O prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, anunciou que
lançará oficialmente sua pré-candidatura ao Governo do Rio Grande do Norte no
próximo dia 7 de fevereiro,
em Natal. O evento, batizado de “RN do Futuro”, contará com a
chancela de partidos como União Brasil, PSD, PP, MDB e Solidariedade,
sinalizando a tentativa de construir uma frente ampla em torno do seu projeto
eleitoral.
Nos bastidores, Allyson
demonstra confiança de que, até a data do lançamento, não haverá novos desdobramentos da Operação
Mederi, deflagrada pela Polícia Federal, que investiga
suspeitas de irregularidades e possível esquema de propina na área da saúde em
Mossoró.
Figura central na
articulação política do prefeito, o ex-senador José Agripino Maia, apontado
como tutor político de Allyson, teria assegurado que o caso não avançará a
ponto de inviabilizar a pré-candidatura. Como argumento, Agripino costuma
lembrar que ele próprio conseguiu se livrar de condenações em processos por
corrupção ao longo da carreira.
Apesar do discurso de
tranquilidade, o estrago
político já é visível. A operação da PF e da CGU atingiu
diretamente o principal ativo de Allyson: a imagem de gestor moderno, técnico e
distante das práticas tradicionais da política. Mesmo sem condenação, o simples
fato de seu nome estar associado a uma investigação federal fragiliza o
discurso da “nova política” e impõe um peso extra à pré-campanha.
Além disso, a investigação fornece munição aos adversários
e gera desconforto entre aliados, que passam a agir com mais cautela. Em uma
disputa majoritária, a dúvida costuma ser tão nociva quanto a acusação. E,
nesse momento, a candidatura de Allyson entra no tabuleiro sob a marca da incerteza,
algo que nenhum projeto eleitoral consegue ignorar sem pagar um preço.
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