Olho D'água do Borges/RN -

Álvaro Dias amplia base com apoios de José Augusto, prefeito de Portalegre e Dr. Luciano Lopes, ex-prefeito de Jucurutu

O ex-prefeito de Natal e pré-candidato ao Governo do Estado, Álvaro Dias, segue ampliando sua base política em diferentes regiões do Rio Grande do Norte.

Agora, dois apoios de peso passam a integrar oficialmente o seu projeto: o prefeito de Portalegre, José Augusto (na foto acima), e o ex-prefeito de Jucurutu, Dr. Luciano Lopes (na foto abaixo).

José Augusto, que deverá assumir a presidência da Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte com a saída de Babá Pereira — cotado para compor como vice na chapa de Álvaro —, é considerado uma liderança influente entre os prefeitos do Oeste potiguar. Seu alinhamento fortalece o diálogo municipalista da pré-campanha.

Já Dr. Luciano Lopes, ex-prefeito e pré-candidato em Jucurutu, é apontado como uma das principais lideranças políticas do município e da região do Seridó. Sua adesão consolida a presença do projeto de Álvaro também no interior.

Com as novas alianças, Álvaro Dias vai costurando apoios estratégicos, somando lideranças municipais e ampliando sua capilaridade política no estado, em um movimento que reforça sua posição na corrida pelo Governo. 

Com mortalidade por AVC acima da média, Justiça determina que Governo do RN estruture serviço no Walfredo Gurgel em 90 dias

 

A Justiça do Rio Grande do Norte determinou que o Governo do Estado estruture, em até 90 dias, a linha completa de atendimento ao Acidente Vascular Cerebral (AVC) no Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, em Natal.

A decisão atende a ação do Ministério Público do Rio Grande do Norte e obriga o Estado a formar equipe multiprofissional exclusiva e regularizar a habilitação do serviço junto ao Ministério da Saúde, conforme normas do Sistema Único de Saúde.

Dados do processo apontam que o AVC responde por cerca de 16% das mortes no Rio Grande do Norte entre 2018 e março de 2024 — índice acima da média mundial (11%) e nacional (12,5%). O Estado ocupa a sétima posição no país em mortalidade pela doença.

Embora o hospital já possua leitos e estrutura física, a falta de equipe permanente — como enfermeiros, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e médicos — compromete a regularidade do atendimento.

A sentença também determina que a Secretaria de Estado da Saúde Pública do RN adote medidas administrativas para garantir a habilitação do serviço e o acesso a recursos federais. O Judiciário rejeitou o argumento de limitação orçamentária, destacando que o direito à saúde deve prevalecer.

 

Quando a política vira torcida: O preço da polarização para a democracia

A política brasileira vive um momento em que o debate deixou de ser disputa de ideias para se transformar, muitas vezes, em guerra de torcidas. E o episódio recente envolvendo a aprovação da quebra de sigilos bancário, fiscal e telemático de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, escancarou isso de forma preocupante.

A decisão, que deveria ser tratada dentro da normalidade institucional, afinal, investigar faz parte do Estado Democrático de Direito, rapidamente virou combustível para um espetáculo lamentável. O que se viu na comissão da Câmara foi um cenário de gritos, acusações, empurrões, quase vias de fato. Parlamentares que deveriam dar exemplo protagonizando cenas que mais parecem arquibancada de estádio do que ambiente legislativo.

E é aqui que mora o problema central: quando representantes eleitos transformam divergência em confronto físico e moral, a mensagem que chega à sociedade é clara “vale tudo”. Se eles fazem, por que eu não posso fazer? A polarização deixa de ser apenas ideológica e passa a ser comportamental. A agressividade institucionaliza-se.

Enquanto isso, as redes sociais foram inundadas por uma avalanche de conteúdos. Vídeos antigos do ex-presidente Jair Bolsonaro dizendo que demitiria qualquer ministro que investigasse seus filhos. Declarações de Sergio Moro afirmando ter sido impedido de avançar em investigações. E, por outro lado, falas do próprio Lula defendendo que, se o filho estiver errado, deve pagar como qualquer outro cidadão.

O problema não é recuperar falas para contextualizar. O problema é quando isso vira munição emocional, recortada, descontextualizada, usada para inflamar. Em minutos, a timeline se transforma num tribunal popular, onde ninguém quer investigar, todos querem condenar ou absolver previamente, dependendo do lado que defendem.

A polarização extrema corrói três pilares essenciais: a presunção de inocência, a confiança nas instituições e a capacidade de diálogo. Quando tudo vira “meu lado contra o seu”, perde-se o compromisso com a verdade e abraça-se a conveniência.

Investigar não é perseguir. Defender investigação não é atacar governo. Cobrar isonomia não é ser oposicionista. E exigir respeito institucional não é proteger culpados. Mas, num ambiente radicalizado, essas distinções desaparecem.

A democracia não morre apenas com golpes. Ela se enfraquece quando o debate público vira espetáculo de ódio e quando representantes eleitos trocam argumentos por agressões.

Se queremos um país institucionalmente forte, precisamos começar por algo básico: divergência não é guerra. Investigação não é torcida. E política não pode ser palco de violência, nem física, nem moral.

Por Joyce Moura – jornalista/O Mossoroensse

PARANÁ PESQUISAS: Desaprovação ao goveno Lula sobe para 52%

 

A desaprovação ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva alcançou 52% em fevereiro de 2026, segundo levantamento do Instituto Paraná Pesquisas divulgado nesta sexta-feira (27). A aprovação ficou em 45%, enquanto 3% não souberam ou não opinaram.

A pesquisa ouviu 2.080 eleitores entre os dias 22 e 25 de fevereiro, em todos os Estados e no Distrito Federal. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, com 95% de confiança. O estudo está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-07974/2026.

Desaprovação subiu

Na comparação com janeiro, a desaprovação subiu de 50,6% para 52%, enquanto a aprovação caiu de 46,4% para 45%.

Avaliação qualitativa

Na avaliação qualitativa, 43,5% classificam o governo como ruim ou péssimo, 32,6% como ótimo ou bom e 22,5% consideram a gestão regular.

