Olho D'água do Borges/RN -

Papa Jerimum é mais um a descartar assumir o “pepino” do Governo Fátima

 

O deputado estadual Vivaldo Costa, o “Papa Jerimum”, tratou de encerrar os rumores sobre uma eventual candidatura ao Governo do Estado em caso de eleição indireta, caso a governadora Fátima Bezerra deixe o cargo. E fez isso ao seu estilo: de forma clara, objetiva e sem rodeios.

Vivaldo afirmou que vive um momento de despedida da vida pública, não de novos desafios. Disse estar em fim de carreira e que não pretende assumir uma missão dessa dimensão nesta etapa da sua trajetória.

Nos bastidores, a fala foi interpretada como um recado direto aos que ainda ventilavam seu nome para um mandato tampão. O deputado preferiu a cautela a um movimento arriscado, afastando de vez qualquer possibilidade de disputar o comando do Executivo estadual.

Com isso, o Papa Jerimum põe ponto final nas especulações e deixa claro que, ao menos por agora, não pretende trocar a experiência acumulada ao longo dos anos por uma nova empreitada no Palácio.

 

Vice prefeita de Parnamirim Kátia Pires, rompe com União Brasil e declara apoio a Álvaro Dias

A vice-prefeita de Parnamirim, Kátia Pires, filiada ao União Brasil, anunciou publicamente que rompe com a orientação do partido, que tem o prefeito de Mossoró Allyson Bezerra como seu principal nome ao Governo do Rio Grande do Norte em 2026, e declarou apoio ao pré-candidato Álvaro Dias (Republicanos) ao executivo estadual.

A decisão de Kátia Pires, que também inclui o alinhamento com Babá Pereira, pré-candidato a vice-governador, representa um movimento político relevante e sinaliza uma dissidência em relação ao projeto oficial do União Brasil no estado.

Parnamirim, terceira maior cidade do Rio Grande do Norte e peça estratégica no cenário eleitoral, passa a integrar oficialmente o palanque de Álvaro Dias. A adesão fortalece a articulação política no município e amplia a presença da pré-campanha no segundo maior colégio eleitoral da Grande Natal.

O apoio da vice-prefeita é visto como um passo importante na consolidação do projeto de Álvaro Dias, contribuindo para ampliar a base política no estado, num momento em que os nomes no campo oposicionista buscam consolidar alianças e fortalecer suas candidaturas para a eleição de 2026.

Blog do BG

 

Coronel Hélio contesta discurso otimista do governo e questiona: “Se está tudo tão bem, por que não há interessados em assumir?”

 

Em entrevista à 87 FM, o pré-candidato ao Senado pelo Rio Grande do Norte, Coronel Hélio Oliveira, reagiu às declarações da governadora Fátima Bezerra (PT), que afirmou na Assembleia Legislativa estar entregando o Estado “mil vezes melhor”.

Para ele, a fala não condiz com a realidade vivida pela população potiguar. Coronel Hélio argumentou que o RN ainda aparece entre os estados com piores indicadores educacionais do país, o que, segundo avalia, demonstra a ausência de avanços concretos e estruturantes no setor.

O pré-candidato também criticou a falta de grandes obras e projetos capazes de impulsionar o desenvolvimento econômico. Na sua avaliação, o Estado carece de iniciativas que deixem legado, fortaleçam a geração de empregos e ampliem a capacidade de atrair investimentos. “O que se observa é um cenário de estagnação, sem planejamento estratégico de longo prazo”, declarou.

Além disso, ele mencionou dificuldades na área fiscal e apontou problemas na rede pública de saúde, citando carência de estrutura e insumos hospitalares como reflexo de uma gestão que, segundo ele, não tem conseguido responder às demandas essenciais da população.

Ao final, Coronel Hélio sintetizou sua crítica com um questionamento: “Se o Rio Grande do Norte estivesse realmente ‘mil vezes melhor’, haveria uma corrida natural para assumir o governo. O que se vê, no entanto, é resistência até mesmo para um mandato tampão.”

Filho de Olhodaguense, jovem Dídimo Públio, foi contemplado com bolsa de estudos por meio do Projeto Missionários Médicos no Paraguai

 

O jovem missionário Dídimo Públio foi contemplado com uma bolsa de estudos por meio do Projeto Missionários Médicos. Diante dessa conquista, a Igreja Evangélica Assembleia de Deus em Mossoró enviará o jovem para a base da OGC, em Ciudad del Este, no Paraguai, onde dará continuidade à sua formação. Dídimo Públio é filho do nosso amigo e conterrâneo Paulinho Moreira.

