A coluna alertou que a policlínica médica de Mossoró não
era um hospital. E não precisa ser especialista em gestão de saúde ou em
administração hospitalar para cravar que o então prefeito Allyson Bezerra
(União Brasil) estava vendendo gato por lebre.
A policlínica não tem Unidade de Terapia Intensiva (UTI), não
dispõe de leitos de retaguarda, não atende urgência e emergência, não funciona
nos fins de semana e não faz parte da rede pública de saúde.
Logo, não é um hospital. Ponto.
Agora, por que Allyson usa a boa-fé das pessoas?
Simples: ele fez isso para criar um discurso de campanha ao
Governo do RN e fazer frente a um dos adversários, o ex-prefeito Álvaro Dias
(PL), que inaugurou o hospital municipal de Natal sem nunca ter funcionado.
Observe que em seguidas entrevistas, Allyson repete que
construiu um hospital em Mossoró, enquanto Álvaro inaugurou um em Natal sem
colocar em funcionamento.
Só que mentira tem pernas curtas.
Agora todo o estado está sabendo que Allyson falta com a
verdade quando diz que inaugurou um hospital.
Esse comportamento do ex-prefeito de Mossoró não é de agora.
Allyson entrou na vida pública com discurso fácil, que ele mesmo descontrói
mais adiante dependendo de sua necessidade do momento.
Por exemplo: Allyson foi eleito atacando as oligarquias e
agora é pré-candidato a governador no palanque de Alves, Maia e Faria.
Allyson disse que não entrou para a política para beneficiar
seus familiares, mas a Prefeitura de Mossoró e cargos terceirizados estão cheio
de seus parentes e de quebra ele lançou a esposa Cintia Pinheiro candidata à
deputada estadual.
Portanto, o que Allyson diz não se sustenta.
No mais, ele seguirá por aí com pulinhos, murrinhos e o
chapeuzinho de couro como se fosse um menino humilde.
É aquela velha sabedoria popular: quem não te conhece, que te
compre.
Jornal de Fato/Coluna Cezar Santos.

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