O Rio Grande do Norte virou um Estado sem comando. O
governo acabou antes do mandato. Ninguém quer assumir porque o que está sendo deixado pelo governo do PT não é gestão, é entulho administrativo.
A situação chegou a um estágio tão crítico que o simples
lançamento de um nome “provisório” para o Governo do Estado já soa como alerta
máximo. Neste fim de semana, surgiu a possibilidade de o empresário Paulinho
Buda assumir o comando do RN. Não como projeto político, mas como improviso
diante do caos.
O cenário é constrangedor. O
Estado tem 24 deputados estaduais, mas nenhum demonstra disposição para assumir
a responsabilidade. O vice-governador simplesmente se afastou da função. O
vácuo de poder é tão grande que foi preciso recorrer a um empresário para
expor, de forma simbólica, a gravidade da crise administrativa instalada no RN.
Esse quadro não surgiu por
acaso. É resultado direto da condução irresponsável do PT e da gestão
desastrosa da governadora Fátima Bezerra. O governo criou um monstro
administrativo: endividado, sem credibilidade e abandonado por aqueles que
deveriam assumir o comando institucional. Hoje, ninguém quer herdar o problema.
Enquanto isso, o discurso
oficial insiste em negar a realidade. O secretário de Finanças, Carlos Eduardo
Xavier, o Cadu, repete que “está tudo sob controle”. Se está tudo bem, por que
não paga o que deve? Consignados atrasados, terceirizados sem receber, empresas
esperando, fornecedores sufocados. O calote virou política de governo.
O RN vive uma crise de gestão, de autoridade e de confiança. E esse colapso tem responsáveis. Em 2026, o eleitor terá a chance de cobrar nas urnas o preço dessa aventura administrativa que empurrou o Estado para o fundo do poço.
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