O PT realiza na próxima segunda-feira (2) uma reunião
estratégica para definir seus palanques estaduais nas eleições. O encontro será
conduzido pelo presidente nacional do partido, Edinho Silva, e pelo deputado
José Guimarães, que coordena o grupo de trabalho eleitoral (GTE).
A meta central é garantir a
reeleição de Lula. A partir da análise do cenário nos 26 estados e no Distrito
Federal, a cúpula partidária pretende sair com um mapa eleitoral que servirá de
base para decisões finais do presidente, incluindo a escolha entre candidaturas
próprias ou alianças com outros partidos.
Hoje, o PT trabalha com a
projeção de 20 candidaturas ao Senado e de 10 a 15 candidatos a governador da
própria legenda.
Os estados já governados pelo
partido — Bahia, Ceará, Piauí e Rio Grande do Norte — são tratados como
prioridade. Nos três primeiros, os governadores Jerônimo Rodrigues, Elmano de
Freitas e Rafael Fonteles buscarão a reeleição.
Situação no RN é considerada a mais sensível
No Rio Grande do Norte, a
situação é mais sensível: a governadora Fátima Bezerra e o vice Walter Alves
(MDB) devem deixar os cargos para disputar outras funções, abrindo espaço para
uma possível escolha indireta na Assembleia Legislativa e risco de avanço da
oposição.
Diante do temor de perda de
espaço no Nordeste, o PT avalia planos de contingência, incluindo a eventual
candidatura de ministros do governo Lula a governos estaduais.
No Sudeste — São Paulo, Minas
Gerais e Rio de Janeiro — a prioridade é montar palanques fortes. Em São Paulo,
a tendência é que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, volte a disputar o
governo contra Tarcísio de Freitas, buscando preservar o desempenho eleitoral
de Lula no maior colégio eleitoral do país.