Olho D'água do Borges/RN -

Mal pagador: Registros do Poder Judiciário revelam ações de cobrança contra Allyson Bezerra

 

Dívidas de IPTU e taxas condominiais levaram o candidato ao Governo do Estado, Allyson Bezerra, a responder a ações judiciais por cobrança. O encerramento das lides processuais aconteceu após a comprovação de pagamento dos valores devidos pelos credores junto ao Poder Judiciário do Rio Grande do Norte.

O primeiro caso, registrado no 7º Juizado Especial Cível de Natal, tratava de débitos com o Condomínio Complexo Residencial Corais de Ponta Negra. Após o ajuizamento da execução em março de 2021, a situação foi sanada em 15 de abril de 2021, quando a parte autora informou a quitação à juíza Luciana Lima Teixeira, resultando na homologação do pedido e extinção do feito.

Posteriormente, em outubro de 2022, o Município de Natal acionou a Justiça por meio da Execução Fiscal nº 0895691-42.2022.8.20.5001, cobrando débitos inscritos em Dívida Ativa. O juiz Klaus Cleber Morais de Mendonça advertiu sobre a possibilidade de penhora e bloqueio de valores via SISBAJUD. O litígio foi encerrado em 8 de abril de 2024, após o Município de Natal atestar o recebimento dos valores e solicitar o arquivamento da ação.

Flavio Marinho.

Previdência do RN registra déficit de R$ 1 bilhão no primeiro semestre de 2026

 

O Fundo em Capitalização do Regime Próprio de Previdência dos Servidores (RPPS) do Rio Grande do Norte encerrou o primeiro semestre de 2026 com déficit previdenciário de R$ 1,022 bilhão. Os dados constam no Relatório Resumido da Execução Orçamentária (RREO) do terceiro bimestre, que também aponta a necessidade de aportes do Tesouro Estadual para garantir o pagamento de aposentadorias e pensões. A previsão é que o rombo chegue a R$ 2,437 bilhões até o fim do ano.

Desde 2019, o Fundo em Capitalização do Regime Próprio de Previdência dos Servidores encerra o primeiro semestre com resultado previdenciário negativo. Nos últimos dez anos, o único resultado positivo da série ocorreu em 2018, quando o fundo registrou superávit de R$ 5,359 bilhões.

O demonstrativo também mostra que o Tesouro Estadual precisou reforçar o caixa da Previdência para garantir o pagamento dos benefícios. Entre janeiro e junho deste ano, foram destinados R$ 969,7 milhões em recursos para cobertura do déficit financeiro.

As aposentadorias concentram a maior parte dos gastos do Fundo em Capitalização e vêm crescendo ao longo dos anos. No primeiro semestre, as despesas liquidadas com esse tipo de benefício somaram R$ 2,701 bilhões, acima dos R$ 2,478 bilhões registrados no mesmo período de 2025.

Já os pagamentos de pensões por morte totalizaram R$ 270 milhões entre janeiro e junho deste ano, uma redução em relação aos R$ 290,4 milhões desembolsados no primeiro semestre do ano passado. Pelo lado das receitas, o financiamento do regime depende principalmente das contribuições previdenciárias. As contribuições patronais responderam por R$ 1,335 bilhão da arrecadação do Fundo em Capitalização, enquanto as contribuições dos segurados somaram R$ 626,5 milhões.

Para o professor do Departamento de Economia da UFRN, William Pereira, o déficit previdenciário é resultado de um desequilíbrio entre as receitas do regime e o volume de benefícios pagos a aposentados e pensionistas.
Segundo ele, a arrecadação das contribuições e os rendimentos das aplicações financeiras não são suficientes para cobrir as despesas do sistema, o que obriga o Tesouro Estadual a realizar aportes para garantir o pagamento dos benefícios.

Em nota, a Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz) informou que, mantidas as projeções orçamentárias para 2026, o Tesouro Estadual ainda deverá aportar cerca de R$ 1,467 bilhão até o fim do ano para garantir o equilíbrio financeiro do regime.

A estimativa considera a insuficiência previdenciária prevista no orçamento, de R$ 2,437 bilhões, correspondente à diferença entre a receita previdenciária estimada para o exercício (R$ 3,410 bilhões) e a despesa fixada (R$ 5,848 bilhões).

