Olho D'água do Borges/RN -

Ex-dirigentes do INSS fecham delação e entregam Lulinha e políticos

 

Dois ex-servidores do alto escalão do INSS estão em processo avançado de delação premiada.

A coluna apurou que o ex-procurador do INSS Virgílio Oliveira Filho e o ex-diretor de Benefícios da autarquia, André Fidelis, entregaram o filho mais velho do presidente Lula, Fábio Luís Lula da Silva, e detalharam o envolvimento de políticos no esquema.

Entre os políticos citados pelos delatores está Flávia Péres (ex-Flávia Arruda). Ela foi ministra da Secretaria de Relações Institucionais (SRI) do governo Jair Bolsonaro. É a primeira vez que o nome dela aparece associado ao esquema. Flávia é mulher do economista Augusto Lima, ex-CEO do Banco Master e ex-sócio do empresário mineiro Daniel Vorcaro.

Os dois delatores estão presos desde 13 de novembro.

Virgílio Filho é acusado pela PF de receber R$ 11,9 milhões de empresas ligadas às entidades que faziam os descontos ilegais nas aposentadorias. Desse total, R$ 7,5 milhões teriam vindo de empresas de Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS.

Os repasses teriam sido enviados a empresas e contas bancárias da esposa do ex-procurador, a médica Thaisa Hoffmann Jonasson.

Já André Fidelis teria recebido R$ 3,4 milhões em propina entre 2023 e 2024, segundo os investigadores.

Andrezza Matias – Metrópoles 

Governadora anuncia reajuste do piso do magistério, mas não fala “quando” e o “como” vai ser.

 

A governadora Fátima Bezerra anunciou o reajuste do piso salarial dos professores. A declaração, no entanto, veio acompanhada de uma lacuna que preocupa a categoria: não há definição sobre quando o aumento será implantado nem de que forma será efetivamente pago.

O anúncio deixa em aberto pontos essenciais, como o calendário de aplicação, o percentual que será incorporado à folha, a possibilidade de pagamento retroativo. Para os professores, que aguardam uma posição concreta desde o início do ano, a ausência de detalhes aumenta a insegurança e reforça a sensação de incerteza.

Outro aspecto que chama atenção é o fato de a governadora afirmar que determinou às secretarias de Educação, Fazenda e Administração a abertura de diálogo com a direção do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do RN. Na prática, isso sinaliza mais uma etapa de discussão/enrolação, quando o reajuste do piso é um direito assegurado por lei federal e já possui percentual definido.

Não se trata de negociar se haverá ou não aumento. Trata-se de cumprir a legislação: elaborar o projeto de lei com o reajuste de 5,4%, encaminhar à Assembleia Legislativa, garantir a aprovação e implantar o pagamento. É isso que a categoria espera — objetividade, clareza e execução.

Sem prazos e sem explicações sobre o formato de pagamento, o anúncio acaba soando mais como gesto político do que como medida administrativa concreta. Enquanto isso, os professores seguem aguardando uma resposta simples e direta: quando o reajuste entra na conta e como será aplicado na prática.

 

De vaca não reconhecer bezerro

 

Um observador astuto andou me dizendo que a situação no PT potiguar está de “vaca não reconhecer bezerro”.

De um lado, a governadora Fátima Bezerra reafirma que vai renunciar para disputar uma vaga no Senado — seu desejo ardente.

De outro, um grupo mais pragmático — com os pés no chão — ainda não enxerga condições políticas para que Fátima deixe o governo sem entregar a cadeira a um adversário.

O bloco que defende a pré-candidatura ao Senado — capitaneado por Raimundo Alves — aposta que o “deus Lula” salvará todos, com um arrastão de votos pelo Nordeste afora.

Já os realistas — que evitam mostrar o rosto à luz do dia — falam em “suicídio político” caso o PT deixe o governo nas mãos da oposição. Essa turma fez as contas e concluiu que Fátima não teria votos suficientes na Assembleia Legislativa para eleger Cadu Xavier ou Francisco do PT como governador-tampão.

A renúncia pode derrubar um verdadeiro castelo de cartas — inviabilizando a própria Fátima ao Senado e prejudicando as nominatas para a Assembleia Legislativa e para a Câmara dos Deputados. São milhares de votos em jogo sob a influência do PT.