A SENAMI, em parceria com a CGADB, firmou um importante acordo com a OGC (base no Paraguai), concedendo cinco bolsas de estudo integrais para o curso de Missiologia e Medicina, com o propósito de formar missionários médicos que atuarão nos países da Janela 10/40.

A Igreja Evangélica Assembleia de Deus – Campo de Mossoró, juntamente com o DEMADEM, sempre apoia, divulga e incentiva os projetos desenvolvidos pela SENAMI e, mais uma vez, manifesta seu apoio por meio da vida do missionário Dídimo Públio.

O jovem missionário destaca-se por sua atuação fiel e comprometida na obra missionária em Mossoró e região, bem como em outros estados e países. Ao longo de sua caminhada, participou de diversos treinamentos missionários, entre eles: Mochileiros Missionários, EMITES, EMADE-NE, Perspectivas, EMFFORME, ETNIAS e EMIR. Além disso, recebeu capacitação missionária em contextos transculturais, atuando nos países do Senegal e da Bolívia, bem como junto a povos sertanejos, indígenas, ribeirinhos e quilombolas.

Agora dia 19 de Fevereiro, Dídimo segue para mais um desafio, atendendo a um chamado bivocacional, com o propósito de que, em tudo, Deus seja louvado!


Mito e realidade: a supervalorização dos prefeitos na corrida pelo Governo no RN

 

Está todo mundo fazendo as contas de 2026 pensando no apoio dos 167 prefeitos do Rio Grande do Norte. Vira e mexe aparece notícias de que tal candidato tem tantos prefeitos. Antes de anunciar sua desistência, Rogério Marinho esbanjava que teria 80 prefeitos no seu palanque.

O que se sabe agora é que Álvaro Dias está tendo enormes dificuldades de achar os 80 prefeitos de Rogério. Babá Perera entrou na chapa majoritária como vice para atrair prefeitos para Álvaro. O PL está literalmente na caça aos prefeitos.

O palanque de Allyson Bezerra enfrenta a mesma dificuldade. Os cinco partidos que o apoiam – PP, União Brasil, MDB, PSD e Solidariedade – têm juntos 114 prefeitos. No evento de lançamento da pré-candidatura de Allyson, no último sábado, estavam lá apenas 16. O MDB, aliado de Allyson, que faz propaganda dos seus 44 prefeitos, levou apenas dois.

O PT tem poucos prefeitos. Na ponta do lápis, o PT elegeu 7 prefeitos apenas. Os outros integrante da federação, o PV elegeu 1 e o PCdoB nenhum.

A grande questão sobre esse foco dos candidatos em ter os prefeitos nos seus palanques é sobre o poder de transferência de votos que os prefeitos têm. Não há nenhuma dúvida que nas disputas proporcionais de deputados federais e estaduais, o apoio dos prefeitos é fundamental para eleger ou deseleger.

Contudo, na disputa majoritária, do presidente da República e do governador do Estado, há muitos argumentos sobre a limitação que os prefeitos têm sobre os votos do município.

Geralmente as disputas majoritárias têm maior projeção na mídia, as redes sociais acabam tendo enorme influência, a polarização entre os candidatos é bem mais evidenciada. Com isso, acaba chegando ao eleitor final um conjunto maior de informações que lhe dá condições de ter um julgamento sobre os nomes. Com mais informações ele toma sua posição, independente de apoios locais.

Na disputa proporcional e diferente. O número de candidatos é maior, não há polarização, geralmente o eleitor está pouco informado sobre quem são e o que defendem os candidatos. Por não ter uma preferência pessoal, na maioria dos casos, ele acaba aceitando a indicação de sua liderança política local.

Quando a gente trata da importância de ter os prefeitos no palanque, vem a lembrança a eleição de Fernando Bezerra, em 2002, que se gabava de ter cerca de 140 prefeitos no seu palanque e nem para o segundo turno foi. Ou de Henrique Alves, em 2014, com cerca de 140 prefeitos e foi derrotado por Robinson Faria com duas dúzias de prefeitos.

Concluindo: a história mostra que os prefeitos não são decisivos em eleição de governador. Ajuda sim, mas não são determinantes.

Neto Queiroz

 

Carnaval do sol em Taboleiro Grande é liberado após vistoria do Corpo de Bombeiros

 

Na manhã desta terça-feira (10/02), a Adega Balneário, localizada no município de Taboleiro Grande/RN, recebeu a vistoria do Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Norte.