Por região

A desaprovação é maior no Sul (62,8%) e no Sudeste (55,1%). Já no Nordeste, a aprovação supera a rejeição: 59,2% aprovam o governo, contra 37,9% que desaprovam.

Por religião

A pesquisa também aponta diferença conforme a prática religiosa: entre os que participaram de celebrações religiosas nos últimos 10 dias, 56,3% desaprovam o governo; entre os que não participaram, a aprovação é maior, com 49,2%. 

CPMI Do INSS aprova pedido de prisão de Abraão Lincoln

 

A CPMI do INSS aprovou o requerimento sobre a decretação da prisão preventiva, por conveniência da instrução criminal, garantia da ordem pública e para assegurar a aplicação da lei penal, do sindicalista Abraão Lincoln Ferreira da Cruz, investigado por desvios de recursos de aposentados e pensionistas da previdência social.

O próprio relator da CPMI do INSS, deputado federal Alfredo Gaspar (União-AL), havia apresentado esse pedido, já em 1º de dezembro de 2025, pelo fato do denunciado ter – como presidente da Confederação Brasileira dos Trabalhadores da Pesca e Aquicultura (CBPA), atuado para os descontos indevidos R$ 221.161.973,60 em benefícios aposentadorias e pensões do INSS.

Segundo o documento, o volume expressivo de reclamações, denúncias e processos judiciais chegou a 19.938 processos, sendo 97% no polo passivo) somente no período de no período de fevereiro de 2023 a março de 2025. No âmbito da consulta formalizada por meio das plataformas do INSS, 99,5% (215.440) dos beneficiários afirmaram não reconhecer a realização dos descontos. A CBPA não contestou quase nenhuma dessas indicações (99,5% expiradas), formalizando um reconhecimento tácito das irregularidades cometidas.

Diligências da CPMI do INSS identificaram, sobretudo em depoimentos de testemunhas e investigados, análise de documentos sigilosos, como quebras de sigilo fiscal, bancário e de relatórios de inteligência financeira recebidos, a tentativa de inclusão de descontos em 40.054 benefícios que já estavam encerrados por conta do óbito do beneficiário.

Flávio e Lula têm empate técnico em 1º e 2º turnos, diz Paraná Pesquisas

 

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparecem tecnicamente empatados em cenários de primeiro e segundo turno na disputa pelo Palácio do Planalto, de acordo com levantamento do instituto Paraná Pesquisas divulgado nesta sexta-feira (27).

No primeiro cenário avaliado pela pesquisa, Lula tem 39,6% das intenções de voto, contra 35,3% de Flávio. A seguir, aparece o governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), com 7,6%, e o de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), que marca 3,8%.

O empresário Renan Santos (Missão) assinala 1,5%, enquanto o ex-ministro Aldo Rebelo (DC) pontua 0,5%. Votos em branco, nulos e nenhum somam 6,7%. Outros 5% não souberam ou não opinaram.

No segundo cenário, Lula desponta com 40,5%, ante 36,6% de Flávio. Na sequência, surge Zema, com 4,3%. O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União), totaliza 3,7%; Renan Santos, 1,5%; e Aldo Rebelo, 0,4%. Votos em branco, nulos e nenhum são 7,8%. Outros 5,2% não souberam ou não opinaram.

Segundo turno

O levantamento desta sexta-feira também analisou três possíveis cenários de segundo turno. No embate entre Lula e Flávio, o senador e primogênito do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) surge pela primeira vez numericamente à frente do petista. Ainda assim, há empate técnico entre ambos com Flávio aparecendo 44,4% e Lula com 43,8%.

Metodologia

Foram entrevistados 2.080 eleitores entre os dias 22 e 25 de fevereiro, por meio de entrevistas pessoais e domiciliares. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.

A pesquisa foi realizada com recursos próprios do instituto e registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-07974/2026.

CNN 

Paraná Pesquisas: para 52,2%, Lula não merece reeleição; para 43,9%, diz que ele merece ser reeleito

 

Mais da metade da população brasileira avalia que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não merece ser reeleito, segundo levantamento do instituto Paraná Pesquisas divulgado nesta sexta-feira (27). 

De acordo com a pesquisa, 52,2% dos entrevistados afirmaram que Lula não merece um novo mandato, enquanto 43,9% disseram que ele merece a reeleição. Outros 3,9% não souberam opinar. 

Na comparação com o levantamento de janeiro deste ano, o índice de rejeição a um novo mandato do petista oscilou: no mês passado, 51% afirmaram que Lula não merecia a reeleição, enquanto 45,3% defendiam um novo mandato. Outros 3,8% não souberam responder. 

Metodologia

Foram entrevistados 2.080 eleitores entre os dias 22 e 25 de fevereiro, por meio de entrevistas pessoais e domiciliares. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%. 

A pesquisa foi realizada com recursos próprios do instituto e registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-07974/2026. 

CNN Brasil

A crise fiscal do RN que exige resposta

 

Por mais que a equipe econômica do governo tente contemporizar ou fazer uma leitura criativa dos números, cada novo indicador que vem à tona só confirma uma constatação: as finanças públicas do Rio Grande do Norte estão na UTI. E o prognóstico não é bom, pois os remédios necessários para combater a doença não são administrados ou vêm em doses pouco eficazes. Sem intervenção, o paciente caminha para sucumbir.

Um relatório divulgado pela Secretaria do Tesouro Nacional nesta semana, cujos dados foram publicados pelo AGORA RN, mostra o estágio do quadro. Segundo o levantamento, a dívida do RN foi a que mais cresceu entre os estados em 2025. O solavanco foi de 35%, chegando a R$ 9,7 bilhões. O nível de despesa do RN também o maior do Brasil. O gasto aqui é 18 pontos percentuais maior que o do estado da Paraíba, que tem um PIB menor do que o nosso.

E não para por aí: o RN tem a segunda pior poupança corrente, o menor nível de investimento entre os estados (míseros 4%), o maior gasto previdenciário proporcional, o segundo estado com o maior volume de obrigações financeiras pendentes, a pior disponibilidade de caixa… Enfim, é longa a lista de tópicos que mostram quão ruim é a performance potiguar no quesito saúde fiscal. O Estado teve que recorrer ao Supremo para que a União fosse fiadora de empréstimos.