De acordo com a secretaria, a previsão de déficit para o Fundo de Capitalização permanece em R$ 2,437 bilhões até dezembro. No primeiro semestre, o plano registrou R$ 1,994 bilhão em receitas realizadas, R$ 3,016 bilhões em despesas liquidadas e um déficit previdenciário acumulado de R$ 1,022 bilhão, números que, segundo a pasta, estão em linha com a programação orçamentária do exercício.

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ALGUÉM ACREDITA NISSO? Investigado pela PF por desvios na saúde, Allyson promete rastrear medicamentos, caso seja eleito.

 

O compromisso assumido pelo candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, Allyson Bezerra, de implantar um sistema estadual de rastreabilidade de medicamentos e insumos ganhou um novo significado diante das investigações conduzidas pela Polícia Federal na Operação Mederi, que colocaram a gestão do ex-prefeito de Mossoró no centro das apurações sobre supostas irregularidades envolvendo recursos da assistência farmacêutica.

No Programa de Governo 2027–2030, apresentado à Justiça Eleitoral, Allyson incluiu a proposta nº 051, que prevê “implantar sistema de gestão e rastreabilidade de medicamentos e insumos, combatendo desabastecimento e desperdício e dando transparência ao gasto em saúde”. A medida integra o capítulo dedicado à saúde e tem como objetivo fortalecer o controle da cadeia de medicamentos no Estado.

A Operação Mederi investiga um suposto esquema de irregularidades na aquisição e distribuição de medicamentos, ampliando o foco das apurações sobre contratos da assistência farmacêutica durante a gestão municipal de Mossoró.

Entre os investigados na operação está o próprio Allyson Bezerra, apontado pela Polícia Federal como suposto operador político do esquema investigado. O candidato nega as acusações, não possui condenação relacionada aos fatos apurados e afirma que exercerá plenamente seu direito ao contraditório e à ampla defesa.

Nesse contexto, a promessa de implantar um sistema estadual de rastreabilidade poderá se transformar em um dos principais compromissos de campanha do candidato para a área da saúde. Caso eleito, Allyson terá o desafio de demonstrar que o mecanismo será capaz de acompanhar, em tempo real, a compra, o armazenamento, a distribuição e o consumo de medicamentos. Conforme previsto no próprio programa de governo, o sistema deverá atuar no combate ao desabastecimento, na redução do desperdício e na ampliação da transparência dos gastos públicos com a assistência farmacêutica, permitindo um acompanhamento mais rigoroso de toda a cadeia de aquisição e distribuição dos insumos.

A efetividade dessa promessa, contudo, inevitavelmente será confrontada com as investigações da Polícia Federal sobre a aquisição e distribuição de medicamentos durante sua gestão à frente da Prefeitura de Mossoró. Embora Allyson negue qualquer irregularidade e não haja condenação judicial contra ele relacionada aos fatos investigados, o tema tende a ocupar espaço central no debate eleitoral por envolver justamente a área em que o candidato agora promete reforçar os mecanismos de controle, fiscalização e transparência.

Mais do que uma proposta administrativa, a implantação de um sistema de rastreabilidade de medicamentos poderá se transformar em um teste de credibilidade para Allyson Bezerra. Ao prometer transparência, controle e fiscalização justamente na área que é alvo de investigações na Operação “Mederi” da Polícia Federal envolvendo sua gestão em Mossoró, o candidato coloca a assistência farmacêutica no centro do debate eleitoral. Caberá ao eleitor avaliar se o compromisso apresentado no programa de governo é suficiente para responder aos questionamentos levantados pelas apurações, que seguem em andamento e nas quais Allyson nega qualquer irregularidade.

Novo Notícias

Ex-chefe de gabinete Marcola deixa campanha de Lula

 

O cientista político Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, deixou nesta quarta-feira 5 a campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ex-chefe de gabinete do petista, ele pediu para sair da equipe após a Polícia Federal identificar uma transferência financeira feita pela empresária Roberta Luchsinger, investigada por suspeita de tráfico de influência no governo federal.

Marcola afirma que o pagamento se referia a um empréstimo pessoal feito em caráter privado e já quitado por meio de uma transferência bancária de R$ 249 mil. Roberta é amiga de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente. Os dois são investigados pela PF em inquéritos sobre uma possível atuação irregular em órgãos federais.

A empresária também é apontada nas investigações como lobista em negócios de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, personagem central do esquema de descontos indevidos em aposentadorias e pensões.

