Nas eleições de 2024, os cinco partidos que apoiam o
pré-candidato a governador Allyson Bezerra, do União Brasil, elegeram juntos
114 prefeitos de 167 municípios potiguares.
Destaque para o MDB, do vice-governador Walter Alves, que
emplacou chefes de 45 executivos municipais.
É um batalhão importante e que pode ser decisivo numa
campanha estadual. Teoricamente.
Na prática, há ingredientes políticos que devem ser levados
em consideração.
Por exemplo: os 45 prefeitos do MDB, em sua maioria, têm
parceria com o governo Fátima Bezerra (PT) e muitos deles não seguirão a
orientação do partido após Walter romper com a governadora para apoiar Allyson.
O exemplo disso foi visto no lançamento da pré-candidatura de
Allyson no fim de semana. Menos de 20% dos mais de 100 prefeitos filiados aos
cinco partidos que estão com Allyson atenderam a convocação.
Há uma versão de bastidores, que faz sentido, que os gestores municipais puxaram o freio de mão após a Operação Mederi ter alcançado o prefeito de Mossoró, acusado pela Polícia Federal de liderar o esquema criminoso de desvio de recursos da saúde pública.
Não significa que esses prefeitos não possam mais à frente
apoiar a postulação de Allyson, mas, para isso, eles querem ter certeza que a
Polícia Federal não voltará bater à porta do prefeito.
Todos eles, sem exceção, consideram a situação de Allyson bem
delicada diante do que já foi revelado no âmbito da Operação Mederi.
Cezar Santos
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