Outro dia este jornal publicou que o governo desconta regularmente as parcelas dos empréstimos consignados contratados por servidores na folha, mas não transfere os valores à instituição financeira. Como consequência, servidores vêm sendo negativados, cobrados em duplicidade e tratados como inadimplentes — apesar de terem pagado com o desconto no salário.

Os sinais de evolução são parcos e, quando aparecem ocasionalmente, são logo trucidados por uma montanha de números que mostram o óbvio e inegável: é crítica a situação.

Dito isso, a pergunta que se impõe é: até quando essa situação vai persistir? Quando o RN vai virar o jogo?

A realidade das finanças obriga o Estado a iniciar urgentemente uma reformulação buscando o equilíbrio na balança entre receitas e despesas. Apesar disso, poucos são os movimentos concretos percebidos no sentido de alterar essa lógica.

Confrontado com os números, o governo sainte não cansa de usar a retórica de que herdou uma situação muito ruim. Como se essa seja a sina do RN para sempre, como se a realidade fosse imutável.

É verdade que o atual governo recebeu uma péssima herança. Isso, porém, não pode ser uma carta de seguro usada pela gestão para legitimar a perpetuação de uma realidade fiscal que impede o Estado de crescer e investir. Se o governo não é responsável por criar o tal cenário, com certeza pode ser acusado de ter feito pouco para reverter tal cenário.

O governo sempre cita o importante crescimento da receita nos últimos anos para fazer frente ao aumento da despesa. Parte dessa alta na arrecadação se deve à elevação do ICMS de 18% para 20%. Tal estratégia, porém, tem um limite. Sem uma revisão estrutural dos gastos, logo esse aumento de receita será absorvido pelos gastos que crescem em ritmo galopante.

E a principal origem disso são os gastos com folha de pessoal. O RN é o que tem a maior despesa com essa finalidade entre os estados do País. Com isso, falta dinheiro para outras áreas essenciais. O próprio secretário da Fazenda, Cadu Xavier, admitiu na Assembleia Legislativa que o Estado deixa de pagar parcelas de empréstimos consignados aos bancos para priorizar a quitação da folha. A naturalização dada ao fato é tão chocante quanto a informação propriamente dita.

Já há reajustes salariais programados para os próximos meses, fruto de compromissos assumidos com categorias do funcionalismo. Planos de carreira podem resultar em novos aumentos acima da inflação nos próximos anos. Há pouco, foram convocados mais de 1.600 professores concursados de uma vez só. São obrigações legítimas, mas que pressionam a folha. Parece haver pouca disposição de rever aquilo que é, hoje, a maior pressão sobre o orçamento: os salários do funcionalismo.

Rever planos de carreira e gatilhos de reajustes salariais são um caminho para evitar que, no futuro, sejam necessárias ações mais drásticas e até permitidas pela legislação, como congelamento de salários e demissões – algo que poderia agravar a situação do Estado, vide a forte dependência que a economia tem do funcionalismo público.

A proximidade de um novo ciclo eleitoral pode ser a oportunidade de que o Estado precisa para encarar esse debate com franqueza. A disputa que se avizinha não pode se limitar a slogans, alianças e marketing. Precisa enfrentar o nó fiscal com propostas claras, responsáveis e exequíveis. É hora de os candidatos apresentarem, desde já, suas ideias para reequilibrar receitas e despesas, rever a estrutura de gastos e recuperar a capacidade de investimento do Rio Grande do Norte. O RN não precisa de diagnósticos repetidos nem de justificativas permanentes. Precisa de um plano consistente para sair da UTI.

 AgoraRN

RISCO DE COLAPSO: Estado do RN quer contratar empresa sem experiência para gerir o SAMU

Mais uma polêmica envolvendo a Secretaria Estadual de Saúde dessa vez envolvendo o SAMU e o risco de colapsar o serviço. A SESAP contratará para gerir o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência uma empresa que o único contrato de referência que tem é na pequena cidade de Princesa Isabel, na Paraíba, município com 21 mil habitantes, onde realiza apenas 4 plantões mensais, sempre aos sábados.

O SAMU do Estado do Rio Grande do Norte é altamente especializado e complexo.

Envolve mais de 15 mil plantões distribuídos em 29 bases, abrangendo 91 municípios e atendendo mais de 1.700.000.

Além do componente de colapsar o SAMU do Estado, especialistas em Licitação já sinalizam que o processo poderá terminar com questionamentos judiciais devido a ausência de requisitos de seleção mais robustos. E ainda há outro agravante: a empresa supostamente vencedora não tem corpo clínico suficiente para o serviço

Quando as bombas na saúde explodem no RN, depois as pessoas não sabem porque.

Blog do BG

 

MP opina pela quebra de sigilo fiscal de agências da gestão Allyson

 

O Ministério Público Eleitoral do Rio Grande do Norte (MPE-RN) opina pela quebra de sigilo fiscal das agências de publicidade que trabalham para a gestão do prefeito Allyson Bezerra (União Brasil).

A manifestação ministerial foi protocolada nesta quinta-feira, 25, no âmbito de uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) que apura a denúncia de abuso de poder político e econômico por parte de Allyson na eleição de 2024.

A posição do MPE ocorre após o Tribunal Regional Eleitoral (TRE/RN) anular uma sentença de improcedência anterior, determinando a reabertura da instrução processual por considerá-la insuficiente.

O MPE também pede perícia técnica em conteúdo publicitário. A investigação foi dividida em três núcleos:

  1. contábil financeiro;
  2. de conteúdo (Abuso de Poder Político);
  3. engajamento digital (Impacto e Gravidade).

As investigações podem apontar, conforme a denúncia inicial, para uso do dinheiro público, de influenciadores e blogueiros, para potencializar a candidatura de Allyson; existência de “caixa 2”, com gastos eleitorais não declarados; e falsidade, emissão de notas fiscais com objetos genéricos para esconder serviços de propaganda política.

A Aije foi movida pelos ex-candidatos Lawrence Amorim e Genivan Vale, que foram candidatos a prefeito nas eleições de 2024.

A ação tramita na 33ª Zona Eleitoral de Mossoró.