Após a divulgação do pagamento, Marcola conversou com Lula e pediu para deixar a campanha, com o objetivo de evitar que o episódio atingisse a candidatura. Ele contratou o advogado Georges Abboud e informou que se dedicará à própria defesa nos próximos dias.

Na noite de terça-feira 4, ministros já defendiam reservadamente a saída do assessor do comitê eleitoral. Marcola havia deixado a chefia de gabinete da Presidência em 21 de julho para integrar o comando da campanha petista.

Na equipe eleitoral, ele trabalhava ao lado de Gilberto Carvalho, chefe de gabinete de Lula durante os dois primeiros mandatos presidenciais. Os dois eram responsáveis pela organização da agenda e dos compromissos do candidato, função que também exerceram na campanha de 2022.

Em duas notas divulgadas na terça-feira, Marcola afirmou que sempre atuou com ética e colocou seus dados financeiros à disposição das autoridades. “Em primeiro lugar, meus sigilos bancário e fiscal estão integralmente à disposição da Justiça”, escreveu.

O ex-assessor também negou qualquer irregularidade na relação financeira com Roberta. “Faço isso para deixar claro e público que jamais houve nada além do empréstimo pessoal que obtive junto a ela (Roberta Luchsinger), pago com a transferência bancária de R$ 249 mil – uma movimentação estritamente privada”, declarou.

Marcola começou a trabalhar com Lula há 11 anos, em São Paulo, e se tornou um dos auxiliares mais próximos do presidente. Antes disso, integrou a equipe do Instituto Lula, trabalhou na Prefeitura de São Carlos durante a gestão de Newton Lima (PT) e foi assessor parlamentar de Edinho Silva, atual presidente do PT, e de Vicente Cândido na Assembleia Legislativa de São Paulo.

Quando Lula foi preso em 2018 no âmbito da Operação Lava Jato, Marcola mudou-se para Curitiba e permaneceu na cidade durante os 580 dias em que o petista ficou detido na Superintendência da Polícia Federal. Lula foi libertado em novembro de 2019.

Responsável por organizar a agenda presidencial, Marcola também filtrava os telefonemas dirigidos a Lula, que não utiliza celular. O assessor mantinha atuação reservada e não costumava conceder entrevistas.

Por O Correio de Hoje

 

Escolha de vice de Flávio arrasta Lulinha e Marcola de vez para o ringue eleitoral, analisa Veja

 

A surpreendente escolha do deputado Alfredo Gaspar (PL-AL) por Flávio Bolsonaro (PL) para ser o seu candidato a vice na chapa à Presidência da República traz um recado bastante forte ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT): seu filho, o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, será tema central da campanha eleitoral do principal candidato da oposição.

Como relator da CPMI do INSS, Alfredo Gaspar atuou o tempo todo para direcionar a investigação para a participação do governo Lula no escândalo das fraudes na Previdência. No final, em seu relatório, pediu o indiciamento de Lulinha por corrupção, tráfico de influência, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

Mais que isso: pediu a prisão de Lulinha por suposto risco de ele deixar o país, o que foi lembrado nesta quarta-feira por Flávio. “Ele é alguém que enfrentou e defendeu os nossos aposentados na CPMI do INSS. Alguém que pediu a prisão do Lulinha porque tinha culpa no cartório. E alguém que representa o Nordeste de fato”, disse o senador do PL. O relatório e o pedido de prisão do filho de Lula foram rejeitados por 19 votos a 12 graças à intensa pressão da bancada governista.

Lulinha voltou ao centro do debate eleitoral após ter virado alvo de três inquéritos por supostamente ter atuado para ajudar empresas a fecharem contratos com o governo Lula, entre elas uma ligada ao empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, principal investigado no escândalo do INSS.

Assessor de Lula

Outro nome que será arrastado a reboque para o ringue eleitoral será o de Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, ex-chefe de gabinete de Lula até há poucas semanas. Ele recebeu 249. 000 reais da lobista Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha e lobista do Careca do INSS. O assessor admitiu que recebeu o dinheiro, diz que foi um empréstimo para resolver uma questão familiar e afirmou que a dívida foi quitada — apesar disso, ele perdeu a confiança de Lula e deixou nesta quarta-feira a função que tinha no estafe da campanha à reeleição do petista.

