Não existe, até o momento, nenhuma nova pesquisa
registrada no site do TSE para divulgação no Rio Grande do Norte. Chega até a
causar certa surpresa a inexistência de novos levantamentos. Isso não
significa, contudo, que eles não estejam sendo realizados.
Os três palanques montados no RN têm, neste momento, algumas interrogações
sobre eventos recentes e sua repercussão junto ao eleitorado. Allyson Bezerra
precisa medir a extensão da operação da Polícia Federal perante os eleitores. O
PL precisa avaliar qual foi o impacto da substituição de Rogério por Álvaro. Já
o PT precisa analisar os cenários com Fátima e sem Fátima.
Foram vários acontecimentos que se sucederam rapidamente e com enorme
impacto no processo eleitoral como um todo. Por isso mesmo, duvido que as
pesquisas internas não estejam em campo.
O fato de esses levantamentos estarem sendo mantidos para consumo interno
pode significar que os resultados não estejam agradando. Ou será que, se
Allyson tivesse números mostrando que a operação da PF não causou impacto, não
os teria divulgado?
E, se Álvaro tivesse uma pesquisa indicando que a mudança na chapa foi
positiva, não teria feito festa? Ou, ainda, se o PT tivesse bons números após o
rompimento com Walter Alves, também não teria colocado a boca no trombone?
Ainda mais porque estávamos vivendo uma verdadeira febre de pesquisas no
final do ano passado e, de repente, elas sumiram. Minha compreensão é que todos
sentiram algum impacto e que o melhor, neste momento, é usar os números para
planejar e montar estratégias, mas sem dar publicidade. Afinal, pesquisa é
informação — e informação é arma de campanha.
De qualquer forma, vamos aguardar. Em algum momento, elas voltarão. E
mantenho minha recomendação: pesquisa é fotografia de um momento e depende
bastante de como se olha e do ângulo em que foi tirada.
Neto Queiroz
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