/2026, com 1.250 entrevistas e custo de R$ 15 mil.

Também será divulgada a pesquisa do Instituto Potiguar de Pesquisas Estatísticas (INSPPE), registrada sob o número RN-06172/2026, contratada pela Vírgula Comunicação. O levantamento ouviu 1.500 entrevistados e teve custo declarado de R$ 15 mil.

Fechando a rodada, a Potengi Comunicação contratou o instituto Média Inteligência em Pesquisa para realização da pesquisa RN-06422/2026, que ouviu 2 mil entrevistados ao custo de R$ 20 mil.

Nos bastidores, a expectativa é grande sobre os números que devem balizar as primeiras análises mais amplas da corrida eleitoral no Rio Grande do Norte para 2026.

Fonte: Tacio Cavalcante. 

Operação Mederi: entenda o caso, o esquema de propinas e os investigados

 

A Operação Mederi é a maior investigação de corrupção em curso no Rio Grande do Norte, e o Blog do Dina acompanha o caso desde a primeira hora. Deflagrada pela Polícia Federal em 27 de janeiro de 2026, ela apura um suposto esquema de desvio de dinheiro da saúde pública que teria como pivô uma distribuidora de medicamentos — a Dismed — e como figura central o então prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra.

Em mais de 30 reportagens, o Blog do Dina leu as escutas, as decisões judiciais e os relatórios que sustentam a investigação. Esta página reúne tudo num só lugar: o que a PF apura, como o esquema funcionava, quem são os investigados — e o link para cada matéria da série.

A apuração trata de cinco frentes criminais: fraude em licitações, corrupção passiva, corrupção ativa, lavagem de dinheiro e associação criminosa. Allyson Bezerra é descrito nos autos como “chefe da estrutura criminosa”. É preciso dizer com clareza: ninguém foi condenado. A investigação segue em andamento, todos os citados são suspeitos, e as defesas — que negam as irregularidades — aparecem ao longo desta página.

Há um motivo para tudo girar em torno de Mossoró: a cidade é o epicentro do esquema. Os contratos de Mossoró respondem por 59% do faturamento que a Dismed tinha com as seis prefeituras investigadas — e foi de Mossoró que partia o volume que sustentava a operação nas demais cidades. “Agora na Dismed hoje, se não tivesse Mossoró, nós não tinha volume”, disse um dos operadores numa escuta. É por isso que Allyson Bezerra, então prefeito de Mossoró, é a figura central da investigação: a PF descreve sua anuência como “essencial para a manutenção” do sistema de fraudes.

Resumo rápido do caso

  • O que é: investigação da Polícia Federal, com apoio da Controladoria-Geral da União e acompanhamento do Ministério Público Federal, sobre desvio de recursos da saúde no RN.
  • Quem investiga: a PF; a operação foi autorizada pelo desembargador federal Rogério Fialho Moreira, do TRF-5.
  • Quem é o alvo central: Allyson Bezerra, então prefeito de Mossoró, apontado como chefe do esquema.
  • O pivô: a distribuidora de medicamentos Dismed.
  • Quando começou: inquérito aberto em 24 de novembro de 2023; fase ostensiva em 27 de janeiro de 2026, com 35 mandados em cinco cidades — Mossoró, Serra do Mel, Paraú, São Miguel e José da Penha, todas com contratos com a Dismed e prefeitos ou auxiliares investigados.
  • Em que pé está: investigação em andamento, sem denúncia recebida nem condenação; sigilo parcialmente levantado.

O que a Polícia Federal apura

No centro do caso está a Dismed — Distribuidora de Medicamentos Ltda., sediada em Mossoró. A PF apura que a empresa, dos sócios Oseas Monthalggan Fernandes Costa e Maycon Lucas Zacarias Soares, era o canal de um esquema: a Prefeitura emitia ordens de compra de remédios, a Dismed entregava parte dos produtos — ou produtos vencidos — e a diferença voltava em dinheiro, como propina.