Soube ainda que o PT nacional — com Edinho Silva, Gleisi Hoffmann e até o próprio Lula — tem questionado por que o diretório estadual, sob o comando de Fátima, perdeu aliados do centro, notadamente lideranças do PSD e do MDB.

Em público, o comando petista reafirma a importância da pré-candidatura da governadora dentro da estratégia de ampliar a bancada no Senado.

Nos bastidores, porém, a preocupação é com a montagem do palanque do próprio Lula — que não pode desperdiçar votos em nenhum estado.

Essa conversa vem ganhando corpo desde a comemoração dos 46 anos do PT, em Salvador, no início de fevereiro.

Só o desejo de Fátima não basta.

De Diógenes Dantas/AgoraRN

 

Coronel Araújo e Guilherme Saldanha surgem como alternativas a Cadu Xavier na sucessão de Fátima

 

A articulação da governadora Fátima Bezerra (PT) para construir um sucessor no Rio Grande do Norte ganhou um novo capítulo com a possibilidade de troca do nome inicialmente colocado pelo PT para a disputa. Além de Carlos Eduardo Xavier (Cadu), secretário estadual da Fazenda e pré-candidato do partido, passaram a circular nos bastidores como alternativas os nomes de Guilherme Saldanha, secretário de Estado da Agricultura, e do coronel Araújo Silva, secretário da Segurança Pública.

A hipótese surge no contexto de uma estratégia para atrair apoio de grupos que hoje estariam alinhados à pré-candidatura de Allyson Bezerra, compostos em parte por ex-aliados do atual governo. Segundo relatos de bastidores, a avaliação é de que um nome alternativo poderia facilitar a recomposição dessa base e ampliar o leque de alianças, reduzindo resistências ao projeto governista. 

Em contato com a 96 FM, Cadu admitiu que a substituição “está na mesa”, mas apontou que o PT faria questão de que um eventual substituto fosse do próprio partido, e não apenas um quadro técnico do governo. Dentro desse cenário, a entrada de Saldanha e Araújo Silva no debate é vista como teste de aceitação política, já que ambos ocupam secretarias com capilaridade e alta exposição pública.

Como pano de fundo, o PT também trabalha para destravar emendas e convênios já firmados e ainda não quitados, medida que, segundo apuração do Jornal das 6, pode ser usada como instrumento de convencimento para aproximar ex-aliados. Até o momento, não há anúncio oficial sobre mudança de candidato, e as definições seguem dependendo do desenho de alianças e do aval interno do partido.

 96FM

ALERTA: Bastidores da TV tropical mandou chamar o menino Alysson com urgência sobre resultado pesquisas internas!

 

Informações de bastidores dão conta de que pesquisas internas recentes acenderam um sinal de alerta na pré-campanha do prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra. Os números indicaram uma forte queda nas intenções de voto, gerando preocupação entre aliados.

O levantamento, apresentado em reunião no escritório da TV Tropical, em Natal, teria sido recebido com surpresa e apreensão pelo grupo de integrantes das tradicionais oligarquias Maia e Alves, que respaldam o projeto político do gestor.

Gazeta Potiguar.

 

 

Quanto ganha um juiz? Confira os salários de magistrados no RN

Em janeiro de 2026, quase todos os juízes da Justiça Estadual do Rio Grande do Norte tiveram rendimentos brutos maiores que R$ 100 mil - valor acima do teto constitucional de R$ 46.366,19.

Apenas cinco dos 240 magistrados não chegaram a registrar R$ 100 mil no rendimento bruto, mas também passaram o teto. Na média, os rendimentos líquidos foram superiores a R$ 97 mil.

O teto do funcionalismo é o limite máximo de remuneração que servidores e agentes públicos podem receber no Brasil. Previsto na Constituição, ele estabelece que nenhum salário pago pelo poder público pode ultrapassar o valor recebido pelos ministros do Supremo, que é de R$ 46.366,19.

O caso mais emblemático é o do próprio presidente do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte, desembargador Ibanez Monteiro, que teve rendimento de R$ 384.954,59, com cerca de R$ 30 mil de descontos, gerando um valor líquido de R$ 354.558,65 - a remuneração mais alta entre os judiciários estaduais em janeiro.

