A Polícia Civil do Rio Grande do Norte (PCRN) enfrenta um
déficit de 64,35% do total de profissionais previsto em lei (5.150), com 3,3
mil vagas em aberto. Apesar de a 6ª Vara da Fazenda Pública da Comarca de Natal
ter determinado que o Estado adote medidas para recompor o efetivo da Polícia
Civil, entre elas nomear todos os aprovados no Edital nº 01/2020-PCRN, 185
candidatos aprovados ainda aguardam nomeação. O Governo afirma que está analisando
a decisão judicial.
A Justiça do RN acatou ação
civil pública ajuizada pelo Ministério Público do RN (MPRN), em 25 de março. A
informação sobre o déficit consta na sentença, que também aponta que, enquanto
o efetivo da PCRN tem 35,65% do quadro preenchido, a média das corporações no
Nordeste é de 56,3%. Por categoria, 66,83% das vagas de agente de polícia
civil, 65,13% das de escrivão e 34,29% das de delegado estão desocupadas.
Em nota, o Governo do Rio
Grande do Norte informou que recebeu a decisão judicial referente ao concurso
da PCRN e “irá analisá-la com responsabilidade e respeito às instituições”. O
Estado tem 30 dias para se manifestar nos autos. Atualmente, a
Procuradoria-Geral do Estado, em conjunto com as áreas técnicas, avalia a melhor
forma de cumprimento e resposta à determinação judicial.
À época de lançamento do
edital, havia 1.352 servidores ativos, diante de 3.798 cargos vagos. O concurso
aprovou 2.036 candidatos, dos quais 593 servidores foram nomeados nas duas
primeiras turmas de formação. Mesmo assim, de acordo com a ação, ainda faltava
a convocação de muitos aprovados.
Durante o processo, foi
concedida tutela de urgência determinando a nomeação de 155 candidatos
aprovados em todas as etapas do concurso. O Estado informou posteriormente o
cumprimento parcial da medida, com a nomeação de 153 candidatos.
A sentença, do juiz Francisco
Seráphico da Nóbrega, tornou obrigatória a nomeação dos candidatos aprovados
nas cinco fases do concurso regido pelo Edital nº 01/2020-PCRN.
Após a determinação, o Governo
do Estado nomeou na última quinta-feira (2) um grupo de 178 policiais civis
aprovados no concurso que substituem profissionais aposentados, mortos ou
exonerados. O pedido para ampliação do efetivo havia sido apresentado pelo MPRN
diante do déficit elevado na corporação.
Tribuna do Norte
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