Olho D'água do Borges/RN -

Lideranças políticas de Parnamirim, São Gonçalo do Amarante, Ceará-Mirim, Angicos, Parazinho e Santa Maria anunciam apoio à candidatura de Álvaro Dias

 

O candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, Álvaro Dias, recebeu, nesta segunda-feira e terça-feira, manifestações de apoio de ex-deputado, vereadores, ex-vereadores e lideranças políticas dos municípios de Parazinho, Angicos, Parnamirim, Santa Maria, Ceará-Mirim e São Gonçalo do Amarante.

Em Parazinho, anunciaram apoio os vereadores Joel de Pereiros e Maurício da Costa.

Em Angicos, recebeu o apoio do ex-prefeito Deusdete Gomes, de Nataly Felipe, ex-vereadora, primeira suplente e ex-presidente da Câmara Municipal de Angicos, e de Lindiclecio Macedo.

No município de Ceará-Mirim, o candidato do PL ao Governo do Rio Grande do Norte recebeu o apoio do grupo de oposição, liderado pelo ex-vice-prefeito Marcílio Dantas e por Marcílio Júnior, ex-vereador.

Em Parnamirim, o apoio foi anunciado por Marciano Júnior, ex-candidato a prefeito e ex-deputado estadual, acompanhado de sua esposa, Andréia.

Já no município de Santa Maria, a manifestação de apoio foi feita pelo vereador Marcelo Eduardo.

Outra adesão importante é a do município de São Gonçalo do Amarante. Álvaro agora conta com o apoio da vereadora Elaine Dantas; do ex-vereador Chanxe Dantas; e dos suplentes de vereador Édson Valban, Joca da Prótese, Tarcísio Fernandes, Adelson Martins e Régia David.

A chegada do grupo político de São Gonçalo do Amarante também amplia a presença da candidatura de Álvaro Dias em um dos municípios mais importantes da Região Metropolitana de Natal e do interior do estado. 



Presidente da Femurn: entidade cobra Governo Fátima, mas não tem como evitar atrasos nos repasses municipais

 

O presidente da Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte (Femurn), prefeito de Portalegre, José Augusto, afirmou ao Blogue do Xerife que a entidade tem cobrado constantemente o Governo do Estado em relação aos atrasos nos repasses do Fundeb e da cota-parte do ICMS destinados às prefeituras, mas reconheceu que a Federação não dispõe de instrumentos para evitar os atrasos.

Segundo José Augusto, a expectativa é que a situação melhore a partir de setembro, quando entrará em vigor a nova legislação aprovada para disciplinar os repasses. Enquanto isso, a atuação da Femurn tem sido manter diálogo permanente com o Governo e informar os prefeitos sobre a evolução do problema.

“Estamos cobrando constantemente. Tenho procurado sempre o secretário Álvaro, cobrando. Mas nós não temos muito o que fazer, a não ser cobrar. O Estado está nessa situação e isso só deverá ser resolvido quando a lei entrar em vigor”, declarou.

O presidente da Femurn informou ainda que as informações vêm sendo repassadas aos prefeitos por meio do grupo da entidade e destacou que, anteriormente, o atraso chegou a superar R$ 200 milhões. Segundo ele, atualmente permanecem pendentes três semanas de repasses do Fundeb e uma semana da cota do ICMS, totalizando cerca de R$ 160 milhões.

A declaração ocorre em meio à preocupação dos gestores municipais, que dependem desses recursos para manter serviços essenciais e equilibrar as contas das prefeituras. José Augusto ressaltou que a Federação continuará pressionando o Governo do Estado, mas reconheceu que, neste momento, a principal ferramenta da entidade é a cobrança institucional e o diálogo com a administração estadual.

EITA: Lobista pagou R$ 249 mil em contas pessoais de Marcola, ex-chefe de gabinete de Lula

 

O valor dado pela lobista Roberta Luchsinger para o ex-chefe de gabinete do presidente Lula (PT), Marco Aurélio Santana, o Marcola, chega a R$ 249 mil.