Os juízes potiguares recebem salário básico de R$ 39.753,21, mas têm acrescidos, no contracheque, "direitos pessoais", indenizações de pelo menos R$ 3,4 mil além de "direitos individuais", que em alguns casos ultrapassam os R$ 100 mil.

No caso dos desembargadores, o salário é de R$ 41.845,49, acrescidos dos demais benefícios. Os valores constam no painel de dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e foram acessados pelo g1.

Sobre o salário do presidente, o TJ informou que os acréscimos verificados no mês de janeiro de 2026 são referentes a verbas eventuais, "portanto, não são fixas, e correspondem aos sessenta dias férias não gozadas relativos ao ano de 2025, além de férias atrasadas e plantões cumpridos durante o período do recesso judicial, de acordo com disciplinamento local e nacional do CNJ".

Apesar de classificadas como verbas eventuais, os desembargadores do estado receberam verbas acima do teto ao longo de todos os meses de 2025. Grande parte dos juízes também tiveram valores acima dos R$ 100 mil no contracheque ao longo de 2025.

Veja materia completa aqui. 

Prefeitos do RN participam de mobilização em Brasília contra “pautas-bomba” que pressionam as contas dos municípios

 

Mais de 70 prefeitos e prefeitas do Rio Grande do Norte estão em Brasília participando da Mobilização Municipalista promovida pela Confederação Nacional de Municípios (CNM). A agenda reúne gestores de todo o país para discutir projetos que tramitam no Congresso e que, na avaliação do movimento municipalista, podem provocar queda de arrecadação e aumento de despesas obrigatórias nas prefeituras.

A comitiva potiguar participa ao lado do presidente da FEMURN, Babá Pereira, e acompanha uma pauta considerada crítica para 2026, com potencial de ampliar significativamente o desequilíbrio fiscal municipal.

Entre os pontos apresentados como risco estão:

Perdas de receita com a reforma do Imposto de Renda, com proposta de isenção até R$ 5 mil, e impacto estimado de R$ 5 bilhões por ano, sem indicação clara de compensação aos municípios.

Aumento de despesas obrigatórias, como a desoneração da folha (com transição e alíquota projetada em 16% em 2026), com impacto estimado de R$ 3,5 bilhões por ano.

Reajuste do piso do magistério, com estimativa de 5,40% e impacto estimado de R$ 8 bilhões em 2026, dentro de um cenário em que o piso acumulou alta de 68,7% entre 2021 e 2025, acima da inflação do período (19,9%).

Subfinanciamento de programas federais executados pelos municípios, com cerca de 200 políticas na ponta e defasagens apontadas em serviços como CAPS (+43,6%), PAEFI (+113%), Consultório na Rua (+93%) e Informatiza APS (+41%), o que aumenta a conta local sem reajuste proporcional dos repasses.

Novos pisos salariais em tramitação, que, se aprovados, podem gerar impacto estimado superior a R$ 50 bilhões por ano em apenas sete propostas — com destaque para técnicos da educação, médicos e dentistas, limpeza urbana e SUAS.

Segundo o levantamento apresentado, o impacto global potencial dessas medidas pode chegar a R$ 150 bilhões por ano (o equivalente a cerca de 15% de aumento nas despesas municipais), com possibilidade de ultrapassar R$ 270 bilhões em um horizonte ampliado. O alerta do municipalismo é de que, com despesas obrigatórias em alta e receita sem acompanhar, o resultado pode ser queda de investimentos e risco de colapso na prestação de serviços essenciais.

Durante a mobilização, também estão previstas articulações e reuniões com lideranças nacionais, incluindo Gleisi Hoffmann, Hugo Motta e Davi Alcolumbre, além de representantes das federações municipalistas que participam do encontro.

98FM

 

Chuva renova esperança dos sertanejos em Olho D'Água do Borges e região Oeste do RN.

 

A segunda-feira (23) foi marcada por uma boa chuva em Olho D'Água do Borges, onde as precipitações variaram de 24,2mm na zona urbana, a 35mm em algumas comunidades rurais. Também houve precipitações em outros municípios da região Oeste potiguar, como em Coronel João Pessoa que choveu 89,8mm, (Veja aqui). Isso só reforça a expectativa de um inverno promissor e trazendo novo ânimo, suficiente para mudar o cenário e reacender a esperança dos sertanejos.

