Uma proposta de deleção premiada, no âmbito da Operação
Mederi, chegou às autoridades federais. Um dos investigados, com situação bem
delicada, está disposto a contar tudo sobre o esquema de desvio de recursos da
saúde pública de Mossoró na gestão do ex-prefeito Allyson Bezerra (União
Brasil).
O investigado se propõe a revelar detalhes importantes de
como funcionava a estrutura criminosa, os envolvidos e os beneficiados.
O acordo de colaboração premiada precisa ser homologado pelo
relator do caso, desembargador federal Rogério Fialho, do Tribunal Regional
Federal da 5ª Região, com sede em Recife (PE). O magistrado deve verificar a
legalidade, voluntariedade e a utilidade da colaboração, antes de homologar.
A operação da Polícia Federal e da Controladoria-Geral da
União (CGU) foi detonada no dia 27 de janeiro deste ano, tendo como um dos
principais investigados o então prefeito Allyson, que foi alvo de busca e
apreensão.
A polícia desmantelou uma estrutura criminosa que usava
contratos de compra de medicamentos, por meio da empresa DisMed Distribuidora,
para desviar dinheiro da saúde de Mossoró e de outros municípios da região
Oeste.
Além de Allyson, são investigados o atual prefeito Marcos
Bezerra (Republicanos), a atual secretária de Saúde, Morgana Dantas, o ex-secretário
de Saúde, Almir Mariano, entre outros servidores comissionados.
Sete investigados estão sendo monitorados por uso de
tornozeleira eletrônica. Esse é um dos maiores escândalos de corrupção no
âmbito da gestão municipal de Mossoró.
Jornal de Fato.
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