De acordo com apuração do jornal O Estado de São Paulo
(Estadão – foto acima), a Polícia Federal afirma ter identificado movimentações
bancárias em conta de uma estudante menor de idade como peça-chave para ocultar
recursos de um suposto esquema investigado no Rio Grande do Norte.
Segundo a investigação, a conta — em nome da filha de
empresários ligados às empresas Dismed e Drogaria Mais Saúde — teria sido
utilizada para armazenar e redistribuir valores de origem ilícita. Apenas em um
ano, o esquema teria movimentado cerca de R$ 13,5 milhões em contratos
públicos, dos quais parte, conforme os investigadores, teria sido lavada por
meio dessa conta considerada “laranja”.
A Polícia Federal aponta ainda que a conta da menor,
incompatível com sua capacidade econômica, recebeu R$ 427 mil em um período de
um ano após contratos firmados com o município de Serra do Mel, o que, segundo
a apuração, pode caracterizar indícios de lavagem de dinheiro e sonegação
fiscal.
As investigações citam movimentações e contratos que alcançam
municípios como Mossoró, Serra do Mel, Paraú, São Miguel, José da Penha e
Tibau, onde, de acordo com a PF, empresas teriam simulado concorrência em
licitações e operado distribuição de propinas. Os citados nas apurações negam
irregularidades, e o caso segue sob investigação das autoridades competentes.
Robinson Pires
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