Olho D'água do Borges/RN -

Allyson Bezerra deixa uma 'bomba' para os sucessores na prefeitura de Mossoró

 

Há uma inquietação na gestão do prefeito Marcos Bezerra (Republicanos) com relação à saúde financeira da Prefeitura de Mossoró. Não que o município tenha sofrido redução de receita, pelo contrário, a máquina arrecadadora continua azeitada.

O problema é que o ex-prefeito Allyson Bezerra (União) deixou um senhor pepino para os sucessores.

Em 2023, Allyson contratou empréstimo de R$ 200 milhões junto à Caixa, para bancar o programa “Mossoró Realiza”, e armou uma bomba que vai explodir nas mãos do atual e futuros gestores.

A operação de crédito teve taxa de juros anual de 135,27%, levando o município a ter que pagar R$ 185 milhões só de juros. Quando soma juros, encargos e comissões, a dívida com a Caixa subiu para mais de R$ 385 milhões, quase o dobro do valor do empréstimo.

O prazo para liquidar a dívida contraída é de 120 meses (10 anos), sendo 24 meses (dois anos) de carência e 96 meses (oito anos) para amortização. A amortização começou em 2025. A conta começa a chegar.

Não é só isso.

A operação de crédito se somou a outro volume de compromissos financeiros que o município já tinha para honrar.

Um levantamento feito pelo Jornal de Fato apontou que a Prefeitura acumulava operações que somavam mais de R$ 620 milhões a serem amortizadas ao longo de uma década.

Entre 2023, ano do empréstimo de Allyson, a 2033, a Prefeitura deve pagar mais de 1 bilhão de reais em amortização e encargos, sendo R$ 467 milhões em operações, somados a mais de R$ 154 milhões em restos a pagar e os R$ 385.276 milhões do referido empréstimo de Allyson.

Só no exercício 2026, bate R$ 100 milhões em amortização e encargos, somando R$ 53.324.744,40 de operações que já existiam antes de Allyson e R$ 54.982.251,86 do segundo ano de amortização do empréstimo contraído pela gestão Allyson.

Pois bem.

Allyson buscou o dinheiro novo porque o dinheiro do Finisa, herdado da gestão Rosalba Ciarlini, estava acabando, e ele precisava continuar contratando obras para elevar o patamar de sua gestão.

Conseguiu. Teve poderio financeiro, renovou o mandato com mais de 78% dos votos em 2024 e agora quer ser governador do Rio Grande do Norte.

Só que a conta milionária começou a bater à porta do prefeito Marcos Bezerra e ele não sabe como vai se virar para honrar os compromissos.

No entanto, uma coisa é certa: o cidadão mossoroense será chamado para pagar, com sacrifício, uma dívida milionária que ele não contraiu.

 Coluna César Santos/Jornal de Fato

MILÍCIA DIGITAL: administrador de perfil investigado pelo TRE é ligado a Allyson Bezerra e preside União Brasil Jovem em Mossoró

 

O Blog do BG vinha alertando desde o início do ano que havia uma milícia digital atuando nas redes em favor do pré-candidato a governador Allyson Bezerra. No mês passado, foi aberta uma representação no Tribunal Regional Eleitoral (TRE), com pedido de quebra do endereço IP de perfis que defendem o ex-prefeito de Mossoró. O “Diário do RN” traz uma reportagem nesta quarta-feira (8) revelando que uma das páginas investigadas é administrada pelo vice-presidente estadual do União Brasil Jovem, João Carlos Medeiros.

Ligado a Allyson Bezerra, o administrador da página “@rncomallyson” disse que fez o perfil “por conta própria”, contou que é “admirador e apoiador” do pré-candidato e assegurou que, apesar da proximidade com o ex-prefeito, não é remunerado e faz todas as produções sozinho. Na página do partido em Mossoró, segundo a reportagem, ele também aparece presidente municipal do União Brasil Jovem.

João Carlos publicou um vídeo no perfil admitindo ser o fundador da página, confirma que fez a página para apoiar Allyson e faz ataques ao também pré-candidato a governador Álvaro Dias (PL).

Ele revelou que ocupa um cargo comissionado na Câmara Municipal de Mossoró desde 2021 e disse que ainda não foi intimado pela Justiça Eleitoral. A representação no TRE foi movida pelo PL e tem como relatora a juíza Sulamita Pacheco.