Jornal de Fato

 

PRESSÃO NA PGR: 47 deputados pedem prisão preventiva de Lulinha por suposto caso no INSS

 

Quarenta e sete deputados federais protocolaram nesta quinta-feira (26) uma representação na PGR pedindo a prisão preventiva de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula.

O pedido cita suposta participação no escândalo do INSS e foi apresentado pela deputada Rosangela Moro, com apoio de parlamentares de PL, Republicanos, PSD, PP e União Brasil.

No documento, os deputados solicitam abertura de investigação formal, decretação de prisão preventiva, inclusão do nome em difusão vermelha da Interpol e início de processo de extradição junto ao governo da Espanha.

Também pedem cancelamento do passaporte e uso de tornozeleira eletrônica caso ele retorne ao Brasil, além de quebra de sigilos bancário, fiscal e telemático e bloqueio de bens.

A representação sustenta que Lulinha teria atuado como sócio oculto do empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, apontado como operador financeiro de um esquema de fraudes no INSS.

 

Decisão de Mendonça quebrou sigilo de Lulinha e pegou Planalto de surpresa

 

A decisão do ministro do STF André Mendonça que autorizou a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático de Fábio Luís Lula da Silva, o “Lulinha”, caiu como bomba no Palácio do Planalto. Auxiliares e aliados do presidente Lula afirmam que foram pegos de surpresa com o despacho, que está sob sigilo.

Relator do inquérito sobre a chamada “Farra do INSS” no STF, Mendonça atendeu a um pedido da Polícia Federal. Segundo fontes da Corte, a autorização foi concedida em janeiro de 2026, antes mesmo de a CPMI do INSS aprovar medida semelhante.

Após a divulgação da decisão pela imprensa, interlocutores de Lula procuraram integrantes da PF e, inicialmente, ouviram que a corporação não tinha conhecimento da autorização. Depois, ao buscar informações no próprio STF, foram informados de que o ministro realmente havia determinado a quebra dos sigilos.

Nos bastidores do governo, a avaliação é de que a medida indica que Lulinha é oficialmente investigado no inquérito — já que, segundo assessores presidenciais, o STF não autorizaria a quebra de sigilo sem investigação formal.

Aliados afirmam que a decisão deve alterar a estratégia jurídica do filho do presidente e também a estratégia política do governo, embora ministros avaliem que o impacto no Supremo tende a ser menor do que o de uma eventual ofensiva na CPMI, onde o desgaste político seria maior.

Confusão marca sessão da CPMI do INSS após aprovação de quebras de sigilo de Lulinha

 

A sessão da CPMI do INSS nesta quinta-feira (26) foi marcada por tumulto e troca de acusações após a aprovação das quebras de sigilo bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Vídeos que circulam nas redes sociais mostram momentos de confusão no plenário, com parlamentares discutindo de forma acalorada logo após a votação dos requerimentos.

A comissão investiga suspeitas de desvios em benefícios pagos a aposentados e pensionistas. A decisão foi comemorada por parlamentares da oposição e criticada por integrantes da base do governo, o que elevou ainda mais a tensão durante a sessão. 

CPMI aprova quebra de sigilo de Lulinha por suspeita de fraude no INSS

 

A CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) aprovou nesta quinta-feira (26) as quebras de sigilo bancário e fiscal do filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o Lulinha.

A comissão apura os desvios no repasse de benefícios pagos a aposentados e pensionistas do INSS. Conhecido como Lulinha, Fábio Luís Lula da Silva teve o nome citado como um dos possíveis beneficiários do esquema de desvios em uma das fases da Operação Sem Desconto.

Embora tenha menções ao seu nome, o filho do presidente ainda não foi alvo da operação. da PF (Polícia Federal), que investiga o esquema.

Investigadores da corporação colheram menções diretas e indiretas a Lulinha que o apontam como um possível “sócio oculto” de Antonio Camilo Antunes, o “careca do INSS”.

Antunes é acusado de ser o intermediador do esquema, recebendo os recursos que eram debitados indevidamente dos aposentados e pensionistas, e, depois, repassando parte deles a servidores do instituto.

CNN 

Previsão de chuvas forte e risco de temporais no Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste, para esta quinta-feira, 26/02

A previsão do tempo para esta quinta-feira (26/02) indica um dia marcado por instabilidades em grande parte do Brasil. O avanço de sistemas meteorológicos, além da atuação da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS), mantém o alerta para chuva moderada a forte, risco de temporais, rajadas de vento e acumulados elevados em várias áreas do país.

Região Nordeste – (MA, PI, CE, RN, PB, PE, AL, SE, BA): chuva intensa e alerta para acumulados

As instabilidades atuam desde cedo no sudoeste, interior, norte, nordeste, sul e litoral da Bahia, além de grande parte do Maranhão e Piauí, sul do Ceará e oeste de Pernambuco, com intensidade moderada a forte.

Ao longo do dia, as pancadas se espalham e chove de maneira moderada a forte em MA, PI, CE, RN, PB, PE, BA, SE e AL, com risco de temporais no Maranhão, Piauí, grande parte da Bahia, sul do Ceará e metade oeste de Pernambuco.

Na metade sul do MA e PI e no norte da Bahia, há perigo para acumulados elevados de chuva. As temperaturas sobem e a sensação é de abafamento. As rajadas variam entre 40 e 50 km/h no leste e litoral de PE e AL e no oeste e sudoeste da BA, podendo chegar a 70 km/h no sul baiano.

Climatempo.

 

Prefeito petista de Serra Negra do Norte vai apoiar a Álvaro Dias ao Governo

 

O prefeito de Serra Negra do Norte, Acácio Brito, eleito pelo PT, decidiu acompanhar com seu grupo político no apoio ao ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias, que é pré-candidato ao Governo do Estado.

A decisão chama atenção pelo fato de Acácio ser filiado ao Partido dos Trabalhadores, legenda que deverá ter candidatura própria ao Executivo estadual. Mesmo assim, o prefeito optou por caminhar com Álvaro na disputa pelo Governo, evidenciando uma aliança construída a partir de laços políticos estreitos entre os dois.

Para o Senado, Acácio votará na governadora Fátima Bezerra e na senadora Zenaide Maia. Já para deputado federal, o apoio será para Benes Leocádio. Na disputa por vaga na Assembleia Legislativa, o prefeito marchará com Adjuto Dias.

