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Prazo para desincompatibilização coloca Fátima Bezerra e Allyson diante de escolhas delicadas

 

Teve início nesta quarta-feira, 4, um dos períodos mais decisivos do calendário que antecede as eleições de outubro. A partir de agora, gestores públicos que pretendem disputar cargos eletivos precisam se afastar de suas funções. O prazo para a chamada desincompatibilização segue até o dia 4 de abril.

No Rio Grande do Norte, dois nomes concentram as atenções nesse processo: a governadora Fátima Bezerra (PT), cotada para disputar o Senado, e o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil), apontado como possível candidato ao Governo do Estado. Ambos terão de abrir mão dos cargos atuais dentro desse intervalo caso confirmem suas candidaturas.

No caso da governadora, a decisão passa por uma questão política estratégica. Fátima só pretende deixar o comando do Executivo estadual se houver segurança de que o governo interino ficará sob controle de um aliado, escolhido por meio de eleição indireta na Assembleia Legislativa. A governadora descarta a possibilidade de entregar o governo a um adversário.

Pelo quadro atual, o grupo governista avalia ter condições favoráveis para eleger um nome que conduza o Estado durante os oito meses restantes do mandato. Ainda assim, as articulações seguem em andamento e o cenário ainda não está completamente definido.

A situação de Allyson Bezerra, por outro lado, é considerada mais complexa. O prefeito é alvo de investigação da Polícia Federal no âmbito da Operação Mederi, o que coloca em dúvida sua decisão sobre deixar ou não a prefeitura para disputar o governo estadual.

Caso renuncie ao cargo, Allyson perderá o foro privilegiado e passará a responder às investigações como cidadão comum. Permanecer na prefeitura, por outro lado, garantiria a manutenção dessa prerrogativa jurídica enquanto organiza sua estratégia de defesa.

Nos bastidores, há relatos de que a equipe jurídica do prefeito já teria alertado sobre a delicadeza do momento e sugerido que ele permaneça no cargo. A avaliação é de que essa opção pode oferecer mais segurança para enfrentar o processo em curso.

Diante desse cenário, ainda não há uma definição clara sobre qual caminho será adotado por Fátima Bezerra e Allyson Bezerra.

Enquanto as decisões não são anunciadas, começa a contagem regressiva: restam 30 dias para o encerramento do prazo de desincompatibilização.

 

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