Os números chamam atenção. A empresa saiu de um prejuízo de R$ 464,93 em 2023 para um lucro líquido de mais de R$ 2 milhões em 2024. Só nos contratos de Mossoró, a PF estima que o esquema rendeu R$ 833 mil em propinas. A Dismed firmou contratos com pelo menos 14 prefeituras do Rio Grande do Norte.

A investigação aponta Allyson como chefe de uma estrutura de três níveis: no topo, prefeito e vice; no meio, secretários e diretores financeiros; na ponta, fiscais que atestariam falsamente a entrega dos remédios. Sua anuência, diz a PF, seria “essencial para a manutenção” do sistema. Parte do dinheiro, segundo a apuração, seria guardada para financiar campanhas eleitorais — inclusive a pretensão de Allyson de disputar o Governo do RN.

A “Matemática de Mossoró”

A frase que batiza o esquema saiu das próprias escutas. Para cada contrato, os sócios da Dismed calculavam quanto sobrava depois da propina. Um empresário resumiu numa frase que virou síntese do caso: “ele comeu 60, 15% de Allyson”.

A PF captou a fórmula em áudio. Metade do contrato virava mercadoria a preço de custo; sobre a outra metade, 25% iam para propina, repartidos entre dois beneficiários. “Quinze do homem e dez disso aí, vezes vinte e cinco por cento”, explicou Oseas numa conversa interceptada. Os 15% seriam destinados a Allyson; os 10%, a uma mulher que aparece nas escutas apenas como “Fátima”.

Quem é “Fátima”? A PF não confirmou. Os documentos falam em “muito provável” e traçam o perfil de uma empresária do ramo de eventos — mas a identidade segue como suspeita não confirmada, e o Blog do Dina não a trata como pessoa identificada.

Isopor, conta de menor e holding: o caminho do dinheiro

A investigação descreve técnicas que vão do sofisticado ao rudimentar para esconder o dinheiro. Havia espécie guardada em caixas de isopor — “pegar 10 (mil) aqui que eu tenho no isopor”, diz uma mensagem entre os sócios. Havia depósitos numa conta de menor de idade e uma holding, a MS Empreendimentos, criada para abrigar quotas e blindar patrimônio. Para escapar do controle do Coaf, os saques eram fracionados: 22 retiradas de R$ 49 mil, somando R$ 1,07 milhão.

As buscas mostraram o dinheiro de perto. No apartamento de Allyson em Natal, a PF apreendeu uma planilha que controlava R$ 19,6 milhões. Na casa do secretário de Saúde Almir Mariano, R$ 57,5 mil em maços espalhados por mochilas e gavetas.

E há o lado humano do prejuízo. Em Serra do Mel, a PF encontrou remédios com um único dia de validade — mil comprimidos para hipertensão — e estima um prejuízo de R$ 4 milhões no município.

O pulmão que enchia de ar: como o esquema se espalhou

Mossoró era o coração, mas não o limite. A Dismed levou o modelo a outras cidades — São Miguel, José da Penha, Serra do Mel, Apodi, Pau dos Ferros. A técnica para evitar novas licitações era a “carona”: municípios aderiam a atas de registro de preços de outras prefeituras. “Toda carona você tem o seu”, registra uma escuta sobre a propina cobrada a cada adesão.

Um ex-sócio da Dismed resumiu a dependência numa imagem: “o pulmão enchia de ar” — era o volume de Mossoró que sustentava a operação nas demais cidades. Em São Miguel, a PF descreve um esquema para “recompor” o salário do prefeito Leandro Michel do Rego Lima, médico que ganhava cerca de R$ 100 mil por mês antes do cargo.