 Blog do BG

FEMURN atualiza dívida do Governo do RN com municípios para R$ 212,9 milhões

 

Mesmo com o pagamento de R$ 17 milhões realizado ontem, a dívida do Governo do Estado com os municípios foi elevada para mais de R$ 200 milhões, após o vencimento de novos repasses não realizados.

De acordo com a FEMURN, os valores em atraso estão distribuídos da seguinte forma:
  • IPVA: R$ 50.403.479,63
  • ICMS: 95.014.192,25
  • Fundeb (ICMS): R$ 67.477.772,24.

O total devido aos municípios atualizado pela Federação dos Municípios é de R$ 212.926.331,45.

A Federação alerta que o aumento da dívida agrava a situação financeira das prefeituras e pode comprometer a continuidade de serviços públicos, sobretudo nas áreas de saúde, educação, assistência social e infraestrutura. A entidade reforça o pedido para que o Governo do Estado regularize, com urgência, os repasses constitucionais devidos aos municípios do Rio Grande do Norte. 

Ato público em defesa dos servidores e das servidoras do RN que ingressaram sem concurso público

Mais uma vez, o discurso da “crise fiscal” do Estado é utilizado para transferir aos servidores públicos a responsabilidade por problemas que têm outras origens. Desta vez, o alvo são os trabalhadores e as trabalhadoras que ingressaram no serviço público em um período em que a Constituição Federal ainda não exigia a realização de concurso público.

Enquanto isso, permanecem intocados os verdadeiros fatores que comprometem as finanças do Estado: a dívida ativa bilionária, as renúncias fiscais que favorecem grandes grupos econômicos, a crescente terceirização dos serviços públicos, que drena recursos do orçamento, e os privilégios mantidos nas cúpulas dos poderes.

Em vez de enfrentar essas distorções, tenta-se responsabilizar quem dedicou décadas de trabalho ao serviço público e à população do Rio Grande do Norte. Direitos adquiridos e mecanismos como o abono de permanência passam a ser tratados como problemas fiscais, numa clara inversão de prioridades.

Fonte: SINSP

 

População de rua inscrita no CadÚnico quase dobra sob governo Lula

O número de pessoas em situação de rua registradas no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico) praticamente dobrou desde o início do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em dezembro de 2022, antes da posse do petista, havia 198,7 mil pessoas cadastradas nessa condição. Em junho de 2026, o total chegou a 392,4 mil, um aumento de 97,4%.

O CadÚnico é a principal base de dados utilizada pelo governo federal para identificar famílias de baixa renda e pessoas em situação de vulnerabilidade. Desde janeiro de 2023, o sistema passou a registrar, em média, cerca de 4,6 mil pessoas em situação de rua por mês. Entre janeiro de 2019 e dezembro de 2022, essa média era de aproximadamente 2 mil novos registros mensais.

Embora o crescimento dos cadastros tenha se intensificado após a pandemia de Covid-19, os números permaneceram elevados durante os primeiros anos do atual governo e voltaram a acelerar no primeiro semestre de 2026.

Os dados, no entanto, exigem cautela, já que o CadÚnico não representa um censo nacional da população em situação de rua, mas sim um cadastro administrativo. Dessa forma, o crescimento pode refletir tanto o agravamento da vulnerabilidade social quanto melhorias no cadastramento e atualização das informações pelos municípios.

O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), por sinal, usa exatamente essa justificativa ao alegar que parte desse crescimento decorre do fortalecimento do cadastramento. Segundo a pasta, em 2023 foram retomadas capacitações para entrevistadores e operadores do CadÚnico, ampliando a capacidade dos municípios de registrar essa população.

Essa explicação, porém, foi contestada pelo deputado federal Osmar Terra (PL-RS), ex-ministro da Cidadania no governo Jair Bolsonaro. Segundo o parlamentar, os dados do CadÚnico são produzidos pelos próprios municípios, por meio de equipes da assistência social, e não dependem diretamente do governo federal.

Ao site Gazeta do Povo, o MDS afirmou que o crescimento da população em situação de rua está relacionado a fatores como fragilização de vínculos familiares, casos de violência e abuso, desemprego, crises econômicas e eventos climáticos extremos. A pasta também reiterou que houve melhorias no funcionamento do CadÚnico.

Já ao ser questionado sobre quais estudos sustentam a tese de subnotificação nos anos anteriores, o ministério não apresentou resposta específica. Em números absolutos, São Paulo continua concentrando o maior contingente de pessoas em situação de rua registradas no país. No estado, o total de cadastros aumentou 88% desde o início de 2023. 

Partidos definem datas para convenções no RN.