A entrada de Alfredo Gaspar também vai jogar na campanha outro tema delicado para Lula: a segurança pública. Ex-promotor de Justiça e ex-secretário da Segurança Pública de Alagoas, ele vai reforçar o discurso de Flávio sobre o assunto, que é apontado nas pesquisas como a principal preocupação dos brasileiros.

Com iniciativas paradas no Congresso, como a PEC da Segurança Pública — que dificilmente irá andar e produzir resultados até a eleição –, o governo Lula vê o tema como outro flanco delicado na campanha, muito exposto à possibilidade de exploração eleitoral de Flávio.

Veja

Programas de Lula perdem tração e capacidade de seduzir o eleitor, diz pesquisa

 

A pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta, 5, mostra que vários programas do governo Lula, criados para conquistar eleitores, estão perdendo tração bem no momento em que a campanha começa para valer.

O prazo para os partidos enviarem suas chapas ao Tribunal Superior Eleitoral se encerra nesta quarta, 5.

A partir de agora, faltam apenas 60 dias para as eleições.

No último levantamento, 68% disseram que não foram beneficiados pela isenção de imposto de renda para quem ganha até 5 mil salários mínimos.

Em julho, o índice foi de 65%.

Ao mesmo tempo, houve uma queda entre os que disseram terem sido beneficiados: de 32% para 30%.

Entre julho e agosto, subiu de 39% para 46% o índice daqueles que disseram não ter sentido diferença com a isenção do imposto de renda.

Outro programa para ganhar votos foi o Desenrola 2.0.

Entre julho e agosto, os que acham que o Desenrola 2.0 foi uma boa ideia caiu de 55% para 47%.

O índice dos que acham que o Desenrola aumentou a renda significativamente despencou de 35% para 26%.

Lula também tem recorrido ao enfrentamento com os Estados Unidos para ganhar votos.

Antes, os brasileiros estavam achando que Lula estava agindo corretamente ao peitar o presidente americano Donald Trump.

O Antagonista 

Elio Gaspari: Lula desperdiça a campanha

 

No ocaso de um governo sem marca, Lula falou demais (62 minutos numa reunião do PT) e disse pouco.

Anunciou cinco compromissos: "resolver definitivamente o papel da educação"; criar um programa para idosos; fortalecer a indústria militar; manter a riqueza das terras raras "para os brasileiros"; programas para a transição energética.

É muito mais do que Flávio Bolsonaro defende, mas é fala de palanque. Dos 5 compromissos, 1, "resolver definitivamente o papel da educação", não quer dizer nada, pois o problema da educação não é de "papel" mal resolvido. Os outros quatro são vagas generalidades. Podem dar certo, errado, ou mesmo em nada.

A Embraer deu certo. Já a fabricação do tanque Osório deu errado. Acabou com a falência da Engesa, queridinha de alguns generais. Dois protótipos foram para museus. (Em 1993, Saddam Hussein, o então ditador do Iraque, disse a um embaixador brasileiro, referindo-se ao dono da empresa: "Diga a ele para não nos oferecer o que não tem". Era a fabricação de uma bomba atômica.)

Lula só fala com a alma improvisando enquanto caminha no palanque. Insultou os advogados ("criminalista não sabe defender inocente, só sabe defender bandido"). Sem os criminalistas, ele não teria passado de ex-dirigente sindical. E, sem o advogado Cristiano Zanin, não teria anulado as sentenças do juiz Sergio Moro. Noutro lance, Lula anunciou que, depois dele, Fernando Haddad será o próximo presidente. Partiu de um pressuposto, provável, de que se reelege pela terceira vez e de outro, apenas possível, de que o ex-ministro da Fazenda ganha em São Paulo.

Haddad elegeu-se prefeito de São Paulo em 2012 e perdeu a reeleição em 2016. Foi para o sacrifício como candidato à Presidência e perdeu para Bolsonaro em 2018. Em 2022, Tarcísio de Freitas bateu-o elegendo-se governador de São Paulo. Em outubro, os dois disputarão novamente o cargo. Ganhou só a primeira.

Lula começou sua campanha com seu próprio script. Ele é repetitivo, muitas vezes inoportuno e quase sempre estranho à agenda da campanha, a começar pela duração. Na reunião dos petistas, ele não combinou com os ônibus que haviam trazido a plateia, e muitos deles foram-se embora para não perder a condução.