Somente neste mês de fevereiro, o acumulado em Olho D’Água do Borges já atinge 127mm. O dado anima agricultores e toda a população que depende diretamente do inverno para garantir a produção de alimentos e o suporte forrageiro do rebanho. No sertão, cada milímetro conta. Cada nuvem carregada é acompanhada com atenção. Cada pancada de chuva representa a possibilidade concreta de dias melhores.

As precipitações chegam em momento estratégico, quando muitos produtores aguardavam o “tempo certo” para preparar o solo e iniciar o plantio. Milho, feijão, sorgo e outras culturas tradicionais passam a integrar o planejamento agrícola, impulsionados pela umidade do solo e pela expectativa de continuidade das chuvas.

A expectativa agora é que o inverno siga regular, permitindo o acúmulo de água em açudes, barreiros e cisternas — garantindo abastecimento humano e alimento para os rebanhos. Água no reservatório é sinônimo de tranquilidade; pasto verde significa segurança para quem vive da criação.

No semiárido, a chuva vai muito além de um fenômeno meteorológico. Ela representa trabalho, sustento e dignidade. Que o inverno siga firme e que a água continue sendo motivo de celebração para Olho D’Água do Borges e toda a região Oeste potiguar.

Álvaro Dias e Babá Pereira devem lançar chapa ao governo em 14 de março

 

O lançamento da chapa formada por Álvaro Dias e Baba Pereira já tem data prevista: dia 14 de março. A movimentação consolida o nome do ex-prefeito de Natal como o principal representante do campo da direita na disputa pelo Governo do Estado e sinaliza a construção de uma aliança com forte capilaridade no interior. A apuração é do jornalista Tácio Cavalcanti, da 98 FM Natal.

Segundo a apuração de Cavalcanti, a definição da chapa reforça a estratégia de unir experiência administrativa na capital com articulação política nas bases municipais, ampliando o diálogo com lideranças regionais e consolidando palanques estratégicos.

Nos bastidores, aliados avaliam que o anúncio oficial tende a reorganizar o tabuleiro eleitoral e pressionar adversários a acelerarem suas próprias definições. O ato de lançamento deverá reunir prefeitos, ex-prefeitos, vereadores e lideranças partidárias, marcando o início de uma nova fase da pré-campanha e dando o tom do discurso que a oposição pretende adotar para 2026.

A expectativa agora gira em torno do formato do evento e das forças políticas que irão compor o palanque no dia 14.

Portal 98FM

 

Operação Mederi: PF aperta cerco e aponta quem seria “Fátima” dos 10% da propina

 

A investigação da Operação Mederi avança sobre o suposto esquema de desvio de recursos na saúde de Mossoró e coloca no centro das suspeitas uma mulher identificada nas escutas como “Fátima”.

Documentos obtidos com exclusividade pelo jornalista Dinarte Assunção revelam que, para a Polícia Federal (PF), há indícios consistentes de que ela teria sido beneficiária de 10% das propinas pagas em contratos com a Prefeitura de Mossoró.

Segundo os autos, o nome surge de forma explícita em diálogos captados por escuta ambiental no escritório da empresa DISMED Distribuidora de Medicamentos. Nas conversas, investigados detalham a divisão de valores provenientes de contratos públicos e mencionam percentuais destinados a agentes específicos.

A apuração indica que a referência a “Fátima” deixou de ser genérica ao longo da investigação. A partir do cruzamento de informações, os policiais federais passaram a trabalhar com a hipótese de que se trata de uma servidora comissionada do Município de Mossoró que também atua no setor de eventos.

Dinheiro sacado e repasses em espécie

A análise financeira conduzida pela Polícia Federal reforça a suspeita de pagamentos em dinheiro vivo. Entre os valores creditados à DISMED pela Prefeitura de Mossoró, incluindo o Fundo Municipal de Saúde, o montante chegou a R$ 3.332.710,27.

Com base nos diálogos interceptados, nos quais se menciona a retenção de 25% para comissões ilícitas, o valor estimado de propina apenas nos contratos com Mossoró alcançaria cerca de R$ 833 mil. Desse total, 10% corresponderiam a aproximadamente R$ 333 mil atribuídos à pessoa identificada como “Fátima”.

