Olho D'água do Borges/RN -

Governo Fátima e SINTE silenciam sobre o reajuste de 5,4% do piso do magistério

 

Enquanto os estudantes se preparam para o início do ano letivo, uma pauta essencial segue mergulhada no silêncio: o reajuste de 5,4% no piso salarial do magistério. Fevereiro caminha para o fim e, até agora, não há qualquer anúncio oficial por parte do governo da Fátima Bezerra sobre o cumprimento da atualização do piso nacional dos professores.

Mais preocupante ainda é o silêncio do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do RN (SINTE-RN), entidade que deveria estar à frente da defesa intransigente da categoria. A ausência de posicionamento firme e público levanta questionamentos inevitáveis.

O piso do magistério não é favor, é lei. É um direito assegurado nacionalmente e que deve ser respeitado por estados e municípios. Quando o governo se cala, transmite insegurança. Quando o sindicato silencia, gera desconfiança.

Professores iniciam mais um ano letivo sem saber se terão seus direitos garantidos. Falam-se em planejamento, em valorização da educação, em prioridade orçamentária — mas, na prática, o que se vê é indefinição. A valorização do magistério não pode existir apenas nos discursos de campanha ou nas datas comemorativas.

A educação é o pilar de qualquer sociedade que pretenda se desenvolver. Desvalorizar seus profissionais — ou simplesmente ignorar suas reivindicações, é comprometer o futuro.

Diante desse cenário, a pergunta que ecoa é: qual é o verdadeiro papel do SINTE? Defender a categoria e cobrar o cumprimento da lei, ou manter uma postura de complacência ao longo de todo o governo do PT?

A categoria segue atenta. E a cobrança tende a aumentar. Porque professor não pede privilégio — exige respeito. 

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