A palavra que mais se ouve nos corredores do Planalto desde a noite de quarta-feira (29) é "traição". E o governo promete que haverá consequências.
Segundo fontes ouvidas pelo Estadão, Lula telefonou para aliados no Congresso minutos após a derrota e alinhou o discurso: o governo vai identificar, nome por nome, quem prometeu voto e descumpriu. O fato de a votação ter sido secreta dificulta, mas não impede o rastreamento — e o Planalto já tem suas estimativas.
O alerta vermelho acendeu até dentro de partidos da base.
O PSB, sigla do vice-presidente Geraldo Alckmin,
registrou dissidências inesperadas que surpreenderam a articulação
política. O PT, segundo governistas, foi o único partido que entregou a
totalidade dos votos prometidos.
O ministro José Guimarães, responsável pela articulação política, coordena agora o levantamento. A estratégia envolve três frentes: congelamento de emendas, revisão de indicações em cargos federais e pressão direta sobre líderes partidários para que enquadrem seus senadores.
A mensagem que o Planalto quer passar é clara: quem traiu Lula na votação de Messias vai pagar um preço político. Resta saber se o governo tem capital para cobrar essa fatura a seis meses das eleições.
Blog do Gustavo Negreiros.
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