Olho D'água do Borges/RN -

Álvaro Dias e Babá Pereira já cumprem agenda juntos no interior

 

Com clima e sinais de possível formação de chapa, o ex-prefeito de Natal e pré-candidato ao Governo do Estado, Álvaro Dias (Republicanos), cumpriu agenda política na noite deste sábado (31) na Região Agreste potiguar.

Álvaro esteve acompanhado do presidente da FEMURN, Babá Pereira (PL), nome que vem sendo citado nos bastidores como possível companheiro de chapa na disputa estadual.

A dupla participou da tradicional Festa de Nossa Senhora da Piedade, padroeira do município de Espírito Santo, evento que reúne moradores, lideranças locais e visitantes em celebração religiosa e social.

Os dois foram recepcionados pelo prefeito Fagner Freire, além de vereadores da cidade.

A vice-prefeita de Natal, Joanna Guerra (Republicanos), também acompanhou a agenda.

A agenda conjunta fortalece as especulações sobre a composição de chapa para o Governo do Estado. 

Alysson lançará pré-candidatura ao Governo do RN dia 07 de fevereiro, em meio a desgaste político

 

O prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, anunciou que lançará oficialmente sua pré-candidatura ao Governo do Rio Grande do Norte no próximo dia 7 de fevereiro, em Natal. O evento, batizado de “RN do Futuro”, contará com a chancela de partidos como União Brasil, PSD, PP, MDB e Solidariedade, sinalizando a tentativa de construir uma frente ampla em torno do seu projeto eleitoral.

Nos bastidores, Allyson demonstra confiança de que, até a data do lançamento, não haverá novos desdobramentos da Operação Mederi, deflagrada pela Polícia Federal, que investiga suspeitas de irregularidades e possível esquema de propina na área da saúde em Mossoró.

Figura central na articulação política do prefeito, o ex-senador José Agripino Maia, apontado como tutor político de Allyson, teria assegurado que o caso não avançará a ponto de inviabilizar a pré-candidatura. Como argumento, Agripino costuma lembrar que ele próprio conseguiu se livrar de condenações em processos por corrupção ao longo da carreira.

Apesar do discurso de tranquilidade, o estrago político já é visível. A operação da PF e da CGU atingiu diretamente o principal ativo de Allyson: a imagem de gestor moderno, técnico e distante das práticas tradicionais da política. Mesmo sem condenação, o simples fato de seu nome estar associado a uma investigação federal fragiliza o discurso da “nova política” e impõe um peso extra à pré-campanha.

Além disso, a investigação fornece munição aos adversários e gera desconforto entre aliados, que passam a agir com mais cautela. Em uma disputa majoritária, a dúvida costuma ser tão nociva quanto a acusação. E, nesse momento, a candidatura de Allyson entra no tabuleiro sob a marca da incerteza, algo que nenhum projeto eleitoral consegue ignorar sem pagar um preço.

 

Da batida da PF ao encontro na praia: como Alyson Bezerra tenta trocar investigação por espetáculo político

 

O encontro praiano do pré-candidato a governador e investigado pela PF, Alyson Bezerra, na casa do deputado Hermano Morais, possível pré-candidato a vice na sua chapa, ocorre poucos dias depois da deflagração da Operação Mederi, na terça-feira, quando a Polícia Federal esteve na residência do prefeito e em endereços ligados à investigação sobre desvios de recursos da saúde.

Desde então, os desdobramentos são graves: dinheiro apreendido, contratos sob suspeita, indícios de material não entregue e um esquema que, segundo os órgãos de controle, pode ter causado prejuízo direto a quem mais depende do SUS. É nesse contexto que surge o “grande encontro” à beira-mar, vendido como demonstração de força política.