 Robinson Pires

PF rastreia R$ 530 mil pagos a servidoras da gestão Allyson por empresa no centro do esquema de propinas; elas negam envolvimento com o caso

Documentos da Operação Mederi, que investiga um esquema de corrupção na saúde de Mossoró, mostram que a Polícia Federal incluiu duas servidoras da prefeitura em sua análise financeira após detectar transferências que somam R$ 530 mil. Os valores partiram diretamente da empresa DISMED e de uma conta pessoal usada para lavagem de dinheiro, segundo a PF.

No relatório, os investigadores explicam a metodologia: cruzar os dados de pessoas que receberam dinheiro dos investigados com as bases de dados de servidores públicos, “visando detectar vínculos entre os investigados e possíveis representantes da Administração Pública direta, especialmente na esfera municipal”. Foi nesse cruzamento que os nomes de Inez e Clívia surgiram.

O Blog do Dina procurou as duas servidoras para que pudessem apresentar suas versões dos fatos. Um confirmou uma transação imobiliária, a outra negou ter recebido dinheiro.

As citadas nesta reportagem não aparecem como investigadas especificamente no conjunto de dados que obtivemos da Operação Mederi, que não refletem a totalidade da investigação, que segue em andamento.

O Terreno de R$ 100 mil e os R$ 430 mil

O primeiro caso envolve a servidora Clívia Corina Lima Lobo Maia. A PF a identificou como a segunda maior destinatária de recursos da conta de Rayca Fernandes (filha menor de idade de Oseas Monthalggan), que, segundo os investigadores, era usada para lavagem de dinheiro. Clívia recebeu R$ 430.000,00 em quatro transferências entre 11 e 17 de março de 2022.

Em contato telefônico com o Blog, Clívia afirmou que o valor se refere à venda de um imóvel para Oseas. No entanto, um documento do COAF (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) anexado ao inquérito mostra uma outra realidade:

  • O que foi vendido: um terreno urbano de 360 m², não uma casa.
  • Valor declarado: a operação foi registrada em cartório com o valor de R$ 100.000,00.
  • Data do registro em cartório: 18 de março de 2022.
  • Compradores: Oseas Monthalggan e sua esposa, Roberta Ferreira Praxedes Costa.

Confrontada com a divergência de R$ 330 mil entre o valor recebido e o valor declarado, e com o fato de o dinheiro ter vindo da conta da filha de Oseas, Clívia inicialmente se prontificou a apresentar os documentos que comprovariam a legalidade da transação de R$ 430 mil.

Horas depois, em novo contato, a servidora mudou de postura. Disse que possuía toda a documentação, mas que só a apresentaria se fosse intimada pela Polícia Federal, recusando-se a mostrá-la à reportagem para esclarecer os fatos. O Blog do Dina insistiu em dispor da documentação para descartá-la da reportagem e não expor seu nome, mas entendeu que o interesse público da divergência de recursos não comprovados sobrepõe a preservação de sua identidade.

Embora a PF a qualifique como servidora do Gabinete do Prefeito, uma checagem no Portal da Transparência de Mossoró no ano passado mostrou que Clívia estava lotada na Secretaria de Educação, em uma Unidade de Educação Infantil, no cargo de Auxiliar de Apoio Operacional, com salário líquido de R$ 1.725,00 por mês. A informação confirma a versão que ela deu na chamada, de que trabalha “em escola”.

Elo com Investigado

O Blog também indagou Clívia a respeito de elo com Almir Mariano após localizar um estudo científico em que ambos aparecem como co-autores em 2014, documentando algum tipo de relação de uma década. Clívia confirmou o vínculo afirmando que Almir foi seu professor. Ela afirmou ao blog que não tem relação de proximidade com nenhum dos principais alvos da Operação Mederi.

Para a PF, Almir não é coadjuvante. Ele assumiu a Secretaria de Saúde em fevereiro de 2025 e, segundo os autos, garantiu a “continuidade das condições administrativas necessárias” para o funcionamento do esquema.

Na prática, isso significou homologar licitações milionárias vencidas pela DISMED (como o Pregão 17/2024, de mais de R$ 11 milhões), assinar ordens de pagamento como ordenador de despesas do Fundo Municipal de Saúde, e manter nos cargos a mesma gestora de contratos e o mesmo fiscal da gestão anterior — pessoas que a PF aponta como responsáveis por atestar o recebimento falso de medicamentos.

Almir foi alvo direto da Operação Mederi: a Justiça autorizou a quebra de sigilo telemático dos seus dados e a PF cumpriu mandado de busca em seu apartamento em Natal, onde foram apreendidos celular e notebook e R$ 57,7 mil em espécie.

O Caso Inez: R$ 100 mil e a “Pessoa Errada”

A análise financeira da PF aponta que Inez Martins de Medeiros Viana recebeu uma transferência de R$ 100.000,00 da empresa DISMED em 23 de junho de 2023. A PF a lista como uma das “destinatárias de transferências que não aparentam ser parceiros/fornecedores” da empresa. O relatório também aponta que Inez possui vínculos empregatícios com o Gabinete do Prefeito de Mossoró e com a Secretaria de Estado da Administração do Rio Grande do Norte.

Procurada por nossa reportagem via WhatsApp, Inez Martins inicialmente perguntou sobre o teor da matéria. Ao ser informado sobre a transferência de R$ 100 mil da DISMED, respondeu:

“Eu ??? Acho q você pegou a pessoa errada”

Após a resposta, o jornalista insistiu, confirmando o nome e perguntando se a conta dela poderia ter sido usada sem seu conhecimento. Após esse último contato as mensagens enviados pelo Blog não foram mais recebidas.

Inez também é servidora da educação tanto no Estado, onde tem remuneração líquida em torno de R$ 5 mil quanto aposentada da rede pública de Mossoró, com remuneração de R$ 8,7 mil.