A guerra do sigilo

Uma disputa atravessa toda a série: quem realmente pediu o fim do sigilo do inquérito. A defesa de Allyson protocolou, em fevereiro, um pedido de levantamento do sigilo “em nome da transparência”. Mas a decisão do desembargador já determinava esse levantamento desde 22 de janeiro — antes do pedido. Quando a defesa negou que houvesse tal determinação, o Blog do Dina publicou o trecho da decisão que comprovava o contrário.

Em maio, o movimento se inverteu. Os irmãos Leandro e Lincoln Lima, de São Miguel, entraram com habeas corpus no STJ pedindo o oposto: lacrar o material apreendido, barrar a perícia e impor segredo de justiça. A defesa, pelo advogado Marcos Aurélio Santiago Braga, sustenta que faltaram “fundadas razões” e fala em “pescaria probatória”. O ministro relator Joel Ilan Paciornik negou a urgência e negou o segredo de justiça. Procurado, o gabinete do desembargador Rogério Fialho Moreira não comentou as decisões fora dos autos.

O que já mudou: as consequências

  • Na Justiça: a decisão de 30 de março bloqueou bens e valores em mais de R$ 13,3 milhões e manteve tornozeleiras e fianças para os investigados.
  • Na administração: a Dismed e a Drogaria Mais Saúde foram desclassificadas de licitação em Mossoró. O faturamento da empresa despencou 87% entre janeiro e fevereiro de 2026.
  • Na política: o TCE-RN recomendou a reprovação das contas de 2021 de Allyson, o que pode torná-lo inelegível. Allyson renunciou à Prefeitura; o vice, Marcos Medeiros — também investigado —, assumiu em 27 de março de 2026.

  • A linha do tempo da Operação Mederi
  • 24/11/2023 — A PF abre o inquérito da Operação Mederi.
  • 22/01/2026 — O desembargador Rogério Fialho Moreira determina o fim do sigilo após o cumprimento das medidas.
  • 27/01/2026 — Fase ostensiva: 35 mandados de busca e apreensão em cinco cidades.
  • 03/02/2026 — Dismed e Drogaria Mais Saúde são desclassificadas de licitação em Mossoró.
  • 23/02/2026 — O Blog do Dina publica “Quem é Fátima?”.
  • 26/02/2026 — O TCE-RN recomenda a reprovação das contas de 2021 de Allyson.
  • 03/03/2026 — A PF estima R$ 833 mil em propinas só em Mossoró.
  • 27/03/2026 — Marcos Medeiros assume a Prefeitura de Mossoró após a renúncia de Allyson.
  • 30/03/2026 — O desembargador julga os pedidos das defesas; bloqueio de R$ 13,3 milhões.
  • 19/04/2026 — Reportagem revela a planilha de R$ 19,6 milhões apreendida com Allyson.
  • 22/05/2026 — Os irmãos Lima entram com habeas corpus no STJ pedindo para lacrar o material da operação.

Quem é quem na Operação Mederi

O caso tem dezenas de pessoas e empresas no radar da Polícia Federal. Esta seção organiza os principais investigados nos três núcleos descritos pela PF: a Prefeitura de Mossoró, a empresa que operava o esquema (Dismed) e os agentes públicos de outras cidades onde a fraude teria se espalhado. Nenhum é condenado.

Núcleo da Prefeitura de Mossoró

Allyson Leandro Bezerra Silva (Allyson Bezerra) — ex-prefeito (União Brasil), apontado pela PF como chefe da estrutura criminosa e suposto beneficiário de 15% das propinas. Recusou-se a entregar senhas de celulares à PF e omitiu itens apreendidos ao relatar a operação nas redes. Pré-candidato ao Governo do RN; renunciou ao cargo. Defende-se dizendo que a investigação se baseia em “diálogos de terceiros” sem fato que o vincule diretamente.

Marcos Antônio Bezerra de Medeiros (Marcos Medeiros, “Marco”) — vice de Allyson; assumiu a Prefeitura em 27 de março de 2026. A PF o descreve como “ponto de contato” entre a Dismed e a Prefeitura e como “provavelmente o atual vice-prefeito… destinatário de valores a título de propina”. A defesa nega irregularidades.