Durante a inspeção, foram avaliadas as condições de segurança do espaço, que é tradicionalmente conhecido por sediar o Carnaval do Sol, evento que já faz parte do calendário festivo da região há vários anos.

Após a vistoria técnica, o local foi considerado apto e liberado para a realização de mais uma edição do evento, atendendo às exigências e normas de segurança estabelecidas pelo Corpo de Bombeiros, garantindo maior tranquilidade ao público e aos organizadores.

Fonte: Coordenação do evento, e enviado para publicação, pelo meu grande amigo e leitor do blog, Fabiano Bessa, direto de São Luiz, no Maranhão.

Um bom carnaval a todos!

avanço da Operação Mederi e barbas de molho

 

Nas eleições de 2024, os cinco partidos que apoiam o pré-candidato a governador Allyson Bezerra, do União Brasil, elegeram juntos 114 prefeitos de 167 municípios potiguares.

Destaque para o MDB, do vice-governador Walter Alves, que emplacou chefes de 45 executivos municipais.

É um batalhão importante e que pode ser decisivo numa campanha estadual. Teoricamente.

Na prática, há ingredientes políticos que devem ser levados em consideração.

Por exemplo: os 45 prefeitos do MDB, em sua maioria, têm parceria com o governo Fátima Bezerra (PT) e muitos deles não seguirão a orientação do partido após Walter romper com a governadora para apoiar Allyson.

O exemplo disso foi visto no lançamento da pré-candidatura de Allyson no fim de semana. Menos de 20% dos mais de 100 prefeitos filiados aos cinco partidos que estão com Allyson atenderam a convocação.

Há uma versão de bastidores, que faz sentido, que os gestores municipais puxaram o freio de mão após a Operação Mederi ter alcançado o prefeito de Mossoró, acusado pela Polícia Federal de liderar o esquema criminoso de desvio de recursos da saúde pública.

Não significa que esses prefeitos não possam mais à frente apoiar a postulação de Allyson, mas, para isso, eles querem ter certeza que a Polícia Federal não voltará bater à porta do prefeito.

Todos eles, sem exceção, consideram a situação de Allyson bem delicada diante do que já foi revelado no âmbito da Operação Mederi.

Cezar Santos

Estadão revela uso de conta “laranja” de menor em investigação da PF no caso Alysson

 

De acordo com apuração do jornal O Estado de São Paulo (Estadão – foto acima), a Polícia Federal afirma ter identificado movimentações bancárias em conta de uma estudante menor de idade como peça-chave para ocultar recursos de um suposto esquema investigado no Rio Grande do Norte.

Segundo a investigação, a conta — em nome da filha de empresários ligados às empresas Dismed e Drogaria Mais Saúde — teria sido utilizada para armazenar e redistribuir valores de origem ilícita. Apenas em um ano, o esquema teria movimentado cerca de R$ 13,5 milhões em contratos públicos, dos quais parte, conforme os investigadores, teria sido lavada por meio dessa conta considerada “laranja”.

A Polícia Federal aponta ainda que a conta da menor, incompatível com sua capacidade econômica, recebeu R$ 427 mil em um período de um ano após contratos firmados com o município de Serra do Mel, o que, segundo a apuração, pode caracterizar indícios de lavagem de dinheiro e sonegação fiscal.

As investigações citam movimentações e contratos que alcançam municípios como Mossoró, Serra do Mel, Paraú, São Miguel, José da Penha e Tibau, onde, de acordo com a PF, empresas teriam simulado concorrência em licitações e operado distribuição de propinas. Os citados nas apurações negam irregularidades, e o caso segue sob investigação das autoridades competentes.

Robinson Pires

 

Agora lascou: Agripino aposta em Allyson e quer que ele faça pelo RN, o que fez por Mossoró.

 

Principal avalista da pré-candidatura de Allyson Bezerra ao Governo do Estado, o ex-senador José Agripino Maia afirmou esperar que o prefeito repita no Rio Grande do Norte o que, segundo ele, realizou em Mossoró. A declaração foi feita durante o evento que reuniu União Brasil, PP, PSD, Solidariedade e MDB em torno do nome de Allyson.

Presidente estadual do União Brasil, Agripino classificou o encontro como positivo, apesar de o partido chegar à disputa majoritária visivelmente dividido. A legenda não conseguiu atrair sua maior liderança com mandato, o prefeito de Natal, Paulinho Freire, o que expõe fissuras internas em pleno início do projeto eleitoral.

