O ministro do
STJ Og Fernandes determinou o envio à Polícia Federal do inquérito sobre
desvios na compra de respiradores pelo Consórcio Nordeste, envolvendo o
ex-governador da Bahia e atual ministro da Casa Civil, Rui Costa. A PF terá 90
dias para retomar as diligências e informar o andamento das investigações.
A decisão acolhe
manifestação da Procuradoria-Geral da República, que apontou indícios de crimes
e pediu a reabertura da apuração. O processo estava no STF por causa do foro de
Rui Costa, mas o relator, ministro Flávio Dino, devolveu o caso ao STJ por
entender que os fatos se referem ao período em que ele era governador.
Antes do
despacho, Og Fernandes solicitou parecer da PGR sobre as diligências. O
vice-procurador-geral Hindemburgo Chateaubriand defendeu a remessa do inquérito
à PF, o que foi atendido pelo ministro.
Procurado, Rui
Costa afirmou, por meio da assessoria, que deseja que “os criminosos respondam
por seus crimes” e reiterou que não há fatos que o vinculem a irregularidades.
O caso
A investigação
apura prejuízo de R$ 48 milhões na compra de respiradores em 2020, no início da
pandemia. À época, Rui Costa presidia o Consórcio Nordeste e assinou contrato
com pagamento antecipado integral a uma empresa sem capacidade técnica. Os
equipamentos nunca foram entregues.
Segundo a PGR, o
inquérito analisa a possível participação de agentes públicos, citando que o
contrato foi firmado sem garantias ao poder público.
Blog do Fausto Macedo, Estadão
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