Durante entrevista ao programa 12 em Ponto, da 98 FM Natal, o secretário da Fazenda e pré-candidato ao governo do Rio Grande do Norte, Cadu Xavier (PT), fez declarações polêmicas sobre a chamada “judicialização da saúde”. Segundo ele, as decisões judiciais que obrigam o Estado a fornecer medicamentos, tratamentos ou internações “resolvem problemas pontuais, mas prejudicam o atendimento de outros pacientes”.
A fala de Cadu causou revolta entre os potiguares.
Afinal, o que significa isso na prática? Que as pessoas devem morrer à míngua
enquanto esperam por um sistema de saúde que falha em garantir o mínimo? Que
recorrer à Justiça para garantir um direito básico é um problema, e não uma
solução?
É no mínimo contraditório – ou até hipócrita – que um
pré-candidato ao governo critique justamente a única saída que muitos cidadãos
encontram para não serem abandonados pelo Estado. Se o governo oferecesse uma
saúde pública de qualidade, acessível e eficiente, ninguém precisaria entrar
com ações judiciais para ter acesso a remédios, leitos ou exames. Mas diante da
omissão, o que resta ao cidadão comum? Aceitar a negligência e aguardar a
morte?
A fala de Cadu Xavier expõe não só um desprezo pelo drama
real vivido por milhares de famílias no RN, mas também uma visão perigosa sobre
o papel do Estado. Governar é, antes de tudo, garantir direitos. E saúde não é
favor — é dever constitucional.
Se esse é o entendimento de quem quer comandar o estado, o povo potiguar precisa refletir com muito cuidado sobre o que esperar do futuro.
Veja a barbaridade completa aqui.
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