Os investigadores também identificaram que a empresa realizou R$ 2.210.000,00 em saques em espécie, distribuídos em 70 operações. O padrão descrito no relatório aponta que os saques ocorriam logo após os créditos das prefeituras, muitas vezes no mesmo dia ou em datas imediatamente posteriores, o que, segundo a Polícia Federal, é compatível com a narrativa de repasse de propinas.

A matemática revelada nas escutas

Os detalhes do esquema aparecem em conversas entre sócios da empresa. Em um dos trechos analisados, um dos investigados explica que, em um contrato de R$ 500 mil, metade seria entregue em mercadoria a preço de custo e, da outra metade, 25% seriam destinados a pagamentos ilícitos.

Em diálogo posterior, os nomes passam a ser citados diretamente. Um dos sócios afirma que, de determinado valor, 10% seriam destinados a “Fátima” e 15% a “Allyson”. A PF considera muito provável que a menção a “Allyson” faça referência ao prefeito Allyson Leandro Bezerra Silva.

Antes disso, os investigados utilizavam expressões vagas como “o homem” e “disso aí”. A identificação nominal marcou, para os investigadores, um ponto de virada na apuração.

A pista do show e a empresária

Uma frase dita em meio à discussão sobre preços de medicamentos chamou a atenção dos policiais. Ao comentar a necessidade de superfaturamento para garantir pagamentos, um dos investigados afirmou que “Gustavo Lima não canta música não”, em referência ao cantor Gusttavo Lima.

Para a Polícia Federal, a declaração sugere que a realização de shows em Mossoró dependeria do repasse das comissões ilícitas. A partir dessa pista, os investigadores cruzaram dados de pessoas ligadas à organização de eventos na cidade que também tivessem o nome “Fátima”.

Nesse contexto, foi identificada uma mulher que abriu empresa voltada à realização de eventos em 2022 e, posteriormente, assumiu cargo comissionado na Prefeitura de Mossoró. O relatório aponta que há indicativos de que ela seja a destinatária dos 10%, embora ressalte a necessidade de diligências complementares para confirmação definitiva.

Investigação em andamento

Nos documentos, a PF registra que a qualificação precisa da pessoa mencionada como “Fátima” ainda depende de novas etapas investigativas. Mesmo assim, os elementos reunidos até agora são descritos como robustos.

A trilha reconstruída pelos investigadores começa em diálogos cifrados, passa pela menção nominal nas escutas e ganha força com a referência a eventos musicais na cidade. O cruzamento de dados financeiros e funcionais estreitou o foco sobre a servidora.

A Operação Mederi segue em curso, sob condução da PF, e pode trazer novos desdobramentos sobre o suposto esquema de corrupção na saúde pública de Mossoró.

Fonte: Blog do Dina.

Fátima Bezerra promete pagar o piso dos professores, mas não diz quando

 

A governadora Fátima Bezerra (PT) voltou a se pronunciar sobre o piso do magistério por meio de um vídeo nas redes sociais. Na gravação, ela afirma que o governo vai pagar o reajuste salarial dos professores. O problema é que, mais uma vez, não informou quando o aumento será implantado nem como será feito o pagamento — se de forma integral, parcelada ou com retroativo.

A declaração ocorre às vésperas de março, justamente no período em que a chefe do Executivo estadual se prepara para deixar o cargo, o que amplia a cobrança por transparência. Professores e a sociedade esperam mais do que promessas genéricas: querem calendário, números e segurança jurídica.

A desconfiança também não surge do nada. Em novembro de 2025, a governadora anunciou que o 13º salário seria pago integralmente em dezembro. Depois disso, o silêncio predominou — e o pagamento acabou sendo realizado apenas no meio do mês seguinte, com atraso. O episódio deixou marcas e reforçou a sensação de que anúncios públicos nem sempre se concretizam nos prazos prometidos.

No ano passado, a categoria chegou a entrar em greve diante do impasse salarial. Agora, o cenário político é outro, mas a dúvida permanece: haverá mobilização para cobrar o que é de direito ou prevalecerá o alinhamento político do SINTE?

Mais do que vídeos e discursos, o que os profissionais da educação aguardam é objetividade. Piso salarial não é favor — é lei. E lei se cumpre com clareza, prazo e responsabilidade. 