 

O Partido dos Trabalhadores (PT), que tem Carlos Eduardo Xavier como pré-candidato, tem sua convenção prevista para o sábado (25), na Universidade Estadual do Rio Grande do Norte (UERN), localizada na zona Norte de Natal.

Já o MDB confirmou sua convenção para o domingo (26). O local ainda não foi confirmado.

Segundo o presidente estadual da legenda, Walter Alves, alguns detalhes estão pendentes para a definição de onde será realizada.

Mesma data prevista para o Partido Liberal (PL), que tem convenção agendada para o ginásio Nélio Dias, na zona Norte.

A legenda tem a pré-candidatura ao governo de Álvaro Dias.

O União Brasil, do pré-candidato ao governo, Allyson Bezerra, fez solicitação à Prefeitura de Natal para usar o Palácio dos Esportes no dia 25 de julho.

O prazo definido pela legislação eleitoral para as convenções partidárias é de 20 de julho a 5 de agosto. 

Ao atacar Álvaro Dias, Wober Júnior reaparece a serviço de quem?

 

Sem ocupar cargo eletivo e distante dos mandatos há vários anos, o ex-deputado estadual Wolber Júnior voltou ao cenário político potiguar com duras críticas ao candidato ao Governo do Estado, Álvaro Dias. A manifestação levantou dúvidas nos bastidores sobre qual o peso político de sua posição no atual momento eleitoral.

Atual liderança do Cidadania no Rio Grande do Norte, Wolber não exerce mandato e passou um longo período afastado da política estadual. Diante desse histórico, analistas e integrantes do meio político questionam qual a influência de suas declarações junto ao eleitorado potiguar e que papel pretende desempenhar na disputa de 2026.

A reentrada de Wolber no debate político ocorre em um momento de intensificação da campanha ao Governo do Estado. Suas críticas a Álvaro Dias chamaram atenção, mas ainda resta saber qual será o impacto dessas manifestações no cenário eleitoral e se elas terão repercussão efetiva entre os eleitores do Rio Grande do Norte.

Afinal… Wober está a serviço de quem? É somente uma pergunta.

 Robinson Pires

Congresso enrola para reduzir maioridade penal há 33 anos, ignorando vontade popular

 

Há mais de três décadas, exatos 33 anos, o Congresso ignora o clamor popular por maior rigor penal. Pesquisas mostram apoio acima de 79%, em 2026, à redução da maioridade penal para 16 anos, sobretudo para crimes graves. Apesar disso, o Legislativo adota a embromação como estratégia: protelar, desrespeitar a vontade da sociedade, arquivar. A PEC 171, de 1993, do deputado Benedito Domingos (PP-DF), é o símbolo máximo dessa procrastinação: tramitou ao longo de 22 anos.

Morte na praia 

Aprovada por maioria na Câmara somente em 2015, a PEC de Benedito Domingos morreu no arquivo do Senado chefiado por Renan Calheiros.

Roteiro da omissão 

Outras iniciativas da Câmara desapareceram no Senado, até que em 2015 ressuscitaram a PEC Gonzaga Patriota (PSB-PE).

Não penso, sou contra 

O maior obstáculo é Lula contrário à redução da maioridade, talvez por ignorância ou porque é o que a extrema-esquerda exige do petista.

Dá para desconfiar 

Rei da embromação, Hugo Motta (Rep-PB) diluiu a comissão especial da maioridade em um pacote com pautas palatáveis ao governo Lula.

 Claudio Humberto

Georgino Avelino: prefeito, vice-prefeito e grupo de nove vereadores declaram apoio a Álvaro Dias

 

O pré-candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, Álvaro Dias, recebeu na manhã deste domingo um importante reforço à sua pré-candidatura com a adesão do grupo político do município de Senador Georgino Avelino. O apoio foi oficializado pelo prefeito Antônio Freire, pelo vice-prefeito Jorge Motta da Rocha e pelo grupo dos nove vereadores do município, fortalecendo o projeto político de Álvaro na região Agreste potiguar.

Declararam apoio à pré-candidatura de Álvaro Dias os vereadores Odelio Inácio, Lika, Juscelino, Yago Santana, Diego do Peixe, Kedo, Nininha, Valdemar e Cosme, consolidando a união das principais lideranças políticas do município em torno do projeto para o Governo do Estado.

Durante o encontro, Álvaro debateu com o prefeito, o vice-prefeito e os vereadores os principais desafios enfrentados por Senador Georgino Avelino. Na ocasião, Álvaro reafirmou o compromisso de construir um plano de governo ouvindo as lideranças municipais, atuando com transparência e atenção às realidades locais, buscando soluções que contribuam para o desenvolvimento dos municípios.