A coluna apurou que Marcola encaminhava para a lobista códigos de barra para que ela fizesse os pagamentos de contas pessoais dele, o que não deixa rastro. Parte do valor foi pago desta forma.

Essa relação entre os dois perdurou por todo o ano de 2025. A Polícia Federal (PF) identificou os repasses a partir de conversas capturadas no celular de Luchsinger.

O caso Marcola é o que gerou o terceiro inquérito pedido pela PF que envolve o filho mais velho do presidente Lula, o Lulinha. O relator é o ministro do Supremo, Flávio Dino. A investigação busca apurar se Marcola usou o cargo de chefe de gabinete de Lula para fazer tráfico de influência para negócios de interesse do filho do presidente e da lobista.

​O inquérito é mais focado na relação de Marcola com Roberta. O filho de Lula aparece porque a lobista era supostamente quem operava em nome dele no governo.

Empresária e lobista, Roberta Luchsinger é amiga pessoal de Lulinha e da mulher dele, Renata Abreu Moreira. As duas têm inclusive uma tatuagem de “melhores amigas para sempre”, dado o grau de proximidade.

Em depoimento de maio deste ano, Roberta Luchsinger admitiu ter apresentado Lulinha ao empresário Antonio Carlos Camilo Antunes Como mostrou a coluna, Roberta pagou as despesas de uma viagem de luxo de Lulinha à Finlândia com a família em janeiro de 2025. Ela também paga pelo aluguel de uma mansão de luxo no Lago Sul de Brasília, na QI 26, que é usada pelo filho do presidente da República quando está em Brasília.

Com informações de Metrópoles 

O CERCO APERTA: Novas frentes de investigação sobre Lulinha já chegam ao entorno de Lula

 

A abertura de novas frentes de investigação envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, ampliou o alcance político das apurações relacionadas às fraudes no INSS e aproximou o caso do núcleo de confiança do presidente Lula. No programa Ponto de Vista, apresentado por Laísa Dall’Agnol, o colunista Robson Bonin, de Radar, analisou o fato de o filho do presidente passar a ser investigado simultaneamente em inquéritos sob a condução de André Mendonça e Flávio Dino.

Segundo Bonin, uma das novas apurações busca esclarecer suspeitas de tráfico de influência e corrupção. A hipótese investigada é que Lulinha teria usado a proximidade com o presidente para facilitar o acesso de empresários a gabinetes de Brasília em troca de pagamentos. Outra frente trata do suposto vazamento de áudios e informações sigilosas para a campanha de Flávio Bolsonaro.

O que está sendo investigado na nova frente?

A apuração autorizada por Dino pretende esclarecer se Lulinha recebia valores elevados para facilitar contatos e defender interesses empresariais junto ao governo federal.

O colunista ressaltou que essas hipóteses ainda dependem do avanço das investigações e da análise das provas reunidas pela Polícia Federal.

Como o caso chegou ao entorno direto de Lula?

Outro ponto destacado por Bonin foi a admissão de Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, de que recebeu dinheiro de Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha. Ele foi chefe de gabinete e atua na campanha do presidente.

Em nota, Marcola afirmou que os valores correspondiam a um empréstimo pessoal, pago de maneira parcelada. O montante total não foi informado. Para Bonin, a entrada de um auxiliar próximo do presidente no caso aumenta seu peso político e ético. “O escândalo ganhou uma nova dimensão ao atingir o gabinete da Presidência da República.”

Na avaliação do colunista, a proximidade de Marcola com Lula torna o episódio mais sensível para o governo, ainda que a justificativa apresentada seja a de uma operação particular.

Qual é o papel atribuído a Roberta Luchsinger?

Segundo Bonin, Roberta é apontada como amiga próxima de Lulinha e investigada por supostamente atuar como lobista para Antônio Carlos Camilo, conhecido como Careca do INSS.

A Polícia Federal suspeita que ela buscava audiências com ministros de Estado e outros integrantes do governo para facilitar negócios ligados ao empresário, citado nas investigações sobre descontos indevidos de aposentados.

O caso integra uma apuração mais ampla sobre uma fraude bilionária contra beneficiários do INSS.

Por que o caso pode produzir desgaste político?