Almir Mariano — ex-secretário de Saúde de Mossoró (fev-ago/2025). Teve R$ 57,5 mil em maços de dinheiro apreendidos em casa. A PF o trata como “gerente administrativo que validava formalmente os contratos e pagamentos fraudulentos”.

Poliana Rezende Dantas — diretora financeira da Secretaria de Saúde, nomeada por portaria de Allyson em janeiro de 2025. Trocava mensagens com um dos sócios da Dismed 23 dias antes da nomeação. O juízo aponta “impossibilidade de execução do esquema sem sua participação ou omissão deliberada”.

Núcleo empresarial — Dismed e Drogaria Mais Saúde

Oseas Monthalggan Fernandes Costa — sócio-administrador da Dismed (50%), descrito pela PF como principal operador do esquema. Autor das frases-chave nas escutas sobre a divisão das propinas.

Maycon Lucas Zacarias Soares — sócio da Dismed (50%), cunhado de Oseas. Transferiu suas quotas para a holding MS Empreendimentos. A PF encontrou em sua casa uma pistola Taurus .380 e 22 munições — foi conduzido por posse irregular de arma.

José Moabe Zacarias Soares (Moabe) — sócio da Dismed, também vice-prefeito de Serra do Mel. Aparece nas escutas discutindo pagamentos de propina.

Raimundo Wandecy Campelo Gurgel (“Nenén”) — ex-sócio e funcionário da Dismed. Autor da metáfora “o pulmão enchia de ar” sobre a dependência de Mossoró.

Roberta Ferreira Praxedes Costa — esposa de Oseas e sócia da Drogaria Mais Saúde; investigada.

Rayca Mariana Praxedes Fernandes — filha de Oseas. Sua conta bancária foi usada para movimentar valores que a PF aponta como lavagem.

Vitória Cibele Pinheiro Bezerra Soares — esposa de Maycon, ex-sócia da Dismed. A PF diz que ela “atuava no armazenamento e repasse de numerário”.

Sidney Carlos de Melo — representante comercial intermediário da Dismed.

Núcleo de agentes públicos em outras cidades

Leandro Michel do Rego Lima — prefeito de São Miguel desde 2025, médico. A PF descreve um esquema para “recompor” o salário que ele tinha como médico (cerca de R$ 100 mil por mês). Impetrou habeas corpus no STJ junto com o irmão pedindo para lacrar o material da operação.

Lincoln Micaele Rêgo Lima — irmão de Leandro. A PF o trata como “principal articulador” do direcionamento de licitações em São Miguel e do pagamento de propina. A defesa contesta o cargo de chefe de gabinete que a PF lhe atribui, alegando que ele “não possui qualquer vínculo com a municipalidade”.

Ana Jarvis de Souza Mafaldo Gomes (“A Chefona”) — chefe de gabinete da Prefeitura de José da Penha e irmã do prefeito. Apontada como quem assumiu o controle da propina e afastou o pregoeiro.

Fabiano Ferreira Alves — pregoeiro de José da Penha, afastado pela Chefona mas que, segundo as escutas, seguia cobrando sua parte.

João Evaristo Peixoto — prefeito de Paraú; investigado, teve fiança reduzida de R$ 100 mil para R$ 30 mil pelo desembargador.

Outras gestões onde a PF aponta que o esquema “se espalhou”

A matéria sobre a “Infecção” da série descreve a chegada do esquema a outras prefeituras, mas estes nomes aparecem como gestões onde o sistema teria se reproduzido — e não, até aqui, como investigados formais individualmente:

Marianna Almeida — prefeita de Pau dos Ferros, que declarou apoio público a Allyson. Luis Sabino da Costa Neto (Sabino Neto) — prefeito de Apodi (MDB), idem. Alan Jefferson da Silveira Pinto — ex-prefeito de Apodi (2021-2024), signatário dos primeiros contratos da Dismed no município. Os três negam irregularidades.