Em seu discurso, Agripino foi direto ao defender o aliado:
“Eu só quero uma coisa: que ele faça pelo Rio Grande do Norte, se Deus nos ajudar, o que fez pela minha cidade de Mossoró”.

O ex-senador, no entanto, deixou de considerar pontos centrais da atual gestão mossoroense. A administração de Allyson Bezerra tem sido marcada por forte investimento em marketing institucional, denúncias recorrentes de autoritarismo, questionamentos sobre contratos públicos, suspeitas de superfaturamento e investigações envolvendo possíveis fraudes.

O episódio mais grave veio à tona no dia 27 de janeiro, quando a Polícia Federal realizou operação de busca e apreensão na residência do prefeito, apurando indícios de irregularidades na compra de medicamentos.

Diante desse histórico recente, fica a pergunta inevitável: é esse o modelo de gestão que José Agripino defende para o Rio Grande do Norte?

 

Imagem de Garibaldi em palanque de Allyson causou desconforto a Lula

 

Enquanto o PT comemorava seus 46 anos em Salvador, uma cena vinda do Rio Grande do Norte chamou atenção — e provocou incômodo no Planalto. A imagem do ex-senador Garibaldi Alves Filho no palanque do prefeito Allyson Bezerra, pré-candidato ao Governo do Estado, não passou despercebida pelo presidente Lula.

Ao ver Garibaldi ao lado de figuras historicamente distantes do PT, como José Agripino e Robinson Faria, Lula teria questionado a ausência de uma conversa prévia entre MDB e PT. O episódio reacendeu o mal-estar em torno da decisão do vice-governador Walter Alves, que optou por não assumir o governo em caso de renúncia de Fátima Bezerra e, mais do que isso, decidiu trilhar um caminho político fora do campo petista.

O desconforto ganha peso quando se recorda que foi o próprio Lula quem articulou, em 2022, a aliança entre PT e MDB, garantindo a vaga de vice na chapa de Fátima Bezerra. Ver um dos principais símbolos desse acordo em um palanque adversário soou, no mínimo, constrangedor.

É amigo, a política é assim. Como sempre, segue imprevisível — e capaz de surpreender até seus próprios arquitetos. 

Walter resgata legado de Garibaldi revive o passado, evita o presente e cutuca o governo no palanque de Allyson

 

O discurso do vice-governador Walter Alves (MDB), feito durante o evento político do prefeito Allyson Bezerra, foi menos protocolar do que parecia — e mais revelador do que se imaginava. Em vez de falar do agora, Walter preferiu revisitar o passado e, por contraste, expor desconfortos do presente.

Ao evocar o governo de seu pai, Garibaldi Alves Filho, Walter destacou obras, capacidade de investimento e protagonismo político de uma gestão que marcou época no Rio Grande do Norte. A comparação não foi gratuita. Ao colocar o legado de Garibaldi em evidência, o vice-governador abriu, ainda que indiretamente, uma régua de avaliação incômoda para o governo atual.

O detalhe que chamou ainda mais atenção foi o fato de Walter, na condição de vice, acabar se comparando não apenas ao governo de Fátima Bezerra, mas também à própria experiência que vive hoje no Executivo estadual. Uma comparação que, nos bastidores, sempre foi evitada.

Não por acaso, aliados revelam que o receio de ser novamente confrontado com o desempenho do pai pesou — e muito — na decisão de Walter de não assumir o Governo do Estado após a eventual renúncia de Fátima para disputar o Senado. A orientação teria vindo do próprio Garibaldi: evitar um teste direto nas urnas e na máquina administrativa.

Publicamente, os números e o cenário eleitoral empurraram Walter para uma candidatura mais segura à Assembleia Legislativa, com chances reais de mirar a presidência da Casa. Nos bastidores, porém, o fator emocional e político falou mais alto: o temor de reviver comparações desfavoráveis.

No palanque de Allyson, ao lado de três ex-governadores — Garibaldi Alves, José Agripino Maia e Robinson Faria — Walter disse sentir “cheiro de vitória”. A frase soou como empolgação eleitoral, mas também como sinal de alinhamento com um projeto que se apresenta como alternativa ao atual governo.

O discurso, no fim das contas, funcionou como uma crítica velada à gestão da qual ele próprio faz parte. Segundo pessoas próximas, Walter deixa o governo cansado, após anos “engolindo sapos” e convivendo com desconfortos internos.

