Os preços da cerveja e da carne, itens essenciais do “kit
churrasco”, aumentaram acima da inflação oficial do país entre março de 2025 e
março de 2026, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE). Enquanto o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) subiu
4,14% nesse período, a cerveja ficou 6,06% mais cara e o preço da carne cresceu
5,68% no Brasil. A Associação dos Supermercados do Rio Grande do Norte (Assurn)
aponta para um cenário semelhante no estado.
Segundo Gilvan Mikelyson, presidente da entidade, o RN
segue o cenário nacional com alta dos preços. Nas cervejas, a alta seguiu o
mesmo patamar. Já o preço da carne, diz Mikelyson, subiu até o dobro do IPCA.
Diante desse cenário, os potiguares já adaptam seus hábitos de consumo - por
meio da troca por itens mais acessíveis – e pesquisam mais na hora de comprar.
“No caso das carnes, há uma mudança no cenário de consumo,
tanto pela substituição por cortes menos nobres, mas também pela migração para
o consumo de frango e de porco. A carne suína e a carne de aves têm sido opções
muito mais em conta do que a carne bovina”, explica Mikelyson.
Esse cenário é refletido nos estabelecimentos da capital
potiguar. Vinícius Borges, gerente da Bomfrigo Atacarejo, afirma que os
clientes preferem carnes com preço mais baixo, mas de boa qualidade.
“A carne de primeira caiu muito. Sempre procuram essa carne
mais acessível, que seja uma qualidade boa, mas com preço menor. Hoje em dia, a
carne de segunda está do preço antigo da carne de primeira”, diz.
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