A governadora Fátima Bezerra cumpriu agenda em Mossoró
neste sábado (17) apenas para inaugurar o local do novo estádio de futebol —
promessa feita ainda no ano passado. O equipamento será implantado na Avenida
Lauro Monte, no bairro Abolição III, enquanto a cidade segue há mais de três
anos sem um estádio e com seus clubes jogando fora de casa.
O anúncio vem acompanhado de
pouca efetividade prática. O Governo do Estado informa que o projeto executivo
está “em fase final”, viabilizado por uma emenda da deputada Isolda Dantas (PT)
no valor de R$ 165 mil — recurso restrito à elaboração do projeto, não à obra.
Ou seja, mais discurso vazio.
Com capacidade prevista para
cerca de cinco mil torcedores, o estádio ainda depende de um emaranhado de
articulações: emendas futuras, participação da UERN e até uma possível Parceria
Público-Privada, o que reforça a incerteza sobre quando — e se — a obra sairá
do papel.
Enquanto isso, Potiguar e Baraúnas continuam arcando com
prejuízos financeiros e perda de torcida por jogarem fora de Mossoró. A visita
da governadora repete compromissos já anunciados em setembro passado, agora com
nova data e o mesmo roteiro político. A previsão oficial é iniciar as obras ainda
nesse primeiro semestre de em 2026, mantendo o esporte mossoroense refém de
promessas e anúncios sucessivos.
Mais uma promessa política que dificilmente sairá do papel. Em sete anos de governo, Fátima Bezerra não entregou um novo estádio para Mossoró — e agora, no apagar das luzes de uma gestão marcada por resultados questionáveis, reaparece com anúncio e discurso reciclado. Sem obra iniciada, sem recursos garantidos e com tudo empurrado para o futuro, o roteiro é velho conhecido. Resta a pergunta que insiste em ecoar: o eleitor ainda acredita nesse tipo de promessa?
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