Concordei plenamente quando o ex-deputado Kelps Lima fez
a leitura da eleição de deputado federal no Rio Grande do Norte em 2026 ao
afirmar que havia espaço real para apenas três ou quatro nominatas na disputa
pelas oito vagas.
Três delas já estavam formadas: a federação PT–PCdoB–PV, o PL e a
federação União Brasil–PP. Ao longo de todo o ano, Kelps trabalhou para
viabilizar a formação de uma quarta nominata, principalmente a partir do MDB.
No entanto, não conseguiu. O cenário se consolidou com apenas as três nominatas
citadas.
Serão, portanto, três nominatas com condições de disputa, com seus
pré-candidatos praticamente definidos. Ao todo, 27 nomes disputando 8 vagas.
Cada nominata com nove nomes, no mínimo três mulheres. Vamos a elas.
Em 2022, a eleição para deputado federal no Rio Grande do Norte resultou
na escolha de quatro deputados do PL, dois do PT e dois do União Brasil.
Naquele pleito, foram registradas nada menos que 20 nominatas. Algumas
delas, inclusive consideradas fortes — como MDB (173 mil votos), Solidariedade
(165 mil votos), PP (145 mil votos) e PSB (100 mil votos) — não conseguiram
eleger nenhum parlamentar.
Levando em conta apenas as três nominatas que conseguiram eleger
representantes em 2022, as demais somaram cerca de 720 mil votos naquela
eleição.
E o que isso significa?
Com a redução drástica do número de nominatas, há uma grande quantidade de
votos “boiando”, à procura de um destino. Mais do que isso, a tendência é que
os candidatos dessas três chapas apresentem um acréscimo substancial em suas votações,
justamente pela diminuição das opções disponíveis ao eleitor. A lógica aponta
para a eleição de deputados com votações bem superiores às do último pleito.
Neto Queiroz
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