A corrida pelas 8 cadeiras do RN, na câmara dos deputados já começa a ganhar contornos mais claros nos bastidores da política estadual.

 

A federação formada por Partido dos Trabalhadores (PT), Partido Verde (PV) e Partido Comunista do Brasil (PCdoB) desponta com força e deverá conquistar três das oito vagas destinadas ao RN.

Já a federação União Progressista, composta por União Brasil e Progressistas (PP), aparece com projeção para duas cadeiras, consolidando-se como uma das principais forças do campo de centro-direita no estado.

Partido Liberal (PL) também deve garantir duas vagas, mantendo protagonismo na disputa federal.

A oitava e última cadeira, segundo as análises iniciais, tende a ficar em aberto, sendo disputada voto a voto entre o PL e a União Progressista. O desempenho individual dos puxadores de voto, a montagem das nominatas e a capacidade de transferência de apoio serão determinantes para definir quem ficará com essa vaga final.

O cenário ainda pode sofrer alterações conforme alianças, desistências e crescimento de candidaturas competitivas, mas o desenho atual aponta para uma disputa intensa e estratégica até o fechamento das urnas.

 Blog do Passaro

STF tem histórico de dificultar investigação da CPMI

 

O Supremo Tribunal Federal (STF) continua emitindo sinais de que vive tempos muitos estranhos, como diz o ministro aposentado Marco Aurélio. Após o ministro Edson Fachin arquivar a alegação de suspeição de Dias Toffoli, mandando para a cesta o relatório de mais de duzentas páginas da Polícia Federal sobre suas relações com o banqueiro Daniel Vorcaro, coube a Cristiano Zanin permitir bico calado para mais um suspeito. É ao menos a 29ª decisão do STF criando dificuldades para a CPMI do INSS.

Eles têm a força

O STF concedeu várias vezes o “direito” de investigados e suspeitos, como Daniel Vorcaro, de ignorar a convocação da CPMI. Haja poder.

Vai, mas não fala

Quando obrigou investigados a comparecer na CPMI, o STF associou a medida à pegadinha que lhes concede o direito à boca fechada.

Vida difícil da CPMI

Toffoli vetou acesso aos sigilos de Vorcaro à própria à CPMI do INSS que os quebrou, reforçando o papel da Corte de criar dificuldades.

Transparência saudável

Muda tudo a decisão do novo relator, ministro André Mendonça, de dar acesso dos sigilos à CMPI. Na prática, põe fim ao sigilo da investigação.

Claudio Humberto

 

Governo Fátima e SINTE silenciam sobre o reajuste de 5,4% do piso do magistério

 

Enquanto os estudantes se preparam para o início do ano letivo, uma pauta essencial segue mergulhada no silêncio: o reajuste de 5,4% no piso salarial do magistério. Fevereiro caminha para o fim e, até agora, não há qualquer anúncio oficial por parte do governo da Fátima Bezerra sobre o cumprimento da atualização do piso nacional dos professores.

Mais preocupante ainda é o silêncio do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do RN (SINTE-RN), entidade que deveria estar à frente da defesa intransigente da categoria. A ausência de posicionamento firme e público levanta questionamentos inevitáveis.

O piso do magistério não é favor, é lei. É um direito assegurado nacionalmente e que deve ser respeitado por estados e municípios. Quando o governo se cala, transmite insegurança. Quando o sindicato silencia, gera desconfiança.

Professores iniciam mais um ano letivo sem saber se terão seus direitos garantidos. Falam-se em planejamento, em valorização da educação, em prioridade orçamentária — mas, na prática, o que se vê é indefinição. A valorização do magistério não pode existir apenas nos discursos de campanha ou nas datas comemorativas.

A educação é o pilar de qualquer sociedade que pretenda se desenvolver. Desvalorizar seus profissionais — ou simplesmente ignorar suas reivindicações, é comprometer o futuro.

Diante desse cenário, a pergunta que ecoa é: qual é o verdadeiro papel do SINTE? Defender a categoria e cobrar o cumprimento da lei, ou manter uma postura de complacência ao longo de todo o governo do PT?

A categoria segue atenta. E a cobrança tende a aumentar. Porque professor não pede privilégio — exige respeito. 

 
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