Olho D'água do Borges/RN -

Caneta na mão e sede de revanche: Fátima endurece o jogo para sufocar aliado de Walter Alves, Allyson Bezerra

 

Ao decidir permanecer no cargo, a governadora Fátima Bezerra redesenha o tabuleiro político do Rio Grande do Norte de forma explícita e nada sutil. Com a máquina estatal sob seu controle — e a “caneta na mão” —, ela amplia sua capacidade de interferência direta no processo eleitoral, transformando a disputa em um jogo de força institucional em favor do seu aliado, Cadu Xavier.

Nos bastidores, o movimento é visto menos como estratégia legítima e mais como reação política. Após atribuir publicamente ao vice Walter Alves a responsabilidade por sua desistência ao Senado, Fátima agora articula um contra-ataque que tem endereço certo: o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, identificado como próximo ao grupo do vice.

A tática adotada é arriscada e aposta na radicalização do cenário. A governadora trabalha para forçar uma polarização artificial, projetando um segundo turno com Álvaro Dias e tentando reduzir o debate a um confronto ideológico simplificado entre esquerda e direita. O objetivo, no entanto, vai além da narrativa: trata-se de sufocar o crescimento de Allyson e impedir que ele alcance a fase decisiva da eleição.

Na prática, a movimentação expõe um governo mais preocupado em controlar o resultado eleitoral do que em administrar o estado, elevando a tensão política e empobrecendo o debate público no RN. 

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