“Fátima” — a suspeita não identificada

Mulher citada nas escutas como beneficiária de 10% das propinas. A PF NÃO confirmou a identidade — usa qualificadores como “muito provável” e “provavelmente seja”. O Blog do Dina optou por não citar nome, “por entender que os documentos não concluem ainda efetivamente de quem se trata”.

Justiça e órgãos de controle

Rogério Fialho Moreira — desembargador federal do TRF-5 (Recife); autorizou a operação e julga os pedidos das defesas. Procurado em maio, seu gabinete respondeu que “não tece comentários sobre decisões proferidas pelo próprio desembargador federal ou por outros magistrados”.

Joel Ilan Paciornik — ministro do STJ, relator do habeas corpus dos irmãos Lima; negou o pedido de urgência e o segredo de justiça (março/2026).

Blog do Dina

 

Segunda-feira (25) chuvosa em regiões do Nordeste

 

A previsão do tempo para esta segunda-feira (25), de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), indica avanço de chuvas em toda a faixa litorânea da Região Nordeste.

A condição de instabilidade deve manter o céu mais encoberto e favorecer pancadas de chuva ao longo do dia em áreas próximas ao litoral. Já no interior da região, o tempo segue mais quente, com períodos de sol entre nuvens.

Entre as capitais, a temperatura mínima prevista é de 23°C em Maceió. Já a máxima pode alcançar os 35°C em Teresina.

A umidade relativa do ar varia entre 40% e 95%, com os índices mais baixos concentrados no interior da região.

As observações meteorológicas do INMET são essenciais para previsões em tempo real, estatísticas climáticas e cooperação internacional. Esses dados precisos ajudam a estudar o clima passado e a produzir Normais Climatológicas conforme a Organização Meteorológica Mundial (OMM).

Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). 

Deputado Benes Leocádio recebe o apoio de oito prefeito da Região Central

 

O deputado federal Benes Leocádio recebe o apoio de oito prefeitos da região Central Cabugi, no Rio Grande do Norte, para sua candidatura à reeleição em 2026. A articulação reforça a base do parlamentar no interior do estado.

Confira os gestores que declararam apoio:

• Caiçara do Rio do Vento – Prefeita Ceiça Lisboa
• Angicos – Prefeito Pinheiro Neto
• Jardim de Angicos – Prefeito Carlinhos Bezerra
• Pedra Preta – Prefeito Luiz de Haroldo
• Afonso Bezerra – Prefeito Haroldo de Jango
• Pedro Avelino – Prefeita Marina Trindade
• Fernando Pedroza – Prefeito João de Chota
• Santana do Matos – Prefeito Cleyton de Oton

A região é estratégica no interior do RN e fortalece a base de para a disputa proporcional. Benes Leocádio busca seu terceiro mandato na Câmara Federal. Em 2022, o deputado foi reeleito com 125.565 votos no RN.

Dono da Riachuelo diz que fim da escala 6×1 pode elevar preços e reduzir empregos

O empresário Flávio Rocha, herdeiro do Grupo Guararapes e controlador da Riachuelo, afirmou neste sábado (23) que a proposta de fim da escala 6×1 poderá aumentar a inflação e pressionar os preços no comércio brasileiro.

Segundo o empresário, projeções internas da companhia apontam impacto médio de 13% nos custos caso a medida seja aprovada pelo Congresso Nacional.

Varejo pode ter impacto maior, afirma empresário

Durante participação no Fórum Brasil 2026, realizado no Guarujá e em reportagem do Estadão, Flávio Rocha afirmou que o varejo deve sentir efeitos ainda maiores por depender mais de mão de obra.

“No caso do varejo, o impacto é maior, porque o setor é mais dependente de mão de obra. Então, imaginamos que o custo vá subir na casa de 18% a 20%”, declarou.

