O deputado Ezequiel Ferreira tem manifestado ao
vice-governador Walter Alves que não deve se associar na aliança que o MDB
pretende firmar com o pré-candidato a governador Allyson Bezerra. Diante desse
cenário, também não deve se filiar ao MDB em março próximo, durante a abertura
da janela partidária.
Não se trata de um rompimento pessoal ou de amizade, mas
da adoção de caminhos políticos distintos nesse momento. Walter, por sua vez,
postergou para o final do mês o anúncio final da aliança com Allyson na expectativa
de convencer Ezequiel a seguir com ele. No entanto, essa possibilidade é
considerada bastante remota.
Ezequiel está atualmente filiado ao PSDB, partido que, no
início do ano passado, passou para o controle do senador Styvenson Valentim.
Desde então, o presidente da Assembleia Legislativa aguardava apenas a abertura
da janela para promover a mudança partidária. O acordo inicial previa sua ida
para o MDB, onde assumiria a presidência da legenda e conduziria a articulação
das nominatas estadual e federal, enquanto Walter ocuparia a cadeira de
governador. Esse cenário, contudo, foi completamente alterado.
Pelo que consegui apurar, Ezequiel ainda não definiu a
qual partido irá se filiar. Ele segue dialogando com outras lideranças e
pretende tomar uma decisão somente após o carnaval.
O deputado também não esconde que mantém conversas com o
senador Rogério Marinho. Nesse contexto, existe a possibilidade de ele
permanecer no PSDB e integrar uma aliança de perfil liberal, mas para isso é
vial que Rogério seja de fato o candidato a governador.
O que se sabe é que Ezequiel não tem afinidade com o
bolsonarismo, razão pela qual não estaria sendo visto com bons olhos pelo
segmento do PL mais alinhado à extrema direita.
De certa forma, Ezequiel se sentiu excluído nos rumos
adotados por Waltinho, que acabaram implodindo não apenas os planos do PT, mas
também interferindo em todo o planejamento político que o presidente da
Assembleia vinha conduzindo.
Segundo minhas fontes, Ezequiel avalia que seguir Walter
nesse projeto de centro o deixaria sem comando político e excessivamente
dependente de outras lideranças. O que é certo, neste momento, é que, a decisão
de hoje, é que ele não acompanhará Walter e intensifica as conversas em busca
de uma definição clara de rumo.
Neto Queiroz
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