Também participaram do encontro o pré-candidato a vice-governador, Babá Pereira; a pré-candidata a deputada federal, Nina Souza; a pré-candidata a deputada estadual, Cristiane Dantas; o ex-vice-governador e ex-deputado estadual Fábio Dantas; o prefeito de Natal, Paulinho Freire; e a vice-prefeita de Natal, Joana Guerra.

A adesão do grupo político de Senador Georgino Avelino amplia a base de apoio à pré-candidatura de Álvaro Dias e reforça o movimento de construção de um projeto voltado ao desenvolvimento dos municípios, baseado no fortalecimento do Rio Grande do Norte.

Operação Mederi, cidade por cidade: onde há fraude gravada e onde há só uma menção nos autos

 

A Operação Mederi cabe num mapa — e o mapa tem cores diferentes. Os documentos que o Blog do Dina leu, a representação criminal do Ministério Público Federal e a quebra de sigilo autorizada pela Justiça, colocam mais de vinte prefeituras do Rio Grande do Norte dentro do mesmo esquema de desvio na compra de remédios. O que muda de uma cidade para outra é o tamanho da prova que a Polícia Federal já tem em mãos.

As condutas descritas nos autos, se confirmadas, podem configurar corrupção, fraude à licitação, peculato, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Nesta reportagem, nenhum agente público é nomeado: a operação corre sob segredo de justiça. Alguns dos agentes públicos são investigados, outros, ainda não. Por enquanto, não há condenações.

Três graus de prova

Há, grosso modo, três situações. Na primeira, a fraude está descrita: existe escuta ambiental, vídeo ou auditoria federal registrando o mecanismo do desvio. Na segunda, o que existe é o rastro do dinheiro — relatórios de inteligência financeira, quebras bancárias e cruzamentos com o Tribunal de Contas que apontam repasses fora de proporção. E na terceira, a cidade é apenas uma menção: o fundo municipal de saúde aparece no anexo financeiro, com créditos que coincidem no tempo com saques em espécie.

O mapa abaixo separa por esses três graus as cidades que aparecem nos autos. Nenhum investigado é nomeado — mas cada cidade traz o que a investigação já reuniu sobre ela.

O que vem agora

O Blog do Dina segue na apuração. Os autos trazem nomes — de gestores, operadores e beneficiários apontados nas escutas —, e o próximo passo desta reportagem é acompanhar os desdobramentos das investigações enquanto seguiremos tentando produzir nossas próprias reportagens.

Todos os citados são investigados e não foram condenados. A Operação Mederi corre sob segredo de justiça, e os acertos que aparecem nas escutas são tratados pela investigação como suspeitas a confirmar.

Por Blog do Dina

MP aciona Justiça após reforma no Walfredo Gurgel ficar 2 anos parada mesmo com verba federal garantida

 

O Ministério Público do RN (MPRN) e a Defensoria Pública do Estado (DPE-RN) ajuizaram uma Ação Civil Pública para obrigar o Governo do Estado a retomar a reforma do Centro de Tratamento de Queimados (CTQ) do Hospital Walfredo Gurgel, paralisada há dois anos, apesar de contar com recursos federais já garantidos.

Única unidade de alta complexidade para queimados no RN, o CTQ opera hoje com estrutura reduzida e em condições consideradas inadequadas pelos órgãos de fiscalização.

Segundo a ação, o CTQ funciona com poeira, infiltrações, escombros e fiação exposta. As vistorias também apontam que a capacidade da unidade caiu de 22 para 12 leitos, obrigando pacientes a serem atendidos em setores não especializados, o que aumenta o risco de infecções. 

O MPRN, a DPE-RN e o Conselho Regional de Medicina do RN (Cremern) afirmam que a paralisação compromete diretamente o atendimento aos pacientes. De acordo com a ação, áreas como isolamento, unidade semi-intensiva, sala de balneoterapia e ginásio de reabilitação foram desativadas.

O ambulatório, que antes realizava cerca de 22 mil atendimentos por ano, passou a funcionar apenas dois dias por semana. A ação também aponta déficit de profissionais na unidade.

Os órgãos pedem que a Justiça determine a retomada da obra em até 30 dias, por meio de contratação emergencial ou outro mecanismo legal, além da apresentação de um cronograma para conclusão dos serviços.

