A decisão do Governo do Rio Grande do Norte de parcelar em seis vezes o pagamento do reajuste salarial de 4,26% aos servidores estaduais provocou forte repercussão entre sindicatos e categorias do funcionalismo público. O anúncio gerou críticas imediatas e aumentou o clima de insatisfação entre os servidores nesta terça-feira (5).
As entidades sindicais afirmam que a proposta apresentada pelo Executivo não atende integralmente às reivindicações das categorias e reclamam do formato escalonado adotado pelo governo estadual. Para os representantes dos trabalhadores, o reajuste deveria ser implantado de forma integral e dentro do prazo previsto.
O Sindicato dos Policiais Penais do RN (SINDPPEN-RN) foi um dos primeiros a reagir. A presidente da entidade, Vilma Batista, criticou duramente a decisão e afirmou que o parcelamento descumpre o que havia sido esperado pela categoria.
“O parcelamento não corresponde ao que foi estabelecido em lei. Os servidores aguardavam a implementação integral do índice no tempo correto, sem esse tipo de divisão”, declarou a dirigente sindical, ressaltando ainda que a medida aumentou a insatisfação entre os trabalhadores do sistema penal.
Já o Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do RN (Sindsaúde/RN) informou que a proposta do governo será discutida em assembleia com a categoria. A entidade afirmou que irá avaliar os impactos do parcelamento antes de definir possíveis encaminhamentos e mobilizações.
Nos bastidores, lideranças sindicais já falam em intensificar a pressão sobre o Governo do Estado caso não haja avanço nas negociações. O episódio reacendeu o desgaste entre o funcionalismo público e a gestão estadual, em meio a cobranças por valorização salarial e cumprimento de acordos firmados anteriormente.
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