Perguntas Sem Respostas

Os fatos documentados pela PF e a apuração do Blog do Dina deixam um rastro de perguntas sem respostas. No caso de Inez, o silêncio após uma resposta evasiva sobre R$ 100 mil recebidos de uma empresa investigada. No caso de Clívia, a recusa em apresentar provas que poderiam justificar por que um terreno vendido por R$ 100 mil no papel lhe rendeu R$ 430 mil na prática, pagos por uma conta usada para lavagem de dinheiro. Sobre essa transação, considerando que o dinheiro envolva apenas a transação imobiliária…

Ambos os casos demonstram como o dinheiro que circulava nas contas do esquema de corrupção da DISMED irrigou também as contas pessoais de servidoras da Prefeitura de Mossoró. 

FONTE: Blog do Dina

Deputado pede à PGR prisão preventiva de Lulinha

 

O deputado federal Ubiratan Sanderson (PL-RS) enviou à Procuradoria-Geral da República (PGR), nesta quarta-feira, 25, um ofício em que pede que seja apresentada solicitação de prisão preventiva do empresário Fábio Luís Lula da Silva – o Lulinha -, filho do presidente Lula (PT), se estiverem preenchidos os requisitos legais.  

No ofício, Sanderson ressalta que tornaram-se públicos relatos de que ex-dirigentes do INSS, atualmente presos e investigados por envolvimento no esquema de descontos irregulares em aposentadorias e pensões, estariam em processo avançado de colaboração premiada. Eles teriam apontando a existência de articulação político-empresarial destinada à viabilização e manutenção de descontos indevidos. 

“Segundo as informações divulgadas, tais delações teriam indicado a participação do representado [Lulinha], inclusive com possível recebimento de vantagens indevidas ou atuação indireta por meio de operadores e pessoas interpostas“, prossegue Sanderson. 

“Adicionalmente, verificou-se que o representado realizou viagem ao exterior quando vieram à tona as denúncias iniciais relacionadas ao esquema, fato que, embora não constitua prova de ilícito por si só, reforça o risco de elisão à aplicação da lei penal e necessidade de avaliação cautelar da medida de restrição de liberdade ou de medidas alternativas de monitoramento”. 

O deputado afirma que os fatos narrados, se confirmados, “revelam gravidade concreta acentuada, pois envolvem possível desvio bilionário de recursos extraídos de aposentados e pensionistas, grupo social especialmente vulnerável”. “Trata-se de infrações que, em tese, podem enquadrar-se nos crimes de corrupção passiva, organização criminosa, lavagem de dinheiro e outros correlatos”. 

Sanderson salienta que a prisão preventiva poderá ser decretada para garantia da ordem pública, da ordem econômica, por conveniência da instrução criminal ou para garantir a aplicação da lei penal, desde que presentes prova da existência do crime e indícios suficientes de autoria. 

“No caso em análise, caso os elementos colhidos nas colaborações premiadas estejam corroborados por provas independentes, pode estar caracterizado risco concreto à instrução criminal, especialmente diante da possível influência política e econômica do representado, o que poderia resultar em constrangimento de testemunhas, alinhamento de versões entre investigados ou ocultação de provas documentais e financeiras”. 

Ainda em suas palavras, “a magnitude financeira do esquema, somada à eventual sofisticação das operações patrimoniais, pode indicar risco de dissipação de ativos, comprometendo a aplicação da lei penal e eventual ressarcimento ao erário”. 

“A garantia da ordem pública também pode restar configurada, caso demonstrado que a estrutura investigada permanece ativa ou que há risco de reiteração delitiva, sobretudo se o representado mantiver posição de influência capaz de perpetuar práticas ilícitas”. 

Sanderson pede à PGR também a instauração ou aprofundamento de procedimento investigatório no âmbito do Ministério Público Federal para apuração dos fatos; a análise criteriosa dos elementos probatórios oriundos das colaborações premiadas. Por enquanto, não há decisão do procurador-geral da República, Paulo Gonet.

A informação é do O Antagonista. 

Decisão de Mendonça, restringindo acesso, tirou Lula do controle do inquérito

 

Circula a fantasia ingênua de que o ministro do STF André Mendonça restringiu a delegados, agentes e peritos da Polícia Federal o acesso à investigação do caso Banco Master, vetando compartilhamentos com os superiores, para supostamente abrir caminho à “blindagem” de colegas. Servidores experientes do STF acham que o ministro agiu certo: “Se não fizesse isso, o chefe da investigação não seria o relator e sim Lula (PT), por meio do diretor da PF”, diz um deles, há mais de 20 anos na Corte.

Improvável

Ingênuos devem achar possível um magistrado reunir policiais, sem risco de ser denunciado, e ordenar: “Vamos blindar estas pessoas aqui”.

Vingança, não

Além de preservar sua autoridade, Mendonça impede que o caso sirva para vingança pessoal, como sugere o rancor de Lula por Dias Toffoli.

Acesso dá nisso

O relatório sobre o ex-relator foi entregue por ordem de Lula a Edson Fachin, presidente do STF. E o portador não foi o delegado do caso.

Verdadeiro titular

A PF pediu suspeição de Toffoli sem submeter a alegação (e o relatório) ao crivo da PGR. Mas passou pelo crivo de Lula.

Claudio Humberto 

EM NOME DA IMPUNIDADE: PT reage e pede que TSE enterre ação do PL contra desfile em homenagem a Lula

A federação formada por PT, PCdoB e PV pediu ao Tribunal Superior Eleitoral que rejeite a ação apresentada pelo Partido Liberal contra o desfile da Acadêmicos de Niterói em homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A legenda de oposição quer apurar possível propaganda eleitoral antecipada e eventual abuso de poder político e econômico.

No pedido, os advogados da federação alegam que não há risco de desaparecimento de provas e classificam a iniciativa do PL como “busca especulativa”, prática conhecida como fishing expedition. Segundo o argumento, as informações citadas seriam públicas e já disponíveis em portais de transparência, não havendo necessidade de produção antecipada de provas.

O PL sustenta que o desfile na Marquês de Sapucaí teria extrapolado o campo cultural e se transformado em ato político-eleitoral. A sigla pretende reunir elementos para, futuramente, embasar uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE), que poderia resultar até em inelegibilidade, em caso de condenação.

O caso está sob relatoria do corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Antonio Carlos Ferreira. O TSE já havia negado pedido anterior para barrar o desfile, mas deixou aberta a possibilidade de analisar eventuais irregularidades posteriormente.

