Ao reunir, no
último sábado, um expressivo grupo de lideranças políticas em sua casa de
praia, em Tabatinga, Hermano Morais buscou enviar um recado direto aos
bastidores: tem trânsito livre, acesso e boa relação com a elite da política
potiguar. O encontro foi interpretado como uma demonstração de articulação e
capital político, ganhando ainda mais repercussão após a sinalização do
vice-governador Walter Alves para que Hermano possa integrar, como vice, a
chapa encabeçada por Allyson Bezerra.
O cenário foi de
fotografia robusta. Estiveram presentes figuras de peso como o ex-senador José
Agripino Maia, o próprio Allyson Bezerra, a primeira-dama de Mossoró, Cinthia
Pinheiro, o vice-governador Walter Alves, o deputado federal Benes Leocádio, os
ex-governadores Robinson Faria e João Maia, o deputado estadual Kléber
Rodrigues, o prefeito de Macaíba, Emídio Júnior, a senadora Zenaide Maia e o
prefeito de Nísia Floresta, Gustavo Santos.
O problema é que, passada a euforia dos registros e dos
cumprimentos, surgem as perguntas que realmente decide eleições majoritárias:
Hermano tem voto? Mais do que isso, consegue transferi-lo? Essa conta foi feita
com o povão, que é quem de fato decide nas urnas? Houve preocupação em saber se
o eleitor comum compra essa articulação de cúpula ou se acredita, de fato, na
inocência de Allyson Bezerra? Porque, no fim das contas, uma foto cercada de
políticos diz pouco sobre desempenho eleitoral. Prestígio entre lideranças não
é, necessariamente, sinônimo de densidade de votos — e a história recente da
política potiguar está aí para provar, sem esforço, essa desconexão entre
palanque e urna.
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