Para Bonin, o principal risco para o governo está no avanço da investigação em direção a pessoas próximas ao presidente. O colunista destacou que as suspeitas deixaram de envolver apenas relações empresariais externas e passaram a alcançar personagens com acesso direto ao núcleo político do Planalto.

Além disso, o suposto uso de influência para obter contratos ou facilitar reuniões com autoridades cria uma questão de ética pública que pode ser explorada pelos adversários durante a campanha.

O avanço das diferentes frentes, portanto, será decisivo para determinar se as suspeitas permanecerão restritas ao campo investigativo ou se produzirão um novo foco de desgaste para Lula e seu entorno.

Com informações de Veja 

Marcola e loira lobista põem o caso Lulinha dentro do gabinete de Lula

 

Lula tinha um sujeito de apelido infeliz, Marcola, como chefe do gabinete pessoal da Presidência da República. Um companheiro de tão extrema confiança que a confiança é in extremis. Seu nome é Marco Aurélio Santana Ribeiro.

Marcola deixou o cargo há duas semanas. Oficialmente, para fazer parte da equipe de coordenação da campanha da reeleição do chefão petista.

Desconfia-se, porém, e a desconfiança aqui é retórica, de que Marcola foi saído para tentar blindar Lula da lama que se acumula na frente do Palácio do Planalto.

É que Marcola recebeu dezenas de milhares de reais da loira fatal amiga de Lulinha, Roberta Luchsinger. O valor ainda não foi revelado.

A loira fatal é investigada pelo PF por causa das suas ligações para lá de perigosas com o Careca do INSS, Monsieur Prisonnier Antônio Carlos Camilo Antunes, de quem Lulinha, cujo nome ilustre é Fábio Luís Lula da Silva, supostamente recebia mesada na casa dos R$ 300 mil e de quem, também supostamente, por favor, ele seria sócio oculto.

Quem apresentou o filho de Lula ao ladrão glabro da roubança cabeluda de aposentados e pensionistas do INSS foi a loira fatal.

Roberta Luchsinger, aparentemente, é a única personagem sem apelido dessa trama, e chamá-la de loira fatal é tentativa minha de igualá-la aos demais. Questão de isonomia.

Continuando na meada embaraçada e embaraçante: Lulinha, por seu turno, é formalmente investigado pela PF por suspeita de cometer crime de tráfico de influência em três frentes.

A primeira frente: o filho de Lula teria feito lobby junto ao Ministério da Saúde em favor da loira fatal e do Careca do INSS, em um negócio de maconha medicinal.

A segunda frente: Lulinha teria atuado em favor de uma empresa de tecnologia de um certo Cléber Ribas de Oliveira, que abocanhou contratos milionários com o governo, no valor total de mais de R$ 55 milhões. Daqui a pouco, providencia-se um apelido para ele.

A terceira frente: ainda não se sabe.

Muito bem, no meio desse manual de boas práticas empresariais e governamentais, estaria o Marcola de Lula.

O Marcola de Lula recitou o poema de sempre ao ser confrontado com a notícia sobre a dinheirama que recebeu da loira fatal (notícia dada em primeira mão pelo jornalista Nino Guimarães):

“Recebi com surpresa a matéria que trata de um empréstimo pessoal contraído e já quitado como algo ilegal. Nunca tive nenhuma relação que caracterize qualquer ilegalidade no exercício da minha função.”

Vamos deixar claro: não foi surpresa nenhuma, tanto que ele foi defenestrado do Palácio do Planalto e alojado na equipe da campanha eleitoral de Lula há duas semanas, porque não se deixa para trás um companheiro que pode causar problemas.

Não existem coincidências em Brasília, ponha isso nessa sua cabecinha oca que ainda acredita que o país tem jeito.

Por último, mas não menos desimportante, Lula diz que se Lulinha for culpado, “vai ter que pagar como todo mundo”. É bom, então, ele avisar o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues.

