A pré-candidatura de Cadu Xavier ao Governo do Rio Grande
do Norte escancara um problema que já não cabe mais nos bastidores: a
dificuldade quase constrangedora de encontrar um nome com densidade política e
potencial eleitoral para compor a chapa como vice.
A caravana tem rodado o
estado, mas volta sempre com as mãos vazias. Já foram sondados nomes como o da
prefeita de Pau dos Ferros, Mariana Almeida; da ex-deputada Larissa Rosado; e,
agora, surge como “bola da vez” Márcia Maia, ex-deputada estadual e filha da
ex-governadora Wilma de Faria.
Nos bastidores, a possível
indicação é tratada como uma justa homenagem ao legado de Wilma de Faria e um
reconhecimento à trajetória administrativa de Márcia, que, de fato, ocupou
cargos relevantes nos governos Wilma e Fátima Bezerra, além de ter exercido
mandato na Assembleia Legislativa. O problema é que homenagem não ganha eleição
— e currículo, por si só, não supre a falta de lastro eleitoral.
No campo governista, o
cenário é ainda mais preocupante. Com a possibilidade de desincompatibilização
da governadora Fátima Bezerra para disputar o Senado, ninguém quer assumir o
risco de herdar um governo desgastado. Ninguém quer ser vice de Cadu. E, para
completar o quadro, também não há entusiasmo algum em compor com Fátima na
disputa pela segunda vaga ao Senado.
O que se vê é um governo
sem sucessor natural, uma base desmotivada e lideranças que fazem contas frias
antes de aceitar qualquer convite. Quando ninguém quer estar na chapa, o
problema não está nas pessoas sondadas — está no projeto político.
A pergunta que fica é
simples e incômoda: o que está acontecendo no governismo do RN para que falte
nome, falte vontade e, principalmente, falte confiança?
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