O presidente
Lula (PT) sancionou nesta quinta-feira (1º) a Lei Orçamentária Anual (LOA) de
2026, confirmando um superávit de R$ 34,5 bilhões nas contas públicas e a
destinação de R$ 61 bilhões para emendas parlamentares. Ao mesmo tempo, o
governo vetou trechos aprovados pelo Congresso que ampliariam gastos com
partidos políticos e regularizariam pagamentos pendentes de anos anteriores.
Entre os vetos,
está o dispositivo que permitiria o aumento do Fundo Partidário acima da regra
atual. A proposta previa correção anual de até 2,5% mais a inflação, o que
poderia gerar um acréscimo estimado em R$ 160 milhões. Segundo o governo, a
medida contrariava o interesse público e reduziria recursos disponíveis para a
Justiça Eleitoral.
Técnicos do
Executivo apontaram ainda que a mudança poderia elevar as despesas do fundo
acima do limite de crescimento das despesas primárias, o que violaria as regras
fiscais em vigor.
Outro ponto
vetado foi a autorização para o pagamento de “restos a pagar” de emendas
parlamentares referentes aos anos de 2019 a 2023. Com a decisão, esses valores
não poderão ser quitados com recursos do Orçamento de 2026.
Apesar dos
vetos, Lula manteve o aumento do Fundo Eleitoral, que saltou de R$ 1 bilhão,
inicialmente proposto pelo governo, para R$ 4,9 bilhões no texto final aprovado
pelo Congresso. O montante será utilizado para financiar as campanhas
eleitorais.
Cortes
em programas e benefícios sociais:
O Orçamento
sancionado também traz reduções em programas sociais e benefícios trabalhistas
e previdenciários. O Auxílio Gás teve corte de R$ 300 milhões, enquanto o
programa Pé-de-Meia sofreu redução de R$ 436 milhões.
Os benefícios
previdenciários foram ajustados em cerca de R$ 6,2 bilhões. Já o
seguro-desemprego teve diminuição de R$ 391 milhões, e o abono salarial, de R$
207 milhões.
Também houve
redução nos recursos destinados a bolsas de estudo no ensino superior,
impactando políticas de acesso e permanência de estudantes nas universidades.
Com a sanção, o
Orçamento de 2026 entra em vigor definindo as prioridades fiscais do governo
federal, combinando meta de resultado positivo, manutenção de emendas
parlamentares em patamar elevado e ajustes em despesas sociais.
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