A sucessão estadual no Rio Grande do Norte, em 2026, está
polarizada entre três nomes: Cadu Xavier (PT), Allyson Bezerra (União Brasil) e
Álvaro Dias (Republicanos). O cenário reflete a disputa entre continuidade do
projeto de Fátima Bezerra, a tentativa de retorno das oligarquias tradicionais
locais e a ascensão do bolsonarismo no estado.
Com o desenrolar do processo, que vai ganhando novos contornos e nitidez,
surgem opiniões de personagens experientes, como a do ex-vice governador Fábio
Dantas, que acredita na nacionalização da
disputa estadual. O peso do prestígio de Lula e de Bolsonaro terão influência
nas escolhas estaduais. Em nosso estado, em 2022, Lula, que apoia Cadu, recebeu
1.326.000 votos no estado e Bolsonaro, que apoia Álvaro, teve 711.381. Pela
lógica, parte desses sufrágios serão transferidos aos seus candidatos.
O pré-candidato Allyson Bezerra, não tem referências nacionais, de direita
ou de esquerda. Sua campanha será coordenada pelas velhas oligarquias locais,
tendo à frente o ex-senador e ex-governador José Agripino Maia.
Fábio Dantas acredita em um segundo turno entre Cadu Xavier e Álvaro Dias, por conta da influência de Lula e
Bolsonaro. Cadu tem uma herança numérica robusta enquanto Álvaro se posiciona
como o herdeiro do campo conservador. Cadú tem presidente
Bolsonaro.
A candidatura de Allyson Bezerra, embora revestida de uma estética de
juventude e eficiência administrativa (vinda de Mossoró), carrega consigo o que
Fábio Dantas e outros analistas apontam como um possível “calcanhar de
Aquiles”: o peso das oligarquias.
Allyson Bezerra não pode desistir logo de saída, mas seu discurso da “renovação
pura” será desacreditado, pelo palanque formado por figuras da oligarquia
tradicional do Rio Grande do Norte.
A análise de Fábio Dantas nos leva a crer que o eleitor potiguar buscará
referências nacionais para decidir o destino local. Se a influência de 2022 se
repetir, o espaço para uma “terceira via” centrada em acordos de cúpula com
velhas lideranças tende a diminuir.
O RN se prepara, portanto, para um embate de conceitos: de um lado, a consolidação de um projeto alinhado ao Planalto; do outro, a resistência de um bloco de direita que busca retomar o protagonismo. Cadu e Álvaro são os nomes que, hoje, melhor encarnam essa dualidade.
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