O Partido dos Trabalhadores vive um momento de apreensão
no Nordeste, região que historicamente sustenta suas vitórias eleitorais. O
desempenho considerado fraco de governadores petistas na Bahia, Ceará, Rio
Grande do Norte e Piauí tem preocupado a cúpula do partido, que já discute
estratégias para evitar perdas decisivas nas eleições de 2026. A avaliação é de
que a queda de popularidade nos estados ameaça diretamente o projeto de
reeleição do presidente Lula.
Os
números de 2022 ajudam a dimensionar o tamanho do risco. No Nordeste, Lula
abriu vantagem de cerca de 12 milhões de votos sobre Jair Bolsonaro, enquanto
no cenário nacional a diferença foi de apenas 2,1 milhões. Só a Bahia garantiu
mais de 3 milhões de votos de frente, o que reforça a dependência eleitoral do
PT em relação à região. Internamente, a pergunta que guia as articulações é
como manter essa margem em um cenário de desgaste das gestões estaduais.
O
Ceará virou um dos principais focos de atenção. A baixa aprovação do governador
Elmano de Freitas levou o partido a acionar o ministro da Educação, Camilo
Santana, que deve se desincompatibilizar do cargo para ficar apto a disputar o
governo, caso seja necessário. Embora o discurso oficial ainda seja de apoio à
reeleição de Elmano, a movimentação é vista como um plano alternativo diante da
possibilidade de fortalecimento da oposição, liderada por Ciro Gomes.
Na Bahia, o quadro também preocupa. O
governador Jerônimo Rodrigues enfrenta avaliações negativas, especialmente por
causa da violência no estado, abrindo espaço para uma disputa mais equilibrada
em 2026. Diante desse cenário, o governo federal aposta em medidas de forte
impacto social no Nordeste, como a isenção do Imposto de Renda para quem ganha
até R$ 5 mil, o vale-gás e outros programas sociais, numa tentativa de conter o
desgaste político e preservar o principal reduto eleitoral do PT.
Com informações da CNN
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