A campanha de 2026 é inédita. Seu principal adversário coleciona crises, enquanto os presidentes dos Estados Unidos e da Argentina fustigam-no com o objetivo expresso de interferir na eleição brasileira. Nunca se viu isso, nem com tarifas (no caso de Donald Trump), nem com baixarias (no caso de Javier Milei).

A própria campanha de Lula reconhece que pode ter dificuldades num segundo turno, dada a sua dificuldade para atrair indecisos e para virar votos de outros candidatos. A última pesquisa BTG/Nexus, divulgada na segunda-feira, informou que a diferença entre ele e Flávio Bolsonaro no primeiro turno caiu de nove para quatro pontos. Já no segundo turno, estariam tecnicamente empatados.

As barreiras que o desafiam não serão rompidas repetindo o que disse aos petistas: "No quarto mandato, eu não quero Lulinha paz e amor, quero Lulinha porreta".

Elio Gaspari - O Globo

Lideranças políticas de Parnamirim, São Gonçalo do Amarante, Ceará-Mirim, Angicos, Parazinho e Santa Maria anunciam apoio à candidatura de Álvaro Dias

 

O candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, Álvaro Dias, recebeu, nesta segunda-feira e terça-feira, manifestações de apoio de ex-deputado, vereadores, ex-vereadores e lideranças políticas dos municípios de Parazinho, Angicos, Parnamirim, Santa Maria, Ceará-Mirim e São Gonçalo do Amarante.

Em Parazinho, anunciaram apoio os vereadores Joel de Pereiros e Maurício da Costa.

Em Angicos, recebeu o apoio do ex-prefeito Deusdete Gomes, de Nataly Felipe, ex-vereadora, primeira suplente e ex-presidente da Câmara Municipal de Angicos, e de Lindiclecio Macedo.

No município de Ceará-Mirim, o candidato do PL ao Governo do Rio Grande do Norte recebeu o apoio do grupo de oposição, liderado pelo ex-vice-prefeito Marcílio Dantas e por Marcílio Júnior, ex-vereador.

Em Parnamirim, o apoio foi anunciado por Marciano Júnior, ex-candidato a prefeito e ex-deputado estadual, acompanhado de sua esposa, Andréia.

Já no município de Santa Maria, a manifestação de apoio foi feita pelo vereador Marcelo Eduardo.

Outra adesão importante é a do município de São Gonçalo do Amarante. Álvaro agora conta com o apoio da vereadora Elaine Dantas; do ex-vereador Chanxe Dantas; e dos suplentes de vereador Édson Valban, Joca da Prótese, Tarcísio Fernandes, Adelson Martins e Régia David.

A chegada do grupo político de São Gonçalo do Amarante também amplia a presença da candidatura de Álvaro Dias em um dos municípios mais importantes da Região Metropolitana de Natal e do interior do estado. 



Presidente da Femurn: entidade cobra Governo Fátima, mas não tem como evitar atrasos nos repasses municipais

 

O presidente da Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte (Femurn), prefeito de Portalegre, José Augusto, afirmou ao Blogue do Xerife que a entidade tem cobrado constantemente o Governo do Estado em relação aos atrasos nos repasses do Fundeb e da cota-parte do ICMS destinados às prefeituras, mas reconheceu que a Federação não dispõe de instrumentos para evitar os atrasos.

Segundo José Augusto, a expectativa é que a situação melhore a partir de setembro, quando entrará em vigor a nova legislação aprovada para disciplinar os repasses. Enquanto isso, a atuação da Femurn tem sido manter diálogo permanente com o Governo e informar os prefeitos sobre a evolução do problema.

“Estamos cobrando constantemente. Tenho procurado sempre o secretário Álvaro, cobrando. Mas nós não temos muito o que fazer, a não ser cobrar. O Estado está nessa situação e isso só deverá ser resolvido quando a lei entrar em vigor”, declarou.

O presidente da Femurn informou ainda que as informações vêm sendo repassadas aos prefeitos por meio do grupo da entidade e destacou que, anteriormente, o atraso chegou a superar R$ 200 milhões. Segundo ele, atualmente permanecem pendentes três semanas de repasses do Fundeb e uma semana da cota do ICMS, totalizando cerca de R$ 160 milhões.

A declaração ocorre em meio à preocupação dos gestores municipais, que dependem desses recursos para manter serviços essenciais e equilibrar as contas das prefeituras. José Augusto ressaltou que a Federação continuará pressionando o Governo do Estado, mas reconheceu que, neste momento, a principal ferramenta da entidade é a cobrança institucional e o diálogo com a administração estadual.

