Enquanto o PT comemorava seus 46 anos em Salvador, uma
cena vinda do Rio Grande do Norte chamou atenção — e provocou incômodo no
Planalto. A imagem do ex-senador Garibaldi Alves Filho no palanque do prefeito
Allyson Bezerra, pré-candidato ao Governo do Estado, não passou despercebida
pelo presidente Lula.
Ao ver Garibaldi ao lado de
figuras historicamente distantes do PT, como José Agripino e Robinson Faria,
Lula teria questionado a ausência de uma conversa prévia entre MDB e PT. O
episódio reacendeu o mal-estar em torno da decisão do vice-governador Walter
Alves, que optou por não assumir o governo em caso de renúncia de Fátima
Bezerra e, mais do que isso, decidiu trilhar um caminho político fora do campo
petista.
O desconforto ganha peso
quando se recorda que foi o próprio Lula quem articulou, em 2022, a aliança
entre PT e MDB, garantindo a vaga de vice na chapa de Fátima Bezerra. Ver um
dos principais símbolos desse acordo em um palanque adversário soou, no mínimo,
constrangedor.
É amigo, a política é assim. Como sempre, segue imprevisível — e capaz de surpreender até seus próprios arquitetos.
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