O ex-suplente de deputado federal Abraão Lincoln, que ganhou repercussão nacional
após receber voz de prisão durante depoimento na Comissão Parlamentar Mista de
Inquérito (CPMI) do INSS, participou das articulações para transferir o comando
do Republicanos no Rio Grande do Norte ao prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil), pré-candidato ao
Governo do Estado.
Lincoln tem influência na direção nacional do partido.
Seu filho, Victor Cruz, atua próximo ao presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira.
Com a saída do ex-prefeito de Natal Álvaro Dias para disputar o governo pelo PL, o
atual prefeito da capital, Paulinho Freire
(União Brasil), articulava a entrega do partido ao presidente da Assembleia
Legislativa, Ezequiel Ferreira, que está
deixando o PSDB e conta com uma nominata considerada competitiva.
No entanto, Allyson, por meio de Lincoln, teria se
antecipado e atuado para garantir o controle da legenda, em movimento
interpretado como reação à decisão de Paulinho Freire de apoiar Álvaro Dias. A
estratégia inclui fortalecer o partido com tempo de TV, acesso ao fundo
partidário e a possível candidatura do ex-prefeito de Natal Carlos Eduardo Alves ao Senado.
Uma coisa é certa: não faltarão partidos para Ezequiel. Hoje, ele é considerado um dos maiores articuladores políticos do Rio Grande do Norte, com expressiva densidade eleitoral. Tanto pode permanecer no PSDB, quanto aceitar sondagens já ventiladas pelo Podemos e PSB, que passaram a acompanhar de perto os desdobramentos, em meio a um movimento mais amplo de reposicionamento político no estado.
Ele foi ouvido na CPMI do INSS, ocasião em que recebeu
voz de prisão, sendo liberado posteriormente após pagamento de fiança.
Em 2015, Lincoln já havia sido preso pela Polícia Federal
durante a Operação Enredados, que investigava um esquema de concessão irregular
de permissões para pesca industrial.
Apesar das controvérsias, ele é apontado como um apoiador
ativo de Allyson Bezerra, a quem descreve como “inspiração para a nova
geração”.
“Afinal, Allyson agora circula em ‘boas companhias’: as oligarquias Alves e Maia — que antes condenava, quando era o menino pobre da zona rural de Mossoró —, além da presença de Abraão Lincoln.
No fim das contas, vale o velho ditado: diga-me com quem andas,
e direi quem és.”
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