Segundo ele, o aumento dos custos pode levar empresas a reajustarem preços para preservar margens de lucro ou até reduzirem o número de funcionários.

Empresário cita impacto em pequenas empresas

Flávio Rocha também afirmou que pequenas e médias empresas seriam as mais afetadas pela mudança na jornada de trabalho.

Na avaliação do empresário, esse segmento concentra atualmente grande parte da geração de empregos no país e teria mais dificuldade para absorver os custos provocados pela alteração da escala.

Além disso, ele argumentou que alguns setores precisam de maior flexibilidade operacional, como indústrias, restaurantes e salões de beleza, que funcionam durante mais dias da semana.

Debate avança na Câmara dos Deputados

Apesar das críticas, o empresário afirmou considerar legítimo o debate sobre redução da jornada de trabalho e qualidade de vida dos trabalhadores.

No entanto, ele avaliou que a discussão ocorre em meio ao ambiente eleitoral e pode acabar influenciada por discursos populistas, sem considerar impactos econômicos e efeitos sobre contratações.

A proposta que prevê o fim da escala 6×1 tramita na Câmara dos Deputados por meio de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC).

O relator do texto, o deputado Léo Prates, deve apresentar o parecer final nesta segunda-feira (25). A expectativa é que a comissão especial vote o relatório na terça-feira (26), enquanto a análise em plenário pode ocorrer já na quarta-feira (27). 

Martins apresenta programação do XVIII Festival Gastronômico e Cultural com grandes atrações nacionais

 

Foi apresentada oficialmente nesta sábado, em praça pública, a programação do XVIII Festival Gastronômico e Cultural de Martins, um dos eventos mais aguardados do calendário turístico e cultural do Rio Grande do Norte.

A edição deste ano acontece entre os dias 9 e 12 de julho e promete reunir milhares de visitantes na serra de Martins, unindo música, gastronomia, cultura e fortalecimento da economia local.

Abrindo a programação, na quinta-feira, 9 de julho, a banda Jota Quest sobe ao palco com grandes sucessos que marcaram gerações e prometem iniciar o festival em clima de celebração.

Na sexta-feira, 10 de julho, o público vai prestigiar uma noite marcada pela MPB contemporânea e pela musicalidade feminina com os shows de AnaVitória.

O sábado, 11 de julho, será de emoção e tradição com apresentações de Fagner e Demônios da Garoa, reunindo clássicos da música nordestina e do samba brasileiro.

Encerrando a programação, o domingo, 12 de julho, contará com muito humor na tarde cultural com o humorista Mução. À noite, o público vai cantar junto com Só Pra Contrariar, em um show repleto de sucessos do pagode nacional.

Além das atrações musicais e culturais, o Festival Gastronômico e Cultural de Martins é reconhecido por valorizar a culinária regional, os artistas locais e o turismo serrano, consolidando a cidade como um dos principais destinos do estado durante o mês de julho.

Buraco sob trecho da RN-233 preocupa moradores de Caraúbas e Apodi; DER descarta risco de desabar

 

Um buraco aberto sob a RN-233, entre Caraúbas e Apodi, no Oeste potiguar, tem preocupado moradores da região. O problema fica próximo ao km 35 da rodovia, entre as comunidades São Geraldo e Boágua.

Imagens mostram parte da estrutura comprometida, com concreto cedendo e o asfalto sustentado praticamente por uma camada de barro. Segundo moradores, a erosão acontece há pelo menos três anos e piorou após as fortes chuvas das últimas semanas.

O trecho fica sobre a passagem da água do açude Cheio de Etelvino, que voltou a sangrar no fim de abril após chuvas superiores a 80 milímetros na região. Desde então, a erosão teria avançado sob a pista.

A RN-233 é uma importante ligação entre Caraúbas e Apodi, com intenso fluxo de caminhões e veículos ligados à atividade rural e à fruticultura.