Mario Sabino Metrópoles 

Pastor-presidente José Pedro Teixeira declara apoio a Álvaro Dias durante congresso da Assembleia de Deus Madureira no RN

 

O pré-candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, Álvaro Dias, participou, no último sábado (1º), do congresso de jovens da Assembleia de Deus Ministério Madureira, onde foi recebido pelo pastor-presidente José Pedro Teixeira.

Durante o evento, o líder religioso declarou publicamente apoio à pré-candidatura de Álvaro Dias ao Governo do Estado, manifestando seu voto e desejando sucesso em sua caminhada.

A participação no congresso reforça a aproximação de Álvaro Dias com o segmento evangélico potiguar. Nos últimos dias, o pré-candidato também esteve em São Paulo, onde foi recebido pelo pastor José Wellington Júnior, presidente da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGADB) e uma das principais lideranças da Assembleia de Deus Ministério Belém. Na ocasião, o pastor gravou uma mensagem pública destacando o compromisso de Álvaro com os valores cristãos e fez uma oração em favor de sua trajetória e do futuro do Rio Grande do Norte.

Com isso, Álvaro Dias passa a reunir manifestações públicas de apoio de importantes lideranças de dois dos principais ramos da Assembleia de Deus: o Ministério Belém e o Ministério Madureira.

No Rio Grande do Norte, a declaração do pastor José Pedro ganha relevância pela representatividade da Assembleia de Deus Madureira, que reúne cerca de 250 igrejas em todo o estado, consolidando-se como uma das maiores organizações evangélicas potiguares. 

RN tem menor índice de aplicação de recursos na saúde dos últimos 10 anos

 

O Rio Grande do Norte registrou, no primeiro semestre de 2026, a menor aplicação de recursos próprios em saúde dos últimos dez anos. Segundo o Relatório Resumido de Execução Orçamentária (RREO), o Estado destinou 7,04% das receitas vinculadas à área até junho. O resultado ocorre em meio às discussões sobre a situação fiscal do Estado e, segundo especialistas, amplia os desafios para o financiamento da rede pública de saúde.

O percentual de 7,04% mostra quanto das receitas de impostos e transferências constitucionais foram efetivamente aplicadas em Ações e Serviços Públicos de Saúde (ASPS), conforme determina a Lei Complementar nº 141/2012, que deve atingir 12% até o final do ano.

O número representa a parcela das receitas de impostos e transferências constitucionais que já foi destinada à saúde ao longo do exercício. Quanto maior o percentual, maior a proporção da arrecadação própria do Estado aplicada em ações e serviços públicos de saúde.

O vice-presidente do Conselho Regional de Economia (Corecon-RN), Arthur Néo, explica que adiar a execução orçamentária da saúde para os últimos meses do ano aumenta os riscos para o funcionamento da rede de atendimento. “O Estado precisará praticamente dobrar o ritmo de execução orçamentária no segundo semestre. Isso gera gargalos burocráticos, pressão sobre as comissões de licitação e maior risco de contratações apressadas e ineficientes”, afirma.

As despesas em saúde somaram R$ 668 milhões nos seis primeiros meses de 2026. Em 2026, o valor mínimo que deve ser aplicado até o final do ano em saúde é de R$ 1,138 bilhão, aponta o RREO. Até 2023, o Estado chegava ao fim do primeiro semestre com cerca de 11%. Desde 2024, o índice vem caindo.

Em nota, a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) disse que a não regularização dos sequestros judiciais realizados na conta única do Estado impacta diretamente o percentual. E, durante os primeiros meses do ano, é priorizado o pagamento de despesas inscritas em restos a pagar.

A Tribuna do Norte questionou a pasta sobre quanto foi pago em restos a pagar no primeiro semestre de 2026. Mas não houve resposta.

Segundo a presidente do Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Norte (Cremern), Giana da Escóssia Melo, a redução dos investimentos se reflete na escassez de insumos, na sobrecarga das equipes médicas e no represamento de atendimentos. “A gestão dos recursos da saúde exige prioridade absoluta, planejamento rigoroso e responsabilidade contínua”, defende.

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) instaurou um procedimento sobre a aplicação de recursos na saúde para acompanhar a execução orçamentária e financeira dos recursos destinados à Sesap.

