A Prefeitura de Olho D’Água do Borges divulgou nota para esclarecer
informações maldosas e desprovida de fundamentação que vêm circulando nas mídias sobre a obra da Escola Municipal
Antônio Carlos de Paiva. Segundo o município, o conteúdo divulgado apresenta
distorções quanto à situação da obra e ao uso de recursos públicos.
De acordo com a administração municipal, é
correta a informação sobre a destinação de uma emenda parlamentar do senador
Styvenson Valentim, no valor de R$ 700 mil,
destinada à conclusão da unidade escolar. No entanto, a Prefeitura ressalta que
o recurso não foi executado e não é suficiente, isoladamente, para a
finalização imediata da obra.
O valor, conforme informado, foi creditado na conta do município apenas no
final de outubro de 2025 e permanece sem utilização. Os recursos estão
vinculados à complementação necessária para a convalidação do Convênio nº 19.756/2014, firmado entre o
município e o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), que trata
da conclusão da escola.
Ainda segundo a nota, quando a atual gestão assumiu
a administração, o convênio estava vencido e a obra paralisada a oito
anos, classificada como inacabada. Para viabilizar a reconvalidação junto ao
Ministério da Educação e evitar a perda dos recursos federais, o município utilizou
recursos próprios para atender exigências técnicas, como reforços estruturais e
recuperação de serviços comprometidos pelo abandono prolongado.
Após a regularização do convênio, foi aberto o Procedimento Licitatório nº 0703003/2025, na modalidade de concorrência eletrônica. O certame, porém, foi anulado após a identificação de indícios de irregularidades como: "vínculos familiares entre responsáveis técnicos e procuradores de licitantes, atuação de um mesmo profissional em mais de uma empresa concorrente e compartilhamento de endereço físico entre licitantes, configurando fortes indícios de conluio e fraude à competitividade.
Em seguida já foi publicado um novo
processo licitatório, com sessão marcada para o dia 22 /01/2026. ( Veja abaixo a decisão que anulou o
certame e suas irregularidades).
Diante
dos fatos apresentados, não é razoável atribuir à atual gestão a
responsabilidade por uma obra que ficou paralisada por oito anos, nem
cobrar resultados imediatos diante da complexidade técnica e administrativa
herdada.
A cobrança e o direito à fiscalização são legítimos e necessários, porém não
podem ser exercidos de forma leviana, seletiva ou distorcida. Quando agentes
públicos e meios de comunicação optam por ignorar fatos, descontextualizar
informações ou explorar problemas herdados para fins de autopromoção política
ou pessoal, deixam de cumprir seu papel fiscalizador e passam a alimentar o
oportunismo político e a desinformação.
Por fim, a Prefeitura reafirma o seu compromisso com a transparência, a
legalidade e a correta aplicação dos recursos públicos, destacando que trabalha
para concluir a obra e entregar a escola em pleno funcionamento à população de
Olho D’Água do Borges.
Veja a nota de esclarecimento aqui.


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