Parlamentares integrantes da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, do Congresso, protocolaram nesta terça-feira, 13, no Supremo Tribunal Federal (STF), um pedido para que a Corte determine o uso de tornozeleira eletrônica pelo empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula (PT).
Além disso, eles pedem que o
Supremo o proíba de sair do país, com a apreensão imediata do
passaporte e demais documentos de viagem que o permitam abandonar o
território nacional, e a consequente comunicação às autoridades encarregadas de
fiscalizar as saídas do território nacional.
A petição é destinada ao ministro André Mendonça, relator no Supremo
das investigações sobre os descontos associativos não autorizados em
aposentadorias e pensões. O documento é assinado pelos deputados Marcel van Hattem (Novo-RS), Alfredo Gaspar (União-AL) – relator da CPMI -, Adriana Ventura (Novo-SP) e Luiz Lima (Novo-RJ) e pelos senadores Eduardo Girão (Novo-CE) e Rogério Marinho (PL-RN) – líder da oposição no Senado.
Os parlamentares argumentam que há
indícios de participação de Lulinha no esquema de descontos indevidos em
benefícios do INSS, apurado pela Operação Sem Desconto – da Polícia Federal
(PF) -, incluindo menções a participação e vínculo com o principal operador do
esquema, Antônio Carlos Camilo Antunes – o “Careca do INSS”.
“O nome de Fábio Luís Lula da Silva
tem sido citado em documentos e agendas apreendidas pelos investigadores. Registros
e referências em conversas e documentos apontam pagamentos fracionados de 300
mil reais, totalizando 1,5 milhão de reais, da empresa ligada ao ‘Careca do
INSS’, que teriam sido realizados ao filho do presidente Lula“.
Além disso, afirmam, “há
notícias de que Fábio tem a intenção de mudança de domicílio para o exterior,
o que, no contexto probatório, potencializa risco de evasão do país e
esvaziamento da efetividade da persecução penal, fato que pode obstaculizar a
continuidade das investigações e eventual responsabilização”.
Os parlamentares prosseguem: “Desta
forma, considerando os indícios de autoria e materialidade da prática dos
crimes investigados bem como a intenção pública do agente de deixar o país, o
que poderia acarretar no prejuízo das investigações e a impossibilidade de
eventual aplicação da lei penal, a imposição de medidas cautelares diversas da
prisão é medida que se impõe”.
Por enquanto, não há decisão
de André Mendonça sobre a petição.
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