O procedimento considera que o RN tem apresentado evolução abaixo da esperada no cumprimento do percentual mínimo constitucional de aplicação em saúde. Segundo o Ministério Público, o Estado vem registrando uma média de investimentos próprios em ASPS inferior à de outros estados do Nordeste.

Veja mais aqui.

 

Sindicato dos Auditores Fiscais do RN manifesta ‘profunda preocupação’ com sucessivos atrasos no pagamento aos aposentados e pensionistas do Estado e cobra respostas do governo Fátima

 

Em um nota dura e contundente, o Sindicato dos Auditores Fiscais do Rio Grande do Norte (SINDIFERN) se posicionou e manifestou “profunda preocupação” com os catrasos no pagamento dos proventos de aposentados e pensionistas do Estado e cobrou explicações do governo Fátima Bezerra (PT).

Na nota, a entidade afirma que o problema deixou de ser pontual e passou a refletir uma escolha administrativa, defendeu tratamento igual entre servidores ativos, aposentados e pensionistas, cobrou mais transparência na gestão das contas públicas, e fez os seguintes questionamentos:

  • Quais critérios justificam o pagamento de uma parcela dos servidores em detrimento de outra?
  • Qual fundamento administrativo ou financeiro autoriza esse tratamento diferenciado?
  • E, sobretudo, por que aposentados e pensionistas vêm sendo colocados, reiteradamente, em posição de vulnerabilidade?

O SINDIFERN também pediu esclarecimentos sobre a política de renúncias fiscais, a utilização das receitas estaduais e as medidas adotadas para racionalizar os gastos públicos.

A entidade reforçou que atrasar o pagamento de aposentadorias e pensões compromete a segurança financeira de milhares de famílias e afeta a credibilidade da administração pública.

A íntegra da nota do sindicato pode ser conferida abaixo:

Nota de Posicionamento

O Sindicato dos Auditores Fiscais do Rio Grande do Norte (SINDIFERN) manifesta profunda preocupação com o recorrente atraso no pagamento dos proventos de aposentados e pensionistas do Estado e reafirma seu compromisso com a defesa do tratamento isonômico entre todos os servidores públicos estaduais, ativos, aposentados e pensionistas.

O Rio Grande do Norte volta a enfrentar um problema que extrapola o campo financeiro e alcança a esfera institucional. O atraso reiterado no pagamento de aposentados e pensionistas não pode ser tratado como um episódio pontual ou uma dificuldade operacional. Quando se repete sucessivamente, deixa de ser uma exceção e passa a refletir um modelo de gestão que impõe escolhas e prioridades, cujos critérios precisam ser amplamente esclarecidos à sociedade.

A situação vivenciada nos últimos dias evidencia uma grave distorção. Enquanto parte dos servidores recebe seus vencimentos dentro do calendário previsto, aposentados e pensionistas, que dedicaram décadas de suas vidas ao serviço público e possuem direito constitucional à percepção regular de seus proventos, permanecem submetidos à incerteza e à espera.

Diante desse cenário, o SINDIFERN considera imprescindível que o Governo do Estado apresente respostas objetivas à sociedade. Quais critérios justificam o pagamento de uma parcela dos servidores em detrimento de outra? Qual fundamento administrativo ou financeiro autoriza esse tratamento diferenciado? E, sobretudo, por que aposentados e pensionistas vêm sendo colocados, reiteradamente, em posição de vulnerabilidade?

O princípio da isonomia deve nortear a Administração Pública. Não há justificativa aceitável para que servidores ativos, aposentados e pensionistas sejam submetidos a tratamentos distintos quando se trata do cumprimento de uma obrigação básica do Estado: o pagamento tempestivo da remuneração de seus servidores. A defesa da paridade no calendário de pagamento é, antes de tudo, uma defesa da igualdade, da segurança jurídica e do respeito àqueles que contribuíram para a construção do serviço público potiguar.

Diversas entidades representativas já classificaram essa diferenciação como discriminatória. Quando há disponibilidade de recursos apenas para parte da folha, a definição de quem recebe primeiro deixa de representar uma decisão exclusivamente técnica e passa a refletir uma opção de natureza política, que precisa ser assumida com absoluta transparência e responsabilidade.

