Não existe coisa melhor na política potiguar do que
assistir ao PT se enrolar na própria corda. Quando o prejuízo é deles, a cena
fica ainda mais saborosa. No Rio Grande do Norte, o partido vive um momento em
que qualquer escolha pode ser errada.
Fátima Bezerra agora cogita repensar a própria renúncia
ao governo. E não é por apego ao cargo, é puro instinto de sobrevivência
política. Se renunciar até 2 de abril, o Estado entra no roteiro das eleições
indiretas, com a Assembleia Legislativa escolhendo o novo governador. Como
Walter Alves já avisou que não assume, o governo pode cair no colo da oposição.
Ou melhor, da direita. De graça. Sem esforço. Um presente embrulhado. O PT não
tem votos suficientes na ALRN para escolher um governador tampão.
Fátima recalcula a rota. Se entrega o cargo, pode perder
tudo o que conquistou no voto popular em um piscar de olhos. Se fica, enterra o
sonho de disputar o Senado. Perder agora ou perder depois. O problema é que o
PT nacional trata o Senado como prioridade absoluta, já que é lá que se decide
o destino de ministros do STF, e não é segredo para ninguém que o Supremo tem
sido peça-chave na sustentação do governo Lula.
Para piorar o cenário, o candidato petista ao governo do
RN simplesmente não decola. Cadu Xavier patina nas pesquisas, não alcança dois
dígitos e não empolga nem a militância. Um desastre em câmera lenta.
O PT está encurralado. Sem saída, sem plano seguro e sem
fôlego eleitoral. Só resta reconhecer, Toda desgraça política do PT merece
comemoração. Com festa, fogos e, claro, cerveja bem gelada.
Ismael Souza
0 comentários:
Postar um comentário