O movimento parece ter um objetivo claro: criar uma cortina de fumaça. Em vez de o debate público girar em torno dos desvios, das responsabilidades e das explicações que a população merece, tenta-se mudar o foco para fotos, alianças e articulações. Vale a velha máxima: se a memória do povo é curta, melhor ocupar o noticiário com um evento político do que com uma investigação federal.
Em vez de se falar na Operação Mederi, fala-se no “grande encontro” , que não é de Zé Ramalho, Elba, Alceu e Geraldo, mas de Alyson abraçado às mesmas oligarquias que ele dizia combater. As mesmas estruturas políticas que sempre atacou no discurso agora aparecem sorrindo ao seu lado.

O que mudou? O projeto ou o discurso?
Aliás, a contradição parece ser uma marca do prefeito de Mossoró: ora afirma que tudo passa por ele na gestão, ora diz que deu total autonomia aos secretários. Afinal, quem manda?

A resposta, ao que tudo indica, depende da conveniência do momento, especialmente quando a Polícia Federal bate à porta.

 O Mossoroensse

Prefeitos do Ceará se unem contra altos cachês de bandas: ‘não tem sentido quebrar a cidade para fazer festa’

Prefeitos do Ceará têm relatado dificuldades para arcar com os custos de eventos públicos por conta dos altos cachês para contratação de artistas, que sobem a cada ano. Os gestores já articulam medidas conjuntas para tentar conter os impactos desses gastos.

O aumento dos valores é considerado abusivo pelos prefeitos. Eles afirmam que o patamar é incompatível com a realidade fiscal dos municípios e se dizem “reféns” de produtoras que negociam as apresentações das atrações musicais.

A elevação coincide ainda com um cenário de queda na arrecadação, principalmente por conta de mudanças no Imposto de Renda e do reflexo financeiro negativo provocado pelo reajuste do salário mínimo deste ano.  

Ao PontoPoder, nesta quinta-feira (29), o presidente da Associação dos Municípios do Estado do Ceará (Aprece), Joacy Júnior, informou que uma reunião “entre todos os presidentes das associações estaduais” já está sendo marcada para debater o assunto de forma ampla.  

“Isso deve acontecer, no máximo, na próxima semana, para a gente tomar uma ação conjunta, cirúrgica, que possa ter um efeito concreto e que esses valores possam realmente baixar”, pontuou, afirmando ainda que o aumento expressivo nos valores de um ano para o outro pelos empresários “não tem justificativa”. 

PT vai fazer mapa para Lula bater martelo sobre palanques estaduais e situação no RN preocupa

 

O PT realiza na próxima segunda-feira (2) uma reunião estratégica para definir seus palanques estaduais nas eleições. O encontro será conduzido pelo presidente nacional do partido, Edinho Silva, e pelo deputado José Guimarães, que coordena o grupo de trabalho eleitoral (GTE).

A meta central é garantir a reeleição de Lula. A partir da análise do cenário nos 26 estados e no Distrito Federal, a cúpula partidária pretende sair com um mapa eleitoral que servirá de base para decisões finais do presidente, incluindo a escolha entre candidaturas próprias ou alianças com outros partidos.

Hoje, o PT trabalha com a projeção de 20 candidaturas ao Senado e de 10 a 15 candidatos a governador da própria legenda.

Os estados já governados pelo partido — Bahia, Ceará, Piauí e Rio Grande do Norte — são tratados como prioridade. Nos três primeiros, os governadores Jerônimo Rodrigues, Elmano de Freitas e Rafael Fonteles buscarão a reeleição.

Situação no RN é considerada a mais sensível

No Rio Grande do Norte, a situação é mais sensível: a governadora Fátima Bezerra e o vice Walter Alves (MDB) devem deixar os cargos para disputar outras funções, abrindo espaço para uma possível escolha indireta na Assembleia Legislativa e risco de avanço da oposição.

Diante do temor de perda de espaço no Nordeste, o PT avalia planos de contingência, incluindo a eventual candidatura de ministros do governo Lula a governos estaduais.

No Sudeste — São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro — a prioridade é montar palanques fortes. Em São Paulo, a tendência é que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, volte a disputar o governo contra Tarcísio de Freitas, buscando preservar o desempenho eleitoral de Lula no maior colégio eleitoral do país.

 

 
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