O momento também exige uma reflexão mais ampla sobre a estrutura das finanças estaduais. A manutenção de receitas vinculadas a órgãos específicos, sob a lógica de “fontes próprias”, suscita um debate necessário. Por que esses recursos permanecem apartados do caixa central do Tesouro em um contexto de evidente restrição fiscal? A integração dessas receitas à fonte ordinária poderia conferir maior eficiência, racionalidade e equilíbrio à gestão financeira, reduzindo distorções que hoje penalizam justamente os segmentos mais vulneráveis do serviço público.

Outro aspecto que não pode permanecer à margem do debate diz respeito às renúncias fiscais concedidas pelo Estado. Incentivos tributários representam importantes instrumentos de política econômica, mas precisam estar permanentemente submetidos à avaliação de resultados. A sociedade tem o direito de conhecer, de forma transparente, quais benefícios continuam produzindo efetivo retorno em geração de empregos, desenvolvimento econômico e arrecadação e quais demandam revisão. Em um cenário de alegada insuficiência de recursos para cumprir obrigações essenciais, é legítimo questionar se o Estado dispõe de estudos atualizados que demonstrem a efetividade dessas renúncias.

Nesse contexto, é fundamental que o Estado continue investindo no fortalecimento da Administração Tributária. A atuação integrada dos Auditores Fiscais com outros órgãos no combate à sonegação fiscal e às fraudes tributárias fortalece a arrecadação estadual, protege as receitas públicas e contribui para evitar cenários de desequilíbrio financeiro que comprometam o pagamento regular dos servidores públicos.

Da mesma forma, é indispensável que o Governo apresente um diagnóstico claro sobre a qualidade do gasto público. Há contratos, estruturas administrativas e despesas passíveis de racionalização? Quais medidas efetivas vêm sendo adotadas para ampliar a eficiência da gestão antes de transferir os efeitos da crise fiscal para aposentados e pensionistas?

Atrasar o pagamento de aposentadorias e pensões jamais constitui uma medida neutra. Trata-se de uma decisão que impacta diretamente milhares de famílias que dependem exclusivamente desses rendimentos para custear despesas básicas, como alimentação, medicamentos, moradia e assistência à saúde. O prejuízo ultrapassa o aspecto financeiro e alcança a dignidade, a segurança e a confiança que os cidadãos depositam nas instituições públicas.

O SINDIFERN reafirma que a superação desse cenário exige transparência, planejamento e responsabilidade fiscal, mas, sobretudo, respeito ao princípio da isonomia. Não é admissível que aposentados e pensionistas continuem suportando, de forma recorrente, o maior ônus das dificuldades financeiras enfrentadas pelo Estado.

Mais do que equilibrar as contas públicas, é dever da Administração preservar sua credibilidade institucional, garantir segurança jurídica e assegurar tratamento igualitário a todos os servidores públicos estaduais.

Enquanto não forem apresentados esclarecimentos consistentes sobre os critérios adotados para o pagamento da folha, a gestão das receitas públicas, a política de renúncias fiscais e as medidas efetivas de racionalização das despesas, permanecerá a legítima compreensão de que o atraso no pagamento de aposentados e pensionistas não resulta apenas de limitações financeiras, mas também de escolhas administrativas e prioridades governamentais que precisam ser revistas com urgência.

O SINDIFERN seguirá acompanhando a situação e cobrando soluções que garantam respeito, transparência e, sobretudo, a paridade no pagamento de todos os servidores públicos estaduais, ativos, aposentados e pensionistas.

 Blog do BG

Álvaro Dias: “Queremos um sistema de transporte que funcione com tecnologia, modernidade e conforto”

 

O candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, Álvaro Dias, participou, nesta segunda-feira, de uma reunião com representantes da Federação das Empresas de Transporte de Passageiros do Nordeste (FETRONOR), na Arena das Dunas, em Natal. Durante o encontro, a entidade entregou um documento com propostas voltadas ao fortalecimento do transporte público no estado. 

