Favorito ao
Governo do Estado até que novas pesquisas provem o contrário, o prefeito de
Mossoró Allyson Bezerra (UB) tem tentado dar demonstrações de força política
para seguir na corrida ao posto de maior autoridade do Rio Grande do Norte.
No meio do
caminho existem três espadas sob o seu chapéu de couro.
A primeira e
mais antiga é a suspeita de que ele teria fraudado as prestações de contas do
município aos órgãos de controle. Segundo uma denúncia apresentada pelo
especialista em contas públicas Anderson Quirino, há uma discrepância de R$ 240
milhões entre o que foi apresentado ao Tribunal de Contas do Estado (TSE) e o
Tesouro Nacional.
O TCE decidiu em
janeiro que o Ministério Público de Contas deve investigar o caso.
A segunda é a
ação de abuso de poder midiático e político nas eleições de 2024. Allyson havia
sido absolvido na primeira instância, mas o Tribunal Regional Eleitoral (TRE)
anulou a sentença e reabriu as investigações que apontam que o prefeito teria
usado recursos públicos para financiar influenciadores por intermédio de
agências de publicidade.
Esta semana o
Ministério Público Eleitoral opinou pela quebra do sigilo bancário das
agências.
O caso
pode deixar Allyson inelegível.
O terceiro e
mais estrondoso caso é o da Operação Mederi que levou a Polícia Federal a bater
a porta do prefeito no último dia 27 de janeiro.
Allyson é
suspeito de ter recebido uma propina de 15% sob uma ordem de pagamento de R$
400 mil conforme o famoso diálogo da “Matemática de Mossoró” interceptado pela
Polícia Federal.
O prefeito entra
no último mês antes da desincompatibilização com três espadas sob sua cabeça.
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