Nem o mais pessimista dos potiguares poderia imaginar
que, após oito anos no comando do Rio Grande do Norte — incluindo uma reeleição
ainda no primeiro turno — o Estado chegaria ao início de 2026 mergulhado em um
cenário de verdadeiro colapso administrativo.
Os problemas se acumulam em
praticamente todas as áreas do governo. As finanças estão fragilizadas,
serviços essenciais operam no limite e a instabilidade institucional se tornou
regra. O RN vive hoje um ambiente de insegurança administrativa que compromete
o presente e ameaça o futuro.
O quadro se agrava ainda
mais com a iminente saída da governadora Fátima Bezerra, prevista para abril.
Diferente do que seria uma transição natural e responsável, o Estado caminha
para um vácuo de poder: o vice-governador Walter Alves deverá renunciar nos
próximos dias, justamente em meio ao risco real de aprofundamento da crise e de
um possível colapso financeiro.
Ainda mais alarmante é ver
a principal responsável por esse cenário se lançar candidata ao Senado Federal
— uma Casa que tem papel decisivo na articulação política e na destinação de
recursos para estados e municípios. A tentativa de ascensão política contrasta
com o legado de desorganização administrativa deixado no Rio Grande do Norte.
O povo potiguar sente
diariamente o peso desse desgoverno: salários atrasados, serviços precarizados
e um Estado sem rumo. Essa realidade não será esquecida. As urnas de outubro
representarão o julgamento democrático de uma gestão marcada pelo fracasso.
Que Deus salve o Rio Grande do Norte.

0 comentários:
Postar um comentário