A governadora Fátima Bezerra anunciou o
reajuste do piso salarial dos professores. A declaração, no entanto, veio
acompanhada de uma lacuna que preocupa a categoria: não há definição sobre
quando o aumento será implantado nem de que forma será efetivamente pago.
O anúncio deixa em aberto pontos essenciais,
como o calendário de aplicação, o percentual que será incorporado à folha, a
possibilidade de pagamento retroativo. Para os professores, que aguardam uma
posição concreta desde o início do ano, a ausência de detalhes aumenta a
insegurança e reforça a sensação de incerteza.
Outro aspecto que chama atenção é o fato de a
governadora afirmar que determinou às secretarias de Educação, Fazenda e
Administração a abertura de diálogo com a direção do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do RN.
Na prática, isso sinaliza mais uma etapa de discussão/enrolação, quando o
reajuste do piso é um direito assegurado por lei federal e já possui percentual
definido.
Não se trata de negociar se haverá ou não
aumento. Trata-se de cumprir a legislação: elaborar o projeto de lei com o
reajuste de 5,4%, encaminhar à Assembleia Legislativa, garantir a aprovação e
implantar o pagamento. É isso que a categoria espera — objetividade, clareza e
execução.
Sem
prazos e sem explicações sobre o formato de pagamento, o anúncio acaba soando
mais como gesto político do que como medida administrativa concreta. Enquanto
isso, os professores seguem aguardando uma resposta simples e direta: quando o
reajuste entra na conta e como será aplicado na prática.
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