A Operação Mederi, deflagrada nessa terça-feira (27) pela
Polícia Federal (PF), em ação conjunta com a Controladoria-Geral da União, com
o objetivo de desarticular um esquema criminoso voltado ao desvio de recursos
públicos e a fraudes em procedimentos licitatórios e que teve como alvo
principal o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil), causou
alvoroço na cidade e despertou reações, muitas sem demonstrar qualquer surpresa
com o suposto envolvimento do chefe do Executivo Municipal com corrupção. Para
diversos mossoroenses, a PF pode achar mais casos de corrupção na gestão do
prefeito que intitulou de “pobrezinho”.
“Apenas a ponta do iceberg. É muito mais do que Mossoró
imagina. Arrocha PF.”, comentou Rudney Pinto. “É muita irregularidade, isso é só
o começo!.”, escreveu Valeria Alencar. , “Se investigar mais vai achar um poço
sem fundo”, afirmou Claudenice Pinheiro.
Adriano Pereira relatou uma desconfiança anterior com o
prefeito. “Eu nunca confiei nesse Alisson Bezerra.”, declarou. Francinete Maia
defendeu o afastamento de Allyson “pra facilitar as investigações”.
Teve também eleitor do prefeito decepcionado. David Alves
disse que votou em Allyson duas vezes e classificou o possível recebimento de
propina pelo prefeito como “ganância”. “A bíblia já fala sobre isso. É a raiz
da amargura, depois que penetra o coração, já era.”, acrescentou. Sidney Gomes
questionou a religiosidade do prefeito. “Ainda se diz evangélico o nosso belo
prefeito.”, publicou.
Para muitos mossoronses, “a casa caiu” para Allyson. A
ação da PF gerou até questionamentos obre a atuação do Ministério Público do
Rio Grande do Norte (MPRN). “Espero que a PF chegue até as centenas de
denúncias arquivadas pela MPRN.”, comentou Gracielle Costa.
Enquanto os mossoroenses sem ligação com o Palácio da
Resistência, sede da Prefeitura de Mossoró, apoiaram e cobraram a ampliação das
investigações, ocupantes de cargos na gestão foram ao perfil do prefeito nas
redes sociais para questionar a atuação da PF e atestar a honestidade de
Allyson.
Vereadores protocolam pedido de CEI da “Matemática de
Mossoró” para investigar Allyson
A bancada de oposição na Câmara Municipal de Mossoró
protocolou, nesta quarta-feira (28), pedido de instalação de uma Comissão
Especial de Inquérito (CEI) para investigar o suposto pagamento de propina ao
prefeito Allyson Bezerra revelado pela Operação Mederi.
Em coletiva de imprensa concedida na Câmara, os
vereadores Cabo Deyvison, Marleide Cunha, Pluvial Oliveira, Jailson Nogueira e
Wiginis do Gás cobraram a participação dos demais parlamentares para se
comprometerem com a investigação no legislativo.
A CEI foi batizada de “Matemática de Mossoró” em alusão a
trechos de diálogos revelados pela PF em que empresários discutem a divisão de
propina entre eles, Allyson e uma mulher não identificada. Segundo a PF, o
prefeito ficaria com R$ 60 mil, (15%) de uma ordem de entrega de material no
valor de R$ 400 mil.
Além da CEI, a oposição vai pedir a convocação de uma
sessão extraordinária para debater a operação e também vai acionar o Ministério
Público.
Diário do RN
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