Essa hipótese passou a ser vista como uma possibilidade
em potencial após a Operação Mederi, que colocou o prefeito de Mossoró no
“topo” (palavra da Polícia Federal) do esquema criminoso que desviou recursos
da saúde pública de Mossoró.
O que foi noticiado até aqui, com base na decisão judicial
que autorizou a operação de 27 de janeiro, sugere que o caso é gravíssimo e que
muito dificilmente os envolvidos sairão ilesos, embora os mais desvairados
apostem na impunidade.
As investigações estão avançando a partir do material
apreendido durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão.
Sete implicados estão usando tornozeleira eletrônica.
Um deles, sócio da empresa investigada DisMed Distribuidora,
chegou a afirmar, em áudio interceptado pela PF, que guardou em casa R$ 2
milhões.
Allyson é consciente da gravidade do problema. Sabe que
perder o foro privilegiado, ao renunciar ao cargo de prefeito para ser
candidato, o deixa ainda mais fragilizado no ambiente jurídico.
Ele foi aconselhado a se recolher, principalmente após a sua
ofensiva contra a operação da Polícia Federal, afirmando que estava sendo
“vítima” do “sistema” por ser ano eleitoral e aparecer liderando as pesquisas
para o governo.
A repercussão da fala de Allyson foi bem negativa dentro da
Polícia Federal e da Justiça Federal, que são instituições sérias e não se
permitem a jogo político de “sistema”.
Pois bem.
A decisão de ser candidato, ou não, ainda está exclusivamente
nas mãos de Allyson, mas essa condição pode não ser a mesma daqui a pouco.
Os sinais estão aí.
Alguns entenderam.
As oligarquias Maia e Alves, que lhe dão sustentação
política, aproveitaram o Carnaval para mergulhar. Eles não são adeptos daquela
história que diz: ninguém solta a mão de ninguém.
Muito pelo contrário…
Defato.com
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