A agenda contou com a participação do presidente da FETRONOR, Eudo Laranjeiras, e de empresários do setor. O documento reúne um diagnóstico dos principais desafios enfrentados pelos sistemas de transporte intermunicipal e metropolitano, além de sugestões de medidas voltadas à continuidade e à melhoria dos serviços prestados à população.

Entre os pontos apresentados pela Federação estão a redução do número de passageiros ao longo dos últimos anos, o aumento dos custos operacionais, a ausência de fontes permanentes de financiamento para o transporte público e o avanço do transporte clandestino. 

Durante a reunião, Álvaro Dias recebeu o documento e ouviu as demandas apresentadas pelos representantes da FETRONOR, que defenderam a construção de soluções para os desafios enfrentados pelo setor de transporte de passageiros no Rio Grande do Norte.

“Vamos analisar, esmiuçar e discutir detalhadamente essas propostas. Trata-se de um tema de interesse coletivo para todo o Rio Grande do Norte. Queremos um sistema que funcione cada vez melhor, com mais tecnologia, modernidade e conforto para todos os passageiros”, finalizou.

Governo do Estado confirma atraso no pagamento de aposentados e pensionistas e indica que situação vai se repetir na folha de agosto

 

O Governo do Estado confirmou ao SINSP (Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público da Administração Direta), em reunião nesta segunda-feira (3), que os aposentados receberão os salários de julho apenas nesta terça-feira (4) e os pensionistas na quarta-feira (5). Os representantes da gestão estadual indicaram que o atraso poderá se repetir na folha de agosto.

De acordo com a presidente do Sinsp, Janeayre Souto, a informação foi repassada pelo secretário estadual da Fazenda Álvaro Luiz Bezerra, pela secretaria estadual da Administração Jane Carmen Carneiro e pelo secretário-adjunto do Gabinete Civil Ivanilson Oliveira.

Em nota, o sindicato criticou a medida e acusou a gestão da governadora Fátima Bezerra (PT) de “discriminar” aposentados e pensionistas ao manter calendários diferentes de pagamento entre as categorias. Os servidores da ativa foram pagos na última sexta-feira (31).

Greve seletiva? Sinte-RN paralisa professores de Natal e silencia sobre o caos na educação do governo do PT

 

O Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Rio Grande do Norte (Sinte-RN) anunciou que os professores e educadores infantis da rede municipal de Natal aprovaram, nesta segunda-feira (3), uma greve por tempo indeterminado, com início previsto para a próxima quarta-feira (6). Segundo a entidade, a decisão foi motivada pela falta de avanços nas negociações com a Prefeitura de Natal.

O que chama atenção, porém, é a diferença de postura adotada pelo sindicato. Enquanto endurece o discurso e mobiliza paralisações contra a administração da capital, mantém uma atuação muito mais discreta diante dos problemas enfrentados pela educação estadual sob a gestão do PT. Entre eles estão escolas em condições precárias, reivindicações relacionadas ao atraso do pagamento de aposentados e pensionistas e a cobrança dos retroativos do Piso Nacional do Magistério referentes aos anos de 2023, 2024, 2025 e 2026.

A direção do Sinte-RN, composta majoritariamente por integrantes ligados ao PT, entre eles o coordenador-geral Bruno Vital, é frequentemente alvo de críticas por supostamente adotar critérios diferentes conforme o governo de plantão.

Para os críticos da entidade, o comportamento reforça a percepção de que o Sinte-RN atua como um "tigrão" quando enfrenta a Prefeitura de Natal, mas se transforma em um "gatinho manso" quando o alvo é o Governo do Estado, comandado pelo PT. 

Justiça derruba perfis de Allyson Bezerra

 

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN) mandou tirar do ar mais dois perfis que atuavam de forma irregular nas redes sociais para Allyson Bezerra (União Brasil). A decisão foi concedida em uma ação movida pelo Partido Novo. Em caráter liminar, o juiz federal Hallison Rêgo Bezerra determinou a suspensão até o dia 15 de agosto das páginas @allysonarrochado e @allyson_humorado.