Nos bastidores, aliados da oposição avaliam que o embate pode render dividendos políticos para 2026, com nomes como Flávio Bolsonaro e Tarcísio de Freitas explorando o episódio. Já o PT afirma que o desfile foi manifestação artística legítima e nega qualquer participação no financiamento ou organização do evento.

 

Ex-dirigentes do INSS fecham delação e entregam Lulinha e políticos

 

Dois ex-servidores do alto escalão do INSS estão em processo avançado de delação premiada.

A coluna apurou que o ex-procurador do INSS Virgílio Oliveira Filho e o ex-diretor de Benefícios da autarquia, André Fidelis, entregaram o filho mais velho do presidente Lula, Fábio Luís Lula da Silva, e detalharam o envolvimento de políticos no esquema.

Entre os políticos citados pelos delatores está Flávia Péres (ex-Flávia Arruda). Ela foi ministra da Secretaria de Relações Institucionais (SRI) do governo Jair Bolsonaro. É a primeira vez que o nome dela aparece associado ao esquema. Flávia é mulher do economista Augusto Lima, ex-CEO do Banco Master e ex-sócio do empresário mineiro Daniel Vorcaro.

Os dois delatores estão presos desde 13 de novembro.

Virgílio Filho é acusado pela PF de receber R$ 11,9 milhões de empresas ligadas às entidades que faziam os descontos ilegais nas aposentadorias. Desse total, R$ 7,5 milhões teriam vindo de empresas de Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS.

Os repasses teriam sido enviados a empresas e contas bancárias da esposa do ex-procurador, a médica Thaisa Hoffmann Jonasson.

Já André Fidelis teria recebido R$ 3,4 milhões em propina entre 2023 e 2024, segundo os investigadores.

Andrezza Matias – Metrópoles 

Governadora anuncia reajuste do piso do magistério, mas não fala “quando” e o “como” vai ser.

 

A governadora Fátima Bezerra anunciou o reajuste do piso salarial dos professores. A declaração, no entanto, veio acompanhada de uma lacuna que preocupa a categoria: não há definição sobre quando o aumento será implantado nem de que forma será efetivamente pago.

O anúncio deixa em aberto pontos essenciais, como o calendário de aplicação, o percentual que será incorporado à folha, a possibilidade de pagamento retroativo. Para os professores, que aguardam uma posição concreta desde o início do ano, a ausência de detalhes aumenta a insegurança e reforça a sensação de incerteza.

Outro aspecto que chama atenção é o fato de a governadora afirmar que determinou às secretarias de Educação, Fazenda e Administração a abertura de diálogo com a direção do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do RN. Na prática, isso sinaliza mais uma etapa de discussão/enrolação, quando o reajuste do piso é um direito assegurado por lei federal e já possui percentual definido.

Não se trata de negociar se haverá ou não aumento. Trata-se de cumprir a legislação: elaborar o projeto de lei com o reajuste de 5,4%, encaminhar à Assembleia Legislativa, garantir a aprovação e implantar o pagamento. É isso que a categoria espera — objetividade, clareza e execução.

Sem prazos e sem explicações sobre o formato de pagamento, o anúncio acaba soando mais como gesto político do que como medida administrativa concreta. Enquanto isso, os professores seguem aguardando uma resposta simples e direta: quando o reajuste entra na conta e como será aplicado na prática.

 

De vaca não reconhecer bezerro

 

Um observador astuto andou me dizendo que a situação no PT potiguar está de “vaca não reconhecer bezerro”.

De um lado, a governadora Fátima Bezerra reafirma que vai renunciar para disputar uma vaga no Senado — seu desejo ardente.

De outro, um grupo mais pragmático — com os pés no chão — ainda não enxerga condições políticas para que Fátima deixe o governo sem entregar a cadeira a um adversário.

O bloco que defende a pré-candidatura ao Senado — capitaneado por Raimundo Alves — aposta que o “deus Lula” salvará todos, com um arrastão de votos pelo Nordeste afora.

Já os realistas — que evitam mostrar o rosto à luz do dia — falam em “suicídio político” caso o PT deixe o governo nas mãos da oposição. Essa turma fez as contas e concluiu que Fátima não teria votos suficientes na Assembleia Legislativa para eleger Cadu Xavier ou Francisco do PT como governador-tampão.

A renúncia pode derrubar um verdadeiro castelo de cartas — inviabilizando a própria Fátima ao Senado e prejudicando as nominatas para a Assembleia Legislativa e para a Câmara dos Deputados. São milhares de votos em jogo sob a influência do PT.

Soube ainda que o PT nacional — com Edinho Silva, Gleisi Hoffmann e até o próprio Lula — tem questionado por que o diretório estadual, sob o comando de Fátima, perdeu aliados do centro, notadamente lideranças do PSD e do MDB.

Em público, o comando petista reafirma a importância da pré-candidatura da governadora dentro da estratégia de ampliar a bancada no Senado.

Nos bastidores, porém, a preocupação é com a montagem do palanque do próprio Lula — que não pode desperdiçar votos em nenhum estado.

Essa conversa vem ganhando corpo desde a comemoração dos 46 anos do PT, em Salvador, no início de fevereiro.

Só o desejo de Fátima não basta.

De Diógenes Dantas/AgoraRN

 

Coronel Araújo e Guilherme Saldanha surgem como alternativas a Cadu Xavier na sucessão de Fátima

 

A articulação da governadora Fátima Bezerra (PT) para construir um sucessor no Rio Grande do Norte ganhou um novo capítulo com a possibilidade de troca do nome inicialmente colocado pelo PT para a disputa. Além de Carlos Eduardo Xavier (Cadu), secretário estadual da Fazenda e pré-candidato do partido, passaram a circular nos bastidores como alternativas os nomes de Guilherme Saldanha, secretário de Estado da Agricultura, e do coronel Araújo Silva, secretário da Segurança Pública.

A hipótese surge no contexto de uma estratégia para atrair apoio de grupos que hoje estariam alinhados à pré-candidatura de Allyson Bezerra, compostos em parte por ex-aliados do atual governo. Segundo relatos de bastidores, a avaliação é de que um nome alternativo poderia facilitar a recomposição dessa base e ampliar o leque de alianças, reduzindo resistências ao projeto governista. 

