A partir de agora, a coisa muda de figura e fica séria.
Não tem mais mi-mi-mi, nem jeitinho. Desde esta quinta-feira, 1º de janeiro,
toda e qualquer pesquisa de opinião pública relacionada às eleições de 2026
precisa, obrigatoriamente, ser registrada na Justiça Eleitoral, mesmo que não
seja divulgada.
A medida coloca um freio nas chamadas “pesquisas de
encomenda” e nas enquetes fajutas que vinham sendo usadas descaradamente para
favorecer determinados candidatos. Durante meses, números foram jogados ao
vento, sem metodologia clara, sem origem de recursos conhecida e com resultados
feitos sob medida para alimentar narrativas políticas e criar uma falsa
sensação de favoritismo.
Agora, quem quiser pesquisar vai ter que mostrar tudo:
quem pagou, quanto pagou, como foi feita, onde foi feita e com que critérios.
Caso contrário, a multa é pesada — e não é simbólica. Divulgar pesquisa sem
registro pode custar entre 50 mil e 100 mil UFIRs. E pesquisa fraudulenta deixa
de ser esperteza para virar crime, com direito a detenção e multa.
No período eleitoral, então, o cerco aperta ainda mais:
enquetes simplesmente estão proibidas. Aquelas perguntinhas “inocentes” nas
redes sociais, usadas para manipular opinião pública, estão fora da lei.
O recado está dado. Pesquisa agora é coisa séria, com regra, responsabilidade e consequência. Quem insistir em brincar de instituto de pesquisa vai brincar com multa alta e, em alguns casos, com a Justiça.
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