Na decisão, o juiz citou que os dois perfis publicaram, em colaboração com outras páginas já bloqueadas, conteúdos que são alvo da investigação por suposta propaganda eleitoral antecipada em favor de Allyson Bezerra. Ele também determinou que a Meta, administradora do Instagram, identifique, em até cinco dias, os responsáveis pelas duas novas contas suspensas.

No total, seis perfis criados para promover a pré-candidatura de Allyson Bezerra ao Governo do Estado já foram derrubados pela Justiça. 

Acusações, traições e disputa por votos: o clima explode entre aliados de Allyson

 

Enquanto tenta contornar a insatisfação na chapa de candidatos a deputado estadual provocada pela prioridade dada à candidatura de Cínthia Pinheiro, o candidato ao Governo do Estado, Allyson Bezerra, agora enfrenta um novo foco de desgaste. Desta vez, o problema está na nominata de deputado federal.

A nova crise envolve os deputados federais Benes Leocádio e Robinson Faria. Benes teve seu nome citado no noticiário sobre o Banco Master após a divulgação de informações indicando que o motorista de Daniel Vorcaro teria acessado diversos gabinetes na Câmara dos Deputados. Em um dos registros de entrada, consta uma visita ao gabinete de Benes.

Nos bastidores, porém, a interpretação é outra. Benes teria concluído que a informação foi repassada à imprensa pelo ex-deputado Fábio Faria, filho de Robinson. O objetivo seria associá-lo ao escândalo envolvendo o Banco Master e provocar desgaste junto ao eleitorado potiguar.

O episódio aprofundou a crise interna de uma chapa que já vinha convivendo com sucessivos atritos desde a desistência de Kelps Lima. Na ocasião, Kelps afirmou ter sido traído por João Maia, Benes Leocádio e Robinson Faria, deixando um ambiente de desconfiança que nunca mais foi superado.

Agora, o clima de convivência praticamente desapareceu. A relação entre os integrantes da nominata tornou-se marcada pela desconfiança, e já há quem admita a possibilidade de invasão das bases eleitorais uns dos outros, rompendo um dos principais pactos de convivência em disputas proporcionais.

Com o ambiente nesse nível de tensão, cresce a percepção de que Allyson Bezerra já não consegue mais administrar os conflitos internos. O cenário passa a caminhar para uma disputa fratricida, em que os próprios integrantes da chapa acabam se enfraquecendo mutuamente na disputa por votos.

Tanto a crise na chapa de deputado estadual quanto o acirramento da disputa na nominata federal acabam respingando diretamente na candidatura de Allyson. Na tentativa de evitar desgaste, o candidato tem adotado uma postura discreta diante dos conflitos.

Nos bastidores, porém, cresce entre aliados a avaliação de que a ausência de uma atuação mais firme do líder tem ampliado o sentimento de abandono entre integrantes das chapas, com potencial para produzir reflexos eleitorais em sua própria campanha.

 Neto Queiroz

Seridó de Fé: Álvaro Dias participa da tradicional Procissão de Sant’Ana em Caicó

 

O candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, Álvaro Dias, participou, na tarde deste domingo, da tradicional Procissão de Sant’Ana, em Caicó. A celebração marca o encerramento da Festa de Sant’Ana e reúne milhares de fiéis que percorrem as principais ruas da cidade.

Durante o percurso, Álvaro caminhou ao lado dos fiéis e acompanhou um dos momentos mais tradicionais do calendário religioso do Seridó. Ao longo da tarde, também concedeu entrevistas e falou sobre o significado da celebração para a história e a cultura da região. 

“Mais um ano retorno ao encerramento da Festa de Sant’Ana, participando desta procissão tão tradicional. Hoje é um dia especial para renovar a minha fé e celebrar uma tradição que faz parte da história de Caicó e do Seridó”, ressaltou.

A Procissão de Sant’Ana encerra a programação religiosa da festa, considerada uma das mais tradicionais do Rio Grande do Norte. O evento reúne, anualmente, milhares de fiéis, moradores e visitantes, consolidando-se como um dos principais acontecimentos do calendário religioso e cultural do estado.


 
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