Em contato com a 96 FM, Cadu admitiu que a substituição “está na mesa”, mas apontou que o PT faria questão de que um eventual substituto fosse do próprio partido, e não apenas um quadro técnico do governo. Dentro desse cenário, a entrada de Saldanha e Araújo Silva no debate é vista como teste de aceitação política, já que ambos ocupam secretarias com capilaridade e alta exposição pública.

Como pano de fundo, o PT também trabalha para destravar emendas e convênios já firmados e ainda não quitados, medida que, segundo apuração do Jornal das 6, pode ser usada como instrumento de convencimento para aproximar ex-aliados. Até o momento, não há anúncio oficial sobre mudança de candidato, e as definições seguem dependendo do desenho de alianças e do aval interno do partido.

 96FM

ALERTA: Bastidores da TV tropical mandou chamar o menino Alysson com urgência sobre resultado pesquisas internas!

 

Informações de bastidores dão conta de que pesquisas internas recentes acenderam um sinal de alerta na pré-campanha do prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra. Os números indicaram uma forte queda nas intenções de voto, gerando preocupação entre aliados.

O levantamento, apresentado em reunião no escritório da TV Tropical, em Natal, teria sido recebido com surpresa e apreensão pelo grupo de integrantes das tradicionais oligarquias Maia e Alves, que respaldam o projeto político do gestor.

Gazeta Potiguar.

 

 

Quanto ganha um juiz? Confira os salários de magistrados no RN

Em janeiro de 2026, quase todos os juízes da Justiça Estadual do Rio Grande do Norte tiveram rendimentos brutos maiores que R$ 100 mil - valor acima do teto constitucional de R$ 46.366,19.

Apenas cinco dos 240 magistrados não chegaram a registrar R$ 100 mil no rendimento bruto, mas também passaram o teto. Na média, os rendimentos líquidos foram superiores a R$ 97 mil.

O teto do funcionalismo é o limite máximo de remuneração que servidores e agentes públicos podem receber no Brasil. Previsto na Constituição, ele estabelece que nenhum salário pago pelo poder público pode ultrapassar o valor recebido pelos ministros do Supremo, que é de R$ 46.366,19.

O caso mais emblemático é o do próprio presidente do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte, desembargador Ibanez Monteiro, que teve rendimento de R$ 384.954,59, com cerca de R$ 30 mil de descontos, gerando um valor líquido de R$ 354.558,65 - a remuneração mais alta entre os judiciários estaduais em janeiro.

Os juízes potiguares recebem salário básico de R$ 39.753,21, mas têm acrescidos, no contracheque, "direitos pessoais", indenizações de pelo menos R$ 3,4 mil além de "direitos individuais", que em alguns casos ultrapassam os R$ 100 mil.

No caso dos desembargadores, o salário é de R$ 41.845,49, acrescidos dos demais benefícios. Os valores constam no painel de dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e foram acessados pelo g1.

Sobre o salário do presidente, o TJ informou que os acréscimos verificados no mês de janeiro de 2026 são referentes a verbas eventuais, "portanto, não são fixas, e correspondem aos sessenta dias férias não gozadas relativos ao ano de 2025, além de férias atrasadas e plantões cumpridos durante o período do recesso judicial, de acordo com disciplinamento local e nacional do CNJ".

Apesar de classificadas como verbas eventuais, os desembargadores do estado receberam verbas acima do teto ao longo de todos os meses de 2025. Grande parte dos juízes também tiveram valores acima dos R$ 100 mil no contracheque ao longo de 2025.

Veja materia completa aqui. 

Prefeitos do RN participam de mobilização em Brasília contra “pautas-bomba” que pressionam as contas dos municípios

 

Mais de 70 prefeitos e prefeitas do Rio Grande do Norte estão em Brasília participando da Mobilização Municipalista promovida pela Confederação Nacional de Municípios (CNM). A agenda reúne gestores de todo o país para discutir projetos que tramitam no Congresso e que, na avaliação do movimento municipalista, podem provocar queda de arrecadação e aumento de despesas obrigatórias nas prefeituras.

A comitiva potiguar participa ao lado do presidente da FEMURN, Babá Pereira, e acompanha uma pauta considerada crítica para 2026, com potencial de ampliar significativamente o desequilíbrio fiscal municipal.

Entre os pontos apresentados como risco estão:

Perdas de receita com a reforma do Imposto de Renda, com proposta de isenção até R$ 5 mil, e impacto estimado de R$ 5 bilhões por ano, sem indicação clara de compensação aos municípios.

Aumento de despesas obrigatórias, como a desoneração da folha (com transição e alíquota projetada em 16% em 2026), com impacto estimado de R$ 3,5 bilhões por ano.

Reajuste do piso do magistério, com estimativa de 5,40% e impacto estimado de R$ 8 bilhões em 2026, dentro de um cenário em que o piso acumulou alta de 68,7% entre 2021 e 2025, acima da inflação do período (19,9%).

Subfinanciamento de programas federais executados pelos municípios, com cerca de 200 políticas na ponta e defasagens apontadas em serviços como CAPS (+43,6%), PAEFI (+113%), Consultório na Rua (+93%) e Informatiza APS (+41%), o que aumenta a conta local sem reajuste proporcional dos repasses.

Novos pisos salariais em tramitação, que, se aprovados, podem gerar impacto estimado superior a R$ 50 bilhões por ano em apenas sete propostas — com destaque para técnicos da educação, médicos e dentistas, limpeza urbana e SUAS.

Segundo o levantamento apresentado, o impacto global potencial dessas medidas pode chegar a R$ 150 bilhões por ano (o equivalente a cerca de 15% de aumento nas despesas municipais), com possibilidade de ultrapassar R$ 270 bilhões em um horizonte ampliado. O alerta do municipalismo é de que, com despesas obrigatórias em alta e receita sem acompanhar, o resultado pode ser queda de investimentos e risco de colapso na prestação de serviços essenciais.

Durante a mobilização, também estão previstas articulações e reuniões com lideranças nacionais, incluindo Gleisi Hoffmann, Hugo Motta e Davi Alcolumbre, além de representantes das federações municipalistas que participam do encontro.

98FM

 

 
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