Nada foi dito de forma explícita. Mas, na política, silêncio e comparação costumam falar alto. 

Ontem e hoje: a troca de palanque e o cavalo de pau no discurso político

 

As mudanças nos palanques para as eleições de outubro estão gerando um fenômeno curioso de se observar: a troca de lado implica, quase obrigatoriamente, a mudança de discurso. Quem antes elogiava passa a criticar. E vice-versa.

Dois personagens exemplificam bem essa análise: Walter Alves e Hermano Morais. Até a virada do ano, ambos estavam alinhados ao governo de Fátima Bezerra.

Walter Alves, com o comando de quatro secretarias de Estado e o controle de empresas estatais importantes, como a Caern, não pode afirmar que não era governo. E não apenas de forma figurada. Era governo com poder decisório. Por isso, o discurso atual, que fala na necessidade de construir um novo futuro para o Rio Grande do Norte e aponta a “hora da mudança”, soa estranho, já que ele participou ativamente da construção do presente que agora critica.

Hermano Morais, embora com participação menor, também integrou votações importantes em defesa de políticas públicas do atual governo. Era aliado. A presença de Hermano neste texto se justifica pela veemência do discurso que fez no sábado passado, incorporando integralmente a crítica mais dura à gestão de Fátima Bezerra.

Não se trata aqui de defender que políticos não possam mudar de lado ou se aliar a projetos diferentes em eleições distintas. Eles têm todo o direito. Ainda assim, chama atenção o discurso de ocasião. Não há sequer o cuidado de moldar uma transição na fala.

A contundência de Hermano ao criticar hoje o governo contrasta fortemente com sua postura de poucos meses atrás. Foi da água para o vinho.

O mesmo ocorre com Walter Alves. Ao observar fotografias recentes de Walter, Fátima e Cadu juntos e de mãos dadas, torna-se difícil conciliar aquelas imagens com o discurso feito no sábado sobre a necessidade urgente de mudança no Rio Grande do Norte.

Para concluir, o que causa estranhamento é o “cavalo de pau” no discurso, sem qualquer ajuste de transição. É evidente que Hermano estará no palanque, durante a campanha, atacando duramente o governo de Fátima. Waltinho também. Estranho é. Mas, ao fim, essa é a lógica do jogo político.

Neto Queiroz

 

Brasil patina no combate à corrupção e repete pior colocação histórica em ranking global

O Brasil voltou a figurar entre os piores colocados no Índice de Percepção da Corrupção (IPC) da Transparência Internacional. Em 2025, o país marcou 35 pontos em uma escala que vai até 100 — quanto menor a nota, maior a percepção de corrupção — e permaneceu na 107ª posição entre 182 nações avaliadas, cenário que a organização classifica como de “estagnação” institucional.

A informação é do jornal O Globo. Apesar de ter subido um ponto em relação ao ano anterior, a própria ONG considera a variação estatisticamente irrelevante. A avaliação é baseada em indicadores que medem a percepção de especialistas e executivos sobre corrupção no setor público e mecanismos de controle. Há mais de uma década o Brasil permanece abaixo da média global e também atrás da média das Américas, ambas com 42 pontos.

Segundo o diretor executivo da Transparência Internacional no Brasil, Bruno Brandão, o resultado reflete problemas nos três poderes. Ele afirma que o governo federal apresentou avanços no combate à lavagem de dinheiro, mas também teria permitido a captura política de estatais e o crescimento das emendas parlamentares. Já o Congresso é criticado por aprovar medidas que, na visão da ONG, enfraquecem o combate à corrupção, enquanto o STF é citado por decisões que alimentariam a sensação de impunidade em casos de macrocorrupção.

No ranking global, Dinamarca, Finlândia e Cingapura lideram como países menos corruptos, enquanto Somália e Sudão do Sul aparecem nas últimas posições. O Brasil ficou próximo de países como Sri Lanka e abaixo de nações latino-americanas como Argentina, reforçando a avaliação da entidade de que o país segue “travado” no enfrentamento estrutural da corrupção.

 

Allyson afirmou interesse em colaborar com investigação, mas se recusou a dar senhas de telefones à PF e omitiu itens apreendidos:

Por: Blog do Dina

Enquanto agentes da Controladoria Geral da União e Polícia Federal concluíam as diligências da busca e apreensão da Operação Mederi, da qual foram alvos prefeitos e agentes públicos de cinco municípios, o chefe do Executivo de Mossoró, apontado pela PF como artífice de um desvio de esquemas na saúde, gravou um conteúdo para o Instagram em que contou que fora apreendido em sua casa em Mossoró um telefone celular e que ele nada tinha a esconder.

