Parlamentares da
oposição protocolaram o 52º pedido de
impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF, nesta
terça-feira (12). O pedido agora depende de análise do presidente do Senado, Davi
Alcolumbre (União Brasil-AP).
A ofensiva é uma
resposta direta à decisão
monocrática de Moraes que travou a Lei da Dosimetria, norma aprovada pelo
Congresso que poderia reduzir as penas dos condenados pelos atos de 8 de
janeiro. Para os parlamentares, o ministro “usurpou” a
competência do Legislativo e do próprio plenário do Supremo.
O novo pedido,
liderado pelo deputado Cabo Gilberto (PL-PB), acusa Moraes de crime de
responsabilidade. O argumento central é que o ministro não poderia, sozinho,
neutralizar uma lei federal regularmente aprovada e promulgada. Segundo a
denúncia, a conduta é “incompatível com os limites constitucionais” e revela
uma extrapolação de poder.
Os números
impressionam: este é o 34º pedido de afastamento contra Moraes apenas durante o
governo Lula (PT). No total, o magistrado já acumula 52 denúncias desde 2021.
A decisão de
Moraes que gerou a revolta suspendeu a aplicação da lei que beneficiava os
presos do 8 de janeiro até que o plenário do STF dê a palavra final. A oposição
alega que o ministro criou um “expediente anômalo” para impedir que a nova
legislação surta efeito imediato.
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