A governadora Fátima Bezerra (PT) voltou a se
pronunciar sobre o piso do magistério por meio de um vídeo nas redes sociais.
Na gravação, ela afirma que o governo vai pagar o reajuste salarial dos
professores. O problema é que, mais uma vez, não informou quando o
aumento será implantado nem como será feito o pagamento —
se de forma integral, parcelada ou com retroativo.
A declaração ocorre às
vésperas de março, justamente no período em que a chefe do Executivo estadual
se prepara para deixar o cargo, o que amplia a cobrança por transparência.
Professores e a sociedade esperam mais do que promessas genéricas: querem
calendário, números e segurança jurídica.
A desconfiança também não
surge do nada. Em novembro de 2025, a governadora anunciou que o 13º salário
seria pago integralmente em dezembro. Depois disso, o silêncio predominou — e o
pagamento acabou sendo realizado apenas no meio do mês seguinte, com atraso. O
episódio deixou marcas e reforçou a sensação de que anúncios públicos nem
sempre se concretizam nos prazos prometidos.
No ano passado, a categoria
chegou a entrar em greve diante do impasse salarial. Agora, o cenário político
é outro, mas a dúvida permanece: haverá mobilização para cobrar o que é de
direito ou prevalecerá o alinhamento político do SINTE?
Mais do que vídeos e discursos, o que os profissionais da educação aguardam é objetividade. Piso salarial não é favor — é lei. E lei se cumpre com clareza, prazo e responsabilidade.
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