Documentos obtidos pelo Blog do Dina, no entanto, desmontam essa versão e revelam que o prefeito Allyson Bezerra omitiu da versão pública itens apreendidos e, em confronto direto com a versão de que nada tem a esconder, se recusou a dar as senhas dos aparelhos apreendidos pela Polícia Federal.

Na manifestação que gravou para o Instagram, Allyson diz que teve um telefone apreendido, um notebook e dois HDs pessoais.

O auto de apreensão que descreve os itens coletados na casa do prefeito de Mossoró, no entanto, revela que ele tinha três aparelhos telefônicos, sendo um deles um modelo Positivo, conhecido por ser um telefone descartável, sem a necessidade de conexão com a internet. Os itens que realmente foram apreendidos na casa do prefeito de Mossoró e que não constam inteiramente no conteúdo do Instagram foram:

  • tem 1: Um iPhone cor grafite, acompanhado de chip TIM.
  • Item 2: Um iPhone Pro Max cor azul (descrito no auto como “iPhone17ProMax”, provável erro de digitação para 15), encontrado no interior de uma mochila de uso pessoal.
  • Item 3: Um MacBook Air, marca Apple, com capa “Sonix”, também encontrado na mochila pessoal.
  • Item 4 e 5: Dois HDs Externos (um WD Elements e um Seagate), encontrados na mochila pessoal,.
  • Item 6: Um Pen drive preto.
  • Item 7: Um telefone celular marca POSITIVO (modelo simples), encontrado no escritório da residência.
  • Item 8: Um cartão de memória MicroSD Kingston de 16GB

Noutro trecho de seu vídeo, Allyson diz que tem interesse em colaborar com as investigações e que fornecerá as informações que lhe forem pedidas.

No auto de apreensão, os agentes da Polícia Federal afirmam que fora solicitadas as senhas dos dois iPhones e do Macbook e que o prefeito se recusou a dar as senhas. A identificação serial dos aparelhos foram suprimidas para não expor ao público dados que possam comprometer a investigação.

A Polícia Federal cumpriu ainda mandado de busca e apreensão em um apartamento localizado na Rua da Lagosta, nº 466, Edifício Corais de Ponta Negra, Bloco D, apartamento 2803, na zona Sul de Natal. A diligência foi realizada pela Equipe 17 da PF.

Segundo o auto, os agentes chegaram ao local por volta das 6h da manhã. Como não houve resposta aos chamados, a equipe aguardou até as 8h, quando foi acionado um chaveiro para a abertura da unidade, procedimento classificado como “arrombamento técnico”, autorizado judicialmente. A ação foi acompanhada por duas testemunhas, Hugo Freire da Silva e Kleber Skolimoski de Aguilar.

No interior do imóvel, não havia moradores no momento da diligência. Ainda assim, os policiais relataram “sinais de presença recente” e localizaram diversos objetos pessoais que, segundo o relatório, indicam o uso do apartamento pelo prefeito Allyson Bezerra e sua família.

Entre os itens registrados no relatório fotográfico estão um caderno com o nome “Allyson” na capa, contendo anotações manuscritas de cunho religioso, incluindo a citação do Salmo 37:23-24, que diz: “O Senhor firma os passos de um homem, quando a conduta deste o agrada…”, com assinatura atribuída a “Allyson e Família”.

Os agentes ainda registraram a presença de roupas de criança e bebê dispostas sobre a cama, indicando o uso do imóvel pela filha do casal, além de uma etiqueta de bagagem em couro com as iniciais “AB” e um cartão de visita preenchido com o nome “Allyson Bezerra” e endereço em Mossoró.

Diferentemente da busca realizada na residência em Mossoró, onde foram apreendidos equipamentos eletrônicos e dispositivos de armazenamento, o auto circunstanciado referente ao endereço de Natal não registra apreensão de materiais de interesse criminal. A tabela de bens apreendidos aparece riscada, o que, segundo o padrão do documento, indica ausência de apreensões no local.

A diligência em Natal teve como principal resultado a confirmação do vínculo do investigado com o imóvel na capital, a partir de objetos pessoais, registros manuscritos e indícios de uso recente pela família.

 
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