A falta de alimentação para profissionais da saúde em hospitais
da rede estadual do RN voltou ao centro das denúncias do Sindicato dos
Trabalhadores em Saúde do Rio Grande do Norte (Sindsaúde/RN),
que aponta a paralisação
da empresa terceirizada JMT e falhas no cumprimento de contratos de fornecimento de alimentos como
causas da suspensão de refeições durante os plantões. Segundo o sindicato, a
situação compromete as condições de trabalho dos servidores e ameaça a continuidade e a qualidade da assistência hospitalar.
De
acordo com relatos encaminhados ao sindicato, profissionais
da saúde estão enfrentando plantões extensos sem qualquer garantia de
alimentação, situação que afeta diretamente as condições de
trabalho e também coloca em
risco a assistência prestada aos pacientes.
Hospitais
afetados e causas apontadas
No Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, um aviso
interno comunicou que a interrupção das refeições ocorreu em razão do descumprimento de entregas por parte dos fornecedores.
Já em outras unidades, o Sindsaúde/RN afirma que a falta de alimentação está
relacionada à greve da
empresa JMT, motivada por atrasos
nos pagamentos.
Até o
momento, segundo o sindicato, há registros de denúncias nos seguintes
hospitais:
- Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel
- Hospital Regional Alfredo Mesquita Filho
- Hospital Regional Deoclécio Marques de Lucena
- Hospital Regional Dr. Mariano Coelho
- Hospital Regional Monsenhor Antônio Barros
- Hospital Regional Lindolfo Gomes Vidal
Problema
recorrente na rede estadual
Segundo
o Sindsaúde/RN, a situação não é
pontual. A entidade afirma que problemas
envolvendo terceirização da alimentação e gestão contratual se repetem há anos na
rede estadual de saúde. Para o sindicato, o cenário revela a incapacidade do governo Fátima Bezerra (PT) de
garantir contratos regularizados, fiscalização eficaz e soluções duradouras
para serviços considerados essenciais.
O
sindicato classifica como inaceitável que
as consequências da crise na terceirização sejam transferidas
aos trabalhadores da saúde, destacando que alimentação é um direito básico e condição
mínima para o exercício profissional em ambientes marcados por sobrecarga, estresse e risco constante.
Cobrança
por providências imediatas
Diante
do quadro, o Sindsaúde/RN exige do Governo
do Estado e da Secretaria
de Estado da Saúde Pública (Sesap) medidas urgentes, como:
- Regularização dos pagamentos às empresas terceirizadas;
- Restabelecimento imediato do serviço de alimentação;
- Adoção de soluções definitivas para evitar novas interrupções.
A
entidade afirma que continuará monitorando
os casos e denunciando irregularidades, reforçando o
compromisso de atuar ao lado
dos trabalhadores e trabalhadoras da saúde.
Posicionamento
da Sesap
Procurada
pela reportagem da 98FM Natal, a Secretaria de Estado da Saúde Pública informou
que a alimentação dos pacientes está
totalmente assegurada. A Sesap declarou ainda que segue
trabalhando para agilizar
os pagamentos aos fornecedores, que teriam sido temporariamente
impedidos devido ao período
de fechamento do sistema financeiro estadual, situação comum no
início do ano fiscal.
Portal 98FM
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