Antes mesmo de sair oficialmente do papel, a candidatura
de Cadu Xavier já dá sinais de esgotamento. O tabuleiro político do RN está
sendo redesenhado longe do PT, e os movimentos das principais lideranças deixam
claro que o governo perdeu o controle da própria sucessão.
De um lado, Walter Alves se
aproxima de Allyson Bezerra. Do outro, Ezequiel Ferreira ajusta o passo com
Rogério Marinho. O resultado é um isolamento progressivo do campo governista,
que assiste, sem reação, à debandada de aliados estratégicos. Cada grupo cuida
do próprio futuro, e ninguém parece disposto a carregar o peso de uma gestão desgastada.
A conta é simples: sem MDB,
sem o grupo de Ezequiel e sem base municipal consistente, o PT fica restrito ao
discurso e à máquina administrativa — insuficientes para bancar uma disputa
majoritária competitiva. A chamada “candidatura do governo” nasce sem fôlego,
sem palanque e sem tração eleitoral.
Cadu Xavier, nesse cenário, deixa de ser alternativa
viável e passa a simbolizar o impasse petista: um projeto que existe mais nos
gabinetes do que nas ruas. Se nada mudar, a sucessão estadual seguirá adiante
enquanto o PT assiste da arquibancada, tentando explicar por que ficou sozinho.
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