Em nota, o DER-RN informou que enviou equipe técnica para sinalizar a área e reforçar a estrutura do bueiro, construído há mais de 30 anos. O órgão afirmou ainda que a laje está preservada e que não há risco de rompimento ou necessidade de interdição da rodovia.

Veja nota do DER/RN

O Departamento de Estradas de Rodagem do Rio Grande do Norte (DER/RN) tomou conhecimento de um rompimento nas alas (entradas) de um bueiro em trecho da rodovia RN-233, entre os municípios de Caraúbas e Apodi, na região Alto Oeste potiguar. 

Uma equipe técnica do Departamento foi acionada para proceder, inicialmente, com a sinalização da área e, em seguida reforçar a estrutura do bueiro - construído há mais de 30 anos -, e reparar as alas. 

O DER esclarece que a laje do bueiro está preservada e não há risco de rompimento da via, o que descarta também a necessidade de interdição do trecho. 

Natal, 23 de maio de 2026
DEPARTAMENTO DE ESTRADAS DE RODAGEM DO RIO GRANDE DO NORTE - DER/RN.

 

Operação Mederi: Allyson silencia diante do avanço das investigações

 

O silêncio como tática pode ser uma alternativa perigosa para quem tem muito a dizer. Ainda mais para quem se coloca como vitrine e quer representar um Estado. Os reflexos da Operação Mederi, iniciada em 27 de janeiro deste ano e que resultou em investigação de suposto esquema de corrupção na administração de Allyson Bezerra (União Brasil), bem como a ausência de desconstrução do que vem sendo dito dizem muito mais sobre as próximas gestões do que a que findou em março último.

Ontem a reportagem tentou, mais uma vez, ouvir a versão de Allyson Bezerra sobre o que está posto no processo que tramita no Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5) sob o número 0006371-27.2025.4.05.0000. Primeiramente, falou-se com o profissional que assumiu a coordenação de imprensa e de marketing da pré-campanha do ex-prefeito de Mossoró ao Governo do Estado, Hélito Honorato. Ele, por sua vez, indicou o jornalista Vonúvio Praxedes como responsável para atender a demanda.

Após o contato estabelecido, a reportagem solicitou a posição do ex-prefeito ou da assessoria jurídica dele sobre o que vem sendo divulgado pelo jornalista Dinarte Assunção, no Blog do Dina, e repercutido por órgãos de comunicação de todo o Rio Grande do Norte. Inicialmente, houve abertura para que o trabalho da imprensa pudesse fluir, mas foi apresentado, posteriormente, a necessidade de que algum fato novo pudesse ser levado ao jurídico de Allyson Bezerra.

O assessor do ex-prefeito informou que uma nota de esclarecimento havia sido divulgada em janeiro. Mas algo que, como ele mesmo teria cobrado da reportagem, não seria novidade. Na nota, Allyson ainda fala como prefeito. E agora já não pode mais ter essa adjetivação. A nota enviada alude à criação do decreto 6.994/2023, que passa para a Controladoria Geral do Município a responsabilidade de fiscalização e acompanhamento do Sistema Nacional da Gestão da Assistência Farmacêutica, ao qual a Prefeitura de Mossoró havia aderido.

Com essa nota, o então prefeito deixou claro que não estava ciente de um suposto esquema de corrupção que teria se instalado na Prefeitura de Mossoró. Em outras palavras, fez uso de um adágio popular e que direciona à tese que se apresenta: “casa de ferreiro, espeto de pau”. Nada sabia, nada viu e nada tinha a esclarecer.

Apesar de ter ciência dos fatos e de supostamente acompanhar o que se publica sobre o ex-prefeito, a assessoria insistiu em ter algo novo para instigar o jurídico de Allyson Bezerra a apresentar alguma resposta à sociedade que ele quer representar, caso seja eleito governador do Rio Grande do Norte.

