A rede municipal de saúde de Mossoró tem 1.288 pessoas
aguardando por atendimento psicológico, sendo a maioria formada por crianças.
Os dados são do Ministério Público Estadual do Rio Grande do Norte (MPRN), que
revela a incapacidade de a gestão municipal estabelecer um serviço de
assistência minimamente confiável.
O MPRN, em fiscalização recente, identificou situação de
desassistência no Ambulatório Materno Infantil (AMI) e recomendou que a
Prefeitura de Mossoró e a Secretaria Municipal de Saúde adotem medidas
imediatas para garantir a continuidade dos serviços. Um dos pontos críticos é o
número insuficiente de servidores no setor. Há necessidade urgente da reposição
desses profissionais para evitar colapso no atendimento à população.
A fiscalização realizada pelo MPRN apontou que a unidade de
saúde enfrenta uma situação de desassistência. Entre as 1.288 pessoas que
aguardam por atendimento psicológico, alguns na fila para consulta há dois
anos, estão inclusos casos urgentes que permanecem parados no sistema.
Na área de ginecologia, a fila de espera soma 813 mulheres,
entre adolescentes e idosas. O relatório técnico também mostrou que muitas
guias de encaminhamento são preenchidas sem o diagnóstico específico da doença.
Além disso, famílias que vivem na zona rural enfrentam dificuldades geográficas
para acessar o tratamento oferecido na cidade.
Orientação
Diante desses problemas, o Ministério Público orientou que o
município realize a chamada de aprovados em concurso público para substituir os
vínculos temporários. Também foi solicitada a criação de mutirões para atender
primeiro os pacientes com quadros de saúde mais graves. A recomendação inclui a
melhoria no preenchimento dos formulários médicos para facilitar a organização
das filas.
As autoridades municipais devem informar quais critérios
técnicos utilizam para chamar os pacientes que aguardam atendimento. O objetivo
é que o fluxo de prioridade respeite a gravidade de cada caso clínico. A
administração pública também deve buscar formas de evitar que pacientes da zona
rural abandonem o tratamento por falta de acesso.
A Prefeitura tem o prazo de dez dias úteis para responder se
vai cumprir as orientações apresentadas pela 1ª Promotoria de Justiça de Mossoró.
Caso as medidas não sejam adotadas ou não apresentem justificativas aceitáveis,
o MPRN poderá entrar com ações na Justiça.
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