EITA: Lobista pagou R$ 249 mil em contas pessoais de Marcola, ex-chefe de gabinete de Lula

 

O valor dado pela lobista Roberta Luchsinger para o ex-chefe de gabinete do presidente Lula (PT), Marco Aurélio Santana, o Marcola, chega a R$ 249 mil.

A coluna apurou que Marcola encaminhava para a lobista códigos de barra para que ela fizesse os pagamentos de contas pessoais dele, o que não deixa rastro. Parte do valor foi pago desta forma.

Essa relação entre os dois perdurou por todo o ano de 2025. A Polícia Federal (PF) identificou os repasses a partir de conversas capturadas no celular de Luchsinger.

O caso Marcola é o que gerou o terceiro inquérito pedido pela PF que envolve o filho mais velho do presidente Lula, o Lulinha. O relator é o ministro do Supremo, Flávio Dino. A investigação busca apurar se Marcola usou o cargo de chefe de gabinete de Lula para fazer tráfico de influência para negócios de interesse do filho do presidente e da lobista.

​O inquérito é mais focado na relação de Marcola com Roberta. O filho de Lula aparece porque a lobista era supostamente quem operava em nome dele no governo.

Empresária e lobista, Roberta Luchsinger é amiga pessoal de Lulinha e da mulher dele, Renata Abreu Moreira. As duas têm inclusive uma tatuagem de “melhores amigas para sempre”, dado o grau de proximidade.

Em depoimento de maio deste ano, Roberta Luchsinger admitiu ter apresentado Lulinha ao empresário Antonio Carlos Camilo Antunes Como mostrou a coluna, Roberta pagou as despesas de uma viagem de luxo de Lulinha à Finlândia com a família em janeiro de 2025. Ela também paga pelo aluguel de uma mansão de luxo no Lago Sul de Brasília, na QI 26, que é usada pelo filho do presidente da República quando está em Brasília.

Com informações de Metrópoles 

O CERCO APERTA: Novas frentes de investigação sobre Lulinha já chegam ao entorno de Lula

 

A abertura de novas frentes de investigação envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, ampliou o alcance político das apurações relacionadas às fraudes no INSS e aproximou o caso do núcleo de confiança do presidente Lula. No programa Ponto de Vista, apresentado por Laísa Dall’Agnol, o colunista Robson Bonin, de Radar, analisou o fato de o filho do presidente passar a ser investigado simultaneamente em inquéritos sob a condução de André Mendonça e Flávio Dino.

Segundo Bonin, uma das novas apurações busca esclarecer suspeitas de tráfico de influência e corrupção. A hipótese investigada é que Lulinha teria usado a proximidade com o presidente para facilitar o acesso de empresários a gabinetes de Brasília em troca de pagamentos. Outra frente trata do suposto vazamento de áudios e informações sigilosas para a campanha de Flávio Bolsonaro.

O que está sendo investigado na nova frente?

A apuração autorizada por Dino pretende esclarecer se Lulinha recebia valores elevados para facilitar contatos e defender interesses empresariais junto ao governo federal.

O colunista ressaltou que essas hipóteses ainda dependem do avanço das investigações e da análise das provas reunidas pela Polícia Federal.

Como o caso chegou ao entorno direto de Lula?

Outro ponto destacado por Bonin foi a admissão de Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, de que recebeu dinheiro de Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha. Ele foi chefe de gabinete e atua na campanha do presidente.

Em nota, Marcola afirmou que os valores correspondiam a um empréstimo pessoal, pago de maneira parcelada. O montante total não foi informado. Para Bonin, a entrada de um auxiliar próximo do presidente no caso aumenta seu peso político e ético. “O escândalo ganhou uma nova dimensão ao atingir o gabinete da Presidência da República.”

Na avaliação do colunista, a proximidade de Marcola com Lula torna o episódio mais sensível para o governo, ainda que a justificativa apresentada seja a de uma operação particular.

Qual é o papel atribuído a Roberta Luchsinger?

Segundo Bonin, Roberta é apontada como amiga próxima de Lulinha e investigada por supostamente atuar como lobista para Antônio Carlos Camilo, conhecido como Careca do INSS.