Também solicitam que o Estado conclua a reforma, reative os setores desativados e recomponha a equipe para restabelecer a capacidade plena de atendimento.

Explicação da Sesap

O secretário estadual de Saúde, Alexandre Motta, afirmou que a paralisação ocorreu após problemas com as empresas responsáveis pela obra. Segundo ele, a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) e a Secretaria de Estado da Infraestrutura já trabalham na preparação de uma nova licitação.

O secretário acrescentou que uma eventual decisão judicial autorizando a contratação emergencial poderá acelerar a retomada da reforma e permitir o uso dos recursos federais disponíveis.

Justiça determina que Governo e Ipern apresentem plano para equilibrar previdência estadual

 

Uma decisão judicial obriga o Estado e o Instituto de Previdência Dos Servidores Estaduais do Rio Grande do Norte (Ipern) a adotarem medidas para o equilíbrio financeiro e atuarial do regime próprio de previdência estadual.

A determinação atende a pedidos do Ministério Público em Ação Civil Pública apresentada contra o Estado e o instituto de previdência. A sentença da 4ª Vara da Fazenda Pública de Natal fixou prazo de 90 dias para apresentação do plano de reequilíbrio conjunto e das providências administrativas.

O MP demonstrou que o regime sofreu desequilíbrio financeiro após a unificação dos fundos previdenciário e financeiro, definida por lei complementar em 2014.

Segundo o órgão, houve resgates antecipados de aplicações financeiras sem a devida recomposição prevista na legislação estadual entre 2014 e 2018.

Os valores apresentados somam R$ 566.696.434,13 em prejuízo ao fundo previdenciário, considerando o montante principal e os rendimentos projetados.

A decisão determina que o plano de reequilíbrio conste no Plano Plurianual, na Lei de Diretrizes Orçamentárias e na Lei Orçamentária Anual, além de exigir a destinação econômica de imóveis vinculados ao fundo.

O descumprimento das obrigações previstas na sentença resultará em multa diária de R$ 10 mil, com limite inicial de R$ 1 milhão.

Portal 98

 

Aprovados em concursos de Mossoró ocupam sede da Prefeitura, cobram convocação e são retirados do local pela Guarda Municipal

 

Um grupo de aprovados em concursos públicos da Prefeitura de Mossoró ocupou, na manhã desta segunda-feira (6), o Palácio da Resistência para cobrar a convocação de candidatos das áreas de educação, saúde, assistência social e Guarda Municipal.

Os manifestantes afirmam que existem mais de 230 vagas sendo ocupadas por servidores contratados temporariamente e defendem a nomeação dos concursados.

O protesto foi encerrado após a chegada da Guarda Municipal, que retirou os manifestantes do prédio. Segundo o grupo, não houve negociação com o prefeito Marcos Medeiros.

Blog do Barreto. 

ALERTA: Governo Fátima já deve mais de R$ 100 milhões às prefeituras do RN, diz Femurn

 

Mais de R$ 100 milhões em repasses constitucionais ainda não chegaram às prefeituras do RN, segundo levantamento da Federação dos Municípios do RN (Femurn).

A entidade afirma que a retenção dos recursos pelo Governo do Estado compromete a prestação de serviços públicos, principalmente nas cidades do interior.

De acordo com a Femurn, o montante é formado por R$ 43 milhões do IPVA, R$ 35 milhões do ICMS e R$ 21 milhões do Fundeb.

A Federação destaca que esses recursos pertencem aos municípios por determinação legal e, por isso, não podem ser retidos nem destinados a outras finalidades pelo Estado.

O presidente da Femurn, José Augusto Rego, afirmou que os atrasos afetam diretamente o funcionamento das prefeituras.

“Quando esses repasses atrasam, quem sofre é o cidadão, especialmente nos municípios de menor porte, que dependem diretamente dessas receitas para manter suas atividades”, declarou.

A entidade também demonstrou preocupação com os novos repasses previstos para os próximos dias e defendeu a regularização imediata dos pagamentos para evitar o aumento da dívida.

Segundo a Federação, a demora reduz a capacidade financeira das prefeituras e dificulta a manutenção de serviços essenciais.

Natal

O prefeito de Natal, Paulinho Freire (União Brasil), também criticou os atrasos. Segundo ele, além do impacto financeiro, a falta dos repasses prejudica o planejamento das administrações municipais e compromete a execução de ações voltadas à população.

O prefeito acrescentou que os municípios já recebem uma parcela menor dos recursos do pacto federativo e defendeu o diálogo para resolver o problema.

 
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