Em entrevista
concedida nesta quarta-feira (28) ao programa Meio-Dia RN com BG, o
prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, finalmente tirou do papel aquilo que
vinha sendo tratado apenas nos bastidores: confirmou a pré-candidatura ao
Governo do Rio Grande do Norte e admitiu, ainda que de forma cautelosa, a
possibilidade de deixar o comando da Prefeitura antes do prazo legal de
desincompatibilização, em abril.
Chamou atenção o
esforço do prefeito em minimizar o impacto da operação da Polícia Federal que o
colocou no centro do noticiário nacional. Segundo Allyson, o cumprimento de
mandados de busca e apreensão não altera em absolutamente nada o seu
planejamento político. Um discurso que tenta transmitir normalidade, mas que
contrasta com a realidade dos fatos.
Até poucos dias
atrás, o assunto renúncia era tabu. Sempre que provocado, Allyson desviava,
contemporizava ou simplesmente empurrava o tema para frente, numa clara tentativa
de ganhar tempo e preservar todas as alternativas possíveis. Agora,
subitamente, o tom mudou. O que antes era silêncio estratégico virou
“avaliação”.
A coincidência
de datas não passa despercebida. Após a exposição negativa, o desgaste público
e a pressão crescente nos bastidores, o projeto eleitoral parece ter sido
colocado no modo acelerado. O vaqueiro de Mossoró, que antes conduzia o
discurso no passo lento da conveniência, agora ensaia corrida contra o relógio.
Nos corredores
da política, a leitura é clara: a crise antecipou decisões que seriam tomadas
com muito mais cautela. O que parecia planejamento virou reação. Resta saber se
a mudança de ritmo será suficiente para conter os efeitos de um episódio que
ainda está longe de seu desfecho e que, inevitavelmente, seguirá cobrando seu
preço político.
Assista o vídeo aqui.
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