A Polícia Federal suspeita que ela buscava audiências com ministros de Estado e outros integrantes do governo para facilitar negócios ligados ao empresário, citado nas investigações sobre descontos indevidos de aposentados.

O caso integra uma apuração mais ampla sobre uma fraude bilionária contra beneficiários do INSS.

Por que o caso pode produzir desgaste político?

Para Bonin, o principal risco para o governo está no avanço da investigação em direção a pessoas próximas ao presidente. O colunista destacou que as suspeitas deixaram de envolver apenas relações empresariais externas e passaram a alcançar personagens com acesso direto ao núcleo político do Planalto.

Além disso, o suposto uso de influência para obter contratos ou facilitar reuniões com autoridades cria uma questão de ética pública que pode ser explorada pelos adversários durante a campanha.

O avanço das diferentes frentes, portanto, será decisivo para determinar se as suspeitas permanecerão restritas ao campo investigativo ou se produzirão um novo foco de desgaste para Lula e seu entorno.

Com informações de Veja 

Marcola e loira lobista põem o caso Lulinha dentro do gabinete de Lula

 

Lula tinha um sujeito de apelido infeliz, Marcola, como chefe do gabinete pessoal da Presidência da República. Um companheiro de tão extrema confiança que a confiança é in extremis. Seu nome é Marco Aurélio Santana Ribeiro.

Marcola deixou o cargo há duas semanas. Oficialmente, para fazer parte da equipe de coordenação da campanha da reeleição do chefão petista.

Desconfia-se, porém, e a desconfiança aqui é retórica, de que Marcola foi saído para tentar blindar Lula da lama que se acumula na frente do Palácio do Planalto.

É que Marcola recebeu dezenas de milhares de reais da loira fatal amiga de Lulinha, Roberta Luchsinger. O valor ainda não foi revelado.

A loira fatal é investigada pelo PF por causa das suas ligações para lá de perigosas com o Careca do INSS, Monsieur Prisonnier Antônio Carlos Camilo Antunes, de quem Lulinha, cujo nome ilustre é Fábio Luís Lula da Silva, supostamente recebia mesada na casa dos R$ 300 mil e de quem, também supostamente, por favor, ele seria sócio oculto.

Quem apresentou o filho de Lula ao ladrão glabro da roubança cabeluda de aposentados e pensionistas do INSS foi a loira fatal.

Roberta Luchsinger, aparentemente, é a única personagem sem apelido dessa trama, e chamá-la de loira fatal é tentativa minha de igualá-la aos demais. Questão de isonomia.

Continuando na meada embaraçada e embaraçante: Lulinha, por seu turno, é formalmente investigado pela PF por suspeita de cometer crime de tráfico de influência em três frentes.

A primeira frente: o filho de Lula teria feito lobby junto ao Ministério da Saúde em favor da loira fatal e do Careca do INSS, em um negócio de maconha medicinal.

A segunda frente: Lulinha teria atuado em favor de uma empresa de tecnologia de um certo Cléber Ribas de Oliveira, que abocanhou contratos milionários com o governo, no valor total de mais de R$ 55 milhões. Daqui a pouco, providencia-se um apelido para ele.

A terceira frente: ainda não se sabe.

Muito bem, no meio desse manual de boas práticas empresariais e governamentais, estaria o Marcola de Lula.

O Marcola de Lula recitou o poema de sempre ao ser confrontado com a notícia sobre a dinheirama que recebeu da loira fatal (notícia dada em primeira mão pelo jornalista Nino Guimarães):

“Recebi com surpresa a matéria que trata de um empréstimo pessoal contraído e já quitado como algo ilegal. Nunca tive nenhuma relação que caracterize qualquer ilegalidade no exercício da minha função.”

Vamos deixar claro: não foi surpresa nenhuma, tanto que ele foi defenestrado do Palácio do Planalto e alojado na equipe da campanha eleitoral de Lula há duas semanas, porque não se deixa para trás um companheiro que pode causar problemas.

Não existem coincidências em Brasília, ponha isso nessa sua cabecinha oca que ainda acredita que o país tem jeito.

Por último, mas não menos desimportante, Lula diz que se Lulinha for culpado, “vai ter que pagar como todo mundo”. É bom, então, ele avisar o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues.

