O prefeito Allyson Bezerra entregou oficialmente neste
domingo o Complexo Viário 15 de Março. O ato marca a conclusão de uma obra
polêmica, cercada de controvérsias e diferentes versões sobre sua origem e
financiamento.
Nos últimos dias, a disputa nas redes sociais tem sido intensa para
definir quem é o “pai da obra” e quem, de fato, pagou a conta. Atualmente,
existem três versões em disputa.
A primeira foi apresentada pelo empresário Jorge do Rosário, filiado ao PL
e pré-candidato a deputado estadual. Em vídeo publicado no sábado, ele afirmou:
“É preciso dizer a verdade: essa obra foi viabilizada pelo então
ministro Rogério Marinho, à época ministro do Desenvolvimento Regional do
governo Bolsonaro, que destinou R$ 40 milhões que permitiram a realização dessa
obra. Essa é uma verdade que o prefeito de Mossoró teima em esconder e quer
passar a ideia de que ele é o dono da obra. Mas obra pública não tem dono, ela
é do povo de Mossoró.”
Já na manhã deste domingo, a deputada estadual Isolda Dantas, do PT e
pré-candidata à reeleição, também publicou um vídeo gravado no local da obra.
Em sua fala, ela destacou:
“Essa obra entregue às pressas pelo prefeito de Mossoró custou
R$ 83 milhões. O prefeito diz que é o pai da obra, mas esconde que metade dos
recursos foi paga pelo governo federal, mais de R$ 40 milhões. O prefeito adora
esconder a origem do dinheiro. Essa estrada não foi barata: são 8 km que
custaram mais de R$ 10 milhões por quilômetro. Mas esse outro capítulo a gente
conversa depois, fazendo a matemática da calculadora.”
Por sua vez, o prefeito Allyson Bezerra publicou vários vídeos nas redes
sociais respondendo às críticas de que estaria escondendo a participação do
governo federal no financiamento da obra. Allyson apresentou sua versão sobre
os custos do complexo:
“Começamos a sonhar com essa obra em 2021, quando buscamos
elaborar o projeto. O complexo custou mais de R$ 100 milhões. A Prefeitura de
Mossoró bancou cerca de 60% desse valor, com recursos próprios e investimentos
previstos no orçamento, sem faltar um centavo. O governo federal entrou com R$
40 milhões e ainda restam R$ 15 milhões a serem repassados. Foi a Prefeitura
que idealizou, fez o projeto, destravou impedimentos, buscou licenças, realizou
a licitação, executou a obra e tornou tudo isso possível.”
Ao que tudo indica, a disputa sobre quem é o “pai da obra” está apenas
começando e deve se estender ao longo de toda a campanha eleitoral. Enquanto
isso, a população aproveita e passa a utilizar a nova via.
Neto queiroz
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