Mesmo sabendo que os advogados do ex-prefeito acompanham o que vem sendo publicado na imprensa e ou ter acesso ao processo que tramita no Tribunal Regional Federal da 5ª Região, foram enviados à assessoria trechos de diálogos, captados pela Polícia Federal, dos sócios da empresa DisMed Distribuidora de Medicamentos, que afirmam que Mossoró seria o pulmão da rede de corrupção que se espalhou por cerca de 22 cidades potiguares. Os sócios deixam claro que sem Mossoró na jogada o lucro exorbitante não seria possível.

No contato estabelecido com o jornalista Vonúvio Praxedes, a reportagem estabeleceu que o deadline, limite de tempo para o envio do que havia sido solicitado, seria até as 16h. Até o fechamento desta edição a assessoria de imprensa do ex-prefeito Allyson Bezerra não cumpriu com o que havia sido acordado, de enviar o posicionamento da assessoria jurídica dele.

 Jornal de Fato

Governo Lula eleva para R$ 23,7 bilhões o bloqueio de gastos no Orçamento

 

Os ministérios da Fazenda e do Planejamento anunciaram nesta sexta-feira um bloqueio de R$ 22,1 bilhões no Orçamento federal de 2026. Como já havia R$ 1,6 bilhão congelado anteriormente, o total de despesas travadas pelo governo chega agora a R$ 23,7 bilhões.

O governo ainda não informou quais áreas serão afetadas.

Segundo o Ministério do Planejamento, os cortes devem ser divididos de forma proporcional entre os órgãos federais.

O principal motivo do bloqueio foi o aumento das despesas obrigatórias, principalmente com o Benefício de Prestação Continuada (BPC), cuja previsão de gasto subiu R$ 14,1 bilhões.

Os gastos com a Previdência Social também cresceram. A estimativa aumentou em R$ 11 bilhões, levando a projeção total para R$ 1,122 trilhão em 2026.

Por outro lado, houve redução de R$ 3,4 bilhões nas despesas com pessoal e encargos sociais.

Pressão nas contas públicas

Mesmo com a alta das receitas, especialistas afirmam que o governo subestimou despesas com aposentadorias e benefícios sociais.

Um estudo da Consultoria de Orçamento da Câmara aponta que os gastos com Previdência e BPC podem superar a previsão em R$ 18 bilhões em 2026, o que pode exigir novos cortes ao longo do ano.

Especialistas também afirmam que a redução da fila do INSS elevou os gastos, porque aumentou o pagamento de benefícios atrasados.

A fila do INSS caiu de 3,1 milhões de pedidos em fevereiro para 2,3 milhões em maio, segundo dados do governo.

Levantamento do especialista Rogério Nagamine mostra que, entre 2023 e 2025, a diferença entre o gasto previsto e o efetivamente pago na Previdência acumulou R$ 75,6 bilhões.

Apesar do bloqueio, o governo mantém a projeção de fechar 2026 com resultado fiscal ajustado positivo de R$ 4,1 bilhões, após descontar despesas autorizadas fora da meta, como precatórios.

Bloqueio não é contingenciamento

O governo explicou que o bloqueio ocorreu porque as despesas ultrapassaram o limite permitido pelas regras fiscais. Nesse caso, são reduzidos gastos discricionários, como investimentos e manutenção da máquina pública.

Já o contingenciamento acontece quando a arrecadação cai e ameaça a meta fiscal. Desta vez, isso não foi necessário porque a arrecadação cresceu, principalmente com o petróleo.

Segundo a Receita Federal, a arrecadação com exploração de petróleo e gás natural aumentou 264% no primeiro quadrimestre do ano, saltando de R$ 11 bilhões para R$ 40,2 bilhões.

A alta foi impulsionada pelo aumento do preço do petróleo após a guerra no Oriente Médio. O governo estima arrecadar até R$ 40 bilhões extras com esse cenário.

Com isso, a arrecadação federal chegou a R$ 735 bilhões nos quatro primeiros meses do ano, recorde histórico para o período.

 

 
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