Mario Sabino Metrópoles 

Pastor-presidente José Pedro Teixeira declara apoio a Álvaro Dias durante congresso da Assembleia de Deus Madureira no RN

 

O pré-candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, Álvaro Dias, participou, no último sábado (1º), do congresso de jovens da Assembleia de Deus Ministério Madureira, onde foi recebido pelo pastor-presidente José Pedro Teixeira.

Durante o evento, o líder religioso declarou publicamente apoio à pré-candidatura de Álvaro Dias ao Governo do Estado, manifestando seu voto e desejando sucesso em sua caminhada.

A participação no congresso reforça a aproximação de Álvaro Dias com o segmento evangélico potiguar. Nos últimos dias, o pré-candidato também esteve em São Paulo, onde foi recebido pelo pastor José Wellington Júnior, presidente da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGADB) e uma das principais lideranças da Assembleia de Deus Ministério Belém. Na ocasião, o pastor gravou uma mensagem pública destacando o compromisso de Álvaro com os valores cristãos e fez uma oração em favor de sua trajetória e do futuro do Rio Grande do Norte.

Com isso, Álvaro Dias passa a reunir manifestações públicas de apoio de importantes lideranças de dois dos principais ramos da Assembleia de Deus: o Ministério Belém e o Ministério Madureira.

No Rio Grande do Norte, a declaração do pastor José Pedro ganha relevância pela representatividade da Assembleia de Deus Madureira, que reúne cerca de 250 igrejas em todo o estado, consolidando-se como uma das maiores organizações evangélicas potiguares. 

RN tem menor índice de aplicação de recursos na saúde dos últimos 10 anos

 

O Rio Grande do Norte registrou, no primeiro semestre de 2026, a menor aplicação de recursos próprios em saúde dos últimos dez anos. Segundo o Relatório Resumido de Execução Orçamentária (RREO), o Estado destinou 7,04% das receitas vinculadas à área até junho. O resultado ocorre em meio às discussões sobre a situação fiscal do Estado e, segundo especialistas, amplia os desafios para o financiamento da rede pública de saúde.

O percentual de 7,04% mostra quanto das receitas de impostos e transferências constitucionais foram efetivamente aplicadas em Ações e Serviços Públicos de Saúde (ASPS), conforme determina a Lei Complementar nº 141/2012, que deve atingir 12% até o final do ano.

O número representa a parcela das receitas de impostos e transferências constitucionais que já foi destinada à saúde ao longo do exercício. Quanto maior o percentual, maior a proporção da arrecadação própria do Estado aplicada em ações e serviços públicos de saúde.

O vice-presidente do Conselho Regional de Economia (Corecon-RN), Arthur Néo, explica que adiar a execução orçamentária da saúde para os últimos meses do ano aumenta os riscos para o funcionamento da rede de atendimento. “O Estado precisará praticamente dobrar o ritmo de execução orçamentária no segundo semestre. Isso gera gargalos burocráticos, pressão sobre as comissões de licitação e maior risco de contratações apressadas e ineficientes”, afirma.

As despesas em saúde somaram R$ 668 milhões nos seis primeiros meses de 2026. Em 2026, o valor mínimo que deve ser aplicado até o final do ano em saúde é de R$ 1,138 bilhão, aponta o RREO. Até 2023, o Estado chegava ao fim do primeiro semestre com cerca de 11%. Desde 2024, o índice vem caindo.

Em nota, a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) disse que a não regularização dos sequestros judiciais realizados na conta única do Estado impacta diretamente o percentual. E, durante os primeiros meses do ano, é priorizado o pagamento de despesas inscritas em restos a pagar.

A Tribuna do Norte questionou a pasta sobre quanto foi pago em restos a pagar no primeiro semestre de 2026. Mas não houve resposta.

Segundo a presidente do Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Norte (Cremern), Giana da Escóssia Melo, a redução dos investimentos se reflete na escassez de insumos, na sobrecarga das equipes médicas e no represamento de atendimentos. “A gestão dos recursos da saúde exige prioridade absoluta, planejamento rigoroso e responsabilidade contínua”, defende.

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) instaurou um procedimento sobre a aplicação de recursos na saúde para acompanhar a execução orçamentária e financeira dos recursos destinados à Sesap.

O procedimento considera que o RN tem apresentado evolução abaixo da esperada no cumprimento do percentual mínimo constitucional de aplicação em saúde. Segundo o Ministério Público, o Estado vem registrando uma média de investimentos próprios em ASPS inferior à de outros estados do Nordeste.

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